Foto-ouvinte: o trabalhador informal

 

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O trabalhador no meio da avenida e os clientes no carro. O movimento na cidade e o calor do versão. As construções que se estendem pelas calçadas e a bandeira do Brasil.

 

Todos elementos que chamaram atenção de Marcos Paulo Dias, ouvinte da CBN e colaborador do blog desde sempre, ao passar na avenida Marechal Tito, em São Miguel Paulista, zona leste da capital — especialmente após ouvir no rádio que, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE, o número de trabalhadores por conta própria cresceu  4, 1%, em média, entre 2018 e 2019. Hoje são 24,2 milhões.

 

No aniversário de SP, uma galeria de fotos para destacar a beleza da cidade

 

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(texto e foto de divagação)

 

A cidade de São Paulo tem uma galeria só para ela e que fica na loja 22 da área comercial do símbolo da cidade, o histórico edifício Copan, projetado por Oscar Niemeyer.

 

São fotografias do skyline da Avenida Paulista, aéreas do centro, prédios históricos como o Martinelli, o Itália, o Altino Arantes (antigo Banespa), o São Vito (demolido em 2011), o Teatro Municipal, a Catedral da Sé, além de vistas do Copan, que também é retratado pelas lentes do premiado fotógrafo RenattodSousa (dois Nikon Photo International e dois Prêmios Abril de Jornalismo).

 

A foto galeria exibe uma exposição permanente de imagens de São Paulo, impressas e montadas em diferentes materiais como canvas (tela de algodão), metacrilato, molduras tradicionais, echarpes, entre outros.

 

No aniversário de São Paulo a galeria estará aberta. A visitação é gratuita.

 

Serviço

 

RenattodSousa Foto Galeria
Endereço: Avenida Ipiranga, 200, loja 22, edifício Copan.
Telefone: (11) 3237-0056
Funcionamento: de 2ª a sábado, das 11 às 19 horas.
Visitação gratuita.

O primeiro voo de Varig para a praia

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Se não fossem as fotografias do álbum que minha sobrinha Claudia Tajes recuperou depois de permanecer por muito tempo em uma cômoda de minha irmã,mãe dela, talvez eu não acreditasse que o meu primeiro contato com o mar situado abaixo do Rio Mampituba – frio para o meu gosto – houvesse ocorrido no segundo semestre do ano de 1930. As provas estão nas fotos tiradas pela Agfa do meu pai,nas quais apareço passeando em uma carrocinha puxada por um bode ou uma cabra e levando na cabeça um chapelão que mais parecia um desses que os mexicanos usam no verão deles.

 

A minha estreia no mar,porém,foi a parte mais interessante da história do meu primeiro contato com a água salgada. Não sei,aliás,se cheguei a molhar os “pezinhos”. Com o tempo fui descobrindo, aos poucos, que tinha um pai super zeloso em todos os sentidos. Foi por meio do álbum,preenchido em sua maior parte por minhas fotos – privilégios de primogênito –, que soube que o seu Aldo não temia viajar de avião. Se não me engano,ele foi um dos primeiros a pôr os três membros da família Jung – ele,minha mãe e esse que lhes escreve – em um aeronave que nos levou,imaginem,a Torres,no litoral gaúcho,a uma hora e meia de avião,partindo de Porto Alegre.

 

Ricardo Chaves,no Almanaque Gaúcho,que escreve diariamente em Zero Hora,pôs o seguinte título no seu texto do dia 5 de janeiro:” Intrépidos veranistas”. Creio que se referia aos gaúchos,principalmente os residentes em Porto Alegre. Quando fiquei sabendo que o meu primeiro contato com o mar se deu após uma viagem de avião,me dei conta de que quem viajava até Torres de várias maneiras,menos a aérea, – trem,vapor e estradas que não faziam jus ao nome pois levavam os veranistas sobre piso de areia,altamente perigoso, porquanto prontos para engolir automóveis dirigidos por motoristas desprevenidos – esses,sim,era de se tirar o chapéu para o peito deles.

