E por falar em Morumbi

 

Lixão da Paraisópolis

No contraste entre Paraisópolis e Morumbi, o lixão acumulado na rua está em primeiro plano na imagem feita pelo ouvinte-internauta André Dantas. Este cenário teria surgido no fim do ano, cruzou janeiro e não foi resolvido até agora como explica em mensagem ao CBN SP. “Importante lembrar é que não queremos que apenas retirem o lixão, pois isso é paliativo, e não resolverá o problema em si. Queremos uma reformulação na área, com caçambas distintas para o lixo doméstico e para o entulho, todas elas permanentes e que sejam limpas periodicamente”.

Se alguma autoridade estiver interessada em resolver o problema o lixão está na rua RUdolf Lotze, 9111, próximo da avenida Giovanni Gronchi.

Mapa digital informa local para descarte de eletrônico

 

E-lixo Map

O descarte de material eletrônico, que não pode ser feito no lixo comum, em breve encontrará um aliado na internet. Esté em teste o “E-Lixo Maps”, no qual é possível identificar pontos próximos da sua casa ou trabalho onde celulares, baterias, rádios, computadores entre outros tantos equipamentos podem ser entregues. O site www.e-lixo.org uniu a plataforma do Google Maps com o banco de dados dos postos de coleta de material eletrônico, na cidade.

O acesso é simples: informe o CEP, número da residência, tipo de equipamento a ser descartado e os postos mais próximos aparecerão identificados por um sinal verde. O site seria colocado no ar, oficialmente, antes do Carnaval, mas dificuldades técnicas impediram sua implantação. Ainda aparecem alguns problemas de localização, mas o serviço resolve em parte a dificuldade de se encontrar pontos apropriados para descartar aparelho de telefonde celular, bateria, cartucho de impressora, teclados, entre outros.

O serviço é resultado de parceria da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e o Instituto Sérgio Motta.

Canto da Cátia: Olheiros para os Ecopontos, também

 

ecoponto

Fiscais disfarçados de morador de rua foram usados pelas subprefeituras da Casa Verde e Freguesia do Ó, na zona norte de São Paulo, para flagrar depósito ilegal de entulho em locais públicos. O resultado de dois dias de ação foi a prisão de seis pessoas e o susto naqueles que agem de forma criminosa, conforme ressaltou o subprefeito Walter Abrahão Filho, da Casa Verde, que conversou com o CBN SP. No mesmo programa, ouvi da Cátia Toffoletto o relato de irregularidades e descaso em ecopontos mantidos pela prefeitura de São Paulo, locais que deveriam servir para o depósito deste material. No entanto, estes ambientes tem se transformado em “lixões” ao ar livre. Talvez esteja na hora de colocar “olheiros” também para verificar porque os administradores municipais não controlam o acesso aos ecopontos.

Ouça a reportagem da Cátia Toffoletto sobre o descaso nos ecopontos

Ouça a entrevista com o subprefeito da Casa Verde sobre a operação de combate ao lixo clandestino

Olhar de Pétria: Entulho, sem saída

 

Entulho no Pacaembu - Sem saída, por Pétria Chaves

Entulho cresce na esquina da avenida Pacaembu com a rua Francisco Estácio Fortes em um ponto tradicional da cidade. O tradicional aqui se refere ao local de despejo, pois todos os dias aparece alguém por ali jogando fora restos de sua vida. A Pétria Chaves passou por lá e registrou o problema que explica em parte o que assistimos na cidade neste período de chuvas.

Sugestão: vamos incluir no roteiro turístico de São Paulo estes pontos tradicionais de entulho (pontos viciados, como chama a prefeitura).

Secretário sugere síndico de lixo em São Paulo

 

Com a lei do lixo com hora certa, a prefeitura de São Paulo pretende que os moradores cumpram uma outra regra para reduzir o risco de enchentes: só colocar lixo na rua duas horas antes do caminhão fazer a coleta. Muitos ouvintes-internautas tem enviado e-mail perguntando como cumprir a lei se eles trabalham durante todo o dia e a coleta é feita, por exemplo, à tarde. Outra situação descrita: há ruas em que a coleta é de madrugada e para que a regra seja seguida o lixo teria que ser depositado após a meia-noite. Convenhamos, não muito seguro.

