As vantagens de ter 60 anos (ou mais)

 

De passagem pelo blog, nosso comentarista Julio Tannus, recomendou a leitura de texto que encontrou na rede, gostou e adaptou para nós, o qual se refere aos benefícios da velhice. Ele disse que o original circula como sendo de autor desconhecido. Se você conhecê-lo, nos avise. De qualquer forma, é uma boa reflexão para um país que está envelhecendo em alta velocidade como demonstram as estatísticas mais recentes:

 

As vantagens de ter 60 anos (ou mais). Eu nunca trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, minha amada família por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa. Enquanto fui envelhecendo tornei-me mais amável para mim e menos crítico de mim mesmo. Eu me tornei meu próprio amigo … Eu não me censuro por comer biscoitos, ou por não fazer a minha cama, ou pela compra de algo bobo que eu não precisava. Eu tenho o direito de ser desarrumado, de ser extravagante. Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento. Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou ficar no computador até as quatro horas da manhã e dormir até meio-dia? Eu dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos dos anos 60, e se eu, ao mesmo tempo, desejar chorar por um amor perdido … Eu vou chorar muito. Se eu quiser, vou andar na praia em um short excessivamente esticado sobre um corpo decadente e mergulhar nas ondas com abandono, apesar dos olhares penalizados dos outros. Eles também vão envelhecer. Eu sei que sou às vezes esquecido, mas há algumas coisas na vida que devem ser esquecidas. Eu me recordo das coisas importantes. Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado. Como não pode seu coração não se quebrar quando você perde um ente tão querido, ou quando uma criança sofre ou mesmo quando algum amado animal de estimação é atropelado por um carro? Mas corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão. Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito. Sou grato por ter vivido o suficiente para ter meus cabelos grisalhos e minha barba branca, e ter os risos da juventude gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto. Muitos nunca riram, muitos morreram antes de seus cabelos virarem brancos. Conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo. Você se preocupa menos com o que os outros pensam. Eu não me questiono mais. Eu ganhei o direito de estar errado. Assim, eu gosto de ser velho. Eu gosto da pessoa que me tornei. Não vou viver para sempre, mas enquanto ainda estou aqui, não vou perder tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupar com o que será. E, se me apetecer, vou comer sobremesa todos os dias. Que nossa amizade nunca se separe porque é direta do coração!

Existe coisa melhor do que viver?

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

O novo salário mínimo de R$ 724,00, a vigorar em seis dias, traz um indicador que reflete um desfavorecimento significativo aos aposentados que contribuíram acima da base. Em 10 anos o teto passou de 10 vezes para 6 vezes o menor valor. Ou seja, hoje o teto do INSS será fixado em R$ 4 392,00 enquanto em 2004 equivalia a R$ 7 240,00. Enquanto as aposentadorias são reajustadas pela inflação, o salário mínimo ainda recebe o incremento da economia de dois anos antes.

 

Aparentemente é um mecanismo justo sob o aspecto social. Em 10 anos o teto será de 5 vezes o piso, e se mantido chegará à igualdade . Entretanto este sistema deverá inibir as contribuições acima do piso, reduzindo a arrecadação e gerando desequilíbrio. É tema a ser definido em 2015. Mesmo porque os valores não correspondem à realidade de parte dos pensionistas.

 

A situação é agravada pela longevidade alcançada hoje, a ponto de se questionar se viver, que indubitavelmente é a melhor coisa da vida, é indefinidamente um bem. A esse respeito o portal UOL divulgou segunda feira matéria de Richard Lilash no New York Times que aborda debate com especialistas em envelhecimento cujo tema vai fundo no ponto crucial: “Viver mais é uma benção ou uma maldição?”

 

Sarah Harper, gerontóloga britânica e fundadora do Instituto do Envelhecimento Populacional da Universidade de Oxford, observou a transição demográfica que não foi prevista, apresentando queda acentuada da taxa de natalidade, ao mesmo tempo em que a longevidade surgida também não foi considerada no grau que ocorreu. Segundo Harper, isto gerou quatro pontos a serem analisados.

 

1. O conceito de sucessão geracional, isto é a transmissão de posse, poder, riqueza e status de uma geração para outra. O alongamento das vidas irá modificar a validade destes valores.

 

2. O período dos estudos e do trabalho será menor que o período da aposentadoria. Como equilibrar estas fases?

 

3. O contrato geracional que estípula que você cuida dos filhos que cuidarão de você no futuro, poderá estar prejudicado, se considerarmos uma longevidade acentuada. Se você tiver 80 anos e seus pais 100 anos quem cuida de quem?

