Avalanche Tricolor: sofrendo no ar, sofrendo em terra, nosso destino é sofrer até a vitória

 

Grêmio 1 x 2 Cruzeiro
Campeonato Brasileiro – Arena Grêmio

 

O dia começou para mim muito cedo, em São Paulo, como sempre começa, mesmo sendo feriado para a maior parte da cidade, nesta quinta-feira. Não contente com a carga de trabalho diária, acrescentei viagem a Florianópolis, onde fui convidado para falar sobre comunicação para os principais dirigentes da indústria catarinense e algumas dezenas de assessores. É da capital catarinense, cenário de muitas das minhas férias na adolescência, que estou retornando esta noite, abordo de um avião que leva a marca Gol – registre-se, apesar da minha escolha ter se dado pela conveniência do horário, gosto de pensar que tenha sido uma premonição.

 

Deveria ter saído do Aeroporto Hercílio Luz muito mais tarde, atendendo a marcação do voo feita pelos organizadores do evento, mas me apressei em chegar a tempo de uma troca de avião. Por mais que minha cabeça consiga se concentrar nos compromissos assumidos em São Paulo e Florianópolis, confesso-lhe, caro e raro leitor desta Avalanche, que o coração passou o dia batendo em Porto Alegre. E agora bate ainda mais angustiado, pois sem acesso às informações em tempo real, aqui do alto, fico imaginando o clima em torno da Arena Grêmio.

 

Vejo as arquibancadas lotadas e tomadas pelo nosso azul em tom que se sobrepõe ao do adversário. Faz alguns dias que penso em cada momento deste jogo, mesmo porque meus colegas paulistanos não passaram um minuto sem me lembrar do grande desafio que tínhamos pela frente: a melhor campanha deste segundo turno diante da melhor campanha do campeonato até agora. Todos esperando nada mais do que uma vitória contra o líder, pois provocaria uma reversão de expectativa na competição: uma esperança pequena, é verdade, mas uma esperança. Mal sabem que estava pouco me importando com as intenções deles, pois para mim, para nós gremistas, a vitória tinha outras motivações: seria a certificação para a Libertadores, nosso sonho maior.

 

A partida vai começar em instantes e quando isto acontecer ainda estarei chegando de volta a São Paulo. Talvez ainda consiga descer em tempo de ouvir os locutores de rádio transmitindo os primeiros minutos ou ao menos o primeiro tempo do jogo. Talvez não. Nunca se sabe o que as viagens de avião podem nos proporcionar de atraso. Na dúvida, sofro sozinho pensando como estará nosso time em campo. Partimos para o ataque desde o início no embalo do torcedor, fórmula que tem funcionado nos últimos compromissos? Ou resolvemos respeitar o adversário e chutar a bola lá de atrás, o que torna o drama desta decisão ainda maior? Fico na expectativa de que a defesa volte a demonstrar segurança, sua marca neste novo momento do time. Torço para que o meio campo e o ataque estejam inspirandos, trocando bola rápido, driblando, chutando, quem sabe marcando gol logo cedo. Tenho vontade de descer aqui mesmo apenas para saber o que está acontecendo em Porto Alegre.

 

Sei que minha presença diante da televisão tanto quanto no estádio não mudaria uma vírgula do nosso destino, pois mais que eu sofra, vibre e grite, não jogo. Dependo exclusivamente do desempenho do time e da luz irradiada por Luis Felipe Scolari. Mas quero estar ao lado do time com a ilusão de que sou capaz de ajudá-lo.

 

O piloto pede para colocarmos o cinco de segurança, pois vamos enfrentar uma área de turbulência. Será que ele está sabendo de alguma coisa da partida que eu não sei? Será que nossa situação se complicou diante do mais forte adversário que poderíamos enfrentar nesta competição? Daqui a pouco, todas estas minhas dúvidas serão dirimidas. O comissário de bordo passa ao meu lado e pede para desligar o computador, estamos praticamente chegando ao Aeroporto de Congonhas. Assim que aterrisar, ligo meu celular, acesso a primeira rádio que conseguir de Porto Alegre, e passarei a sofrer pelos ouvidos.

 

Pés na terra, ouvidos ainda sob a pressão do voo, rádio ligado, descubro que saímos na frente com um gol de Riveros, ainda na primeira parte do jogo; o árbitro irritou mais uma vez; o adversário foi maior do que tudo isso; e acabamos derrotados. Perdemos essa batalha, mas temos mais três pela frente. E em cada uma delas, assumo o compromisso, estarei ao lado do Grêmio, onde o Grêmio estiver. Talvez não faça muita diferença para o desempenho do time, mas para mim faz. Sofrer à distância é muito pior do que apenas sofrer.

