Hotéis temem perder dinheiro sem Copa em SP

 

Os empresários do setor de hotéis em São Paulo estão preocupados com a possibilidade de a cidade ficar fora da Copa do Mundo 2014 ou perder a oportunidade de sediar o jogo de abertura do Mundial. De olho no dinheiro que o segmento poderia arrecadar, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de São Paulo, Maurício Bernardino, alertou que para a partida inaugural se prevê a presença de cerca de 20 mil pessoas entre jornalistas estrangeiros, delegações esportivas e dirigentes convidados da Fifa, sem contar os torcedores que se fariam presentes.

“É preciso informar os desavisados sobre o dinheiro que será deixado aqui pelo turista. Imaginem sete diárias de hotel para 500 mil pessoas, público estimado do evento”, disse Bernardino, logo após encontro da Câmara Temática da Copa 2014, realizada nesta terça-feira, na capital.

Ele criticou quem estimula o cidadão a pensar que a construção de um estádio desviaria recursos das áreas de saúde, habitação e educação: “se a população continuar a pensar apenas este lado da questão, perderá a verdadeira noção que o legado de uma Copa do Mundo ou grande evento pode trazer para uma cidade”.

Para o empresário e representante da indústria de hotéis, “é inconcebível pensar em uma Copa do Mundo no País sem considerar a cidade como uma das sedes”. Cita, por exemplo, o fato de que São Paulo tem cerca de 45 mil quartos para hospedagem, uma quantidade enorme de restaurantes, bares, casas de espetáculos e outros equipamentos para atender turistas. Acrescenta à lista, 18 roteiros “interessantes” que estariam a uma distância de até 100km da cidade.


“Só posso dizer que sem hotéis não há turismo e sem São Paulo a Copa é impossível”, conclui.

Conte Sua História de São Paulo: O ponto de encontro

 

Mário Cezar Nogalez
Ouvinte-internauta do CBN SP

Dia Mundial Sem Carro na 23 de Maio

Ouça o texto “Ponto de Encontro” sonorizado por Cláudio Antônio

Nos idos do anos de 1998, fazia eu consultoria para a implantação de um hotel lá na Vila Ema, com a obra já finalizada e com a decoração quase pronta, equipe já contratada e fornecedores na ponta da agulha. Tudo pronto para começar a operar.

Faltando 15 dias para a inauguração do Hotel,estava com todos os convites enviados e com 80% confirmados para tão galante festa. Como um dos proprietários era parlamentar, então políticos, colunistas e colunáveis estariam presentes a tão suntuoso momento.

Eu, belo e tranqüilo, pois estava com os trabalhos em dia, resolvi me dar uma folguinha (para quem não sabe, hoteleiros quase nunca descansam).

Enquanto curtia com minha namorada (hoje, minha esposa, uma outra historia), passei no hotel para checar se estava tudo em ordem e voltando para a casa decidimos almoçar proximo mesmo. Como moramos na Mooca, opções de boa comida não falta.

Pois bem, voltando, estávamos seguindo pela Av. Paes de Barros e o trânsito naquele dia estava engarrafado por conta de muitos carros na Avenida (e olha que era 1998), e então, conversando com a bela namorada, vi que o trânsito ao meu lado andou, logo engatei a primeira marcha e BUM, bati no carro da frente.

Desci do carro. Buzinadas e xingamentos dos demais motoristas. Logo me prontifiquei a pagar qualquer estrago com o outro motorista, porém, foi parachoque com parachoque e não aconteceu nada com nenhum dos carros.

Quando trocamos cartões, me dei conta de que o motorista era Agente de Viagem, e ele de que eu era Consultor Hoteleiro, e, protamente, entreguei mais um convite para a festa de inauguração.

Enfim, este encontro de parachoques foi o ponto de encontro de um cliente para o hotel que nunca imaginaria que iria conseguir.


Mario Cezar Nogales é autor desta história. Você também participa enviando seu texto ou arquivo de áudio para contesuahistoria@cbn.com.br. O programa Conte Sua História de São Paulo vai ao ar aos sábados, às dez e meia da manhã, no CBN SP.