A volta à escola e o desafio de proteger os sonhos e a esperança dos jovens do poder destruidor do coronavírus

Por Simone Domingues

@simonedominguespsicologa 

Foto: Pixabay

 

A pandemia de COVID-19 tem promovido mudanças em todas as esferas — sociais, educacionais e econômicas — com consequências que ultrapassam os impactos provocados pela infecção. Recentemente, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) alertou que a pandemia pode aumentar os fatores de risco para suicídio, convocando ações efetivas para sua prevenção. Isso se torna urgente, uma vez que os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam o suicídio como a segunda causa de morte entre pessoas jovens.

Estudos iniciais sugerem que apesar de crianças e adolescentes serem menos propensos à infecção pelo coronavírus e permanecerem assintomáticos ou com sintomas mais leves da doença, sofrem diretamente seus impactos psicológicos, podendo apresentar ansiedade, depressão e Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), com consequências que podem se estender mesmo após o término do isolamento social.

Se por um lado as medidas de distanciamento tornaram-se necessárias, com evidências de eficácia na contenção da doença, reduzindo a propagação do vírus; por outro lado, têm sido associadas com piora nos sentimentos de solidão, desencadeando quadros de depressão e ansiedade. Isso se torna mais acentuado especialmente entre os jovens, tendo em vista a importância das interações sociais nessa fase da vida.

Diversos fatores são apontados como aqueles que impactam a saúde mental durante a pandemia, dentre os quais: incertezas em relação à doença, medidas rígidas de distanciamento social, perda de entes queridos e o fechamento prolongado das escolas.

Atualmente, a escola é considerada uma das principais instituições sociais, uma condição que começou a ser ocupada lá atrás, após a Idade Média. Até aquela época, o meio social, em seu conjunto, era o contexto educativo e todos os adultos eram responsáveis por promover a aprendizagem a partir das experiências pessoais. 

O desenvolvimento da industrialização trouxe mudanças significativas nos séculos XIX e XX, alterando o local de trabalho das residências para as fábricas. As casas passaram a ser locais privativos, com espaços individuais, como quartos e áreas de estudo, e o trabalho passou a fazer parte da vida pública, deslocado para lugares na cidade, exigindo nova organização urbana. 

Isso gerou mudanças na família, que não conseguia mais preparar as crianças para as novas exigências de trabalho, diferente de como era feito anteriormente, muitas vezes em ofícios transmitidos de pais para filhos. Além de preparar o indivíduo para o trabalho, a escola passou a ter uma função social, à medida que possibilitou o convívio com outros indivíduos, além dos familiares, favorecendo as interações e preparando para a vida em sociedade. 

Com a inserção da mulher no mercado de trabalho, novas mudanças aconteceram, como o aumento no tempo de permanecia dos alunos no ambiente escolar.

Considerando a importância atual que a escola representa nos processos de socialização e o impacto do isolamento social na saúde mental de crianças e adolescentes, a OMS tem alertado aos governantes que analisem com cautela o período pelo qual as escolas permanecerão fechadas. 

Pensar em políticas públicas que envolvam crianças e adolescentes durante a pandemia exige maturidade dos governantes e da sociedade. Impõe afastamento de ideias simplistas, amadoras ou partidárias. Exige ponderação e decisão séria, tendo em vista os perigos desse vírus, que ainda conhecemos tão pouco, e suas consequências nas diversas esferas da vida. 

A COVID-19 já matou quase um milhão de pessoas. Paralelamente, os estudos mostram que a pandemia gerou um aumento de depressão e de TEPT em crianças e adolescentes, considerados fatores de risco para o suicídio.

Como tantos desafios já impostos pelo coronavírus, não parece haver uma resposta fácil sobre a abertura ou manutenção do fechamento das escolas. 

Pais, professores, governantes… somos todos responsáveis pela promoção do bem estar físico, psíquico e social de nossos jovens. Penso no poder devastador do coronavírus nas vidas e na saúde mental… e sem a presunção de propor uma solução definitiva, torço para que as medidas adotadas impeçam que o poder destruidor desse vírus atinja ainda mais os jovens, quer seja em sua saúde física quer seja em sua saúde mental, permitindo seus sonhos e esperanças.