 

Mas vá lá,viajar de avião,mesmo os “modernos hidro-aviões”,levando-se em conta a época, era algo preocupante para os menos corajosos,confiar na perícia dos pilotos.É verdade,como lembra Ricardo Chaves,que a velha e boa Varig ajudou muita gente – as que podiam pagar pela viagem aérea – a encurtar aquelas intermináveis viagens ao litoral. Hoje em dia,porém,o que a Varig tentou facilitar,ficou complicado com os engarrafamentos do trânsito,especialmente os ocorridos em fins de semana ou quando há feriados prolongados. Não bastasse isso,nunca estamos livres de motoristas desajustados,que bebem antes de dirigir e ultrapassam a velocidade permitida,pondo em perigo a vida dos bons pilotos.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Escreve às quintas-feiras, no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Fora da Área: a cara da nossa torcida na Copa 2014

 

A Copa das Selfies registrou nos 48 jogos da fase de grupos o envio de mais de 32 milhões de fotos, segundo informou Ethevaldo Siqueira, no quadro Mundo Digital, do Jornal da CBN. O SindiTeleBrasil, que reúne as empresas do setor, relatou que durante essas partidas foram feitas 2,5 milhões de ligações telefônicas e em torno de 31 milhões de conexões para envio de dados. A frente de todos esses números, estão milhões de torcedores que foram aos estádios ou curtiram a festa do futebol. Para ilustrar essas marcas, convidei ouvintes do Jornal da CBN a enviarem suas fotografias pelo Twitter @jornaldacbn. Consegui reunir 77 fotos, algumas de colegas nossos da rádio como você poderá ver no painel a seguir:

 

Foto-ouvinte: a cara de São Paulo aos 459 anos

Vista desde a Vila Mariana

 

A partir desta semana, teremos aqui no Blog uma seção especial do Foto-Ouvinte com a “Cara de São Paulo aos 459 anos”. Cenas da cidades, ângulos desconhecidos, momentos do seu cotidiano registrados em fotos podem ser enviados para milton@cbn.com.br. Para começar publico foto feita pelo nosso colega de bancada, Thiago Barbosa, desde o apartamento dele no alto da Vila Mariana e com olhar voltado para a zona leste. É uma vista privilegiada, sem dúvida, que revela a dimensão de São Paulo e o horizonte tomado de prédios.

Modelos de fotógrafos

 

Por Dora Estevam

 
A fotografia exerce um fascínio nas pessoas e não escolhe classe e poder aquisitivo, qualquer um tem uma máquina em casa. O interessante é que na hora de bater ou clicar a foto muitos fazem pose (eu faço) e desejam que aquele momento “mágico” seja revelado com imagens e ângulos especiais.
 
Os fotógrafos mais cobiçados são os de moda. Muitos, maravilhosos, fazem tanto sucesso que viram celebridade tanto quanto as modelos. O italiano Giampaolo Sgura é um deles. E para conhecer o trabalho do rapaz, separei um curta no qual ele conta detalhes da vida profissional e pessoal:

E se interessar, visite o blog de Giampaolo Sgura para ver trabalhos incríveis dele.

Outro fotógrafo homenageadíssimo é Mario Testino. Ele é tão badalado que foi o fotógrafo oficial do casamento da modelo Kate Moss, este ano. Aliás, ele e ela são super amigos e, a toda hora, é possível ver fotos dos dois juntos nas colunas sociais do mundo inteiro. Não posso esquecer que o moço ai, também, era o predileto da Princesa de Gales, Diana.

E pra não perder o estilo dos meus posts de sábado, no qual sempre uso fotos de Street Style para ilustrar as novidades e produções de rua, acho justo falar dos colegas que são, na verdade, os paparazzi. Estas fotos são tiradas nas ruas, nas portas de grandes eventos de moda, geralmente. O trabalho deu tão certo que cresceram com eles, os blogs de moda fast, mania internacional.


 
Na blogosfera destaque para Tommy Ton, do Jak & Jil, e Scott Schuman, do The Sartorialist.
 
