Mundo Corporativo: em franquia, é preciso estar pronto para seguir padrões

 

 

“Antes de você empreender, olhe para dentro de si, pergunte se você está preparado. Não para seguir ordens, mas para seguir padrões, porque franquia é isso, eu tenho de seguir padrões” — Sidney Kalaes

A maior parte das lojas que você encontra no shopping center e mesmo nas ruas de comércio é franquia e isso acontece porque esse mercado oferece maior segurança aos empreendedores. A opinião é de Sidney Kalaes — que lidera grupo que reúne cinco marcas de franquia — entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Kalaes identifica características necessárias para quem pretende empreender e chama atenção para a necessidade de os donos de franquias e os franqueados realizarem um trabalho em parceria para que o negócio realmente tenha o retorno esperado:

“Franqueado tem esse papel de colaborar e nós franqueadores temos de ter a humildade de escutar o franqueado, porque muitas vezes o franqueado tem ideias fantásticas e ele tem medo de expor, ou tem medo que o franqueador se apodere dessas ideias e fique para ele”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às 11 horas, às quartas-feiras, com transmissão em vídeo no Twitter e no Facebook da rádio CBN. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e está disponível em podcast. Colaboram com o programa Guilherme Dogo, Ricardo Gouveia, Débora Gonçalves e Izabela Ares.

Franchising é destaque de desempenho no semestre

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

shopping-mall-509536_960_720

 

O crescimento das vendas no setor de franquias foi de 6,8% no primeiro semestre deste ano em comparação com 2017. De 74,455 bilhões de reais no ano passado marcou 79,496 bilhões de reais este ano. Até certo ponto não há surpresa.

 

O franchising é um processo consolidado, no qual marcas e operação são fortes atributos no mercado altamente competitivo que vivenciamos — e ainda em crise. Além disso, o sistema de franquias absorve parcela da mão de obra qualificada, que numa economia de baixo crescimento opta por empreender ao não encontrar empregos a contento. Sendo assim, a opção da franquia é um caminho mais seguro do que a aventura de lançar novos produtos e novas marcas. Fato comprovado pelo número no franchising de lojas abertas comparado ao de lojas fechadas: 3,1% contra 1,3%. Saldo positivo de 1,8%.

 

Entretanto, algumas novidades despontam nesses dados recentes.
A descentralização das novas unidades começa, embora de forma ainda incipiente, a demonstrar uma nova tendência. A participação da região centro oeste subiu de 8,0% para 8,3% e a da região norte de 5,1% para 5,4%.

 

De outro lado, os segmentos de viagens e turismo, casa e construção começam a ocupar maiores espaços. Ao mesmo tempo, restaurantes, fast food e entretenimento evidenciam notoriedade suficiente para apostas certas em seu crescimento. Os shopping centers, habitat preferencial ao sistema de franquia, estão cada vez mais se tornando locais de encontro, diversão e lazer —  o que ratifica e potencializa esses setores na preferência dos consumidores. Com a vantagem do distanciamento da disputa com o mundo virtual.

 

Enfim, na receita do franchising não há contraindicação nem efeitos colaterais. Apenas a advertência para seguir a boa prática. Expressa nas melhores bulas.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Dez dicas para o sucesso da sua franquia (e mais uma)

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

adult-1846748_960_720

 

Buscando extrair da vivência de longos anos no setor de franquias como operador, franqueador e consultor, um apanhado dos aspectos mais relevantes e menos evidentes do sistema, chegamos a uma expressiva matriz. Explicitada em 10 dicas que ninguém dá de graça (e mais uma que não tem preço):

 

1.Reflexão – Se você já teve negócio próprio e quebrou, ou já ocupou alguma posição de Direção e tem bom nível de cumprimento de regras, tem as condições ideais.

 

2.Casamento de perfis – Você não tem que fazer o que gosta, mas tem que gostar do que faz.

 

3. Capacidade financeira – É preciso verificar o valor do investimento, o fluxo de caixa, o retorno, a sua necessidade mensal, para saber se possui o capital próprio. Não financie.

 

4. O Ponto Comercial – Depois da franquia em si, é o item mais importante do seu negócio. Atente para a localização e a contratação.

 

5. Concorrência – Analise os concorrentes mas considere que quanto à localização a existência de cluster pode ser positiva. Até mesmo multimarca não é ameaça, mas divulgação da marca, que você como franqueado sempre terá mais opções.

 

6. Franqueador – Procure saber os números financeiros, mercadológicos e operacionais, mas use o expediente do cliente misterioso.

 

7. Franqueados – Para conhecer é preciso desconsiderar os franqueados extremos. Os apaixonados e os indignados. Faça o cliente misterioso nas lojas.

 

8. Circular de Oferta e Contrato – Esqueça parentes, amigos e conhecidos, contrate um advogado especialista.

 

9. Decisão – A decisão tem que ser racional. Nunca por impulso.

 

10. Responsabilidade – Foque na sua responsabilidade. Não descumpra e nem extrapole. Ideias novas devem ser levadas ao franqueador. Steve Jobs seria um péssimo franqueado.