Simone Domingues é Psicóloga especialista em Neuropsicologia, tem Pós-Doutorado em Neurociências pela Universidade de Lille/França, é uma das autoras do perfil @dezporcentomais no Instagram. Escreveu este artigo a convite do Blog do Mílton Jung

À desesperança dos jovens, temos nossa capacidade de sonhar

 

Por Simone Domingues
(@simonedominguespsicologa)

 

portrait-3096017_960_720

Imagem: PIXABAY

 

“Ontem o menino que brincava me falou
Que hoje é semente do amanhã…
Para não ter medo que esse tempo vai passar
Não se desespere não, nem pare de sonhar…”
Gonzaguinha

 

Outro dia numa conversa com minhas filhas adolescentes, lancei a seguinte pergunta: “vocês acham que os adolescentes estão mais desesperançosos com o futuro?”. Acreditando que falariam sobre como se sentem ou percebem seus amigos diante desta quarentena, confesso que a resposta me causou certa surpresa:

 

“A nossa geração é marcada pela desesperança. Desde que somos crianças, ouvimos que quando formos adultas, não haverá comida para todos os habitantes da terra, que faltará água potável para bebermos, que o homem está destruindo o planeta e não há outro para vivermos… como ter esperanças em meio a tanta tragédia anunciada?”

 

Fiquei pensando na responsabilidade que temos com as gerações mais novas. Logo os jovens, que representam em si a capacidade poética da esperança, sendo endurecidos com as nossas previsões apocalípticas.

 

Então não devemos comunicar às crianças e adolescentes sobre o que acontece no mundo?

 

Comunicar é muito diferente de catastrofizar. Comunicar é a troca de informações. E troca pressupõe que falo e permito que o outro também se manifeste, com suas dúvidas, seu ponto de vista, suas possibilidades para solucionar problemas.

 

Como adultos, podemos auxiliar os adolescentes com um ambiente seguro, conversas sinceras e um incentivo enorme à sua capacidade de sonhar. E não seria isso a esperança? Acreditar naquilo que se deseja alcançar?

 

Santo Agostinho nos ensinou:

 

“A esperança tem duas filhas lindas: a indignação e a coragem. A indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las”.

 

Simone Domingues é Psicóloga especialista em Neuropsicologia, Pós-Doutorado em Neurociências pela Universidade de Lille/França, e escreveu este artigo a convite do Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: empresas precisam entender vantagens de contratar jovens pela lei do Aprendiz, diz Casagrande

 

 

“Todas as empresa que iniciam o programa, que gostam, não param mais, porque aqueles que já o fizeram, não encara mais como um problema, encara como uma solução no mundo do RH, no mundo do trabalho“ —- Humberto Casagrande, CIEE

O Brasil tem atualmente cerca de 420 mil pessoas beneficiadas pela Lei de Aprendizagem, que determina que empresas com 100 ou mais funcionários destinem de 5% a 15% das vagas a jovens de 14 a 24 anos. Humberto Casagrande, superintendente-geral do CIEE, calcula que se todas as empresas cumprissem a lei, o país teria 1,1 milhão de jovens aprendizes.

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo da CBN, Casagrande apresentou dados de pesquisa do Instituto Datafolha, com jovens que participam do programa Jovem Aprendiz, de responsabilidade do Centro de Integração Empresa Escola.

“É um programa transformador, porque o jovem neste momento da vida, ele tem pouca noção do mundo do trabalho, tem poucas perspectivas, normalmente não tem oportunidades, então está disponível para cosias que não são muito boas —- ele encontra uma razão muito forte no seu dia-a-dia, conhece como funciona uma empresa, a dinâmica de uma empresa, como a dinâmica empresarial se desenvolve e tem contato com instrutores para ter orientação de vida e de caráter —- as pesquisas que fazemos mostram que é transformador na vida do jovem fazer este programa, só lamentamos não termos mais vagas”.

Conforme pesquisa, 53% dos jovens seguem trabalhando depois do programa e 25% deles são contratados na própria empresa, que têm a oportunidade de formar seus quadros gerenciais do futuro. Além disso, lembra Casagrande, as empresas renovam suas ideias a partir da inserção de pessoas mais jovens, aumentando a diversidade geracional.

