Confira no replay: a modernização já começou no futebol

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Da mão de “Deus” do insólito Maradona à mão de “pirata” do Barcos, temos uma coincidência na ação e na nação dos autores, mas uma infinita distância nos reflexos que o recente episódio do Beira Rio deverá repercutir. A reação dos protagonistas de Porto Alegre retrata o quadro caótico que vive o esporte mais popular da terra, ao mesmo tempo em que começa a escancarar o sistema envelhecido e bastante envilecido do futebol se decompondo diante da tecnologia ao alcance de todos.

 

O principal ator do sábado gaúcho, o árbitro alagoano da FIFA Francisco Carlos Nascimento, embora tenha assinalado o gol, juntamente com o auxiliar, e voltado atrás após cinco minutos, visivelmente por ter sido avisado da mão de Barcos, relatou na súmula que não houve nada de anormal. Fato desmentido pela jornalista da TV Bandeirante Taynah Espinoza quando confirmou que Gerson Baluta usou a informação da TV: “Foi dito que foi mão pelo que se viu, e agora o delegado está perguntando para quem está fazendo a transmissão, se pelas câmeras de televisão vimos que foi gol. Parece que estão usando mesmo a tecnologia, mesmo que não seja de forma legal, entre aspas”.

 

Gilson Kleina o técnico do Palmeiras não tinha dúvidas: “Quem anulou o gol foi o delegado. Ele viu na televisão e anulou. Isso é sem-vergonhice. O gol foi anulado cinco minutos depois! Alguém passou”. “Em todo lance, vai ter que parar e ver a televisão. O futebol está ficando uma chatice”.

 

A diretoria alviverde vítima de recentes erros de arbitragem em vez de usufruir da situação para apoiar a tecnologia tenta tirar vantagem do momento e levanta a bandeira da anulação do jogo. Bem diferente de Marcos, goleiro e ídolo: ”Na minha opinião, não precisamos que anule o jogo,a final o gol foi feito de mão. Numa época de tanta luta para que a justiça seja feita no Brasil, nós (todos) do futebol brasileiro temos que dar o exemplo, se for para acontecer o pior que seja com dignidade”.

 

Tite do Corinthias não deixa por menos: “Vamos parar com a palhaçada de que no bar da esquina a conversa é boa (com os erros de arbitragem). É boa se seu time é melhor, e não da injustiça do jogo. Esse é um clichê que escuto muito, faz parte da discussão do boteco da esquina. Tem 300 coisas boas para discutir, e não a correção do lance”.

 

Nei Franco do São Paulo no programa Quatro em Campo da CBN assinalou que será inevitável o uso da tecnologia. A facilidade e o acesso difundido forçarão a sua utilização.

 

Vôlei, basquete, tênis e quase todos os esportes têm tido mudanças para adequação às novas condições mercadológicas e tecnológicas. O tênis, por exemplo, adotou medidas que trouxeram mais justiça e mais atração, como o dos desafios eletrônicos. E não obrigatórios para todos os torneios, mas de acordo com o seu peso econômico. Para cobrir uma área de 190m2 e dois jogadores o tênis tem 10 juízes. Ainda assim precisou da tecnologia para melhorar a precisão e o espetáculo, tornando a repetição do lance uma nova atração e não a chatice prevista por alguns. O futebol para 6.400m2 e 22 jogadores tem 1 árbitro e 5 auxiliares, o que dá mais de 1.000m2 para cada juiz, contra 19m2 no tênis. São 5 juízes para cada jogador no tênis, enquanto no futebol são 0,2 juiz para cada jogador. No tênis não há contato pessoal, no futebol há contato e simulação.

 

Por estas e outras estou apostando na utilização dos recursos tecnológicos até que se copie o tênis no poder, pois lá quem manda são os tenistas e não os cartolas.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos, e escreve às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung

 

Avalanche Tricolor: Eles passarão

 

Inter 1 x 2 Grêmio
Gaúcho – Beira Rio

 

 

Foi uma quarta-feira curiosa esta de Cinza, pois acordei com a notícia da confirmação de que Vanderlei Luxemburgo seria o técnico do Grêmio e os que tiveram oportunidade de ler minha última Avalanche sabem de que discordo da avaliação feita pelos diretores, que não tiveram convicção, coerência e, o mais grave, coragem ao demitir Caio Júnior. A escolha de seu substituto apenas confirmou o que penso, pois seguiram o caminho mais fácil, olhando apenas o passado de Luxemburgo em lugar de avaliarem suas atitudes e histórias nem sempre bem explicadas e o seu retrospecto nos últimos anos pouco recomendáveis. Incrível foi a sequência de mensagens que recebi durante o dia demonstrando total desconfiança em relação a possibilidade de Luxemburgo ter sucesso no comando do Grêmio. A maior parte das pessoas apostando em vida curta e catastrófica, em Porto Alegre. Confesso que me incomodou demais esta contratação, e pensei muito sobre as contradições entre torcer pelo Grêmio e ter que contar com o sucesso de Luxemburgo.

