Avalanche Tricolor: se o Juca disse, quem sou eu para desdizer!

 

 

Grêmio 2 x 0 Veranópolis
Gaúcho – Arena do Grêmio/Porto Alegre-RS

 

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Marinho comemora mais um gol em foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

 

Era noite de estreia. Não na Arena. No cinema. O documentário “Vida em movimento” do meu amigo — e colega de CBN — Márcio Atalla estava sendo apresentado ao público pela primeira vez, com sessão prevista para o mesmo horário da partida do Grêmio.

 

Em situação normal de pressão e temperatura — haja vista ser uma segunda-feira –, ficaria em casa assistindo ao meu time, na última partida antes da estreia na Libertadores.

 

Mas não podia perder a oportunidade de estar ao lado de alguém que tanto admiro, em momento desta importância. Assisti ao documentário no cinema Iguatemi, aqui em São Paulo, enquanto o Grêmio cumpria mais um compromisso pelo Gaúcho.

 

Vida em Movimento relata uma série de ações e pesquisas pelo mundo que mostra o risco do sedentarismo na sociedade moderna e nos faz pensar: o que estamos fazendo com a nossa vida?

 

Soube do resultado da partida pelo aplicativo que me acompanha no celular. Primeiro gol, Marinho. Segundo gol, ele de novo. Marinho deve ter arrasado com o jogo, pensei comigo.

 

Sem chance de conferir os gols e melhores momentos, qual não foi minha surpresa, hoje cedo, ao ouvir as palavras de outro craque que tenho o prazer de ser colega de trabalho — e amigo: Juca Kfouri.

 

Comentarista do Jornal da CBN, que, na segunda-feira, resmungava a baixa qualidade do futebol jogado pela maioria dos times brasileiros, neste início de temporada, Juca teceu elogios ao meu Grêmio.

 

Disse no comentário da CBN e repetiu em seu blog no UOL:

Com dois gols de Marinho, um em cada tempo, o Grêmio chegou a 23 gols em oito jogos e mais uma vez mostrou atuação agradável de ver, sob chuva.

 

Ah, mas contra o lanterna, o Veranópolis, dirá alguém.

 

OK, e contra quem têm jogado os principais time do país? Como o Santos e o Fluminense, o Grêmio não esquece que tem gente que gosta de futebol bem jogado, não apenas de vencer.

 

Pois tem vencido e jogado bem.

 

Ah, mas o Gauchinho é mole. É, e o Paulistinha, o Carioquinha?

 

Pegue o Avenida, por exemplo, que vendeu cara a derrota para o Corinthians na Copa do Brasil e só por 1 a 0 para o Inter ontem.

 

O Grêmio enfiou-lhe meia dúzia…

 

A vantagem do Grêmio sobre o Santos e o Flu é óbvia: tem Kanneman, Geromel, Maicon, Luan, Everton, enfim, tem jogadores de mais qualidade para impor aquilo que Renato Portaluppi determina.

 

Hoje, sem concorrência, foi possível vê-lo jogar e redimiu o péssimo futebol jogado pelo Brasil afora no fim de semana.

 

O Grêmio lidera o Gauchinho, com 20 pontos ganhos….

Se o Juca disse isso, quem sou eu para desdizer.

 

PS1: Reproduzi o comentário do Juca sem pedir licença a ele; fico na expectativa de que ele me perdoe por tal atrevimento.

 

PS2:O documentário de Márcio Atalla estará no circuito de cinema, a partir do dia 28 de março. Antes, o tema será foco de reportagens no Fantástico.

Avalanche Tricolor: quanto mais treina, mais sorte o Grêmio tem

 

Coritiba 0 x 1 Grêmio
Copa do Brasil – Couto Pereira (PR)

 

Marcelo Oliveira em imagem reproduzida da transmissão da SporTV

Marcelo Oliveira em imagem reproduzida da transmissão da SporTV

 

Ouve-se cada coisa no futebol. Algumas explicam bem o que acontece dentro de campo, outras se distanciam da realidade. A primeira história que lembro nesta Avalanche, aliás, sequer do futebol é, faz parte do folclore do esporte mundial. O protagonista teria sido Michael Jordan, astro do basquete americano, que, consta, falou, certa vez, que quanto mais treina, mais sorte tem no esporte. Teria dito assim – e falo no condicional porque nunca vi a afirmação de fonte oficial – para chamar a atenção para a importância de treinar exaustivamente arremessos à longa distância, o que o levava acertar bolas consideradas impossíveis. Lance de sorte, comentavam alguns. Muito treino, ensinava Jordan.

