Por Maria Lucia Solla
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Olá,
Você já afinou um violão? É um tal de aperta-e-afrouxa-cordas, até que possam vibrar no som ideal. Definiu-se um código de harmonia sonora, e a gente segue. Sem questionar. Sol é sol, e pronto. Lá e lá e estamos conversados. Depois que se pega o jeito, a gente tira de letra e faz a música.
Eu comecei com o Tchibum Tchibum… Os que me amavam chegavam a elogiar. Os outros se escondiam de mim. Treinei muito, enquanto bolhas assassinas tentavam tomar de assalto as pontas dos meus dedos.
Participei de serestas indescritíveis, na varanda da fazenda do Girbertinho, em Mococa. A gente musicava até sentir o cheiro do cafe da manhã, enquanto a Bazu e o Franquito cantavam e encantavam.
Na verdade comecei tocando harmônica. A sanfona. Todos os anos eu me apresentava, na festa de encerramento das aulas. Depois veio o violão, e mais tarde o piano e o teclado.
Para você ter uma idéia de como toco atualmente, um dia contei aos meus filhos que a prima Su tinha chorado enquanto eu tocava Ave Maria de Gounod. Sabe o que eles perguntaram?
“Mãe, ela parou de chorar quando você parou de tocar?”
Então a Vida, que é feita de sons e ritmos, será harmônica quando nos afinarmos com ela. Cada um na sua escala, juntando seus tons e compondo seus sons. Únicos. Harmonizando-nos com a cadência da hora. Quem achar que o outro deve se afinar mais e melhor, está desafinando, até que se dê conta da solução.
Nós, como cordas de violão, temos tons únicos. Um é dó, na clave de fá, outro é si na clave de sol… Tem ainda os bemóis e os sustenidos, que junto a dós, rés e mis e pausas, estamos aqui para compor a melodia mais harmoniosa possível.
E você, tem feito bonito com as suas cordas?
Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.
Maria Lucia Solla é terapeuta e escreveu o livro “De Bem Com a Vida Mesmo Que Doa”, publicado pela Libratrês. Todo domingo demonstra aqui no blog que dedilha o teclado do computador com maestria.