 

Os candidatos do Programa Jovem Aprendiz, do CIEE, participam de cursos de capacitação que focam noções de cidadania, relacionamento no mundo do trabalho e desenvolvimento de sua personalidade.

“Existem muitas oportunidades para aprender, estudar e melhorar. O mundo será daqueles que se capacitarem, tiverem visão de negócio. E entenderem que é possível. A autoestima deve ser elevada e todos nós podemos conseguir as coisas e chegar lá”

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, na página da CBN no Facebook e na conta @CBNoficial do Twitter. O programa vai ao ar aos sábados, às 8h10, no Jornal da CBN e aos domingos, às 22 horas, em horário alternativo.

O presente e o futuro dos Shoppings para a geração Z

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

bonding-1985863_1280

 

A HSR Specialist Researchers com o apoio da ABRASCE – Associação Brasileira de Shopping Centers contribui com o mercado de shopping centers na entrega de pesquisa realizada com jovens: meninas e meninos de 14 a 18 anos das classes A B e C. Focando o presente e mirando o futuro.

 

A boa notícia para os empreendedores é que 68% frequentam os shoppings semanalmente, e 32% quinzenalmente. Mas, atenção, apenas 28% compram produtos, enquanto 15% se alimentam, 15% usam serviços, 4% marcam encontros, 3% assistem a filmes, 3% procuram serviços bancários ou caixas eletrônicos. Restam 14% que são os “caroços” pela linguagem dos vendedores. Isto é, apenas passeiam.

 

A assiduidade ao mundo físico não impede que no universo do e-commerce, quantificado em 48 milhões de consumidores, a presença da geração Z seja significativa: 40% deles são compradores pela internet.

 

PESQUISA

 

Atuando como consumidores 87% ficam atentos a preços e ofertas e, 86% procuram se controlar em compras desnecessárias.

 

Nas características pessoais são investigativos, buscam a customização, gostam de usar a tecnologia, apreciam o entretenimento e procuram o indoor e outdoor para o lazer, sem desprezar o ócio.

 

As demandas para o futuro refletem a expansão das preferências atuais. 59% propõem que os shoppings sejam locais para se relacionarem e não só para compras. 57% acham que os shoppings deveriam ter grandes áreas de encontro para diferentes tribos.

 

As lojas para 43% deverão customizar as roupas, 57% querem wifi em todos os ambientes, 46% querem natureza sem abrir mão da tecnologia. Restaurantes deverão apresentar diferentes culturas para 33% e cafeterias precisam disponibilizar espaços de convivência para 25%.

 

Enfim, a pesquisa registra que o shopping do futuro passará a ser um LIFE CENTER. Faz sentido, embora minha preferência ainda seja por SHOPPING com Lifestyle.

 

Com relação a previsões de futuro é bom lembrar que elas são conectadas com o presente na medida em que inovações que certamente virão ainda são desconhecidas. Podem aparecer mudanças que coloquem estas perspectivas no passado.

 

De outro lado estamos vivenciando uma infindável projeção de lojas do futuro. Algumas com plenitude de tecnologia. Acho um risco criar lojas que se assemelhem a centros de computação. Há alguma razão em se preocupar na diferenciação do físico com o virtual. De modo que precisamos considerar que ao procurar a loja física o consumidor quer estar na atmosfera do atendimento pessoal.

 

De qualquer modo sempre é saudável pesquisar, mesmo que seja o futuro que virá. Vale para o presente.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Autor fala dos desafios dos jovens que têm de amadurecer no século 21

 

 

WhatsApp Image 2018-04-20 at 10.20.16

 

 

“Nascido nos anos de 1960 e iniciando-me profissionalmente duas décadas após, fui foca nas redações de jornalismo em tempos nos quais a figura do mentor era desconhecida. Contei com a ajuda de profissionais mais antigos que viram algum potencial naquele jovem de cabelo comprido, calça de abrigo costurada no joelho e chinelo de dedo.

 

 

Mesmo que exercendo a função por intuição, eles me ajudaram a pensar o jornalismo, a identificar minhas competências, a refletir sobre mudanças dentro da carreira e, claro, a me vestir de forma mais apropriada. Alguns foram além: deram-me a oportunidade de rever minha relação com as pessoas e a família. E agradeço ao esforço deles.

