O risco de se reduzir preços no mercado de luxo

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Que produtos de luxo comumente tem um preço alto, todos nós sabemos. Seja um produto considerado de luxo acessível, intermediário ou inacessível, todos apresentam alta qualidade e, consequentemente, um preço elevado em comparação a outros produtos. Contudo, a tradicional joalheria britânica De Beers planeja uma redução de cerca de 9% em seus preços, em tentativa de aumentar a demanda – é o que diz a Bloomberg.

 

A fixação dos preços no segmento luxo é uma resultante de componentes racionais e irracionais. No caso do luxo inacessível, alguns materiais ou ingredientes que entram na composição final podem ser de grande raridade como, no caso da De Beers, os preciosos diamantes. Os produtos considerados de luxo inacessível têm um preço elevado, o que já é esperado pelo próprio cliente. Se compararmos a outro segmento – o de carros -, é como esperar que a Ferrari ofereça descontos em seus automóveis, algo que não existe, justamente por sua aura de raridade, exclusividade e público-alvo muito bem definido e disposto a desembolsar muito para realizar seu desejo.

 

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Diamantes com preços menores? Não parece soar muito bem. Muitas marcas de luxo acessível e intermediário costumam fazer redução de preços em eventuais datas ou até mesmo para atingir suas metas e equilibrar as finanças, sem deixar contudo, de ter uma gestão rigorosa e seletiva dessa política. Marcas essas que até atuam com produtos extremamente raros, mas que também trabalham com linhas mais acessíveis.

 

No caso do luxo considerado inacessível, onde se encontra a De Beers, certamente causa espanto essa estratégia. Estamos falando de uma empresa que nasceu em 1888, possui tradição, história, prestígio e é líder no mercado de diamantes mundial. O componente do preço final de mercado explicita o “preço de raridade”, o “preço de exclusividade” de cada uma das peças criadas e de cada um dos modelos inventados. Esse fator irracional, integrado ao preço final, é o valor que deverá pagar cada consumidor para garantir sua vinculação a uma classe especial, que adquire objetos exclusivos, originais, diferentes de um produto de luxo mediano.

 

O preço de um produto de luxo inacessível deve fundamentalmente fazer parte da estratégia da marca. Ele dará a conotação de raro, único e algo feito especialmente para um determinado cliente. Neste caso, seguindo as regras de uma gestão do luxo estratégica, a De Beers deveria usar outras ações para tentar alavancar suas vendas, e não mexer em sua política de preços, até mesmo porque a imagem da marca poderá ser abalada perante seus clientes tradicionais e admiradores.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

O prestígio de Fabergé está em documentário que conta sua história desde o império

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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História, prestígio e tradição. Esses são alguns dos principais atributos de uma marca de luxo. A Fabergé, fundada em 1842 por Gustav Fabergé, é a prova disso. Famosa por sua criação de ovos com pedras preciosas, e sob a direção de seu filho, Peter Carl Fabergé, tornou-se a joalheria oficial do império russo. Verdadeiras obras-primas da joalheria produzidas por ele e sua equipe entre os séculos XIX e XX para os czares da Rússia.

 

Se uma marca de luxo tem uma história, nada mais interessante que seu público-alvo a conheça. Admiradores da Fabergé agora contam com uma novidade: a grife criou um documentário com toda sua história e tradição que pode ser conferida nas telas de cinema com o lançamento mundial do premiado documentário Fabergé: “A life on its own”. 

 

O filme mostra objetos requintados da Fabergé em detalhes impressionantes gravados através das mais avançadas lentes cinematográficas.

 

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Produzido em associação à Arts Alliance,  o documentário chegou aos cinemas em 29 de junho deste ano em países como Estados Unidos, Reino Unido, Irlanda, Canadá, Rússia, mas ficará em cartaz por tempo limitado. Os espectadores também terão acesso às coleções particulares de alto luxo, com a participação de especialistas e entrevistas com descendentes da família Fabergé.

 

Além de descrever a ascensão de Peter Carl Fabergé quando trabalhava sob o patrocínio dos czares Alexandre III e Nicolau II, em São Petersburgo, Rússia e a expansão internacional da marca, o filme mostra também a história de um ovo imperial que estava desaparecido e que quase chegou a ser derretido por um comerciante de sucata, antes de perceber o seu verdadeiro valor.