Lembro do tempo em que jogávamos bola na pracinha

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Tenho por hábito ler,quando tomo o meu café da manhã, as páginas da Zero Hora que tratam de esportes. As que mais me interessam são as que versam sobre futebol,automobilismo de competição e basquete e tênis,nessa ordem. Não deixo também de dar uma olhada na que ZH batizou como “De Fora da Área”. Confesso que nem sempre,dependendo do assunto,sigo lendo o texto do dia até o fim. O dessa segunda-feira,17 de novembro,foi um dos que chamaram a minha atenção.Li-o de cabo a rabo.

 

Cristiel Gasparetto,editor de esportes do Diário Gaúcho,um dos jornais que fazem parte do Grupo RBS,informo aos que não são de Porto Alegre,assinou um texto com o seguinte título:”Menos Videogame e mais campinhos”. Lembra adiante que,na sua infância,na década de 80 em Santa Maria,os espaços para a prática do futebol eram fartos”. “Passávamos horas jogando bola em campinhos ou mesmo no meio da rua de paralelepípedos que quase não tinha movimento”,escreveu Gasparetto. No texto,propriamente dito,queixa-se que vê crianças hipnotizadas diante de monitores. Essas,hoje em dia,passam o seu tempo livre,desde que sejam controladas por seus pais para que não exagerem,jogando videogame.

 

Ocorre que, se os jovens da década de 80,foram talvez os primeiros a ver minguarem os espaços livres,onde jogavam futebol,o que dizer dos que vieram ao mundo bem depois. Gasparetto lembra como era fácil montar projetos de goleiras e improvisar outros apetrechos parecidos com os do futebol de verdade,o dos estádios, e jogar mil peladas,de pés descalços,os mais ricos com chuteiras,aquelas com uma proteção na frente,que facilitava dar bicos na bola quando isso se fazia necessário.

 

Eu,que nasci na década de 30,ainda aproveitei muito os espaços vazios. Morei grande parte tanto da minha infância quanto da adolescência,até me casar,na Rua 16 de Julho,157,que era separada da Zamenhof por uma pracinha. Foi o único espaço livre, depois que todos os terrenos baldios foram ocupados,no qual jogamos vários arremedos de esporte:futebol,vôlei,basquete e até tênis.A prefeitura de Porto Alegre tentou plantar flores no local,mas quando os trabalhadores terminam o serviço e iam embora,recuperávamos o “nosso” espaço.

 

Trabalhei 60 anos na Rádio Guaíba e várias vezes fui a São Paulo para transmitir futebol. Em um hotel no qual nossa equipe se hospedou,havia um computador e nele era possível jogar o tataravô dos videogames. Os jogos,pouco depois,foram se sofisticando e ficaram cada vez mais atraentes,que o digam os meus netos homens: Gregório e Lorenzo,paulistanos; Fernando,gaúcho de Porto Alegre.

 

Dos meus filhos,apenas o Mílton se dedicou a jogar futebol,primeiro na escolinha do Grêmio e após,basquete,também pelo Imortal Tricolor,começando no infantil e chegando ao time adulto. Fernando,filho do Christian,joga basquete no Colégio Nossa Senhora do Rosário. Ah,Malena e eu,diariamente,jogamos Tetris,um game que nos acompanha faz muitos anos. Seja lá como for,gostei do texto do Gasparetto. Ele me fez lembrar do tempo da pracinha,que nunca foi ocupada. Não sei se os meninos que moram nas duas ruas ainda a usam para praticar esportes. Acho,porém,que preferem videogame.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, publica seu texto no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Avalanche Tricolor: futebol bonito, muitos gols e nenhuma ilusão

 

Criciúma 0 x 3 Grêmio
Campeonato Brasileiro – Heriberto Hülse/Criciúma (SC)

 

Gremio_Fotor

 

A (des)ordem dos jogos, devido antecipação de partida, oferece visão distorcida da tabela de classificação. Aparecemos em quarto quando somos terceiro. Mesmo já tendo superado nosso adversário regional, e com goleada (só pra não esquecer), nosso time surge fechando a Zona da Libertadores. Uma Zona que tem quatro vagas mas pode ter cinco, dependendo do resultado dos times brasileiros nas competições paralelas. Ou seja, o que se vê é apenas uma ilusão, e os iludidos que acreditem nela. Nós temos os pés na grama, muito bem assentados, e aí de quem resolve brincar em serviço, logo terá sua atenção chamada. Não nos interessa se o placar é apertado, folgado ou tanto faz. Temos de jogar com seriedade cada minutos e cada partida, assim como o fizemos no sábado à noite em mais uma goleada. Sim, porque o time dos três volantes, às vezes quatro; do técnico retranqueiro … (o resto da ladainha você conhece bem e se estiver em dúvida leia a Avalanche anterior a esta) voltou a vencer de goleada no Campeonato Brasileiro.

