Avalanche Tricolor: Obrigado, Serginho !

 

Ypiranga 1 x 3 Grêmio
Gaúcho – Erechim


Seu Getúlio estava lá, garboso. Ao lado dele havia mais dois ex-presidentes, dos quais não me orgulho pelo que fizeram. Érico parecia bem acompanhado. Pude ver no entorno dele Capitão Rodrigo, Vasco Bruno, Quitéria e Ana Terra. Ou seria imaginação minha ? Eduardo Bueno diante de tantos personagens tinha muita história para contar. E não parou de falar (nunca para). Neste quesito tinha Nico Nicolaiewsky como parceiro.

Por falar em músico, Elis Regina cantarolava o hino com Kleiton Ramil fazendo a segunda voz, eles seguiam o ritmo de uma banda eclética que tinha da guitarra de Humberto Gessinger a sanfona de Renato Borghetti na formação. Pra descrever este momento único da história do Imortal Tricolor não faltavam jornalistas: Lenyr Martins , Mário Marcos e Paulo Sant’Ana – com o Vasquez ‘chargeando’ todo feito.

Até agora não entendi bem o que eu fazia nesta festa de ilustres gremistas que acometeu meus sonhos na tarde deste domingo. Sei, porém, quem foi responsável por este delírio: Serginho Xavier, jornalista de mão cheia, editor da Placar, gaúcho e, acima de tudo, gremista fanático – mesmo que tente me convencer de que “o tempo foi passando, o fanatismo foi diminuindo ano a ano, até por exigências profissionais. Virar jornalista me ensionou a ver o mundo por diversos pontos de vista”.

Esse amigo de arquibancada acaba de escrever “O dia em que me tornei … GREMISTA”, pela Panda Books. Livro desses que cabe no bolso e não sai da memória da gente principalmente quando somos surpreendidos ao ver nosso nome na lista de “Torcedores Ilustres”.

Não merecia tanto, Serginho. Não estou a altura desta turma toda que você nominou. Mas agradeço. Sua gentileza me fez sonhar um sonho quase impossível. Sonho tão bom que quando acordei, o Grêmio já estava vencendo a 11a. partida seguida na temporada. E de virada, se superando, como sempre foi na nossa história.

Tem biblioteca e biblioteca, assim como laranja e banana

 

Bibliotecas de São Paulo e Mario de Andrade

O sucesso da Biblioteca São Paulo, no Parque da Juventude, ex-Carandiru, alerta para a situação dos demais equipamentos públicos que prestam serviço semelhante. São 62 sob responsabilidade do município, na capital paulista, além da Mário de Andrade, fechada há três anos para reforma, a segunda maior do País. Para Quartim de Moraes o modelo de gestão da nova biblioteca estadual, uso de Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP, é um dos motivos que levam a qualidade da iniciativa: “comprovou a agilidade e eficiência de um modelo de gestão que permitiu a sua instalação completa e sua inauguração em prazo inacreditavelmente curto para uma obra pública desse porte”, escreveu no Estadão de terça (leia tudo aqui) e repetiu no CBN SP de hoje.

Jornalista e editor associado da Global Editora, Quartim fez contraponto ao citar a demora para reconstrução da Biblioteca Mário de Andrade, na avenida Consolação, que está “à espera de que a burocracia oficial se entenda sobre objetivos, custos e prazos de uma reforma há décadas reclamada, já muito bem concebida e planejada, mas que ninguém ousa prever quando será finalmente completada”.

Carlos Augusto Calil, secretário municipal de Cultura, ousa: em março ou abril será entregue a biblioteca circulante – área pública – e até o fim do ano todas os demais setores. Nega, porém, que a demora esteja relacionada ao modelo de gestão da instituição. Esta teria ocorrido pela complexidade do trabalho e surpresas que foram encontradas na reforma: desde quadrilha que roubava livros a bichos que consumiam livros. Para ele, comparar a biblioteca São Paulo com a Mário de Andrade é misturar “laranja com banana”.