 

No fim da tarde, alheio a polêmica e conversa de torcedores, um dos meus filhos, o Gregório, porém, me surpreendeu e com um só gesto mudou meu espírito. Antes de sairmos para passear, foi ao guarda-roupa tirou uma camisa azul, comprada durante o Carnaval em Porto Alegre, que leva no peito o distintivo do tricolor e o lema “Grêmio Manda”. Fomos para o shopping, assistimos ao filme “Reis e ratos”, com Selton Mello, fizemos um lanche, visitamos a livraria e o supermercado e a todos os momentos eu ficava observando o passeio dele com a camisa gremista. Não importava o que poderia acontecer com o seu time logo à noite ou durante a gestão Luxemburgo, tinha orgulho em vesti-la e tinha certeza da atitude que havia tomado.

 

Ele tinha razão. O Grêmio é muito mais importante do que qualquer um dos seus dirigentes, vai além da história de seus técnicos e do que possam aprontar no comando da equipe. É com este espírito que encaro este momento, a começar por esta noite, em que escrevo a Avalanche antes mesmo do fim da partida (estamos no intervalo agora). Aconteça o que acontecer, sempre serei gremista, por que eles passarão.

 

Em tempo: a vitória no Gre-Nal é mais um motivo para agradecer ao meu filho que mudou com minha disposição, nesta quarta-feira de Cinzas. Dá-lhe, Grêmio, sempre, Grêmio.

Avalanche Tricolor: Os mistérios do sofrimento

 

Grêmio 2 x 2 Inter
Gaúcho – Olímpico Monumental

 

 

O dia começou na capela da Comunidade Imaculada Conceição, bem próximo de casa, endereço que visito todos os domingos pela manhã, nas missas do Padre José Bertolini. Autor de dezenas de livros religiosos, Bertolini tem fala mansa, precisa e bem humorada, fazendo daquele diálogo algo sempre bastante acolhedor. Foi apenas após algumas missas rezadas por ele, das quais participei, que descobri sermos conterrâneos, ele nascido em Bento Gonçalves, na serra gaúcha, eu em Porto Alegre, na capital, como você, caro e raro leitor desta Avalanche deve bem saber. Descobri, também, que temos algo mais em comum, a medida que ambos torcem para o Grêmio, motivo de nossas rápidas conversas ao fim da celebração religiosa, sempre com uma palavra otimista e um sorriso no rosto, seja qual for a situação de nosso time. Sabemos que não devemos jamais ter nosso cotidiano abalado por estas coisas que acontecem em campo. Eu, em particular, não gosto muito de misturar futebol e religião, creio até que já tenha comentado isso com você; imagino que o cara lá em cima tenha muito mais o que fazer em vez de ficar ajudando meu time ganhar suas partidas. Durante a homilia de hoje, porém, não consegui deixar de lembrar do Grêmio quando Padre Bertolini versou sobre o sofrimento, a partir da primeira leitura do Livro de Jó – sobre a paciência deste você já deve ter ouvido falar. Ele chamou atenção para o fato de que para os seres humanos nem sempre é simples entender o sofrimento, a compreensão da dor enfrentada acaba se transformando para muitos um mistério. Fez uma ressalva, porém: há momentos de dor que o homem sabe bem os motivos, pois foi ele quem a provocou. Padre Bertolini mais uma vez tinha razão, pois se nos faltam respostas para muitos de nossos sofrimentos, sabemos bem o que provoca este sentimento na alma do torcedor gremista, neste momento. Estamos aqui apenas passando por mais uma provação, preparando a alma para as glórias que virão. Em breve, se Deus quiser !

Santa palmadinha – direito de resposta

 

Santa palmadinha foi como batizei post escrito pelo meu pai e publicado nessa quinta, aqui no Blog. A expressão além de estar no texto dele também me pareceu a mais apropriada para a situação na qual fui envolvido involuntariamente. Para você não perder a linha do raciocínio e ter de descer posts abaixo, relembro a historia com minhas palavras. Em 1969, inauguração do Beira Rio, entrei em casa com uma bandeira do Internacional em mãos e cantarolando o que é considerado o segundo hino do colorado gaúcho, “Papai é o maior, papai é que é o tal”. Pelo ano, faça as contas, verá que estava longe, bem longe, da idade da razão. Mal havia deixado as fraldas para trás. Fui vítima de armação de um colorado, primo ou coisa que o valha da minha mãe – a família sempre tem estes desgarrados -, que me entregou a bandeira e me fez crer que a musiquinha seria homenagem ao pai. Confesso que não lembro desses detalhes mas sempre ouvi a história contada pelos parentes. Imaginava ser apenas uma brincadeira, no entanto anos atrás ao escrever em um blog de um jornalista gremista já falecido como foi a educação clubística de meus filhos – usei a política de redução de danos, com resultados bastante positivos, já que ambos são gremistas -, me surpreendi com registro de comentário feito pelo pai no qual ele confessava a reação mais forte àquele meu ato de insensatez. Reação que me fez tomar o rumo certo na vida e alertar para coisas que são sérias na educação de um guri nascido em Porto Alegre. Graças a palmadinha santificada.