 

Outra história, bem mais antiga, que lembrei hoje, é de Neném Prancha, roupeiro, massagista e técnico de futebol, chamado pelo jornalista Armando Nogueira de o ‘Filósofo do Futebol” devido as suas frases engraçadas e definitivas. Uma delas surgiu quando tentava ensinar um jogador qualquer a tocar a bola para seus companheiros em lugar de despachá-la de qualquer maneira: “bola tem que ser rasteira, porque o couro vem da vaca e a vaca gosta de grama”. Na verdade, há quem diga que a frase nunca foi proferida por ele, mas criada por jornalistas que o admiravam. Seja qual for a verdade, o certo é que entrou para a história como sendo de sua autoria.

 

E você, caro e raro leitor deste blog, deve estar me perguntando por que abro esta Avalanche com lembranças do passado se a ideia é falarmos sobre a presente vitória gremista em gramados da Copa do Brasil? Porque as duas histórias me vieram à lembrança enquanto assistia ao Grêmio vencer, fora de casa, a primeira partida das oitavas-de-final da competição.

 

Apesar de o mau desempenho, a dificuldade para nos encontrarmos em campo e a pressão do adversário desesperado atrás de um gol no primeiro tempo, tivemos a sorte de irmos para o intervalo com o empate em zero a zero.
Mais uma vez, foi lá no vestiário que Roger acertou os ponteiros do time, literalmente. Trocou Rocha por Fernandinho, jogadores que atuam como antigamente faziam os ponteiros esquerdos, esses que o tempo aboliu, disparando com dribles pelo lado do campo. E essa troca fez uma baita diferença (aliás, mais uma vez). Que sorte que o Roger fez a mudança, não?

 

Nossa sorte voltou a prevalecer no segundo tempo, assim como a lição de Neném Prancha, pois resolvemos colocar a bola no chão e fazê-la girar com velocidade e precisão, marca deste time armado por Roger. Foi em uma dessas trocas de passe, seguindo a risca o ensinamento do “Filósofo”, que Douglas encontrou Marcelo Oliveira chegando livre, sem marcação e com espaço para disparar um bomba, que resultou no primeiro, único e necessário gol da partida. Pegou bem no pé e colocou a bola distante do goleiro. Um lance de sorte, dirão alguns. Resultado de muito treino, lembrará Oliveira.

 

Por falar em coisas que ouvimos no futebol. Hoje, acompanhei o bate-papo de meus colegas de rádio CBN, Juca Kfouri e Roberto Nonato, no Jornal da CBN 2a. Edição. O primeiro apostou na vitória do Coritiba e o segundo, no empate. Ambos concordaram com a ideia de que o time paranaense teria mais chances por seu bom histórico na Copa do Brasil e a necessidade de se recuperar do fraco desempenho no Campeonato Brasileiro. Erraram os dois, talvez porque ainda não tenham percebido que o Grêmio não segue a lógica do futebol (como, aliás, já escrevi em Avalanches anteriores). Diríamos que o Grêmio é um time de sorte, principalmente quando entende que a “bola tem que ser rasteira, porque o couro vem da vaca e a vaca gosta de grama”.

Foto-ouvinte: a cara de São Paulo aos 459 anos

 

Juca Kfouri

 

Um senhor sentado na praça comendo pastel é a cara de São Paulo, aos 459 anos, para a ouvinte-internauta Neusa Stranghette. E o senhor da foto, não é um senhor qualquer. Nem a praça é uma praça qualquer. É Juca Kfouri participando do programa especial em homenagem a São Paulo, promovido pela rádio CBN, no Pátio do Colégio, no ano passado.

 

Curta o álbum de fotografias da série “A Cara de São Paulo aos 459 anos”, promovida pelo Blog do Mílton Jung, construído pelos ouvintes-internautas da CBN.

Já temos candidato

 

Não dá pra brincar. Foi falar no CBN São Paulo sobre o concurso Mister Terceira Idade, promovido pela Secretaria Estadual de Saúde, e logo surgiram as candidaturas na casa.

Ouvintes-internautas não apenas sugeriram os nomes de Heródoto Barbeiro e Juca Kfouri como já desenvolveram material de campanha. Marketeiros de plantão até mexeram no visual da dupla para torná-los ainda mais admirados – como se não bastasse a competência profissional de cada um, meus mestres em jornalismo:

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Este blog atuará apenas como mediador do embate e, portanto, se abstém de dar opinião sobre o tema, deixando para que os caros e poucos leitores registrem suas preferências.

A inscrição para o concurso se encerra sexta-feira, dia 30 de julho, e pode ser feita no Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia, na praça Padre Aleixo Monteiro Mafra, 34, em São Miguel Paulista.

A sorte está lançada !