 

Veja uma amostra da qualidade do trabalho cinematográfico no trailer do documentário:

 

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Páscoa em Londres: Harrods oferece experiência única com Ovos Fabergé

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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A Páscoa está logo ali e, enquanto muitas marcas e empresas atraem seus clientes pelo chocolate em si, a loja britânica Harrods, ícone do luxo inglês no mundo, surpreende seus clientes com seu bom gosto e sofisticação. Em sua vitrine, o destaque são os Ovos Fabergé em sua vitrine, sobre os quais já conversamos neste espaço.

 

Puro luxo digital. A marca de jóias finas é destaque de uma vitrine interativa da Harrods (com vista da Brompton Road), tendo como destaque um ovo 3D interativo. Os visitantes escolhem o seu Fabergé favorito em um iPad, dentro da loja, e conferem como ele fica a partir de projeção na vitrine, em 3D, provocando um efeito incrível.

 

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A Harrods será ainda palco de uma caça ao ovo de Páscoa com uma pequena diferença: o prêmio será um pingente de ovo Fabergé. Para entrar, os visitantes devem caçar os seis ovos Fabergé gigantes que foram escondidos em diferentes andares da loja, e registrar suas descobertas através de um aplicativo de celular.

 

Pura experiência no ponto de venda. Experiência que, neste caso, foi muito além da interatividade e tecnologia. Com a brincadeira tradicional da caça aos ovos, proporciona sensação memorável para as crianças e, não tenho dúvida, para marmanjos e senhoras.

 

A excelência em produtos e serviços tornou-se “commodity” no segmento do luxo, portanto cabe às empresas agirem, como age a Harrods, de forma a encantar o cliente através de experiências sensoriais.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Tiffany abre loja conceito em plena Champs Elysées

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

A grife americana Tiffany & Co. abriu, há apenas algumas semanas, sua nova flagship store (loja conceito) em Paris. O local? A prestigiada e ícone do luxo no mundo, a Avenida Champs Elysées. Com três andares luxuosamente decorados em um espaço com mais de 900 metros quadrados, a nova flagship parisiense da marca disponibiliza produtos de joalheria como pulseiras, anéis, brincos, prataria, e acessórios como óculos de sol, agendas e outros. A loja conceito conta ainda com uma coleção exclusiva de itens da alta joalheria.

 

A abertura na Champs Elysées representa um novo marco na relação da Tiffany com a capital francesa, que começou em 1850, ano em que estabeleceu sua primeira loja ali. Na Feira Mundial de Paris , em 1867, Tiffany tornou-se a primeira empresa americana a ser premiada pela excelência de sua prataria. Em 1999, a marca voltou a Paris com uma loja na rue de la Paix e agora com sua loja conceito na avenida que reúne algumas das mais importantes grifes de luxo internacionais.

 

 

Uma das marcas mais desejadas do mundo, de acordo com a empresa de pesquisa Digital Luxury Group, a Tiffany possui uma seletiva política de distribuição ao redor do mundo, apostando em lojas em locais renomados. Com uma variedade de coleções, a marca atinge tanto consumidores do luxo inacessível, intermediário e acessível, uma vez que também disponibiliza produtos de entrada em suas lojas, considerados acessíveis, como seus chaveiros, agendas, capa para passaporte e óculos de sol.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Harrods e Fabergé celebram Páscoa com história, arte e cultura

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

A Páscoa londrina chega com uma surpresa mais do que brilhante – literalmente! A Harrods, tradicional loja de departamentos da capital inglesa fez uma parceria especial com a grife Fabergé, durante este mês de abril, para celebrar a arte de presentear. Desde o início do mês, as vitrines da loja estão decoradas com peças da tradicional e prestigiosa joalheria, indo desde seus históricos Ovos Imperiais, que no passado eram adquiridos pelos czares russos, até suas coleções de joias contemporâneas comercializadas atualmente em diversos países.

Um dos grandes destaques do showcase é o Ovo The Apple Blossom Egg, criado em 1901, que será exibido pela primeira vez no Reino Unido e fora de um museu. Há um espaço especial, com o nome de Fabergé Egg Bar, onde os clientes poderão conhecer e adquirir uma edição limitada de um pingente em formato de seu icônico ovo. Os clientes poderão customizar seus pendentes com uma mensagem especial de sua escolha.

 

 

Além de criativa, a parceria da Fabergé com a Harrods valoriza a rica herança da marca, sua história, seu prestigio e sua visão artística, valores importantíssimos para marcas no segmento do luxo. A escolha do local foi mais do que perfeita, afinal a Harrods é uma das lojas de varejo de luxo mais tradicionais do mundo, e oferece a seus clientes experiências no ponto de venda, e neste caso, a uma viagem fascinante de descoberta através da história de uma das casas de joias mais prestigiosas do mundo.

 

O show case estará aberto até o dia 21 de abril de 2014.

