Chef a domicílio: puro luxo contemporâneo e muito sabor

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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O conceito pessoal de luxo é relativo. Para uns, é comprar um iate, uma Lamborghini ou uma Ferrari. Para outros, é morar em um apartamento em Manhattan. Há os que querem apenas tempo para a viver em paz.

 

Independentemente do que você pense, no luxo contemporâneo prevalece a experiência e a privacidade, ambas buscadas na maior parte das vezes por consumidores exigentes que almejam a qualidade de vida muito além do “ter”.

 

Na busca por experiências, impossível não falarmos de gastronomia. Foi lançado, recentemente, o Bloochef – ferramenta criada por Juliana Gonçalez, do Blog Limão com Alecrim – que promove o encontro entre chefs de cozinha e pessoas que querem vivenciar momentos inesquecíveis em casa e ao lado de amigos, da família ou, ainda, ao lado do seu amor em um jantar romântico.

 

O Bloochef ajuda você a encontrar o menu perfeito através de filtros como data, preço, tipo de culinária e dieta alimentar. Assim que o cliente decidir por um menu, é preciso agendar, indicar o local do evento e informar o número de pessoas. O chef irá receber a sua reserva e, assim que possível, enviará a resposta.

 

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Para fazer parte da plataforma, cada chef passa por critérios rigorosos. Toda a comunicação entre eles e o cliente é feita via plataforma. Para facilitar o pagamento, o Bloochef tem a opção de dividir a conta e cobrar dos participantes como se todos estivessem em um restaurante. Os menus vão desde o simples ao máximo da sofisticação. Chefs como Thiago Maeda, Fernando De Donato, Lucia Violet Sequerra, Julien Mercier e Carol Perez são alguns dos seletos nomes que você terá à disposição.

 

Hoje, ter tempo e estar próximo das pessoas que gostamos é bem raro. E experiência muito almejada no segmento do luxo especialmente, mas não somente nele. Além disso, com a situação caótica de insegurança que vivemos nas cidades brasileiras, muitas pessoas preferem abdicar de sair com frequência e dar lugar a programas privativos em casa ou na de amigos e parentes.

 

O Bloochef, pelo jeito, chegou em boa hora: tudo muito simples e com acesso amigável para que você desfrute experiências gastronômicas conforme o seu gosto e necessidades peculiares. Tudo entregue em casa e com pessoas que você deseja por perto, menu que atende o seu paladar e privacidade total.

 

Puro luxo contemporâneo!

 


Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em “arketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Ralph Lauren abre restaurante em Nova York

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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O designer americano Ralph Lauren abriu seu primeiro restaurante em Nova York no início deste ano, localizado na privilegiada 55th street, entre a Quinta Avenida e a Madison Avenue, próximo à loja conceito de sua linha Polo Ralph Lauren, inaugurada há alguns meses na cidade que nunca dorme.

 

The Polo Bar, nome do restaurante, tem uma proposta casual mas sem deixar de ser requintado. Seu ambiente leva em sua decoração toda a herança do mundo equestre de Lauren, seguindo o estilo da grife e suas lojas, em maioria, com paredes em madeira e sofisticação típica do estilista. Seu cardápio traz itens clássicos da gastronomia americana com pratos inspirados nos preferidos de Mr. Lauren: carnes, hambúrgueres, aperitivos e ainda pratos vegetarianos.

 

Este não é o primeiro passo de Lauren na gastronomia. O designer – dono da marca que leva seu nome e cujo símbolo é o discreto cavalinho estampado em suas pólos – já possui restaurantes em Chicago (RL Chicago) e Paris (Ralph’s). Lauren não mediu esforços para que seu novo restaurante seja um ícone na Big Apple: o restaurante conta com uma sala privativa de jantar, com capacidade para até 14 pessoas, ideal para comemoração em família e entre amigos.