 

4. O sistema de saúde precisará se adaptar ao fato da morte estar sendo postergada, ao mesmo tempo em que será preciso manter todos saudáveis.

 

À questão recorrente “Existe coisa melhor do que viver?” respondemos “Sim, viver bem”.

 

FELIZ NATAL

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Idosos e poderosos

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Idosos poderosos são o que podemos chamar de boa notícia a todos, pois o envelhecimento, temido por muita gente boa traz como um de seus eventuais males a questão da aposentadoria. Afinal ela pode significar falta de trabalho, de dinheiro e de poder.

 

Dados estatísticos e análises comportamentais começam a desmentir este panorama. Segundo o IBGE 11% dos brasileiros com 60 anos em diante que estão na ativa, possuem 20% do poder de compra do país. Além de 70% dos 19 milhões que compõem o total da população de idosos, possuírem independência financeira.

 

Ao mesmo tempo a pesquisa do GEM Global Entrepreneurship Monitor indica que dos 27 milhões de empreendedores brasileiros, que nos dá o terceiro lugar mundial, 3,3milhões tem mais de 55 anos. Estudos de comportamento indicam que as características básicas do empreendedor ocorrem em dois momentos distintos. Entre 18 e 24 anos, o jovem solteiro, estudante universitário com muita informação, sem experiência, sem muita responsabilidade familiar e financeira, mas com espírito criativo, representam a primeira fase. E, na terceira idade, com longa experiência acumulada, energia temperada e amplo conhecimento específico e genérico, os idosos estão se mostrando empreendedores em potencial. Pois, é quando há determinação suficiente para encarar a necessidade de continuar trabalhando.

 

Tudo indica que o idoso brasileiro, conectando o espírito empreendedor nacional à necessidade de confrontar as condições inóspitas do meio ambiente empresarial e estatal, começa a buscar alternativas no mercado. Consultorias, franquias, pequenos negócios dentro da experiência acumulada ou de sonhos armazenados, estão na pauta.

 

O Brasil, que ora usufrui do bônus demográfico passa a ter uma possível saída quando acabar esta fase, dependendo do sucesso desta geração de idosos empreendedores.

 

É o que desejamos, pois enquanto vemos homens experientes e de sucesso saírem do trabalho aos 60 anos em empresas privadas, ou ministros do STF com 70 anos, o premio Nobel de Medicina foi dado a John Gurdon, de 79 anos, professor em atividade da Universidade de Cambridge e responsável também pelo Instituto John Gurdon de Cambridge que pesquisa sobre câncer e biologia do desenvolvimento.

 


Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos, e escreve às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung

Coroas chics


Por Dora Estevam


 
Seja em SP, Milão, Florença, Londres, Paris ou qualquer outro lugar, não importa. O que importa é se mostrar ao mundo da melhor maneira possível. Se possível da maneira que agrada aos olhos de quem os vê. E, principalmente, de quem os veste.

São os coroas chiquérrimos que encontrei nas imagens de fotógrafos espertos e antenados pelo mundo e pelas pessoas. Gente normal, que circula pelas ruas livremente como cidadão comum.

Nas clicadas, o que se nota é a opção de se vestir da maneira mais clássica e chic possíveis. É aparentar a idade através da roupa e do comportamento, sem precisar esconder nada (deles próprios ou de ninguém).
 
A verdade é mostrada a olho nu. As rugas, o cabelo branco, a pele envelhecida, que num toque de classe fica maravilhoso e agradável aos olhos.
 
Veja esta foto da brasileira Costanza Pascolato, editora da Revista Vogue Brasil, na qual surge toda sorridente e muito feliz. Ela foi fotografada pelo Sartorialist. Simplesmente um dos melhores do mundo da moda pela internet.


 
A foto poderia ter vindo sozinha, mas ganhou ainda um comentário do fotógrafo: “Costanza é ótimo exemplo de como a mistura de estilo e moda funcionam, ela tem um jeito incrível de manter um estilo consistente e pessoal, e está sempre se atualizando com itens da moda.”
 
É maravilhoso encontrar pessoas que transmitem este sentimento. Ainda mais representando o Brasil.
  
Ela estava abençoada no dia da foto: a boca estava linda; os olhos, maravilhosos; o brinco, super discreto; o cabelo arrumado elegantemente; a pele envolta do pescoço no ponto certo; nem mais, nem menos. Resumindo, uma expressão fantástica captada pelo fotógrafo.

 
 
Acho que todos têm a oportunidade e a liberdade de envelhecer como quiserem, se cuidando ou não, mas quando nos deparamos com fotos de pessoas que se preparam para viver melhor os últimos anos da vida é muito empolgante.
 