 

 

Os desafios profissionais de hoje e o cenário em que os novos jovens estão inseridos, no entanto, tornam a função do mentor essencial e exigem dos profissionais que aceitam exercer este papel cuidado extremo e muita sensibilidade.

 

 

Sidnei Oliveira de maneira simples, direta e objetiva – que considero a mais perfeita forma de se comunicar – torna essa caminhada mais segura ao compartilhar sua experiência no relacionamento com jovens e na formação de mentores. Um livro para nós que estamos maduros no mercado e podemos nos transformar em mentores, para o jovem que constrói sua maturidade e, creia em mim, para os pais deles, também”

 

 

O texto acima está publicado na contracapa do livro ‘Cicatrizes — os desafios de amadurecer no século 21’, escrito por Sidnei Oliveira, mentor e consultor que tem se dedicado a estudar o comportamento das novas gerações que chegam ao mercado de trabalho. O livro será lançado nesta terça-feira, dia 15 de maio, às 19 horas, na livraria Cultura do Shopping Iguatemi, quando terei a oportunidade de participar de um bate-papo com o autor.

Boa imagem dos idosos no trabalho deve ser usada e estudada

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

hands-545394_1280

 

Pesquisa Datafolha mostra que na comparação entre idosos e jovens, a percepção de 70% a 90% dos entrevistados é que os idosos são mais responsáveis, educados, honestos, atenciosos, compreensíveis, solidários, dedicados, tolerantes e éticos, do que os jovens.

 

Por outro lado, entre 5% e 31% dos entrevistados disseram que os idosos são menos criativos, preconceituosos, ambiciosos e preguiçosos, do que os jovens.

 

Do ponto de vista mercadológico, o idoso é um produto com potencial. Hoje apenas 26% estão ativos, trabalhando ou procurando emprego, mas a sua presença no mercado de trabalho evoluiu nos últimos 14 anos de 10% para 16%.

 

Velhos

arte reproduzida do jornal Folha de São Paulo

 

Comprovando esta tendência, embora ainda de forma embrionária, cinco empresas, de acordo com reportagem da Folha que apresentou a pesquisa, iniciaram em 2017 a busca de idosos para funções especificas. De acordo com as habilidades que elas creditam ao perfil dos maiores de 50 anos.

 

A GOL, a Drogaria Pacheco e São Paulo, a PwC consultoria, a Tokio Marine seguros e a Telchep, as pioneiras em buscar idosos, apostam em qualificações especificas desta gente. Entre tantas:

 

– não se irrita facilmente
– compreende melhor as necessidades dos clientes
– apresenta baixo absenteísmo e rotatividade
– grau elevado de empatia
– aptidão para gestão

 

Ao mesmo tempo tentam neutralizar ou compensar alguns problemas como:

 

– não se submetem sempre ao protocolo
– são mais prolixos
– tem dificuldade com tecnologia

 

Neste contexto, acredito que a percepção do idoso esteja um pouco estereotipada.

 

Os atributos percebidos podem estar influenciados pela imagem do idoso antigo e inativo. Afinal, é fato preponderante considerar a longevidade que atingimos, e que ainda não foi assimilada nem pela burocracia nem pela realidade.

 

Embora seja inegável que a maturidade esmaeça a imagem mais agressiva, não creio que a idade possa mudar o essencial comportamental do indivíduo.

 

As notas altas dadas aos idosos pelas empresas que os contrataram podem refletir um grupo mais competente, que diante de preconceitos conseguiu adentrar ao mercado de trabalho e demonstrar a realidade de suas habilidades e conhecimentos.

 

Entretanto, é inegável que a experiência é um trunfo para grande parte das funções corporativas.

 

Considerando que o bônus demográfico brasileiro tem seus dias contados, pois em menos de 10 anos teremos menos jovens do que adultos este é um tema a ser bem estudado.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

 

Mundo Corporativo – Nova Geração: Glaucy Bocci ajuda as empresas a entender o que atrai os jovens

 

 

“Não mais, como se dizia no passado, as pessoas se atraem por questões apenas intangíveis, o fato é que questões financeiras tem tido peso na atração de talentos”.