Fiz esta pergunta ao secretário municipal de Serviços (e de Transportes, também), Alexandre de Moraes, que sugeriu uma espécie de condomínio do lixo:

Ouça a ideia do secretário Alexandre de Moraes

Empresas e prefeitura brigam pelo preço do lixo

 

O lixo na cidade vai dar muita dor de cabeça ainda para o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e para os moradores de São Paulo. Apesar do otimismo demonstrado pelo secretário de Serviços (e de Transporte, também) Alexandre de Moraes, o que ouvimos no CBN São Paulo, nesta quinta-feira, sinaliza que a queda de braço entre as empresas que fazem coleta e tratamento de lixo e a prefeitura ganhará nova dimensão com o debate sobre o reajuste do contrato assinado, em 2004. O gasto mensal da prefeitura está em torno de R$ 48 milhões com as duas empresas, Ecourbis e Loga.

Os presidentes das concessionárias, entrevistados no programa de hoje, alegam que as empresas estão tendo gastos maiores com novas exigências da prefeitura e o aumento na quantidade de lixo recolhido. Segundo o presidente da Ecourbis, Ricardo Acar, nos três últimos meses de 2009 foram recolhidos 10% a mais de lixo do que no mesmo período de 2008. Alexandre de Moraes nega que isto esteja ocorrendo.

Já o presidente da Loga, Luiz Gonzaga Alves Pereira, põe na conta até mesmo mudanças que serão necessárias para atender a lei que obriga as empresas a coletar o lixo com hora certa. Para ele, haverá necessidade de se realizar número maior de viagens na cidade. Pereira criticou, ainda, o fato de que grandes gereadores de lixo, que teriam de contratar empresas particulares, estão utilizando o sistema público encarecendo ainda mais a realização do serviço. O empresário cobrou mais fiscalização pela prefeitura.

Alexandre de Moraes, em meio ao debate, acusou as empresas de não estarem cumprindo com suas obrigações. Ao ser questionado sobre o serviço que não estaria sendo realizado devidamente, o secretário não foi muito claro na resposta. Disse que as concessionárias não estariam cumprindo com o horário de coleta (mas a lei entrou em vigor na semana passada) e não teriam avançado em serviços como a coleta seletiva (mas foi a própria prefeitura que para tornar mais barato o serviço mudou os prazos)

Ouça as três entrevistas e tire sua própria conclusão:

Ouça o que disse o secretário de Serviços Alexandre de Moraes1401

Ouça as explicações do presidente da Loga, Luiz Gonzaga Alves Pereira

Ouça as justificativas de Ricardo Acar, da Ecourbis

Portal da limpeza corre risco de virar factóide

 

Entulho na avenida Pacaembu (Foto: Eros Della Bernardina)

Acompanhar a qualidade da varrição das ruas pela internet, monitorando o trabalho dos garis através de fotografias, é a última do prefeito Gilberto Kassab (DEM). A ideia surgiu em reunião com as empresas prestadoras de serviço, sexta-feira passada, e tem de estar no ar semana que vem. Até a tarde desta terça-feira ninguém sabia explicar ao certo como funcionará o site.

O risco é que o Portal da Limpeza – nome sugerido por Gilberto Dimenstein – tenha o mesmo destino da página eletrônica que seria colocada no ar com a relação completa do valor do novo IPTU-2010 “na semana seguinte”, conforme promessa feita pelo secretário municipal de Finanças Walter Rodrigues, no dia dois de dezembro (ouça aqui), no CBN São Paulo. Na entrevista, ele disse que era uma ordem do prefeito. Os boletos de cobrança estão para chegar na casa dos paulistanos e o site não saiu.

Mesmo sem ainda ter em mãos o endereço do site que “vai acabar com as bocas de lobo entupidas na cidade”, o ouvinte-internauta Eros Della Bernardina pôs mãos à obra: fotografou boca de lobo completamente encoberta por entulho que está acumulado na avenida Pacaembu diante da sede do Memorial da América Latina, zona oeste da capital. Material que. aliás, não é responsabilidade das empresas de varrição.