 


Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Anéis Fabergé embarcam nos táxis londrinos

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

A frota de táxis de Londres, um dos ícones da capital inglesa, recebe novas cores neste Outono. Cores luxuosas e opulentas, aliás, de peças de joias de luxo da renomada grife Fabergé. Anéis da exclusiva coleção Emotion ilustrarão alguns táxis da cidade, que estarão em circulação nos próximos 12 meses em torno das áreas de Knightsbridge, região onde fica a loja Harrods e West End, funcionando como táxis normais.

 

Os anéis podem ser adquiridos em lojas da Fabergé em Londres, Nova York, Genebra e Kiev, bem como em outros pontos de varejo de luxo internacionais. O preço? Em torno de USD 38.100, podendo chegar a USD 40 mil. Alguns itens da coleção também podem ser encontrados na boutique online da Fabergé.

 

 

A grife Fabergé, fundada em 1842, é famosa por sua criação de ovos com pedras preciosas e se tornou a joalheria oficial do império russo. Os Ovos Fabergé eram obras-primas da joalheria entre os seculos XIX e XX produzidas para os czares da Rússia. Encomendados e oferecidos na Páscoa entre os membros da família imperial, os ovos acomodavam surpresas e miniaturas, e eram cuidadosamente elaborados com uma combinação de esmalte, pedras preciosas e metais. Desejados por colecionadores em todo o mundo, eles são ainda alvo de admiração pela sua perfeição e considerados expoentes da arte joalheira.

Ver jóias Fabergé estampadas em táxis londrinos parece algo, no mínimo, inusitado. Afinal, estamos falando de uma marca que tem prestígio, tradição e exclusividade em seu DNA, além de ser ícone do império russo. Não há dúvidas de que Londres é uma das cidades onde mais se respira moda, luxo e sofisticação, mas ver peças Fabergé expostas dessa forma poderá, a longo prazo, contribuir negativamente para a imagem da marca. Esta estratégia não é a primeira ação mais “agressiva” da marca, uma vez que há alguns anos vem disponibilizando suas peças valiosas e exclusivas através de sua loja online.

 

Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Atualmente cursa MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Conte Sua História de SP: o Centro dourado do meu avô

 

Por Mariana Pereira da Rocha Cruz
Ouvinte-internauta da CBN
 

 

 

 

Aos 85 anos foi meu avô quem me fez enxergar São Paulo da maneira que vejo hoje. João Baptista Pereira Netto não é simplesmente um joalheiro ou ourives. Dedicado, faz do trabalho um lazer, do pó a peça e das jóias, pequenas obras de arte que vende com preço justo e honesto, muitas vezes criticado por minha avó, dona Ofélia.

 

 
Nasceu no bairro Santa Cecilia, cresceu ao lado de seus sete irmãos. A educação se dividiu entre o jeitão descontraído da minha bisa italiana e do meu biso português, que até bebericava sua cachaça, mas por um pouquinho só não foi padre.

 

 
A Igreja Sagrado Coração de Maria foi pano de fundo de toda uma infância, pobre é verdade, mas nem por isso infeliz. São muitas as histórias que meu avô costuma me contar em sua oficina. Entre uma peça e outra, ele descreve o centro da cidade de São Paulo e as ruas onde costumava brincar ou ver os bondes passarem.

 

 
Com o rádio sempre ligado, aumenta o volume quando o assunto é Corinthians, grande paixão e ,possivelmente, um dos únicos assuntos que consegue tirá-lo do sério. Cresceu na Santa Cecília, construíu família em Pinheiros e devido a queda nas obras da linha Quatro do Metrô veio morar no Butantã, bem perto da minha casa.

 

 
Não reclama dos acontecimentos da vida, aliás não costuma reclamar. E eu devo confessar: só agradeço de poder estar ainda mais próxima de meu avô. Enquanto admiro seu trabalho de artesão ele me conta do dia em que foi escolhido para provar a Coca Cola quando chegou ao Brasil. Foi ali na Praça Ramos de Azevedo, no antigo Mappin. Também conta dos títulos da seleção brasileira via rádio, ou através de auto falantes que podiam ser ouvidos na Rua Direita, ou na Praça da Sé.

 

 
Anhangabau, Praça da República, Praça Ramos: aí passaram todos os principais eventos da vida de meu avô. Notícias, paqueras, trabalho… Hoje é um grande sacrifício para um jovem da minha idade se locomover até o centro. Pensa-se no trânsito, nos moradores de rua, na sujeira, nos usuários de droga, no preço dos estacionamentos. Pensa-se muito até a desistência.