 

A informação é de Glaucy Bocci, diretora de gestão de talentos da Willis Towers Watson, consultoria que desenvolve estudos para entender, entre outros aspectos, quais os fatores que conquistam a atenção dos jovens nas empresas. Essa mudança de olhar das novas gerações apareceu com destaque nas duas últimas pesquisas desenvolvidas em diversos países, nos anos de 2014 e 2016.

 

Para ela “questões materiais ou financeiras vem ganhando peso até em função da crise global na qual nós passamos e mais acentuada até na economia brasileira”. Bocci foi entrevistada pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo da rádio CBN.

 

Quando o tema é atração de talentos, a pesquisa mostra que os três fatores mais importantes para os jovens são salário base, oportunidade de carreira e tarefas desafiadoras. Já quando a pesquisa aborda os motivos que fazem com que um profissional se mantenha na empresa ou busque outro emprego, além do salário base e oportunidade de carreira, surge como terceiro fator o tempo de deslocamento até o trabalho.

 

Em relação a convivência no mesmo ambiente de trabalho de gerações tão diversas, como ocorre atualmente, Bocci alerta para a necessidade de as pessoas que estão na posição de líder, sejam jovens ou veteranos, criarem um espaço de troca de experiência: “os dois lados tem de estar dispostos a ouvir, a estarem abertos para uma discussão franca e serem parceiros das áreas de capital humano para implementarem essas políticas”.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site ou na página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados no Jornal da CBN ou domingo às 11 da noite, em horário alternativo. Colaboraram com este Mundo Corporativo Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: 10 princípios para o jovem que deseja sucesso nos negócios

 

 

“Independentemente de você ser executivo ou não, a veia de empreendedor deve estar presente dentro de você em tudo que você estiver fazendo dentro da sua vida”.

 

Para Ricardo Diniz, autor dessa frase, a melhor maneira de manter essa chama acessa é trabalhar ao lado dos jovens e, segundo ele, foi isso que o inspirou a escrever o livro “Como chegar ao topo nas empresas – os 10 princípios para o jovem que deseja o sucesso no mundo dos negócios”. Diniz foi entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, quando falou de alguns dos ensinamentos alcançados ao longo de sua vida profissional que começou como estagiário para depois trabalhar em bancos de investimento, atuar como empreendedor e sócio-fundador de uma empresa de teleinformática, ser diretor de agência de notícias até tornar-se o mais jovem presidente de uma multinacional no Brasil.

 

Aqui os 10 princípios de Ricardo Diniz publicados em livro:

 

  1. Um propósito todo seu
  2. Há sempre um lado humano
  3. A ciranda dos riscos
  4. A transparência é o seu escudo
  5. O cliente é seu melhor negócio
  6. A mente positiva gera soluções
  7. O mundo não para de girar
  8. Ultrapasse as fronteiras
  9. Seja seu próprio headhunter
  10. Trabalhe com prazer e viva em paz

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site ou na página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e domingo, às 11 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo: Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: maior dificuldade de jovens líderes é gerenciar pessoas, diz Daniel Velazco-Bedoya, do Cabify

 

 

“A maior falha hoje de uma jovem liderança é gerenciamento de equipe. E gerenciar equipe não é só prioridades, prazos, planejamento e cumprimento disso. É desenvolver pessoas e colocá-las nos lugares corretos; gerenciar conflitos; dar o direcionamento para direita e para a esquerda”. Daniel Velazco-Bedoya fala com autoridade sobre as dificuldades que as novas gerações enfrentam ao assumirem postos de lideranças nas empresas. Ele, aos 28 anos, é diretor-geral do Cabify, empresa de tecnologia na área de mobilidade e transporte individual, posto assumido após ter sido funcionário de empresas privadas, criador de start-up, gestor e executivo.

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Bedoya ajuda a identificar quais são as vantagens de se contratar profissionais jovens e as dificuldades que essa inexperiência pode gerar. Ao mesmo tempo, mostra aos empresários quais são os pontos que mais atraem as novas gerações. Para ele o que leva às novas gerações a escolher entre uma empresa ou outra são os valores de cultura de trabalho, o entendimento do ciclo de mudanças rápidas e a liberdade para que se atue com mais independência.