Ouça a entrevista de Quartim de Moraes ao CBN SP

Ouça o que disse o secretário Carlos Augusto Calil ao CBN SP

Pra fechar: depois da promoção em relação a inauguração da Biblioteca São Paulo muita gente foi surpreendida ao dar de nariz na porta, na segunda-feira de Carnaval, único dia da semana em que o equipamento fica fechado. Esperavam que por ser um feriado prolongado e a biblioteca uma atração, estivesse aberta. Talvez seja de repensar a escala de trabalho para atender a demanda nestes dias em que o cidadão tem oportunidade de andar pela cidade e visitar os locais mais interessantes.

O que você vai encontrar na livraria em 2010

 

Um exemplo do que sugere o colega de blog Carlos Magno Gibrail ao falar das retrospectivas e perspectivas (leia aqui) foi o trabalho que José Godoy, do Fim de Expediente, fez para o CBN Express Livros. Traçou o que o mercado editorial deve nos entregar nos próximos meses, baseado no conhecimento e experiência de um mestre em teoria literária e editor da Globo Livros. É a perspectiva com olhar de expert, não da mãe Dinah.

Aproveitei o pedido de autorização para reproduzir as previsões dele no blog e inclui uma pergunta extra. Quem vai ganhar a Libertadores 2010 ? “Quanto ao futebol, com base no conhecimento – e no sofrimento adquirido – digo que o Corinthians ganha a Libertadores”, escreveu o escritor.

Leia sobre o que o Godoy realmente entende:

Perspectivas para um novo ano
O que 2010 nos reserva no mercado editorial? Em linhas gerais devemos seguir na trilha dos grandes eventos do ano: a Copa do Mundo, que traz a reboque um renovado interesse sobre a África do Sul e Nelson Mandela, e as eleições, com livros de cientistas políticos e jornalistas que cobrem o tema. Abaixo, o breve panorama do que nos aguarda.
 
Sobre a África do Sul e afins
Os títulos devem começar a pipocar a partir de março, seguindo até o final do primeiro semestre. Alvo de disputa vultosa na última feira do livro de Frankfurt, os diários de Nelson Mandela devem ter grande destaque. Enquanto isso, a estreia nos cinemas de “Invictus”, de Clint Eastwood, no final de janeiro deve resgatar “Conquistando o inimigo” (R$29,90), livro do jornalista John Carlin que deu origem ao filme, já lançado por aqui no ano passado pela Sextante.
 
Efemérides
Os 65 anos do final da Segunda Guerra e o centenário do Corinthians, que já vêm movimentando o mercado desde o final de 2009, são alguns dos temas que serão fartamente explorados. Minha aposta é para o início de um longo resgate, que se seguirá ao longo da década, dos anos 1960 e seus grandes eventos e personagens.
 
O artista
Nessa retomada de passagens e ícones dos 1960, Andy Warhol deve estar no centro dos debates. Figura emblemática do período, o artista será tema de grande exposição na Pinacoteca, em São Paulo, a partir de março. E, a julgar pelos novos títulos lançados na França e nos Estados Unidos recentemente, ao longo do ano teremos novas obras sobre o pai da pop arte nas nossas livrarias.
 
O escritor
É difícil imaginar lançamento mais significativo do que o da obra de Vladimir Nabokov pelo selo Alfaguara. Depois de décadas de descaso com o gênio nascido em São Petersburgo, o leitor local terá enfim a seu dispor um dos mais relevantes autores do século XX, uma aula de estilo e precisão, em novas traduções.


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Neta escreve “Sem Remetente”

 

Neta Mello em lançamento de livro (Foto: Blog da Neta)

‘Sem Remetente’ guarda segredos em cartas escritas durante toda uma vida e leva o leitor ao próximo capítulo porque sempre parece que algo novo está para ser desvendado. Não é capaz, porém, de esconder características da autora Neta Mello, ao menos aquelas que ela nos permite conhecer em seus textos no blog ou em entrevistas como a que concedeu ao CBN São Paulo, que foi ao ar no dia de Natal.