 

A grife investe em sua expansão para outros segmentos, com gestão rigorosa, o que é imprescindível no mercado do luxo: sempre manter a qualidade acima das expectativas de seus clientes, ter distribuição seletiva e, no caso de Lauren, o refinamento, que lhe é peculiar em todas as criações.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

A 100 passos de um sonho: bom para olhar e saborear

 

Por Biba Mello

 

FILME DA SEMANA:
“A 100 Passos de Um Sonho ”
Um filme de Lasse Hallström.
Gênero: Comédia Romântica
País:USA

 

 

Um restaurante indiano espalhafatoso abre em frente, ou melhor, a 100 passos de um renomado restaurante françês com estrela Michelin. Xenofobia, culinária e amor são alguns assustos que permeiam o filme.

 

Por que ver: Chamado de “raso”por vários críticos, este filme me cativou do início ao fim, exatamente por sua ingenuidade e beleza, tanto na direção de arte de cenário como gatronômica. Achei que é um filme bacana para toda a família. Ora bolas, ele não se propõe a discutir política, este é apenas um pano de fundo para dar sentido aos conflitos da fita. E a atuação do ator Om Puri, que faz o personagem do Papa Kadam me fez lembrar do meu avô…Agora me emocionei…E a espetacular Helen Mirren faz a Madame Mallory, e está maravilhosa como sempre.

 

Como ver: Eu assisti voando…Desta vez devo confessar que peguei uma aeronave modernérrima da American Airlines. A comida estava farta, o que combinou com o filme, apesar de não estar muito saborosa, mas isto é esperado em aviões… Você pode assistir com todos, menos com os críticos de cinema. Eles detestaram o filme e vão te aborrecer. Não se furte de se deixar levar pela história leve produzida por Spilberg e Oprah Winfrey.

 

Quando não ver: veja sempre.Menos com críticos de cinema como mencionadado acima.

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. E comilona…Rsrsrsrsrs.

Sim! Buenos Aires ainda é um luxo

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

Que a Argentina enfrenta forte crise é fato e o mercado do luxo vem sendo afetado consideravelmente. Desde quatro anos para cá, muitas marcas internacionais deixaram o país por causa da intensificação das medidas adotadas pelo governo de Cristina Kirchner com o intuito de restringir importações e operações com dólar.

 

O charmoso e tradicional bairro da Recoleta, que antes reunia lojas de grifes como Louis Vuitton, Emporio Armani, Ralph Lauren e Nina Ricci – estas na tradicional Avenida Alvear – agora mostra nova realidade. Algumas lojas internacionais deram lugar a marcas locais, como a argentina Cardon, hoje ocupando o prédio onde era a Empório Armani, e outras estão fechadas e sem funcionamento. Por outro lado, na esquina da Avenida Alvear com a Calle Montevideo, a joalheira Simonetta Orsini anuncia a abertura de uma nova loja. Afinal, o consumidor do luxo efetivo não deixa de existir, mesmo com a crise no país.

 

 

Se o varejo de luxo enfrenta situação difícil, a gastronomia e a hotelaria impedem Buenos Aires de perder seu charme e sofisticação. Hotéis de luxo como Alvear Palace, Palacio Duhau-Park Hyatt, Four Seasons e Faena investem cada vez mais na excelência em serviços prestados e na excelente comida. Chás da tarde, brunch aos domingos e programas especiais com tema gastronômico são algumas das experiências que se pode vivenciar nesses hotéis prestigiosos da capital portenha.

 

Buenos Aires pode não estar vivendo seu melhor momento para o consumo de produtos de luxo, porém a cidade não perdeu seu luxo intrínseco, sua sofisticação, seu charme. Esse é o luxo de verdade. A sua história, sua tradição. Vivenciar o que a cidade tem para oferecer. Afinal, luxo não é comprar. É viver e experimentar. É sensorial. O luxo em Buenos Aires continua vivo: na arte, na cultura, na arquitetura incrível da cidade, nas experiências gastronômicas… que merece ser apreciado!

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Brasil potência econômica dá frutos

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

D.O.M. é o quarto melhor restaurante do mundo. Façanha significativa para uma gastronomia jovem em comparação aos concorrentes, ícones da cozinha internacional com acervos seculares. Mérito de Atala, o combativo e criativo “Chef”, que tem apostado no país como potência cultural e econômica.