 

Jogamos fora como se estivéssemos em casa. Impondo perigo desde o primeiro minuto e mostrando que a goleada da semana passada no Gre-Nal (desculpe ter que lembrar mais uma vez) resgatou a confiança que antes não tínhamos com a bola nos pés. Sempre marcamos bem – ao menos desde a chegada de Luis Felipe Scolari: temos jogadores que não se envergonham de abrir mão de seu talento individual para voltar à defesa; nossos atacantes roubam bola lá atrás ou a despacham para longe sempre que necessário; nossos defensores passam a partida cobrando empenho um dos outros, e todos eles têm de ouvir bronca de Marcelo Grohe no menor dos vacilos; sem contar Pará, um caso à parte, que somente ontem, em três bolas que tirou do atacante, vibrou tanto quanto nossos goleadores (podem reclamar seus corneteiros de plantão, mas eu o respeito por isso).

 

O amadurecimento de nosso time, porém, fez surgir outra faceta: os passes estão mais precisos e confiantes, o que coloca nossos atacantes com mais chances de gols; antes de se pensar em recuar a bola, arrisca-se o drible, tenta-se a tabela produtiva ou mesmo o chute. Ontem foram mais três gols, graças a perspicácia do baixinho Dudu, do cabeceio de Barcos (até gol de cabeça voltamos a fazer) e da velocidade de Ramiro. É um time que olha para frente sem abrir mão da segurança lá atrás.

 

Não quero como muitos por aí, me iludir com o que estamos vendo, pois não podemos esquecer que as duas últimas partidas vencemos de goleada adversários medianos (perdão, mas não ia perder a oportunidade de uma brincadeira). Nem podemos esquecer a dureza dos jogos que vêm a seguir: Cruzeiro em casa, Corinthians e Bahia fora, e Flamengo, na Arena. Mas não tem como não ficar muito feliz ao ver que o Grêmio volta a jogar um belo futebol.

Avalanche Tricolor: uma goleada e uma grande ironia

 

Grêmio 4 x 1 Inter
Brasileiro – Arena Grêmio

 

Gremio_Fotor_Collage

 

Com tantos gols assim, confesso, não sei por onde começar. Pelo primeiro, pelo segundo, pelo terceiro ou pelo quarto gol? Talvez pelo fim do jogo? É isso aí, até porque só no último apito do juiz é que percebemos que a vitória não apenas nos colocava no Grupo da Libertadores, mas, também, nos elevava a melhor posição que já ocupamos neste campeonato. E um terceiro lugar conquistado com exagerada dose de ironia. Sim, porque o time dos três volantes, às vezes quatro; do técnico retranqueiro, que tem como único mérito apontado pela crítica tomar poucos gols; de meio campo com futebol limitado e ataque pouco produtivo; destaca-se na tabela de classificação ou porque tem saldo de gol melhor ou porque tem número de vitórias maior.

 

(Gol do Grêmio!)

 

A ironia vai muito além, pois chegamos a esse ponto, a cinco rodadas do fim da competição, graças a uma goleada e no clássico regional. Sim, o time dos três volantes, às vezes quatro; do técnico retranqueiro … (ok, o resto você já sabe); marcou quatro gols em uma só partida, fora o baile. Digo isso sem culpa, pois não nos limitamos a desarmar o time adversário – e o fizemos muito bem, a tal ponto que a turma do lado de lá só apareceu na foto na hora de brigar. Jogamos ofensivamente, trocando bola com rapidez, lançando com velocidade, cruzando e chutando muito mais do que estamos acostumados.

 

(Opa, mais um gol do Grêmio!)

 

Você, caro e raro gremista que lê esta Avalanche, também foi alvo das muitas ironias que marcaram esse Grenal. Ou vai me dizer que nunca reclamou da presença de Ramiro no meio de campo? Tenho um amigo aqui em São Paulo, o Sílvio, gremista como nós, que sempre liga após as partidas. Nos últimos meses tem perguntando insistentemente o que faz de Ramiro titular do Grêmio. Não o culpo. Muitos outros têm a mesma dúvida. As estatísticas explicam parte desta preferência de Luis Felipe Scolari, pois ele é o jogador do Grêmio que mais acerta passes e um dos que mais roubam bola do adversário. Hoje, foi além dos números: fez o seu gol ao aparecer sozinho dentro da área e receber passe preciso de Luan.

 

(Gol do Grêmio de novo!)

 

Fique tranquilo: eu também fui vítima da ironia. Assim como parte dos torcedores, reclamei a bola presa nos pés de Luan quando, aparentemente, podíamos disparar no contra-ataque; esbravejei nos passes sem destino que se transformaram as primeiras jogadas dele; soquei o sofá quando sua lentidão o levava a ser desarmado pelo adversário. E, sem medo da contradição, adorei o gol cala-boca que fez ao chegar com velocidade, antes de todos os outros atacantes, na cara da goleira para receber o passe depois de excelente jogada de Dudu, que não apenas roubou a bola na intermediária como tabelou com Barcos, desconsertou o marcador e ofereceu de presente o gol que abriu a goleada desse domingo.

