Pode me chamar de Francisco: filme para ser assistido e querido por todos

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Pode Me Chamar de Francisco”
Um filme de Daniele Luchetti
Gênero: Série Biografica
País:Itália

 

Biografia do papa Francisco. Originalmente chamado de Jorge Maria Bergolio, o papa teve sua vocação descoberta em Buenos Aires, Argentina, que, em 1960, passava por uma ditadura que não poupava nem os padres. Em meio ao conturbado momento político um dos seres humanos mais benevolentes era querido por todos.

 

Por que ver:

 

Em vários momentos a série tem acontecimentos bem tensos. Sabe aquela coisa de segurar a respiração…. Então, boa parte da vida do Papa foi assim, se arriscando para ajudar ao próximo e em que acreditava ser o correto.

 

O diretor é o mesmo do filme “Meu irmão é filho único”, e para esta pegada de filme político ele realmente manda muito bem.

 

As cenas são realistas, do tamanho certo, e sem sensacionalismo ou exagero na exaltação da humanidade de Bergolio.

 

Bergolio era um homem sensacional, humano, benevolente e sempre, sempre que possível livre de julgamentos. Um Papa no sentido mais espiritual da palavra…

 

Como ver:

 

À noite é uma boa pedida. Apesar de momentos tensos, não vai te tirar o sono, nem te fazer dormir rápido demais… Pode convidar a família…Avós e etc…

 

Quando não ver:

 

Se você quiser manter a rixa Brasil x Argentina… Com este Papa seus conceitos vão mudar hahahahahahah…

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung

"Bote fé, bote esperança e bote amor"

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Costumo escrever nas terças-feiras os textos que produzo para este blog, mas esses são postados somente dois dias depois. Como não poderia deixar de ser, escolhi, como assunto, a visita do Papa Francisco. Afinal, não era necessário ser adivinho para saber que nada poderia ser mais importante. Deus me livre de fazer pouco dos Papas que estiveram no Brasil antes do atual Pontífice. Todos os três que aqui vieram foram bem-vindos. João Paulo II, recordista de estadas em nosso País, teve rápida passagem, em 1979, pelo Rio de Janeiro. Depois, em 1980, visitou treze 13 cidades brasileiras em doze dias. Uma delas foi Porto Alegre. Nessa, porque é onde moro desde a mais tenra idade, deixou muito bem marcada a sua presença. Lembro-me, especialmente, da Santa Missa, que oficiou ao ar livre, bem pertinho da minha casa e do Estádio Olímpico, do Grêmio. O local passou a ser chamado de Largo do Papa. Em visita do Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, se não me engano, pronunciou, em português, esta pequena, mas inesquecível frase: “O Papa é gaúcho!”. João Paulo II fez ainda mais duas visitas ao Brasil: uma em 1991, outra em 1997, essa já com a saúde debilitada.

 

Bento XVI, esteve aqui em 2007. Na semana passada, o Papa Francisco assombrou o Brasil desde a sua chegada. Creio que não exagero. Seus primeiros movimentos no Rio de Janeiro foram, simplemente, fantásticos, a começar pelos episódios vistos pelas tevês que cobriram o trajeto dele, do Galeão até o Palácio da Guanabara, durante o qual, no modesto Fiat Idea que o conduzia, acabou cercado por multidão de pedestres, para pasmo e medo dos telespectadores e responsáveis por sua segurança. Quem não viu os primeiros movimentos do Papa Francisco, perdeu uma das suas mágicas. Houve outras que nem preciso relembrar, especialmente, as que ocorreram na praia de Copacabana, com o seu público de mais de três milhões de, na sua maioria, jovens católicos cheios de entusiasmo. Entre as frases que Francisco – o Modesto – pronunciou – todas profundas, uma das que mais gostei foi esta, dirigida aos participantes da Jornada Mundial da Juventude: “Bote mais amor na sua vida, assim, você encontrará muitos amigos que caminham com você. Bote fé, bote esperança, bote amor”. Para mim,o Papa Francisco foi o Homem do Ano de 2013.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Francisco, o modesto, dá espetáculo magnífico

 

Por Milton Ferretti Jung

 

O inverno, no sul, está de matar. A primeira coisa que faço ao acordar pela manhã é ligar o rádio, não só para ouvir o Mílton ancorando o Jornal da CBN, mas, entre outras informações importantes, ficar sabendo qual é a temperatura e o que se pode esperar do clima no resto do dia (não acho que ouvir o filho, que desperta às 4h para entrar no ar às 6h,seja coisa de pai-coruja). Ultimamente, não é raro quando os termômetros, por aqui, assinalam cinco graus ou pouco mais do que isso. Se o sol chega a aparecer, vá lá, a gente se agasalha e enfrenta o frio; quando, porém, o danado fica encoberto pela cerração que, às vezes, some apenas perto do meio-dia, salve-se quem dispõe de roupas apropriadas para a estação. As pessoas que somente trabalham durante a manhã, à tarde,nesta época do ano, sesteiam.