 

O reconhecimento internacional através dos mais variados rankings e premiações, embora discutíveis para alguns quanto a validade, são indiscutíveis quanto aos resultados mercadológicos que proporcionam. E, certamente, esta colocação obtida em Londres no The World’s 50 Best Restaurants seguirá a tendência, consolidando os “gritos, assobios e aplausos” descritos no Estadão de ontem, recebidos por Alex Atala ao subir ao palco.

 

Tudo indica que as marcas brasileiras começam a ganhar o desejado espaço perante o mundo civilizado em áreas até então inacessíveis. Setores diversos, produtivos e de serviços deverão usufruir desta força Brasil que ostenta um PIB entre as seis maiores potencias mundiais.

 

Foi assim em outras nações. O Japão foi respeitado culturalmente, pela gastronomia, pela moda, pelo cinema após o fortalecimento de sua economia. A Espanha também. A Zara é um dos exemplos, assim como a gastronomia espanhola passou a ser mais percebida e todos os demais setores culturais.

 

Chegou a nossa hora. O esforço que setores como o futebol, o musical, o agropecuário e marcas como H.Stern, Alpargatas e Natura tiveram que fazer para se transformar em respeitadas instituições brasileiras globalizadas poderão sinergizar o apelo Brasil de agora e preparar marcas nacionais potenciais para o desafio internacional.

 


Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve às quartas-feiras no Blog do Mílton Jung

Lugar de homem é na cozinha

 

Por Dora Estevam

Imagem de Alexandre Severo http://www.flickr.com/photos/severo/

No fim de semana, recebemos um convite para jantar na casa de uns primos. O convite feito pela prima Lílian trazia um aviso especial: “o jantar será feito pelo Marcelo.” Hum ! Que delícia, convite irrecusável.

Além do menu, Marcelo também pensou no vinho adequado para cada prato servido, vez que escolheu um menu degustação.  Um verdadeiro chef tem que pensar em tudo: coordenar, elaborar, planejar, criar, pesquisar e executar como se fosse um comandante de navio – é o que ensina o professor Daniel Frenda, da Faculdade de Gastronomia da Anhembi Morumbi, SP.

É interessante porque eu mesma adoro fazer jantares, receber convidados, amigos e parentes, só que na minha casa eu preciso fazer tudo, desde a elaboração do cardápio, passando às compras, até a decoração da mesa.  Na hora de servir eu preciso dar atenção aos convivas e à cozinha para nada sair errado. Fico dividida entre os dois ambientes: sala e cozinha. Se contrato uma copeira, a preocupação é a mesma.

Agora, imagine-se na casa da prima Lilian. Nós ficamos conversando o tempo todo. Ela não precisou se preocupar com nada. Não é incrível?

Marcelo adora cozinha; Daniel faz a cozinha adorável

Marcelo adora cozinha; Daniel faz a cozinha adorável

O meu marido não faz nada na cozinha, eu já sabia o motivo, mas não resisti e quis provocar a minha sogra: por que a senhora não ensinou o seu filho a cozinhar? A senhora sabia que muitos homens vão pra cozinha e fazem pratos maravilhosos?

A resposta: “minha filha, no meu tempo homem nenhum entrava na cozinha, só mulher. No meu prédio, eu chamava as mulheres pra ensinar culinária, elas aprendiam e depois faziam os almoços e convidavam os maridos. Ou seja, eles só iam lá para comer”.

A minha sogra que me desculpe, mas na longa conversa que tive com o professor de gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi, uma das mais importantes na área em São Paulo, Daniel Frenda, soube que na história da humanidade as cozinhas sempre foram dominadas por homens. E são vários os motivos: tinha que ter força para os trabalhos braçais (grandes sacas de comidas e enormes panelas) e o domínio dos funcionários para executar a enorme equipe. À mulher estava reservada a parte leve. Fazia os doces.

Diz o professor que o homem sempre gostou de cozinhar. Note que na alimentação caseira, quando tem que preparar um churrasco ou uma paella, quem esta à frente é sempre ele.  Frenda só lamenta que a cozinha caseira venha perdendo qualidade: os homens, interessados pela cozinha sofisticada e internacional, e as mulheres, com a revolução sexual, não querem saber de cozinhar, compram quase tudo pronto – comidas que vão direto para o microondas.

O professor tem razão. Veja só o cardápio que tivemos o prazer de saborear na casa dos primos Marcelo e Lílian:

Menu

Minhas anotações:

O folhado é do Fauchon (dispensa comentários); o relish da Cia das Ervas; e as torradinhas, como devem ser, sem sabor e pouco sal. O Foie gras com torradas feito com bolo de nozes da Casa Suiça, e o camarão é presente de aniversário da sogra. Sem contar a delicadeza de servir um sorbet de pitanga para mudar o paladar e depois do jantar um pouporri de doces. Além do café e do licor.

“Ir para cozinha por hobby é muito prazeroso e relaxante: começo com as compras, faço visitas em mercados, supermercados, feiras, adegas, ,mercadão e afins. Escolher o produto, ler, aprender sobre cada coisa que você pretende usar, ouvir pessoas mais experientes … Tudo isso transforma o ato de cozinhar numa mistura de sentidos, num sinergismo, inigualável: visão, olfato, audição, tato e paladar se unem e se completam com o sexto sentido que é o equilíbrio” confessa o chef Marcelo, ortopedista por profissão.

Marcelo também já fez cursos, gosta muito de ler e quando viaja sempre vai às feiras e mercados só para sentir os sabores locais: “Não sou um Bourdain que fez ‘em busca do prato perfeito’, mas procuro provar coisas que deixem minhas papilas gustativas em festa”.

Que trabalho, hein!

Como diz o professor Daniel – a propósito, um publicitário que mudou de profissão após descobrir que o talento estava na culinária -, gastronomia se aprende para sempre: 1% é aspiração e 99% é transpiração.

E como? Meu primo que o diga!

E você, querido leitor, tem algum menu especial para sugerir?

Dora Estevam é jornalista e escreve no Blog do Mílton Jung aos sábados sobre moda e estilo de vida – e está devendo um jantar para o editor.

N.E: A foto do fogão é da galeria de Alexandre Severo no Flickr; a de Daniel foi feita pela Katiuska Azevedo; e do Marcelo pela mulher dele

Duas novidades de peso

Por Ailin Aleixo
No ÉpocaSP na CBN

Forneria San Paolo Villa Daslu

A fórmula é a mesma, ambiente moderninho-sofisticado, clientela vip circulando no almoço e no jantar. E com um adendo: a nova unidade fica no primeiro andar da Villa Daslu, onde o trânsito de beldades já é intenso por si só. O salão é até envidraçado, mas quem olha para fora? Se não é sua praia, melhor optar pela matriz na R. Amauri, onde o clima é parecido, mas atenuado pela porta da rua. Já para quem gosta do burburinho, o cardápio, assinado pelo chef Rodrigo Gonçalves, oferece os mesmos atrativos da casa-mãe, com acento ainda mais italiano. Além dos ótimos sanduíches em massa de pizza, servidos durante todo o dia, sem intervalo, são exclusivos da nova unidade os pratos de peixe e três tipos de risotos – vale provar o mare, que traz lula, polvo, camarão, todos tenros e saborosos. De sobremesa, creme de mascarpone e chocolate e charlotte de frutas vermelhas.

Av. Chedid Jafet, 131 – Vila Olímpia, 3841-9680

Bacalhoeiro

São 660m2 de área, dividida em seis ambientes que impressionam. Mas a proposta vai além da instalação faraÔnica cravada na Zona Leste. A ideia, diz o gerente português Norberto Moutinho, é representar a cozinha portuguesado tradicional Antiquarius nesta parte da cidade, A afirmação se justifica pelo cardápio que repete sucessos da fonte inspiradora, para garantir a autenticidade dos pratos, Moutinho trouxe o chef Francisco Everaldo da Silva e cozinheiros que trabalham no Antiquarius, no A Bel Sintra e no Trindade. Deu certo. Preparado com o melhor bacalhau do mundo, o Gadus Morhua, o bacalhau à lagareiro vem em posta alta, dourada no azeite e acompanhado de batata assada, alho, azeitona e brocólis. Mas vale sair do óbvio: prove a perna de cordeiro com feijão branco. Irretocável. Antes, de entrada, peça a frigideira de polvo no sal grosso com bacon. 