 

(O quê? Mais um gol do Grêmio!)

 

Irônico ainda foi saber que o jogador que menos jogou foi o que mais fez gols. Alan Ruiz entrou no segundo tempo, ficou apenas 15 minutos em campo e marcou duas vezes: na primeira, empurrou a bola para dentro do gol de cabeça, depois de cobrança de falta de Zé Roberto; na segunda, recebeu o passe de Giuliano e deixou seu marcador sentado no chão antes de chutar. Nos dois comemorou da mesma maneira e do mesmo lado do campo, com sorriso no rosto e mãos em forma de coração voltadas para as arquibancadas – onde, diz, estariam seus parentes. A consagração da goleada, porém, incomodou o adversário que foi reclamar do que entendeu ser uma ironia do nosso argentino.

 

E não é que era mesmo: a nossa vitória foi uma grande ironia; e uma grande goleada, também.

 

(Mais gol? Não, agora é da Chapecoense)

Avalanche Tricolor: foi gol de Pará!

 

Grêmio 1 x 0 Vitória
Campeonato Brasileiro – Arena Grêmio

 

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Fiquei tentado a escrever esta Avalanhe após a rodada do fim de semana, a espera do que poderia acontecer conosco na tabela de classificação. Voltei atrás em nome da coerência, pois nada mudaria minha intenção de torcer intensamente por nossas vitórias a despeito de nossas chances na competição. Como bem lembrou Ramiro, ainda suado e ao lado do gramado, ao fim do jogo, ao se ver diante do microfone de um repórter que fez daquelas perguntas que nós jornalistas costumamos disparar apenas com a intenção de ouvir uma resposta qualquer, disputávamos ontem uma das sete últimas decisões que nos faltam e a vencemos. Nos restam seis até o fim da competição e temos de vencê-las, disse nosso volante. Sendo assim, independentemente do que façam nossos adversários nos próximos jogos, nada importa se não cumprirmos o papel que nos é reservado: lutar bravamente contra o inimigo e nossas carências – foi assim em todas nossas conquistas até aqui, não seria diferente nesta temporada.

 

A ansiedade em escrever a você, caro e raro leitor desta Avalanche, não se dá apenas por uma questão de coerência, como explicado no parágrafo acima, mas por satisfação. Queria já ter iniciado este texto aos 44 minutos do primeiro tempo quando Fellipe Bastos (que descubro agora tem dois “Ls”no nome), mais um dos nossos volantes, da intermediária e com visão e lançamento precisos, encontra o obstinado Pará entrando na área pelo lado direito, onde muitas vezes ele aparece sem jamais ser visto por seus companheiros, que, na maioria das vezes, sempre dão preferência aos colegas supostamente mais habilidosos no trato da bola. A bola chegou pelo alto na certeza de que a canela de nosso lateral iria intervir na sua trajetória, talvez escapasse um pouco mais à frente em direção à linha de fundo e ele, como sempre faz, correria acreditando na possibilidade de alcancá-la para colocá-la de volta em jogo e com chances, quem sabe, de um dos seus incrédulos companheiros concluir em direção ao gol. Ledo engano.

 

Pará chegou na passada certa, olhou para a bola e para a área, posicionou o corpo e com rara categoria bateu chapado, com o lado do pé, forte e confiante, a ponto de surpreender seu marcador que, em gesto de desespero, tentou desviar o curso da bola dando-lhe, na verdade, o destino merecido, o gol. Gol de Pará – digam o que disserem os documentos oficiais assinados por esse árbitro de olhar caricato. Ele correu de braços abertos para comemorar a conquista com Luis Felipe Scolari que o sustentou na lateral direita quando a lógica o escalaria do lado equerdo para substituir Zé Roberto, suspenso por ter recebido três cartões amarelos. Pará sorriru abraçado aos seus colegas porque sabe que lutou muito para estar ali naquele momento. Lutou na vida e brigou no treino da semana, porque nada dava certo lá do lado esquerdo. Provou na bola e no temperamento que tinha de estar ali na entrada da área, pelo lado direito, no momento em que o lançamento fosse feito por nosso volante, não porque era a melhor opção, mas porque era a única disponível no momento.

 

Já escrevi aqui nesta Avalanche como me sinto em relação ao futebol de Pará e porque o admiro mesmo diante de todas as críticas que possa receber. Foi quando, em agosto do ano passado, Pará fez o único gol de sua vida com a camisa do Grêmio – o segundo de sua carreira -, na cobrança de falta contra o Flamengo, na Arena Mané Garrincha. “Tivesse sido um jogador de futebol, eu teria sido o Pará”, foi assim que abri aquele post que você pode ler, se ainda tiver paciência, clicando neste link. E o teria sido com muito orgulho porque poucos se dedicam tanto a uma causa como ele, o que se revela seja na comemoração com a bola que foi despachada pela lateral e impediu qualquer perigo ao nosso gol seja no gol contra resultado de seu cruzamento, como nesse sábado à noite. Pará, assim como na partida anterior foi responsável pela assistência que nos levou ao gol de empate contra o Coritiba, volta a ser protagonista em campo. E se dependermos dele para chegarmos a Libertadores, tenho certeza de que lá estaremos mesmo que a vaga somente seja conquistada na última rodada (e com um gol meu, ou melhor, um gol de Pará, mais um!)