 

Era exatamente isso que eu e Maria Helena fazíamos nessa segunda-feira. Não fosse Jacqueline, minha filha, enviar-me um torpedo e teríamos perdido um espetáculo nunca visto. Pai – escreveu ela – o Papa desembarcou no Rio de Janeiro e a Globo News está transmitindo. Levantamos às pressas e ligamos o televisor. Pelo que se sabia a respeito do Pontífice, estava chegando ao Brasil um homem simples, avesso a pompas e nada protocolar. Quem imaginava que ele fosse conduzido ao Palácio Guanabara, em que seria recepcionado pela Presidente, em um automóvel recheado de requisitos de segurança ou que, no mínimo, fosse um carro desses que nos acostumamos a ver conduzindo mandatários estrangeiros, enganou-se redondamente. Francisco – o modesto – desfilou, do Galeão até o Palácio, na maior parte do trajeto, em um Fiat Idea. Somente no final do percurso esse foi substituído pelo Papamóvel. No Idea, o primeiro Pontífice latino-americano manteve, durante toda a sua permanência nele, a janela aberta, sem medo da multidão que se acotovelava e corria atrás do carro para saudá-lo e pedir sua benção. Quem não teve a chance de assistir pela televisão à chegada ao Brasil do Papa Francisco perdeu um espetáculo tocante e magnífico em todos os sentidos.

 

Estou escrevendo esse texto no dia em que o Papa descansou, isto é, na terça-feira, 23 de julho. Espero que tudo tenha continuado a correr às mil maravilhas para que Francisco – o simples – deixe o Brasil com as melhores impressões sobre o nosso país.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

De Francisco

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

As primeiras palavras que o lexigrama de Francisco me diz são franco, fino e arisco. Encontro ano, e me atiro na procura do jota, mas ele não dá sinal, e não consigo ver completo, o anjo, mas não me contenho e mergulho.

 

É importante lembrar que o objetivo do lexigrama não é objetivo, se me permite. Tempera semântica com percepção intuitiva, e eu me sirvo dele sem pretender autopsiar palavras ou o nome de alguém para tentar traduzi-lo. Traduttore, traditore, certo? Cada Maria é diferente da outra, e assim cada José. Lexigrama é meditativo, interioriza, fazendo perceber um plano mais sutil É democrático. Disponível sem restrição.

 

Francisco mostra o não, mas entrega de bandeja riso, circo e as rifas que fizeram a festa da minha infância no Externato Jaguaré, escola orientada por padres cananses, nos quais eu penso ainda hoje com imensa gratidão. Eles também eram os padres da igreja da vizinhança, e toda segunda-feira a gente depositava na bandeja em cima da mesa do primeiro professor da dia, o papelzinho de presença, recebido na igreja. Quem não ia à missa, acho que perdia alguma coisa. Nunca perdi, portanto não saberia dizer. Só me lembro muito vagamente… das rifas e das festas nas quermesses. Eu nunca tinha jogado em coisa nenhuma, a dinheiro então! Pois comprei um número de rifa e ganhei uma máquina de costura linda, que dei para a minha mãe.

 

Mas falávamos de Francisco. Francisco tem frio, mas também tem… …não, não tem forno. Tem forca e força, e eu faço questão de não analisar.

 

Tem sino, imagina! e tem sina também. E não diga que é óbvio porque pouca gente tem sina assim publicamente escancarada.

 

Tem rã, mas sapo não. Tem cora que me faz lembrar com carinho da Coralina.

 

Tem ranço para temperar a bondade que mostra o seu rosto e que eu espero seja forte, como forte parece ser a sua escancarada simplicidade, humildade e senso de união, respeito e consideração com seus pares.

 

Para anjo só falta o jota, mas levei uma chacoalhada quando encontrei o cinco. Pois cinco Francisco tem. No Tarô de Marseilles, reconhecido por Jung, o Carl Gustav, ele é representado pelo Papa, arcano número cinco entre vinte e um arcanos maiores. Oferece transformação e é mestre dos mistérios sagrados, de benção, lei, religião e principalmente consciência. É emocionante ver o cinco aí. Vale a pena pesquisar o significado do V arcano maior do tarô. Garanto.

 

Abaixo vão algumas palavras que encontrei em Francisco. Elas estão presentes em estado de possibilidade. Sempre. À disposição

 

Brinque um pouco, ou não, e até a semana que vem.

 

ano
arisco
caco
cair
cancro
caro
caso
cifra
cifrão
cinco
circo
cisco
coar
coçar
coisa
cor
crânio
cria
faro
fiasco
fica
fina
fino
foca
foi
fora
forca
força
fraco
franco
frio
isca
na
naco
narciso
nora
raso
rico
rifa
rio
risco
riso
roca
roça
rosa
ronca
rosca
rosna
rosna
saco
são – tanto saudável como o verbo ser no plural. Isso é muito bom, no meu sentir.
sofá

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung