Secretaria não tem comissão “formal” para analisar livros, diz secretário

“Inadequado” foi a expressão usada pelo secretário estadual da Educação Paulo Renato de Souza ao se referir aos livros “Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol” e “Poesia do Dia” distribuídos nas escolas públicas. Em ambos, foram encontrados textos que faziam referência a sexo, drogas e violência de maneira inapropriada para crianças de oito e nove anos. O último caso, denunciado por este blog, nessa quarta 27.05, está ligado a dois poemas de Joca Reiners Terron (leia mais aqui).

Na entrevista ao CBN SP não ficou muito claro o critério e a formação da comissão  que escolheu 818 títulos para serem usados pelos professores em sala de aula. Paulo Renato disse que não existe uma comissão formalizada, mas há, sim, um grupo de professores sob responsabilidade do programa Ler e Escrever que, a partir de lista enviada pelas editoras, faz a seleção.

O secretário disse que foi solicitada uma revisão nos livros que integram o programa e  na quarta-feira da semana que vem todos estes livros serão apresentados aos jornalistas: “vou chamar toda a imprensa para examinar cada um dos títulos”.

Ouça a entrevista do secretário da Educação Paulo Renato de Souza para Tânia Morales

A periferia invade o céu de São Paulo

Na Cooperifa tem Poesia no Ar

Balões de gás hélio espalharam-se pela noite de São Paulo transportando a criatividade e poesia de artistas, atores e autores da periferia. Esta foi a terceira edição do Poesia no Ar, promovido pelo movimento literário da Cooperifa, que às quartas-feiras se reúne no Bar do Zé do Batidão, na Chácara Santana, zona sul da capital paulista.

Nosso colaborador Marcos Paulo Dias esteve por lá, nesta semana, e ficou impressionado com aquela turma viciada em cultura. Ele conversou com o Sérgio Vaz, idealizador do movimento e registrou o forte abraço que envie para todos. Eles merecem.

As fotos são do Marcos e a poesia que transcrevo é do Sérgio que assina o Blog Colecionador de Pedras:

Uns querem bala perdida
nós poesia
quem cala a ferida,
anemia.

A pólvora
que risca o beco
sai dos lábios
que nem tiro sêco.

Poema traçante
que rasga o peito da noite,
um levante,
levando declaração de guerra
camuflada de alegria.

Avante,
nosso exército
marcha nas sombras
sem pisar nas flores
das primaveras
que plantaram bombas.

O Poema que voa
não é pássaro nem avião
muito menos
projétil de metralhadora.

O perigo da poesia
Não está no balão que baila no ar,
mas nas mãos duras
que cavam o pão amargo
do dia a dia
nas trincheiras
do trigo
e da erva daninha.

Sim,
gás Sarin
contra nossa letra torta.
Mas
o que não mata
engorda.

Em tempo
da tua paz
Verás
que nem tudo era
palavra, em ar comprimido,
e quando o gás do teu riso cabar
é nossa vez de chegar
com o Urânio enriquecido.

Livro lançado no Twitter está no rádio

Capa do livro “Para entender a Internet”Juliano Spyer é por formação historiador da USP e por hábito especialista em mídias digitais. Nesta terça, às seis da tarde, faz mais uma das suas: lança um livro pelo Twitter e o entrega de graça pelo site. Basta acessar o link que estará disponível e baixar o arquivo no seu computador. Com menos de 1 mega, portanto pesa pouco, você leva no pendrive, no celular, no Ipod, ou deixa no seu computador para ler quando quiser. Pode enviar para os amigos por e-mail. Só não vale dar de presente para namorada porque ela vai logo descobrir que foi de graça.

Juliano escreveu Conectados e foi bastante elogiado. Agora, reúne autores e incentivadores da rede e lança “Para entender a internet – Noções práticas e desafios da comunicação em rede”. São textos de Soninha Francine, Edney Souza, Fábio Seixas, Sérgio Amadeu e Ronaldo Lemos, entre outros.

Você, por sinal, está convidado a escrever este livro, também. Como fazer isto, o próprio Juliano explica no CBN São Paulo porque antes de lançá-lo pelo Twitter ele falou no rádio.

Ouça a entrevista de Juliano Spyer ao CBN São Paulo