Avalanche Tricolor: um momento de transição

 

Coritiba 1 x1 Grêmio
Campeonato Brasileiro – Couto Pereira (PR)

 

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Meu filho mais velho completou 18 anos, nesse sábado. A data é especial para todo e qualquer jovem, talvez o mais simbólico momento de transição. É quando a vida parece nos entregar um certificado de responsabilidade mesmo que ainda tenhamos tantas incertezas sobre nosso comportamento. Somos adolescentes em um corpo de adulto, com deveres de adultos mesmo que nossa personalidade ainda não esteja amadurecida. Em algumas famílias, é o instante em que o pai puxa a cadeira, chama o filho para sentar à sua frente e em um ritual de passagem transmite-lhe toda a responsabilidade que será assumida a partir daquela data, talvez porque não tenha dedicado parte do seu tempo a ensinar-lhe com gestos e atos. Aqui em casa, nossas conversas são frequentes seja com o mais velho seja com o mais novo. Angústias e medos são compartilhados da mesma forma que alegrias e atitudes na busca de nos anteciparmos aos problemas que possam surgir – e eles sempre surgem. Há surpresas inevitáveis para as quais temos de ter discernimento para decidirmos o melhor caminho ou aquele que causará menos perdas. Com preparo – ou aquilo que, em família, consideramos ser preparo – cruzar a linha dos 18 anos deixa de ser uma transformação. É uma evolução.

 

Diante do jantar que organizamos para comemorar a data, a partida do Grêmio, em Curitiba, ficou em segundo plano – tenho certeza de que você, caro e raro leitor desta Avalanche, entenderá minha posição de colocar a família acima de todas as outras coisas. Cheguei assistir ao primeiro tempo na televisão quando detalhes de cada jogada mostravam a dificuldade para conter o ataque adversário, especialmente com a chuva que se intensificou quando ainda tínhamos o domínio do jogo, apesar de não transformá-lo em lances de gol – o que, aliás, é uma constante no nosso time. A caminho do restaurante onde os padrinhos do aniversariante nos esperavam, a solução foi o aplicativo para celular de uma das rádios gaúchas que transmitiam a partida, no Paraná. Pelo empolgação do narrador, percebia-se que a forma de jogarmos havia mudado em relação aos primeiros 45 minutos.

 

Um dos aspectos que me chamaram atenção é que a medida que a responsabilidade aumentava, com os adversários diretos na tabela fazendo seus resultados e o tempo do jogo se encerrando, Luis Felipe Scolari buscava soluções no banco de reservas, e a mão de obra disponível era relativamente jovem. Alan Ruiz, que voltou com o time já do intervalo, tem 21 anos e muito a ver com a mudança na nossa forma de jogar no segundo tempo – substituiu o volante Biteco de apenas 19 anos, mesma idade de Nicolas Careca que entrou no lugar de Dudu (22 anos). Tem 19, também, Erik que saiu jogando (demonstra ter muita qualidade) e foi substituído por Lucas Coelho, um ano mais velho apenas e autor do principal lance de ataque antes do gol. Só por curiosidade: Bressan na zaga e Ramiro no meio, desde o início em campo, têm 21 anos, também. Ou seja, um time claramente em renovação, em transformação, o que torna nossos desafios mais difíceis.

 

No momento em que cheguei a meu destino faltavam menos de 10 minutos para a partida se encerrar. Por respeito aos convivas, desliguei o rádio/celular e resolvi entregar nas mãos dessa legião de jovens a tarefa de nos manter na busca por uma vaga na Libertadores. Desliguei-me de coração, também, para me dedicar por completo ao momento de alegria do meu filho. Como sabe quanto gremista sou, ele voltou-se para mim com palavras de esperança: deixa que os guris resolvem, pai.

 

O jantar foi excelente, pratos e bebidas bem servidos e saborosos, conversa e lembranças emocionantes. O placar do jogo somente me foi apresentado algum tempo depois quando recebi ligação do meu pai que estava em Porto Alegre. Curiosamente em um time tomado de garotos, soube que dois velhinhos, Pará com um lançamento para dentro da área e Riveros se agachando para conseguir cabecear a bola, ambos com 32 anos, protagonizaram o gol de empate que nos manteve na disputa.

 

Um brinde a eles (e ao meu filho, também)!