 

O Mundo Corporativo, no último sábado do mês, é dedicado às novas gerações. O programa vai ao ar no Jornal da CBN, a partir das 8h10 da manhã. É reproduzido aos domingos, 11 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo: Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Juliana Causin

Nova regra vai banir investidor-anjo, matar inovação e prejudicar empreendedor no Brasil

 

entrepreneur-2411763_960_720

 

Acostumado a sair em busca de dinheiro no mercado desde que se lançou como empreendedor, Tallis Gomes não titubeia ao afirmar que o governo brasileiro vai “banir o investimento-anjo do país”. Disse isso com todas as letras em entrevista que gravei com ele semana passada, no programa Mundo Corporativo e vai ao ar em breve no Jornal da CBN. O motivo desse pessimismo: a decisão da Receita Federal em taxar entre 15% e 22,5% o lucro de investidores-anjo, resultado de canetaço do órgão após a regulamentação de lei que criou essa figura jurídica no Brasil.

 

Investidores-anjo são os caras dispostos a colocar dinheiro em negócios que estão se iniciando, assim como era a Easy Taxi, o primeiro aplicativo no Brasil a conectar passageiros e motoristas de táxis, criado por Gomes, em 2011. Um negócio que só decolou porque um grupo de investidores-anjo, da Alemanha, acreditou na ideia dele e de seus sócios e colocou R$ 10 milhões na empresa, em 2012.

 

 

A preocupação dele e de todos os empreendedores brasileiros faz sentido, foi o que ficou claro na conversa que tive semana passada com Pedro Doria, jornalista, especialista na área digital e meu colega no Jornal da CBN. No comentário Vida Digital, Doria explicou que criar a figura jurídica do investidor-anjo era importantíssimo, por isso a lei foi bem-vinda e resultado de muito debate. “Antes ou o investimento ocorria na forma de um empréstimo mútuo — e, assim, o dono da startup se tornava um credor; ou o investidor tinha de virar sócio da empresa, arcando com todas as responsabilidades e riscos”, explicou.

 

O problema é que no Estado brasileiro ninguém consegue conter a sanha tributária. Assim que a lei foi aprovada, a Receita viu a possibilidade de arrecadar um pouco mais de dinheiro. Muito mais dinheiro. O tributo cobrado sobre os lucros obtidos pelos investidores se assemelha aos do Tesouro Direto. Ou seja, a Receita mandou o seguinte recado: em lugar de botar dinheiro em um negócio que sabe-se lá vai dar certo, melhor aplicar em títulos do governo. “É pra matar a inovação”, disse-me Doria.

 

 

Matar ou banir. Seja qual for o verbo usado, o resultado e o alvo serão os mesmos: o fim do sonho de milhões de jovens brasileiros dispostos a empreender no Brasil. Lê-se na pesquisa Global Entrepeneurship Monitor 2016 que 22% das pessoas entre 18 e 34 anos estão envolvidos com a criação de uma empresa aqui no Brasil. Uma gente que pode ter boas ideias e poder de execução, ma que necessita também da crença dos investidores. No momento em que o governo brasileiro avisa que é mais seguro e rentável aplicar no mercado do que em negócios, pouco dinheiro haverá para eles.

 

O drama se completa quando se percebe que esses mesmos jovens, frustrados em suas iniciativas, vão recorrer ao mercado de trabalho e não encontrarão vagas disponíveis. Semana passada, o IBGE calculou que somos 13,5 milhões de desempregados, número registrado no trimestre encerrado em junho. É muita gente sem emprego, mesmo levando em consideração que é 0,7 ponto percentual menor do que no primeiro trimestre deste ano.

 

Com a pressão econômica e o mercado de trabalho ainda sofrendo as crises provocadas ou pela má-gestão ou pela má-fé de nossos administradores públicos, falta emprego e a opção do empreendedorismo é dizimada por decisão de tecnocratas. Não surpreende o fato de que o número de empregados sem carteira assinada cresceu 4,3% no último trimestre – já são 10,6 milhões de pessoas nessa condição.