R. Azevedo Soares, 1580 – Tatuapé, 2293-1010

Restaurantes com novidades no cardápio

Por Ailin Aleixo
No Época SP na CBN

Tantra

Para aproveitar a moda indiana impulsionada pela novela, o chef Eric Thomas lançou novos pratos inspirados na perfumada culinária do país, oferecidos no menu à la carte. Ele passeia pelos costumes alimentares de várias regiões e prepara inclusive uma receita vegetariana – o cabelo de anjo com cogumelos frescos e ervas aromáticas, acompanhado de pães indianos. Há ainda um frango (ou cordeiro) assado no forno tandoor, salmão ao curry, cheesecake de cardamomo e lassi, bebida à base de iogurte e especiarias, ideal para refrescar o paladar diante de tantos temperos. A novidade chega também no bufê Mongolian Grill, que permite ao cliente escolher os ingredientes do prato que será preparado na chapa. Agora, 70% deles são indianos.R. Chilon, 364 – Vila Olímpia – São Paulo – SP 3846-7112/3842-8874

Fazenda MC

Está em cartaz o 8º Festival de Carnes Red Angus. No almoço e no jantar, a clientela pode provar mais de 50 cortes artesanais, sempre em porções de 100 gramas, provenientes da fazenda do proprietário, na região de Campinas. Todos são preparados na churrasqueira de carvão, à vista do salão, pelo chef Rogério Carneiro da Cunha. Tem assado de tira, coração de picanha, costela no bafo, ossobuco, paleta, bistecão, bife ancho e até linguiça com pimenta, entre outros pedidos. Para acompanhar, 30 opções de saladas e 15 de sobremesa. Toda essa comilança sai a R$ 55,90 por pessoa. R. Henrique Schaumann, 251 – Jardim Europa – São Paulo – SP 3775-5001

Rosmarino

O restaurante está promovenod um festival de terrines doces. Até dia 20 março, cinco receitas integram o menu de sobremesas. A tradicional da casa leva chá de hortelã e mel, casca de laranja, manga, uvas e lichia. há ainda versões de frutas secas, de frutas vermelhas, de frutas tropicais e uma terrine de pannacota com chocolates branco e preto. Todas custam R$ 12 a porção. R. Henrique Monteiro, 44 – Pinheiros – São Paulo – SP  3819-3897

Italianos novinhos em folha

Por Ailin Aleixo
No Época SP na CBN

Amaroni

O lugar ainda tem cheiro de tinta fresca. Abriu as portas em janeiro, com a proposta de oferecer uma cozinha italiana simples, com uma ou outra pitada criativa. As saladas socorrem quem procura um almoço mais leve e também fazem o papel de entradas. Com preço de prato principal (R$ 26,50), a salada brasiliana combina folhas, surubim defumado, castanhas salteadas com ervas e vinagrete de laranja. A receita só desanda na quantidade exagerada de um creme azedo que esconde o gosto delicado do peixe. Entre as massas, fique com os tradicionais nhoque e lasanha. A cozinha do chef João Velasco ainda peca por alguns preparados pesados e um tanto ácidos, como o molho de limão que acompanha o conchiglione de alcachofra. De sobremesa, ponto altíssimo para a torta de maçã servida quente com calda de doce de leite e sorvete de canela.
R. Clodomiro Amazonas, 77, Itaim-Bibi