Avalanche Tricolor: um jogo sob o impacto da cintilação ionosférica

 

Goiás 0 x 0 Grêmio
Campeonato Brasileiro – Serra Dourada (GO)

 

Grohe_Fotor

 

O futebol é rico em expressões que tentam explicar o que acontece dentro de campo; claro que nessa diversidade há exageros e distorções. Durante muito tempo, se dizia do time que estava perdendo o jogo que teria de correr atrás do prejuízo. Parece que hoje estamos todos convencidos de que o objetivo mesmo é correr em busca do sucesso. Deixe o prejuízo para trás.

 

Acho curioso, também, quando comentaristas falam que o time joga por apenas uma bola, como se isto não fosse uma imposição da regra. Nesse caso, porém, justifica-se: a equipe mantém o jogo em banho-maria (e eis mais uma dessas expressões) a espera de um contra-ataque ou uma bola lançada para dentro da área adversária.

 

Com isso, lembro de outra expressão comum, que por muito tempo identificava o time do Grêmio: é forte na bola parada. É usada para times que fazem gols de escanteio ou falta. Tenho saudades de um gol assim, ultimamente está difícil até acertar cobrança de escanteio (não é, Fernandinho?). Acabo de lembrar de mais uma: joga com o regulamento embaixo do braço, que serve mais para as competições mata-mata. Já fomos bons nisso, também.

 

Para não cansar o caro e raro leitor desta Avalanche, registro a última: joga no erro do adversário. Serve para quem abre mão da posse de bola, marca forte e fica a espera do passe ou lançamento errado do time oposto.

 

A despeito da falta de graça e emoção da partida de sábado à noite, no Serra Dourada, fui surpreendido ao ser apresentado a outra expressão que não sabia ter relação com o futebol: cintilação ionosférica. Foi Milton Leite da Sport TV, narrador de primeira, quem a usou para explicar – não um fenômeno esportivo – os problemas no sinal de transmissão da partida. A imagem travava e impedia que soubéssemos como seria a conclusão da jogada, apesar de que pelo andar da carruagem já não esperava grande coisa mesmo.

 

A ionosfera, camada que está de 50 até cerca de 1.000 quilômetros de altitude, ajuda nas transmissões a longa distância. É uma espécie de espelho que reflete o sinal das rádios de ondas curtas e, no passado, por exemplo, permitia que ouvíssemos emissoras de outros continentes nos famosos Transglobe. Nela também são refletidas as ondas de televisão e o sinal de GPS. O espelho às vezes causa distorções, produzidas por irregularidades na distribuição de életrons (não se perca nos detalhes), especialmente entre o pôr do sol e à meia-noite, em regiões de baixa latitude, como o Brasil. Situação que piora com os períodos de máxima atividade solar.

 

Como se vê nem tudo que cintila é ouro, e esta cintilação, além de ter prejudicado a transmissão da TV, pelo visto, influenciou o desempenho do nosso time que, assustado com o calor de 34º e umidade relativa do ar em 11%, apesar do anoitecer, fez questão de jogar com o pé no freio. Havia momentos em que antes de a bola chegar, nossos jogadores já posicionavam o corpo para passá-la para trás. Quando alguém arriscava correr, terminava o lance extasiado. Verdade que alguns dos nossos craques, como Luan, sempre parecem jogar cansados. Aliás, porque ele faz tantos gols com a camisa da seleção e não repete este desempenho com a do Grêmio? Marcelo Grohe com seu mal-estar foi o personagem do jogo, seja por refletir fisicamente o que todos pareciam sentir, o que o levou a ser substituído, seja pela defesa precisa (e sortuda) que fez em contra-ataque inimigo.

 

Tinha a expectativa que, em Goiânia, recuperaríamos os pontos perdidos no jogo anterior, em São Paulo, o que nos colocaria dentro do G4. Parece-me, porém, que o desempenho que tivemos atendeu a estratégia combinada no vestiário, haja vista que sequer tentamos substituir jogadores com o intuito de dar mais dinamismo na partida. O entra e sai foi apenas para fazer mais do mesmo. Nossos comandantes têm mais paciência do que eu. E talvez estivessem cientes do risco que corríamos frente a cintilação ionosférica.

 

Que nos próximos e finais compromissos deste Brasileiro o fenômeno não volte a prejudicar o sinal da TV nem a vontade de jogar do nosso time.

Avalanche Tricolor: persistir na caminhada e resistir aos erros que são de todos

 

Palmeiras 2 x 1 Grêmio
Campeoanto Brasileiro – Pacaembu

 

Tenho saudades do estádio do Grêmio, não tenho saudades de qualquer outro estádio. Assistir ao futebol nas arquibancadas há algum tempo tornou-se martírio para o torcedor, especialmente na casa do adversário. Somos desrespeitados na fila da bilheteria, na qual o bilheteiro fica escondido atrás de grades. Somos desrespeitados na fila da catraca que costuma não funcionar como deveria e somente roda na mão do porteiro. Antes de entrar ainda somos expostos a revista policial, o que sempre me dá a sensação de que sou suspeito de algum crime que ainda não cometi.