A propósito: até esta terça-feira, a Limpurb – que coordena a limpeza pública na cidade – também não sabia informar as regras da lei que exige das empresas hora certa para recolher o lixo.

Na política, promessas não cumpridas tem nome: factóide.

Buracos tapados e o lixo espalhado, no Butantã

 

Buraco tapado na Eliseu

A reclamação de ouvintes-internautas que moram ou transitam na avenida Eliseu de Almeida, no Butantã, zona oeste de São Paulo, levou o subprefeito Régis de Oliveira – responsável pela região – a autorizar trabalho de recuperação de buracos na via de tráfego pesado e importante. Ele explicou que a avenida está em área de solo ruim e a situação piora com a chuva e as obras contra enchente. Calcula que a subprefeitura tape 2 mil buracos por mês.

Do diálogo mantido por e-mail, Régis falou ainda do lixo que se espalha com os temporais de verão, outro tema discutido no CBN SP:

… apesar do serviço de coleta e varrição estar eficiente, regular, na ocorrência das pesadas chuvas dos últimos dias os sacos depositados pela população nas calçadas são carreados pela água para o meio da rua. Com a força das águas e a passagem dos veículos, o lixo acaba sendo espalhado e carreado até as bocas de lobo, que se entopem e agravam o problema de alagamentos.”

O pedido do subprefeito é que os sacos sejam colocados em lixeiras elevadas ou que se evite deixar o lixo na rua na iminência de temporais. Questionei o fato de as lixeiras – como as conhecemos – serem proibidas por lei, já que se transformaram em barreiras para a mobilidade nas calçadas. Régis se comprometeu a debater o assunto na prefeitura para conciliar as questões de circulação e mobilidade com as de limpeza e saúde pública.

Segundo informa, as lixeiras podem ser colocadas nas áreas de edificações que têm recuos frontais.

Prefeitura quer lixo com hora marcada, em São Paulo

 

As empresas que recolhem lixo na cidade de São Paulo terão de informar a hora em que o caminhão vai recolher o material deixado pelos moradores, segundo lei sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM). O vereador Floriano Pesaro (PSDB), autor do projeto, entende que as pessoas tem direito a esta informação mesmo porque existe outra lei que obriga o cidadão a colocar o lixo na rua no máximo duas horas antes de ser recolhido.

O problema é que as empresas concessionárias tem dificuldade para definir o horário da passagem do caminhão em virtude de algumas barreiras impostas pela própria cidade, como os congestionamentos. Há ainda um agravante nas segundas e terças-feiras quando a quantidade de resíduos a ser coletada é, em média, 30% maior, explicou ao CBN SP o presidente da Ecourbis, concessionária responsável pela coleta nas zonas leste e sul da capital

Ricardo Acas disse que atualmente a empresa já informa se o serviço será diurno ou noturno e poderia divulgar o “horário teórico” da prestação de serviço, para atender a nova lei, mas dificilmente terá condições de precisar a hora de passagem do caminhão.

Ouça entrevista com o presidente da Ecourbis Ricardo Acas ao CBN SP

Para os moradores de São Paulo existe outra dificuldade. Muitas vezes o serviço é prestado em período no qual ele não está em casa e isto o obriga a deixar os sacos de lixo na calçada antes de sair para o trabalho, por exemplo.

A Limpurb ainda precisa anunciar as regras para que a nova lei seja cumprida pelas concessionárias.

Canto da Cátia: Córrego, lixo e morte

 

Guarulhos - Corrego Baquirivu (Cátia Toffoletto)

O lixo é tamanho que o córrego Baquirivu parece entupido após a chuvarada desse domingo, na cidade de Guarulhos. Em outro córrego, na estrada do Bonsucesso, um homem morreu após o carro em que estava ter sido arrastado pela enxurrada à noite. A imagem do córrego e de outras ruas alagadas na segunda maior cidade do Estado de São Paulo foram feitas pela Cátia Toffoletto.