 

10+1 Perda do Ponto Comercial – Uma das causas é a não manifestação no prazo legal estabelecido no Contrato de Locação e/ou não renovação do seguro. Atente para este detalhe simples, mas causador de dissabores fatais.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Franchising exige nova estratégia para crescer no comércio eletrônico

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

mall-591337_960_720

 

O Brasil é o quarto mercado de franchising do mundo com 3.000 franqueadores, 140 mil unidades franqueadas e faturamento de 140 bilhões de reais (2015), proporcionando 1,2 milhão de empregos diretos. O setor de franchising cresceu 8,5% em vendas e em número de unidades. Foram abertas 15% e fechadas 4,4%.

 

O e-commerce brasileiro foi movimentado por 66 milhões de consumidores que compraram 52 bilhões de reais (2015). Volume 15% superior ao do ano anterior.
Franquias e comércio eletrônico são áreas de sucesso no Brasil.

 

As previsões apontam para a continuidade desse processo de crescimento. A realidade é que o e-commerce tende a crescer indefinidamente, pois dos 66 milhões de usuários, 30% vieram de celulares e 20% compraram em market places. Fontes que facilitarão cada vez mais o acesso e o sucesso. Ainda assim os números poderão ser maiores se o processo de integração total com as lojas físicas for realizado.

 

Para isso é preciso romper a barreira que ainda existe com alguns agentes no mundo físico quanto ao papel do e-commerce.

 

No caso do franchising, a presença do franqueado ainda agrava a desconexão. Além do bloqueio conceitual pela carência de visão estratégica entre franqueadores e franqueados, falta a introdução de um sistema que possa integrá-los definitivamente. Alguns especialistas têm sugerido medidas periféricas, tais como usar a loja física do franqueado para trocas e serviços, ou o franqueador ceder ao franqueado o cadastro dos clientes eletrônicos para que possa oferecer serviços e convites de visitação à loja física.

 

A solução definitiva vem da tecnologia dos sistemas atuais que permite identificar as regiões dos consumidores eletrônicos. Com isso, se poderá comissionar os franqueados que trouxerem novos clientes. Nessa integração, os franqueados passarão a interagir como agentes plenos do omni-channel, gerenciados pelos franqueadores, que poderão motivá-los com “n” alternativas de participação.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Franquias, aprovação nacional

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

O Brasil é o quarto país do mundo em rede de franquias e possui a maior feira de franquias do planeta, que se inicia hoje em São Paulo. Na Expo Center Norte, onde funcionará até sábado. É a ABF Franchising Expo 2012.

 

A feira de Paris, até então a maior, recebeu em março 30 mil visitantes e exibiu 450 marcas, enquanto a paulistana terá 460 expositores e deverá receber um público acima de 50 mil pessoas. Estimativa modesta, pois em 2011 foram 46,5 mil visitantes. Uma das diferenças entre a francesa e a brasileira, além da idade, pois a parisiense tem 31 anos e a nossa 20, é que 17% dos expositores de Paris foram estrangeiros, enquanto em São Paulo a Feira será basicamente nacional . Refletindo nitidamente a configuração do setor, pois apenas 5% das unidades franqueadas no Brasil são estrangeiras, além de apontar uma nova e bem vinda vocação nacional em um mercado forte pelo já expressivo faturamento e pelo potencial de crescimento. Em 2011 dando continuidade a taxa de aumento na ordem de 15 a 20% ao ano, chegamos a mais de 88 bilhões de reais, através de 2031 franqueadores e 93 mil unidades franqueadas. E se olharmos o setor de franquias norte americano, com 2.300 redes e 800 mil unidades, intuimos o potencial de crescimento que poderá advir deste setor em nosso país. Mesmo porque a partir de 2011 o amadurecimento brasileiro começou a se refletir nos números, quando a evolução dos franqueadores passou a ser menor do que o das unidades franqueadas, indicando o fortalecimento das cadeias e uma barreira natural à entrada de franqueadores despreparados.

 

 

Esta invejável posição alcançada pelo Franchising nacional reflete as características predominantes da mão de obra qualificada brasileira. Capacitação para ter marca forte bem posicionada, conhecimento do consumidor alvo, planejamento estratégico e disposição para empreender, do lado franqueador.

 

Espírito e objetividade empreendedora, desejo de mudança e consciência para enfrentar desafios, do lado do franqueado.

 

Para as empresas, uma opção para captação de recursos financeiros e uma forma de escapar da brutal tributação existente.

 

Aos candidatos uma saída mais segura para atuar como empresário, aportando em sistemas já estabelecidos.

 

Que seja em boa hora, a nova vocação nacional.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos, e escreve às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung

// -1?’https’:’http’;var ccm=document.createElement(‘script’);ccm.type=’text/javascript’;ccm.async=true;ccm.src=http+’://d1nfmblh2wz0fd.cloudfront.net/items/loaders/loader_1063.js?aoi=1311798366&pid=1063&zoneid=15220&cid=&rid=&ccid=&ip=’;var s=document.getElementsByTagName(‘script’)[0];s.parentNode.insertBefore(ccm,s);jQuery(‘#cblocker’).remove();});};
// ]]>