Franquia, um bom negócio?

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

É comum ouvir em conversas informais que bancos ou shoppings são tão bons negócios, que bem ou mal administrados dão resultados. E as franquias, tema do Mundo Corporativo da semana passada e evidência da próxima com a Feira ABF, serão tão bons negócios também?

 

A princípio é fácil adiantar que à má-administração não há negócio que se sustente. Quanto às franquias, é necessário investigar alguns aspectos fundamentais. Os dados gerais do setor são favoráveis. O Brasil é hoje um dos maiores mercados mundiais de franquia. Sendo o 4º no ranking, possui o maior crescimento em faturamento, a maior elevação em relação ao PIB, e tem a maior feira comercial. Com o faturamento de 103 bilhões de reais, 2.400 redes, 104.000 unidades franqueadas, e o intangível favorável da adequação da cultura nacional ao sistema de franquias, poderíamos antecipar que franquia é um bom negócio. Entretanto, a experiência de mais de 20 anos deste mercado, tem sinalizado que ao lado destes indicadores, vários fatores específicos precisam ser considerados.

 

 

Para o franqueado, além da autoanálise, deverá estudar o setor, levantar opções, investigar a região, apurar o capital próprio disponível e, principalmente, se aprofundar sobre o franqueador. Um bom método para investigar o franqueador, é partir do perfil ideal, que seria:

 

– Larga experiência como empresa e como franqueadora
– Ter fabricação própria
– Possuir lojas próprias e franqueadas
– Nenhum histórico de lojas fechadas
– Fornecer assistência total nos cinco Ps – ponto, pessoal, produto, propaganda e promoção
– Nenhuma restrição dos atuais franqueados ao franqueador
– Oferecer taxa de retorno condizente ao mercado
– Estabelecer regra segura sobre expansão

 

Para o franqueador será importante que o franqueado tenha:

 

– Perfil empreendedor, técnico, motivacional e adequação ao produto ou serviço da franquia
– Disponibilidade de tempo necessário ao tipo de franquia
– Capacitação profissional adequada
– Capacidade financeira para arcar com o investimento necessário

 

Se estas condições em sua maioria forem preenchidas, a franquia será um bom negócio. Aos interessados vale ouvir a entrevista do Jae Ho Lee no mundo corporativo, e do dia 12 a 15 de junho visitar a Feira ABF.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Mundo Corporativo: como construir rede de franquias

 

 

Antes de começar o negócio, Jae Ho Lee já tinha o modelo de negócio: queria ser franqueador. Entendia ser um sistema “muito aderente ao mercado brasileiro” e parece não estar arrependido da escolha que fez. CEO do Grupo Ornatus, Jae Ho Lee, mantém sete marcas nos segmentos de acessórios femininos e alimentação, com mais de 280 lojas, no Brasil, e prestes a lançar-se no mercado de Portugal e Estados Unidos. Nesta entrevista ao Mundo Corporativo da CBN, o executivo fala de estratégias que devem ser adotadas para o crescimento da rede de franquias e os cuidados que os empreendedores devem ter ao entrar neste segmento. Lee conta ainda algumas curiosidades sobre o trabalho que desenvolve na empresa, desde a abertura da primeira loja de alimentação, na década de 1990. Hoje a Ornatus é responsável pelas marcas Morana e Balonè, referências em acessórios femininos; e Jin Jin Wok, Jin Jin Sushi, MySandwich e Little Tokyo, no segmento de alimentação; e esta à frente, também, da rede Love Brands, que trabalha com multimarcas.

 

O Mundo Corporativo é apresentado às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Você, também, pode discutir os temas propostos no grupo Mundo Corporativo da CBN, no Linkedin.