 

Lá dentro, o rigor da segurança é esquecido. Jamais espere que a cadeira com o número de seu bilhete esteja livre, porque os assentos são liberados assim que os portões se abrem. E aí de você que reclame com o segurança que tem alguém sentado no lugar errado. Não posso fazer nada, diz sem pudor. Banheiros, lanchonete e informação decentes são raros. Está tudo errado no estádio, a começar pelo próprio estádio.

 

Os erros não param no parágrafo anterior. Tem ainda os do juiz anunciado como sendo padrão Fifa, mas que erra como erram os da várzea com a vantagem que não corre os mesmos riscos destes. Enxerga o jogo parcialmente, permite a provocação e pune a vítima. Desequilibra os nervos e a disputa. É impreciso na marcação e desigual na punição. Na noite deste sábado, ao ser ludibriado pelo adversário proporcionou a mudança no placar e prejudicou nossa subida na tabela de classificação em momento decisivo do campeonato. Pior, alguns de seus erros terão reflexo na próxima partida, pela suspensão de jogadores importantes.

 

Se o estádio tem seus erros e o juiz, também, não podemos nos eximir daqueles que são de nossa responsabilidade. Alguns cometidos pela falta de entrosamento de quem entra, especialmente no meio da área onde vínhamos mantendo constância invejável; outros que são apenas repetição do que já assistimos em partidas anteriores. Temos de ter paciência e capacidade para enfrentar adversários complicados tanto quanto para suportar os erros do árbitro. Nosso desejo incansável pela vitória e esforço para atender aos pedidos do técnico têm de ser controlado, não podem nos levar a excessos que nos prejudiquem. Entendo a obsessão pela vaga na Libertadores que nos guia; não podemos, porém, perder o norte desta caminhada que nos trouxe até aqui. Assim temos de persistir e resistir à provocação do adversário, ao erros dos juízes e aos nossos, também.

 

E gol da Chapecoense!

Avalanche Tricolor: vitória da persistência

 

Grêmio 2 x 0 Sport
Campeonato Brasileiro – Arena Grêmio

 

Gremio x Sport

 

Jogos às quartas-feiras, 10 da noite, você, caro e raro leitor deste blog, já sabe que é um martírio para este madrugador que vos escreve. A partida vai se encerrar beirando à meia-noite; tenho de baixar o batimento cardíaco, que se acelera a cada gol perdido na área deles e bola despachada da nossa; depois tenho de forçar o sono para aproveitar o máximo o pouco tempo até o despertador tocar às 4 da manhã. Escrever logo após a partida, como me proponho normalmente nesta Avalanche, é quase impossível. Hoje, nem mesmo nos intervalos do Jornal da CBN, que apresento das 6h às 9h30 da manhã, encontrei tempo para escrevinhar algumas palavras sobre nossa “goleada” da noite anterior. O noticiário exigia atenção redobrada.

 

Desta vez, porém, o adiantado da hora e o excesso de trabalho pela manhã me deram oportunidade de ficar saboreando por mais tempo o gostinho de estar na zona de classificação para a Libertadores da América. Sei que dependemos de uma combinação de resultados, neste segundo dia da 27a rodada do Campeonato Brasileiro, para termos entrado definitivamente no G4. Independentemente do que acontecer, contudo, estamos cumprindo com nossas obrigações e colocando nas costas dos nossos adversários a responsabilidade de vencerem para não se distanciarem da disputa lá no alto.

 

Meu sonho é chegar ao topo e, enquanto a matemática e a paciência resistirem a todos os percalços, continuarei nesta busca. Para chegar lá, no entanto, antes precisamos galgar posições no G-4. Até aqui não temos conseguido nos fixar nesta posição, apesar de estarmos muito próximos a cada dia. Tenho a impressão que nossa persistência será recompensada em breve, como nesta quarta-feira à noite, em que o time foi para o ataque com bolas roubadas a partir de forte marcação e alguma correria e chegou ao primeiro gol ainda no primeiro tempo. Gol com significado especial pois premiou um jogador de meio de campo que arrisca partir com dribles para cima do marcador e chutar de fora da área, algo precioso para enfrentar as defesas cada vez mais fechadas que encontramos no caminho.

 

Aliás, apesar de ter ficado incomodado com as convocações de três de nossos jogadores para a seleção brasileira (houve época em que isso era motivo de orgulho de todas as torcidas), estas nos proporcionaram boas surpresas, ao menos na partida desta quarta. Como está no ditado: há males que vêm pra bem. Alan Ruiz saiu jogando como titular, atacou bem, driblou forte, fez gol e mostrou que não é apenas jogador de segundo tempo como sinalizava até aqui. Tem tudo para se transformar em titular se se esforçar um pouco mais na marcação. E Tiago saiu-se muito bem no gol, ou melhor, saiu muito bem do gol sempre que foi exigido e defendeu bolas difíceis especialmente na pressão final que sofremos. A despeito de seus 21 anos, oferece segurança enquanto esperamos o retorno de Marcelo Grohe.