Para ler o post Santa Palmadinha, clique aqui

Avalanche Tricolor: Tudo em família

 

Grêmio 2 x 3 Inter
Gauchinho – Olímpico Monumental

Os meninos estiveram ao meu lado durante toda a partida. Não é comum esta torcida tão próxima. Eles preferem acompanhar os jogos de ouvido, reservando os olhos e cérebro para as emoções proporcionadas pelo computador. É uma nova geração esta, sem dúvida. Na minha época, jamais deixei uma partida de futebol por qualquer outro atrativo.

Conosco, também, estava a mais recente adepta tricolor da casa, a sobrinha italiana que se apaixonou pelo Grêmio semana passada quando assistiu ao time do tio conquistar uma vitória incrível.

Foi uma domingueira especial ao lado da família. Rimos, lamentamos, vibramos, praguejamos e convivemos.

O espetáculo na televisão era emocionante pelas variantes do resultado, qualidades apresentadas em ambos os lados e por erros e acertos que equilibraram as forças em campo, a tal ponto que a definição do vencedor se deu apenas ao fim de 14 cobranças de pênaltis. Para quem admira o futebol, uma partida e tanto. Para quem é apaixonado, um sofrimento só.

Ao fim não houve a desejada conquista esportiva, mas ter recebido um abraço de cada filho e o beijo da sobrinha seguidos de um “na próxima a gente ganha” está de bom tamanho para este cara calejado pelas frustrações e forjado pelas satisfações.

Impossível querer vencer sempre, ser apenas campeão. Imprescindível aprender com as derrotas. E fundamental ensinar a eles que nossa Imortalidade não está no fato de jamais perdermos, mas de nunca desistirmos.

Por isso, estão todos convidados para assistir à estreia no Campeonato Brasileiro, semana que vem, contra o Corinthians, em Porto Alegre.

Um novo desafio pela frente e sei que poderei contar sempre com o apoio da gurizada.

Avalanche Tricolor: O melhor do Grêmio é o Grêmio

 

INTER 2 X 3 GRÊMIO
Gaúcho – Beira Rio (POA-RS)

 


“Tio, quem é o melhor do Grêmio?” Não deu tempo para responder. Milésimos de segundos para pensar foram suficientes para ser atropelado pela próxima pergunta: “Tio, no que o Grêmio é melhor?”.

O interrogatório era de uma sobrinha que nasceu em Roma, na Itália, recém-chegada ao Brasil que gosta de jogar futebol na escola americana em que estuda, em São Paulo. Diz que é meio-campo. Enquanto perguntava, a bola rolava sem tempo para respirar (e responder).

Valentina, o nome dela, assistiu ao Gre-Nal ao meu lado, com os olhos esbugalhados diante da televisão, impressionada com a velocidade e a movimentação no placar de um jogo eletrizante, bem diferente daqueles que vimos nas últimas rodadas.

Ela estava gostando muito do menino de moicano que deixava o adversário mais arrepiado que o próprio cabelo. Ficou feliz em saber que Leandro tinha apenas 17 anos e era capaz de fazer tudo aquilo em campo. E ele nem tinha marcado o seu gol de bico, ainda. Até agora nem ela nem eu entendemos porque foi substituído. Será proibido driblar?

Fábio Rochenback também lhe chamava atenção. É o capitão, então tem de ser bom, pensou em voz alta. A gente sabe que não é bem assim, mas no caso do volante gremista a análise está correta. Ficou admirando a força e o talento, principalmente quando passava a bola com um toque certeiro e colocava o companheiro na cara do gol.

“Como é o nome desse aí, tio?”. Júnior Viçosa.

O desengonçado atacante não causava deslumbre na minha coleguinha de torcida. Aliás, ela ficou indignada duas vezes quando ele desperdiçou as chances de empatar. “Até eu faço !”. Mas como eu, vibrou muito no primeiro e, em especial, no segundo gol dele, o da vitória, aquele que põe o Grêmio em condições de ser campeão Gaúcho semana que vem.

Quando a TV deu destaque ao técnico adversário não me contive e para colocá-la no assunto comentei que ele já havia sido considerado o Rei de Roma: “Nunca ouvi falar , tio”.