Antonietta

Mais um restaurante abre as portas na R. Mato Grosso, região em torno do Cemitério da Consolação que virou reduto gastronômico. A nova casa é de dois ex-sócios do Genova, Eduardo Ursini e Mario Martini, que desta vez apostaram num perfil mais moderninho, com menos jeito de cantina. O cardápio é reduzidíssimo, uma única folha que lista cerca de 20 pratos de massa, carne e peixe, do clássico spaghetti a carbonara, servido al dente, bem gostoso, ao atum crestado, selado na chapa, acompanhado de refogado de tomates. Os preços não são baratos: o prato mais em conta sai por R$ 38. Para a sobremesa, poucas escolhas: frutas assadas com sorvete de creme (muito sequinhas, sem graça), torta de chocolate cremosa, sem farinha, ou pudim de pão à italiana, a opção mais saborosa. No subsolo funciona uma pequena adega, onde são armazenados os vinhos da Itália, França, Chile e Argentinos. Só que o ambiente ainda não está climatizado, as garrafas são resfriadas à mesa, o que nem sempre funciona a contento.
R. Mato Grosso, 402, Higienópolis

Mais uma leva de novas casas

Por Ailin Aleixo
No Época SP na CBN

Meu sushi

O restaurante moderninho, instalado num charmoso sobrado nos Jardins, segue a linha saudável. O cardápio oferece opções de combinados, com cortes grossos e frescos, com pouco carboidrato (Leve light), com mais carboidrato para quem pratica atividades físicas (Esporte), veggie (com pouco peixe), com peixes grelhados e na chapa (Nada cru) e vegan (só com legumes e verduras) e entradinhas leves como o gostoso e sequinho bolinho de soja com nozes e hortelã. Para beber, o suco Meu sushi leva abacaxi, clorofila e hortelã é ótimo e bem natureba (não leva açúcar). Caso prefira refrigerante, no almoço, o refil é grátis: é só encher direto na máquina. Se a pressa for muita, pegue o seu combinado na grande geladeira que fica na entrada do salão e leve para viagem.
Al. Campinas, 1179, Jardim Paulista

Na Cozinha

O nome diz tudo: quem escolhe um lugar no diminuto salão se sente praticamente dentro da cozinha da nova casa, pilotada pelo chef e professor Carlos Ribeiro. Dentro do ambiente envidraçado, oito ex-alunos dele se revezam no fogão, no preparo de receitas brasileiras renovadas e servidas com capricho. O picadinho, prato de resistência do almoço executivo, chega à mesa em porções delicadas, tudo separadinho em cumbucas de cerâmica – só o feijão, apesar de bem temperado, tinha caldo meio ralinho. À noite, entram em cartaz algumas opções mais elaboradas, como um curioso pastel aberto de pernil agridoce oferecido como entrada; risoto de rabada; nhoque de batata com ragu de galinha e quiabo; e moqueca paraense com arroz negro com coco. Para a sobremesa, tem arroz vermelho brûlée com creme de goiabada cascão e um mix de compotas brasileiras. Na sobreloja, um espaço para cursos e eventos estava programado para funcionar a partir deste mês.
R. Haddock Lobo, 955, Jardim Paulistano

Zena

A nova casa de Juscelino Pereira, do Piselli, é comandada pelo filho, Dudu Pereira em parceria com o chef Carlos Bertolazzi. O restaurante tem jeitão despojado, salão arejado e serviço atencioso mas não lembra em nada o Piselli: é feito para petiscar, tem pouquíssimas opções no menu e muitos “lanches”. O cardápio traz deliciosas e crocantes focaccias com o della casa (recheada com queijo stracchino) e saborosos paninnis como o Bologna (focaccia aberta recheada com mortadela com pistache, alface e pasta de limão siciliano) e o integral com lascas de salmão defumado ao azeite e dill. Para quem quer algo mais consistente, a casa oferece cinco pratos, como a massa de lasagna servida no prato com molho de funghi– no ponto, mas sem graça e tempero. As saladas, todas com ingredientes orgânicos, também precisam de mais sabor e, pelo preço sempre acima de R$ 20, maior fartura de ingredientes.
R. Peixoto Gomide, 1901, Cerqueira Cesar