O perfil de historiadora é evidente nos detalhes com que constrói os personagens e desenha os cenários por onde passam a família da Dona Julia, a escrevinhadora. As mulheres que surgem na trama tem a força da escritora. Perguntei qual das personagens femininas era ela, e a resposta está na segunda parte da entrevista que você acompanha aqui no blog.

Antes de chegar até lá, porém, Neta (pronuncie com ‘e’ fechado) conta o que a inspirou para tornar ‘Sem Remetente’ (Scortecci Editora) seu primeiro romance. Antes havia escrito “Crônicas Memórias” e “Pauliceia Ignorada”, a partir de histórias contadas por personagens anônimos da capital paulista.

Ouça a primeira parte da entrevista de Neta Mello

Agora, ouça o que diz Neta Mello na segunda parte da entrevista

Conheça mais de Neta Mello e “Sem Remetente” no Blog da Neta.

(Alertado pela Neta, descobri que a primeira parte da entrevista estava em alta rotação. Consertado o problema, uso a falha técnica para descobrir mais uma faceta da autora: segundo mensagem escrita por ela, os filhos disseram que a mãe é assim mesmo, acelerada, em altíssima rotação)

De livros e desafios

 

Por do Sol por Solla

Maria Lucia Solla lançou De Bem Com a Vida Mesmo Que Doa (Ed. Libratrês) em 2002. O texto estava pronto bem antes, mas o deixou adormecido ou amadurecendo até a decisão de transformá-lo em livro de capa e papel. Sete anos depois resolve encarar uma tarefa das mais complicadas: se intrometer nos próprios pensamentos e se debater com as certezas que tinha uma década atrás. Não que ela seja mulher de fugir de suas responsabilidades, mas para enfrentar este desafio quer contar com a sua cumplicidade.

A partir deste domingo, e sempre aos domingos, você terá aqui no Blog a construção de um novo livro ou do mesmo, dependendo o resultado final. Seus comentários serão fundamentais para traçar os caminhos que Maria Lucia irá percorrer. Lembre-se, cada vez que você publicar uma ideia, um conceito ou uma frase por mais simples que seja a respeito do que está escrito aqui, poderá mudar o destino de uma história ou confirmar um pensamento.

Seja bem-vindo !

Mílton Jung

Reescrevendo de Bem Com a Vida Mesmo Que Doa

Por Maria Lucia Solla

Agradecimentos

Na minha jornada, nesta vida, a consciência começou a despertar cedo, em mim. Fui uma menina de olhar profundamente triste, solitária e fechada, mas transbordava de curiosidade, expectativa, ansiedade e de mais e mais curiosidade.

Meu ser assim me levou a buscar nos livros, nos idiomas, no estudo e no comportamento das pessoas à minha volta, o que minhas pernas ainda não podiam alcançar. Meu caminho de busca deixou, muito cedo, de ser singular e eu aceitei, como ainda aceito de braços abertos, a sua pluralidade.

Assim construo minha história pessoal.

Há muita gente envolvida no processo. Gente que entra na minha vida através de livro, aula, música, sorriso, embate, encontro e desencontro. Mesmo aqueles que nunca encontrei contribuem com o despertar da minha consciência. Cada um acende ao menos uma luz no caminho da minha vida, que é uma rota de eterna surpresa.

A todas essas pessoas, ofereço minha mais sincera gratidão.

Há quem chegue tocando a campainha e há quem meta o pé na porta. Tanto uns quanto outros instalam-se por algum tempo, interagem comigo e me modificam. Para sempre.
Imprimem-se em mim.
Amigo, parente, professor, aluno, conhecido, colega de trabalho; amor.