O jogo termina, nós dois vibramos abraçados e ela me dá o presente que esperava: “Tio, eu quero ser gremista”.

Mas afinal, quem é o melhor e o que o Grêmio tem de melhor ?

Foram perguntas que não respondi enquanto ela esteve em casa. Fiquei pensando sobre isso até o fim deste texto e conclui que o melhor do Grêmio é essa força que o faz reerguer-se tão rapidamente por pior que sejam as circunstâncias. Que o faz crer na possibilidade de virar um placar mesmo que o futebol não esteja a altura da façanha. O faz superar seus momentos mais medíocres. E com isso conquista o coração da minha sobrinha italianinha.

O melhor do Grêmio é o próprio Grêmio.

E você, Valentina, já é gremista. Bem-vinda à Imortalidade.

Avalanche Tricolor: Uma questão de obrigação

 

Inter 1 x 1 Grêmio
Gaúcho – Porto Alegre


Ser mais do que sempre foi é obrigação de qualquer jogador que veste a camisa do Grêmio. Isto transformou em gigantes atletas de passagem apagada em outros campos.

Suar e sangrar em busca de cada bola, na dividida com o adversário e no carrinho que rasga a grama também são compromissos que assumem.

Assim como lutar desesperadamente pelas pequenas conquistas que surgem a cada minuto de jogo; não admitir que a jogada esteja perdida enquanto o músculo aguentar o esforço; nem jamais aceitar a derrota mesmo que esta tenha sido decretada.

Jogar futebol de verdade, talento para superar a adversidade e categoria para se livrar do marcador impertinente, lógico, agregam valor e diferenciam os atletas. Por isso não é demais que o torcedor exija ao menos alguns capacitados a assumir este papel. E um pouco de organização tática, evidentemente.

É o que sempre esperamos quando o Grêmio está em campo mesmo quando a injustiça nos é imposta como aquela “cama de gato” no primeiro tempo do Gre-Nal que resultou em enorme prejuízo (vai ver o juiz imaginou que fosse uma homenagem a ele próprio). E não pense que eu estava satisfeito como o que havíamos feito até então.

O Grêmio foi ao Beira Rio com a certeza de que fosse qual fosse o resultado o Campeonato Gaúcho não seria perdido nesta tarde de domingo. Apenas tínhamos a oportunidade de tomar um atalho para o título, dispensando o desgaste de mais duas decisões em um mês que será tomado por elas, haja vista o compromisso que temos nesta quarta-feira pela Libertadores.

A única obrigação era estarmos a altura da expectativa de nossa torcida.

Muitos deixaram a desejar, a maioria esteve aquém de sua capacidade, e o time não fez a partida que todos nós gostaríamos. Deve-se levar em consideração, contudo, a sequência de incidentes que tirou jogadores importantes antes e durante o jogo. E o fato de que mesmo assim, terminamos empatados com um adversário empurrado por sua torcida, jogando em casa e com a obrigação de vencer.

Sem tempo para lamentar pênaltis mal cobrados, nosso olhar se volta agora para a busca de mais uma façanha sulamericana. Para chegarmos a tal, é preciso que todos assumam suas obrigações, atendam ao compromisso assumido e sejam no Grêmio mais, muito mais, do que sempre foram.

Quem mandou ser um Imortal ?

Avalanche Tricolor: Ninguém é como nós e ponto final

 

Grêmio 2 x 2 Inter
Brasileiro – Olímpico

"André Lima marca o primeiro"

Foi com um a menos, pois um se sacrificou como costumam fazer os que vestem o manto Imortal. Agem sem pensar algumas vezes, sem medir as consequências, se entregam pela nossa história.

Sempre tivemos a vantagem no placar. Afinal, é assim que temos feito desde que renascemos (e lá vou eu lembrar da nossa imortalidade, novamente) neste Campeonato que muitos nos viam como vencidos.

E no empate final, a comemoração do adversário era o maior sinal de respeito que poderíamos ter recebido. Ficaram felizes de não serem superados por um time que estava em inferioridade em campo – não técnica, numérica apenas.

Nossa caminhada segue vitoriosa. Temos a melhor campanha deste segundo turno. Há nove jogos estamos invictos em uma trajetória inacreditável para a maioria daqueles que ainda não se convenceram do que somos capazes – mesmo com um a menos em campo, mesmo com uma diferença impressionante de pontos para os que estavam na ponta quando a recuperação se iniciou.

Ninguém marcou tantos gols de cabeça como nós, 13. Ninguém marcou tantos gols como nosso goleador Jonas, 20. Ninguém joga de maneira tão apaixonada em campo.

E, com certeza, ninguém me emociona mais do que o nosso Grêmio que segue disputando cada bola, cada jogo, cada ponto com um só objetivo: escrever sua história.