Não gosto do estilo extravagante, mas o estilo mundano me desagrada. E isto vale para ambos os sexos.
 
Já sei da preferência de homens pelos jeans e camisetas, não é esta a questão, é o controle do seu jeito de se vestir, é a maneira com que você encara a terceira, a quarta idade ou mais. Vai desistir ou vai enfrentar. Os problemas chegam com a idade, mas a ideia é enfrentá-los e seguir adiante.
 
Já imaginou como seria tudo sem graça: sem a adrenalina correndo no sangue; sem o trânsito; sem ter que buscar filho na escola; sem ter que chegar atrasado (inevitável); sem ter que pegar filas enormes no cinema? Seria chato, né?
 
Então enfrente com estilo, continue tocando a vida livremente e não se preocupe em esconder a idade. Seja você mesmo e verá que tudo fluirá melhor.
 
Faça seus exercícios regularmente, cuide a sua alimentação, vá à igreja e seja alegre e simpático (a) com os seus amigos e parentes.
 
Não queira mudar algo que nem você acredita, esta não é a hora de mudar de estilo, é a hora de aprimorar o que está feito.
 
 


 
 
 
 
 
 
Esta não é a primeira vez que falo dos idosos aqui neste blog, eu gosto da ideia de envelhecer naturalmente. Mas gosto também da ideia de ser graciosa de viver longe dos produtos químicos e cirurgias. Gosto da beleza natural.
 
Lembre-se, porém, a beleza vem da sua experiência de vida e não do que você veste. Vem de dentro para o rosto. As imagens que nós vimos aqui, dão certamente força para saber que a vida pode ser interessante e que é possivel viver sempre com entusiamo. Deixe a vida acontecer.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung

Velhos e elegantes

 

Por Dora Estevam

Homens velhos e com estilo

Homens velhos e com estilo

É tão bom quando você anda pelas ruas ou passeia pelos corredores dos shoppings e encontra homens maduros bem vestidos. Não é por que envelheceram que vão vestir roupas ultrapassadas, surradas, chinelos com meias esgarçadas e blusas cheias de manchas do tempo, que se confundem com as rugas da face.

A elegância do homem mais velho ao se vestir está acima do calor ou do frio. Ele tem obrigação em mostrar todo brilho da idade. Mesmo porque as senhoras mais velhas tendem a andar elegantes, bem vestidas e maquiadas. Não é tipo “mocinha” que me refeiro. É elegância, mesmo. Sobriedade.

Eu, particularmente, não gosto de ver mulheres mais velhas e fora do peso vestindo roupa de homem, ficam masculinizadas. Outro dia assisti à cena na qual a atriz Aracy Balabanian, na novela Passione, da TV Globo, vestia camisão, calça comprida e sapato sola grossa.

Gente! Ela já faz papel de dona nervosa, com aquele conjunto então… Corra!

Bem, voltando aos homens: ser um velho elegante é como aproveitar a vida sem cair em contradições. Conforto e simplicidade se bem aproveitados só levam alegria e divertimento para amigos e parentes.

Lyndall e Ginna, maturidade na elegância

Lyndall e Ginna, maturidade na elegância

Gitta Lee é uma senhora londrina que foi modelo há 50 anos e agora está voltando para a publicidade. Ela foi fotografada pela Time Out Magazine. No encontro entre Gitta e o repórter, a modelo se referiu à campanha como uma inspiração ao envelhecimento: ”Uma foto de uma senhora elegante e velha em uma campanha publicitária acrescenta qualidade e elementos atemporais na história”.

Outro destaque da moda avançada é Lyn Dell, proprietária de uma loja na Broadway. De acordo com o site Advanced Style, ela é uma fashionista tão querida e glamourosa que até a Vogue Itália fez editorial com a velhinha.

Realmente, não estamos acostumados a ver idosos em campanhas de publicidade de uma maneira mais elegante. É sempre aquela imagem de velhinho e tal.

Também por aqui são muito comuns homens mais velhos se vestirem como se fossem menininhos de 15 anos (ok, as mulheres também não fogem disso). É deselegante e desnecessária esta exposição. O mundo não precisa ver isso.

Basta ter estilo pessoal e roupas que se adaptem perfeitamente ao clima e ocasião. Não precisa sair gastando toda a aposentadoria nas marcas de cada estação, apenas que ter alguns modelos práticos. Os acessórios são complementos que podem ser trocados de acordo com a estação.

O retrato de um homem velho e elegante resulta da combinação de belos acessórios e cores, além da sutileza de saber envelhecer positivamente se adequando aos tempos.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo no Blog do Mílton Jung