 

Aconteça o que acontecer logo mais à noite, sábado estaremos de volta brigando pelo G-4 e no caminho da liderança, sem ter de me preocupar a que horas vou acordar no dia seguinte.

 

Foto do album oficial do Grêmio no Flickr

Avalanche Tricolor: “juiz ladrão!”

 

Grêmio 0 x 1 São Paulo
Campeonato Brasileiro – Arena Grêmio

 

Gremio x Sao Paulo

 

Calma lá! Este gremista que lhe escreve ainda não perdeu por completo as estribeiras. Foi-se o tempo no qual me travestia de atleta e, em quadra ou em campo, aprontava poucas e más com os árbitros de futebol e basquete com os quais mantive relação belicosa e, provavelmente, injusta, pois nem eles eram tão ruins como eu os acusava nem eu era tão inocente quanto me fazia passar. Não me orgulho das brigas que tive enquanto joguei os dois esportes, sempre vestindo a camisa do Grêmio, apesar de hoje, ao contar as histórias daquele tempo, achar graça das cenas que repasso na memória. Tenho consciência que faziam parte de uma personalidade competitiva que se construía sob a influência de hormônios adolescentes. Mudei muito desde que deixei de jogar pra valer, isso lá pelos anos de 1980. Sou muito mais controlado nas minhas reações e, beneficiado pela experiência, tento canalizar aquela energia que beirava a violência para minhas tomadas de decisão e desenvolvimento das funções que preciso exercer no jornalismo e na vida. Bem verdade que o esporte ainda mexe comigo e, às vezes, diante da televisão ou nas raras oportunidades em que vou ao estádio me pego esbravejando contra o árbitro. Para que ele não se sinta perseguido, adianto que o alvo da minha ira muda dependendo a situação. Pode ser o craque que perde gol feito ou o zagueiro que erra feio. O adversário, é claro, tem preferência nessa lista.

 

Hoje, o árbitro Felipe Gomes da Silva concentrou boa parte das minhas reclamações, especialmente porque a precisão de seu olhar funcionou tão bem a ponto de perceber Rhodolfo tocando o pé do adversário na dividida de bola, dentro da área, o que resultou em pênalti, mas não teve a mesma competência para ver que a bola lançada para Barcos, em condições de marcar o gol que abriria o placar, ainda no primeiro tempo, saiu do pé de outro adversário e, portanto, não havia nenhuma irregularidade. Veja que reclamo do juiz porque errou ao anular jogada legal para o Grêmio tanto quanto porque marcou de forma acertada pênalti contra o Grêmio. Nós torcedores somos assim mesmo. Injustos e intempestivos no momento de encontrar culpados para as coisas que não estão dando certo. Reclamamos porque o juiz deu cartão amarelo para nosso jogador em uma entrada mais forte e pedimos cartão à primeira falta que um dos nossos recebe. Xingamos porque o auxiliar enxergou o impedimento milimétrico e nos impediu de fazer o gol (tava pouca coisa na frente!) e voltamos a xingar porque não levantou a bandeira quando nossos zagueiros já não eram mais capazes de segurar o contra-ataque, mesmo que a reprodução na TV mostre que ele estava correto.

 

Cabeça no lugar, tempo para pensar e razão retomada. Tudo isso ajuda a ver melhor os motivos que impedem seu time de conquistar a vitória esperada. Percebe-se que o erro do juiz não foi maior do que do atacante que desperdiçou a oportunidade de marcar logo no início da partida, como aconteceu com Luan, mais uma vez. Entende-se melhor que falta precisão nas cobranças de falta e escanteio, fato que nos tirou a fama de ser um time forte nas bolas paradas (muitas vezes usada de forma pejorativa, como se fosse nossa única arma). Impossível não incluir nessa análise o potencial do adversário que sabe usar a experiência e qualidade do passe de alguns de seus jogadores. Teve o juiz, também, claro que teve. Foi inseguro, trocou marcações e fez aumentar a intranquilidade de um time que há algumas rodadas ronda o G-4 e não o alcança em definitivo. Mas não a ponto de chamá-lo de ladrão.

 

Então, porque o título desta Avalanche? – deve estar se perguntando você, caro e raro leitor. Por que lembrei do meu colega de rádio CBN e torcedor do São Paulo, Carlos Alberto Sardenberg, depois do jogo deste sábado. Ele costuma brincar que só existem dois resultados no futebol: ou meu time ganha o jogo ou o juiz é ladrão. O time dele ganhou. O meu … você já sabe.
Foto do álbum oficial do Grêmio no Flickr