Todos mestres

Todos importantes na construção do que sou e do que ainda serei. Durante a convivência, provocam em mim todo tipo de emoção; mas acima de tudo, me ajudam a ver.

Entre os que entraram na minha vida, há dois que têm cadeira cativa no meu coração. Meus filhos. Chegaram através do meu próprio corpo e têm sido os que mais me ensinam. A eles, sempre quis dar o melhor de mim. A eles, sempre quis oferecer o que tenho de mais bonito e de mais leve; o que tenho de mais perfumado e gentil, de mais claro e brilhante. E tudo isso vai no pacote do meu pedido de perdão pelas vezes em que não fui capaz de dar nada além de tristeza, lágrima, insegurança e dor.

Proposta

Nada é por acaso.

Um livro não chega às nossas mãos, por acaso. Ele tem uma missão a cumprir, e nós temos missões a cumprir, através de suas mensagens. Todo livro tem uma missão a cumprir; a de guardar uma das missões de quem o escreveu.

Comecei a escrever De bem com a vida mesmo que doa, num impulso incontrolável. Comecei a escrevê-lo porque o que tinha a dizer, transbordou. Usei um notebook, meu intelecto, corpo, memórias e experiências. No entanto o mais importante no processo foi o coração, que tem sido, sempre, meu aliado.

Para você que recebe agora o resultado do meu trabalho, vou fazer uma proposta. Mas antes dela, vou mencionar uma das Leis do Universo que você seguramente conhece. Ela diz que quando você recebe algo – uma idéia ou uma informação, por exemplo -, isso vai ser processado em você. Você filtra o que recebe e mistura com todas as outras idéias, informações e crenças que já existem em você, e que fazem de você o que você é. Então processa tudo, faz um coquetel, e é vital que devolva o resultado desse processo, ao Universo.

Abrindo espaço para o novo

Agindo assim, você abre espaço para que o novo entre na sua vida, mas se continua a armazenar e colecionar idéias e crenças, corre o risco de sufocar e até, eventualmente, implodir. Idéias acumuladas vão envelhecendo, perdendo a validade, e você se transformando num depósito de quinquilharias. Vai ficando endurecido, engessado; um poço de artrite física, mental e emocional. O novo procura, procura e não encontra brecha para entrar na sua vida. E assim, acaba não entrando.

Você perde oportunidades de evoluir, e breca o movimento natural, que é sinônimo de vida. Impede o processo de renovação e de evolução que é responsável pela manutenção da juventude, e que mantêm você vivo, sentindo que vale a pena viver.

Um ciclo perfeito de renovação

Um ciclo perfeito de renovação, crescimento e evolução, acontece mais ou menos assim:

➛ você se vê frente a frente com uma ideia nova
➛ ela desperta o teu interesse
➛ ele abre as portas e permite que ela percorra o seu caminho em você.
➛ depois de cumprir sua missão, ela precisa sair
➛ entra por uma porta, sai pela outra, e você se prepara para ainda uma outra.

Se reconhecer a oportunidade, você a recebe, permite o seu percurso, filtra o que quer manter e devolve o resultado ao Universo, de onde ela veio.

Como?
Faz isso através da tua voz, das tuas palavras, pensamentos, gestos, olhares, atitudes, conversas, e-mails, na arte da cozinha, no escritório, no palco. Enfim, em toda e qualquer comunicação que você venha a produzir.

E você, que ideias têm despertado o teu interesse?
Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Ouça “Reescrevendo” na voz da autora

Maria Lucia Solla é terapeuta e professora de língua estrangeira e está ansiosa pela sua participação para se reescrever sem punir seu passado.