 

 
Comigo é diferente. Ir ao centro da cidade com meu avô é descobrir uma São Paulo encantadora. Enquanto andamos na procura das pedras perfeitas ou vamos ao encontro de um antigo amigo dele, onde compra o ouro em pó, consigo vislumbrar São Paulo em sua mais perfeita elegância. Em um piscar de olhos, os postes são de ferro, os homens de chapéu, as mulheres de vestido… E o centro da cidade palpita …

 

 
João Baptista Pereira Netto, homem de fala mansa, trejeitos calmos e pacientes, é uma antítese em meio à confusão da cidade. Neste mundo em que todos trabalham demais, engolem a comida e ganham apenas o suficiente para pagar as muitas contas, ele é um dos poucos privilegiados que pode se dar ao luxo de viver da sua arte. Nas suas palavras, um verdadeiro presente de Deus.

 

 
Nas minhas palavras apenas posso agradecer por ter esse avô que me fez enxergar que a Vila Madalena, Vila Olímpia, Itaim, Moema, Jardins, são sim bairros lindos e jovens, cheios de restaurantes e lojas … mas que a história e o pulsar de São Paulo estão mesmo no centro dela.

 

 
 
Mariana Pereira da Rocha Cruz é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade: agende entrevista em audio e video no Museu da Pessoa pelo e-mail contesuahistoria@museudapessoa.net. Ou envie seu texto para milton@cbn.com.br. Ouça outras histórias de São Paulo no meu Blog, o Blog do Mílton Jung.

Tendências que as mulheres amam

 

Por Dora Estevam

Moda verão

O verão ainda não chegou oficialmente, mas só este calor que tem feito já deu para ficar à vontade e sentir o gostinho de se soltar nas roupas.

Eu gosto muito do verão. Acho que as pessoas ficam mais animadas, alegres, saem mais de casa, vão mais às compras, comem alimentos mais frescos e se sentem de bem com a vida. Tomam sol, se bronzeiam e usam roupas brancas.

Para a mulher a alegria de vestir roupas coloridas, maquiagem, sobrepor com joias diversas: colares, pulseiras e brincos. Tudo se destaca melhor no corpo com a pele exposta.

Falando em joias, como as pedras brasileiras estão em alta! E as figurinistas das novelas estão de olho nelas. Todas as atrizes, cada uma no seu estilo, estão usando muitas joias e pedrarias maravilhosas. E a variedade que aparece é uma loucura, dá vontade de comprar todas elas: citrino, turmalina rosa, rubi, pedra da lua, água marinha, ametista, turquesa, entre tantas.

Joia brasileira

Quem apostou recentemente em joias com pedras brasileiras foi Fernanda Torres. Ela apresentou o Prêmio Multishow e usou um bracelete de quartzo fume e brincos de cristal incolor, nem precisa dizer o quanto chamou a atenção, arrasou mesmo.

Outro item que também deixa as mulheres enlouquecidas é o esmalte. Minha nossa, eu nunca vi tanta quantidade de cores e marcas novas no mercado. Para todos os gostos. Azul, verde, amarelo, rosa néon, cinza… com várias tonalidades. E se as famosas usam os coloridos, então ai é que pega mesmo. Das celebs as brasileiras ninguém escapa, virou cartão de visita estender as mãos coloridas.

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E a cor da roupa: a cor mais procurada no inverno foi a nude, e por ser uma cor (sem cor) de pele, neutra, básica vai continuar sendo usada. Interessante porque o nude é clássico e clássico não sai de moda, somente se renova. Mas não posso deixar de me referir aos azuis, estes misturados com listrados vão fazer muito sucesso por aqui. E a brasileira adora esta combinação.

Outra peça que também foi muito usada no verão passado, neste inverno e pelas fotos do verão europeu vai permanecer na moda é o shorts jeans. A versão que tenho visto é com o cós mais alto e a barra rasgada com um pedacinho do forro do bolso aparecendo. Usadas com sandálias ou clogs.

Sapatos a parte: ancle boot, mini bota e clogs continuam sendo os mais apreciados entre as mais mais. Se elas pedem, quem será contra essa vontade. Vira mania mesmo.

Sai inverno e entra verão e as manias só mudam de cor. A gente fica rezando para não acabar a bolsa predileta, o sapato que ficou bem com tudo, a calça jeans que cai bem no nosso corpo, o baton que fica lindo na boca… é uma loucura.

E você…

Quero saber…

Qual a sua peça datada, predileta que marcou ou que você está de olho para marcar.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo no Blog do Mílton Jung, aos sábados.