E você, tem fotografado muito?
 
Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung

Conte Sua História de SP: O fotógrafo do Pari

 

Domingos Novo

Veterano da TV Tupi, Domingos Novo fez da imagem sua paixão e do Alto do Pari, seu bairro. Foi lá que nasceu há 73 anos e se iniciou na arte da fotografia. O cinema era dos progamas preferidos, mesmo que para isso tivesse de seguir até o centro onde estavam as melhores salas e viveu momentos inesquecíveis.

No depoimento gravado pelo Museu da Pessoa para o Conte Sua História de São Paulo, Domingos Novo fala de aventuras fotográficas que aproveitou ao lado do filho dele, como a ida ao Ginásio do Ibirapuera para registrar um casamento comunitário.

Ouça o que diz Domingos Novo em edição de Júlio César e sonorização de Cláudio Antônio

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar, aos sábados, logo após às 10 e meia da manhã, no CBN SP. Você pode contar mais um capítulo da nossa cidade, agendando uma entrevista ou enviando texto para o Museu da Pessoa.

Um dia na Favela do Moinho

 

A Favela do Moinho é como todas as outras que estão no imaginário paulistano. Tem cerca de 900 famílias, 4.500 moradores, sem rede de água e esgoto, e a energia elétrica é garantida pelos “gatos” que dão luz e perigo de vida. Apenas não se pode dizer que ali se tem uma vida típica do paulistano despejado na periferia porque a favela está esmagada entre as linhas de trem da CPTM, no centro da cidade, a três quilômetros da Praça da Sé.

No Dia das Crianças, um grupo de grafiteiros e fotógrafos foi até lá, pintou paredes, interagiu com as crianças, distribui brinquedos e doces, e saiu convencido de que a cidadania é um direito ainda a ser conquistado por comunidades paulistanas.

O Massao Uehara, que integra o Adote um Vereador, levou sua versão fotógrafo para o evento batizado de “A vida é um moinho” e compartilha com os leitores do blog sua experiência.

Eles viajaram nas fotos

 

Leão Serva

Os caras sempre foram conhecidos pelo talento em outras áreas. Escrevem, inventam, medicam, consultam e ensinam. De repente tomam coragem e decidem se expor ao público através do olhar diferenciado que captaram com suas máquinas de fotografia. Manipulam as imagens sem pudor com o objetivo de torná-las ainda mais interessantes, oferecem além do que a própria lente seria capaz de enxergar. E, agora, tentam transformá-las em valores que dêem suporte ao Instituto Democracia e Sustentabilidade, recém-criado com a ideia de colocar a questão ambiental na agenda política brasileira.

Falo de Caio Tulio Costa, Leão Serva, Adolfo Lerner e Beto Ricardo que reuniram seus trabalhos fotográficos em mostra que está aberta, sempre após o meio-dia, no Espaço de Arte Trio, na rua Gomes de Carvalho, 1759, na Vila Olímpia. E que se encerrará no dia 1º de junho com a realização de um leilão em benefício à causa defendida pelo IDS.

Para ilustrar esta conversa, duas imagens que surgiram da polaroide do Leão, feitas a partir do mesmo ponto, para o mesmo lado, mas com intervenções que mudam seu significado.

Deficientes visuais fotografam ‘Acessibilidade’

 

Deficientes visuais fotografam o mundo que enxergam e transformam este material artístico em ato político na exposição “Acessibilidade” que está no Senac de Santo Amaro, zona sul de São Paulo. A ideia de abordar este tema partiu dos próprios alunos do curso realizado pelo professor e curador João Kulcsár que desenvolve o conceito de alfabetização visual. Navegue no álbum digital que traz algumas das imagens que fazem parte da mostra e sinta você mesmo a profundidade do olhar de cada um destes fotógrafos do cotidiano.

O Centro Universitário Senac, unidade Santo Amaro, fica na avenida Engenheiro Eusébio Stevaux, 823. A entrada é gratuíta.