Twittadas do dia: ‘É um blog virtual’

 

Sucesso de RT no Twitter de hoje nem foi Sarney nem a ação antifumo, apesar de a aprovação de lei semelhante no Rio e a história das boates que recolhem os maços de cigarro terem agradado (?) muitos dos seguidores de @miltonjung. O que bombou foi a nota sobre a definição de Twitter para o Notícias Record, da Tv Record: um ‘blog virtual’. Foi ao falar do pedido da Promotoria das Execuções Criminais de Taubaté, no interior paulista, para abertura de investigação sobre a autenticidade do perfil de Suzane von Ritchofen, no micro-blogging. Tinha tudo para ser falso, a começar pela imagem da moça que está presa. Era dessas que você encontra publicada nos sites de notícia. Aliás, já está fora do ar.

Algumas dos RT para a nota:


AmaradeiRT @cronai RT @miltonjung Record Noticias sobre Susana Richthofen: o Twitter é uma especie de blog virtual//ligado em uma série de tubos

tommaioral@miltonjung Puxa!!! Eu nem sabia que já estavem tão evoluidos nessa coisa de blog. Ainda uso a minha velha agenda Pombo, rsrs.

nivaldoribeiroRT @miltonjung Record Noticias sobre Susana Richthofen: “o Twitter é uma especie de blog virtual” [e existe blog q não seja virtual?]

marcoy@miltonjung e o que seria um “blog não virtual”? Os antigos diários em papel?about 6 hours ago from twhirl in reply to miltonjung

Como a notícia estava sendo apresentada ao vivo, o erro não chega a ser grave. E chama atenção para a dificuldade que muitos de nós ainda temos para explicar algumas coisas que acontecem na internet. O livro “Tudo o que você precisa saber sobre Twitter (você já aprendeu em um bar)”, da Talk Interative, lançado ontem, 10.08.09, tem boas definições para o Twitter:

1.O Twitter é para o mundo o que a praça é para uma cidadezinha. @_Jeyson

2.É um confessionário em praça pública. @ocriador

3.É a melhor forma de liberdade de expressão. Você fala, quem quer ouvir escuta e compartilha. Quem não quer não ouve e não censura. @NeiFernandes

4.O Twitter é como pátio de hospício, cada um falando “sozinho”, eventualmente alguém responde. @saintbr

5.Não consegui explicar até hoje para o meu chefe. @joycemescolotte

A seleção pouco mais ampla do que esta afoi feita pelo Marcelo Tas, um dos responsáveis pelo trabalho que tem redação do Juliano Spyer e reúne material muito interessante para quem pensa na comunicação digital ou virtual. Ainda não consegui ler todas as 110 páginas que estão disponíves na internet para download, mas fácil-fácil se descobre que temos muito a aprender.

De olho no meu umbigo, fiquei feliz por estar na lista dos tuiteiros recomendados, no Brasil. São 116 nomes, se não errei nas contas, e lá está o de outra colega da CBN: a repórter de esportes Vanessa Ruiz (@vanessaruiz)

Ex-fumante, pizzaiollo lança livro na véspera da lei anti-fumo

 

Diário de um Aquaman
Tirar os cinzeiros das mesas e impedir que os clientes fumem no restaurante não será sacrifício para o empresário Paulo Maia, dono de duas pizzarias na capital paulista. Bem mais complicado foi parar de fumar três maços por dia e mudar completamente seus hábitos a ponto de ser capaz de, aos 50 anos, atravessar a nado os 44 quilômetros do Canal da Mancha, que separa a França da Inglaterra. A façanha de 2007 foi seguida de outras travessia, o Estreito de Gibraltar, ano passado.

Na véspera da entrada em vigor da lei anti-fumo no Estado de São Paulo, que está tirando o sono de muitos donos de restaurantes e bares, que temem queda na freguesia, Maia abre uma de suas pizzarias para lançar o livro “Diário de um Aquaman”, no qual narra os desafios que encarou desde que decidiu abandonar o cigarro e a vida sedentaria.

Com prefácio de Gustavo Borges e participação do jornalista Pyr Marcondes, o livro tem 160 páginas e custa R$ 40. O lançamento será às sete da noite, desta quinta-feira, 06.08.09, na Pizzaria Mercatto Campo Belo, rua Comendador Eduardo Saccab, 199, zona sul de São Paulo.

Só não vale sofrer além da conta

Por Abigail Costa

Diferenças. Elas revelam  nosso comportamento. E  sempre dão uma forcinha a mais pra que a gente pense: Campo ou cidade? Estresse ou relax? Ficar ou seguir em frente? Interessante com as pessoas discorrem sobre o assunto com métodos variados de ação e reação.

Sereno e tranquilo como alguém que medita todos os dias, esse meu amigo sempre tem uma visão mais espiritual:

– Nada foge aos olhos do nosso criador.

A voz pausada mas forte mostra segurança:

– Tudo o que acontecer tem um por quê.

– Dos nossos atos dependerá nosso futuro .

E mais  outras tantas palavras tiradas da escritura.

Claro que ele tem uma religião. Uma crença  tão forte que chega a pertencer a uma casta. Sempre aceitar com conforto o que acontece pela frente.

Já para um outro conhecido,  professor, doutor e curioso nas histórias de vida de seus pacientes. Para ele é:

– É você quem faz acontecer. Errando daqui, derrubando um obstáculo ali.

Sem a crença  divina. A auto-confiança aqui ganha um tom racional.

Quem está certo? O que busca consolo na crença? Ou o doutor,  que busca respostas nos livros?

Arrisco a dizer os dois.  Cada um com  suas diferenças, numa busca parecida. Transformar o difícil em algo novo. Que pode ser resolvido, não sofrido. E pra isso vale a leitura do livro, da bíblia. Só não vale sofrer além da conta.

Abigail Costa é jornalista e toda quinta-feira, aqui no Blog do Milton Jung fala da vida (dela e dos outros)
.

Vai encarar ? Nós já encaramos

O título é provocativo mesmo. E a intenção é levar o leitor a reflexão. “Vai Encarar ? A Nação (quase) invisível da pessoa com deficiência”, da jornalista Cláudia Matarazzo e a vereadora Mara Gabrilli (PSDB),  foi lançado nesta semana, pela Editora Melhoramentos. A história contada por pessoas com deficiência ajuda Cláudia a costurar temas importantes que servem de orientação para o cidadão. Até hoje muitos ainda se confundem quando se deparam com um cadeirante, um cego ou surdo. Não sabem como se comportar, ficam constrangidos ou são preconceituosos. O livro pretende ajudar nesta relação.

Ouça a entrevista com a jornalista Cláudia Matarazzo

Com o livro vem um audiolivro narrado pela jornalista.  Bibliotecas públicas e entidades interessadas em adquiri-lo poderão faze-lo gratuitamente encomendando-o diretamente ao Instituto Vivo que apoia a confecção e distribuição desse material.

No CBN SP, às segundas-feiras, logo após o Repórter CBN das 11 da manhã, você ouve o programa Cidade Inclusiva, apresentado por Cid Torquato.

 

Pra não repetir erros, Educação abre livros ao público

Após ter de retirar das bibliotecas das escolas estaduais seis dos livros destinados às crianças por serem considerados inapropriados, a Secretaria da Educação de São Paulo decidiu fazer uma exposição aberta ao público com os 812 títulos restantes que fazem parte do programa Ler e Escrever. A partir desta quarta-feira, 9 da manhã, os livros estarão à disposição na sede da secretaria para consulta. O secretario Paulo Renato de Souza espera com a medida não ser mais surpreendido com textos de conteúdo adulto publicados em material de apoio às crianças de oito e nove anos da rede pública como ocorreu com os livros “Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol”, publicado pela Via Lettera, e “Poesia do Dia”, organizado por Leandro Sarmatz e publicado pela Editora Ática. Para Paulo Renato, a falha na seleção prejudicou um programa considerado de qualidade e importante no incentivo à literatura, o Ler e Escrever.