Foto-ouvinte: Feira livre e o lixo, também

 

Feira livre na Aimberé

Moradores de dois pontos distantes da cidade de São Paulo reclamam, nesta manhã, pela falta do serviço de coleta de lixo nas feiras livres. Desde ontem, a sobra da feira da rua Sílvio Torres (Artur Alvim) e da Aimbé (Perdizes) permanece espalhada.

A foto é do ouvinte-internauta Armindo e foi feita na Aimberé, esquina com a Caiowaa.

Agora o outro lado

A Limpurb, responsável pelo serviço de limpeza urbana, informou que a coleta deixou de ser feitas em várias feiras livres da cidade por falha da empresa contratada Loga que será multada.

Canto da Cátia: Viciado em lixo

 

Entulho na calçada 2

Um “passeio” pela cidade, sem precisar ir muito longe, é suficiente para a repórter Cátia Toffoletto encontrar pontos “viciados” de lixo em São Paulo. Nesta manhã, passou pela avenida Presidente Wilson, no Ipiranga, e encontrou a calçada tomada pelo entulho. Em seguida se deparou com outro desrespeito à cidade na rua Coelho Netto, na Vila Prudente. Fotografou e conversou com os moradores e comerciantes da região que não gostam nada desta situação.

Ouça a reportagem de Cátia Toffoletto

Depois que a reportagem foi ao ar no CBN São Paulo, a Secretaria Municipal de Serviços enviou nota ao programa afirmando que o lixo seria recolhido e as subprefeituras responsáveis pelas áreas iriam intensificar a fiscalização no local para punir os autores desta irregularidade.

Interessante constatar que todos na região sabem do problema, o serviço de limpeza já esteve lá em outras oportunidades, mas somente agora prometem “intensificar a fiscalização”.

Canto da Cátia II: Sem saída

 

Rua da Cantareira

A chuva mal havia começado no meio da manhã, nesta segunda-feira, e a repórter Cátia Toffoletto já se deparava com alagamento da rua da Cantareira, próximo do Mercado Municipal de São Paulo. Sujeira nas calçadas e bocas de lobo entupidas davam sinais de que seguimos despreparados para os temporais na capital paulista.

Prefeitura caça caçamba clandestina e ‘prende’ 83

 

Caçamba sem licença, caçamba com cadastro vencido, caçamba mal estacionada e caçamba sem sinalização. No total, 83 caçambas foram apreendidas pelo Departamento de Limpeza Urbana, nos bairros atendidos pela Subprefeitura de Pinheiros, no sábado. Foram aplicadas mais de 160 multas e os donos destas traquitanas muitas vezes usadas de maneira irregular na cidade terão de pagar de R$ 250 a R$ 1,2 mil, além das despesas pelo transporte e armazenamento.

De acordo com dados da prefeitura de São Paulo, desde janeiro foram apreendidas 780 caçambas em situação irregular e expedidas mais de 2 mil multas. Pelo que se enxerga na cidade, tem muito mais precisando levar um susto para que a lei seja cumprida.

Nota da Limpurb diz que “as empresas que querem trabalhar corretamente devem se cadastrar no departamento e atender ao decreto que regulamenta a coleta, transporte, tratamento e disposição final dos resíduos de construção civil”. Para denunciar irregularidades no serviço de caçambas, use a Central de Atendimento da Prefeitura: 156

Buracos da Cidade: Tá no lixo

 

Buraco na São Paulo

 

 

O caminhão de lixo da empresa Loga não escapou da fome dos buracos nas rua São Paulo, centro da capital. Pesado com a sujeira jogada fora pelo paulistano, fez o piso de asfalto ceder. Uma das rodas traseira foi engolida pela cratera que se abriu e uma da frente ficou suspensa, impedindo que o motorista tirasse o caminhão do local. Com o flagrante foi feito pelo ouvinte-internauta Alessandro Marques, este é o terceiro caso que mostramos no Blog do Mílton Jung, em menos de uma semana, de carro que fica preso no buraco.

Migração do lixo

 


Pedro Campos Fernandes
Secretário-Executivo da AMAT – Associação dos Municípios do Alto Tietê

Desde domingo passado, 4 de outubro, a cidade de São Paulo passou a exportar 13 mil toneladas diárias de seu lixo urbano para aterros sanitários de outros municípios. Este número representa nove vezes o que a região do Alto Tietê, fora Guarulhos, gera por dia.

O último aterro sanitário em funcionamento, o São João, em São Mateus, na zona leste, terá a operação encerrada. A EcoUrbis, que administra o local, diz que o plano de encerramento já foi aprovado pelo Consema – Conselho Estadual do Meio Ambiente.

Estas informações divulgadas no dia 2 de outubro pela AE – Agência Estado – deixam evidente que nem a capital do Estado possui uma política voltada para esta questão, o que a torna mais grave e de urgente a solução.

Como imaginar carretas com 15, 20 toneladas de lixo transitando pelas ruas e avenidas? Um acidente com uma delas causaria prejuízos incalculáveis para as pessoas e para o meio ambiente. Além do mais, já existem carros demais; carretas lotadas de lixo circulando por aí é o que menos precisamos.

Diversas soluções já existem, testadas e aprovadas. Na Itália, segundo pudemos verificar “in loco”, o lixo de uma população de um milhão de habitantes é confinado em imensas cápsulas de borracha de até 800.000 m³, forradas com uma grossa camada de argila.

Os maciços de material orgânico são lacrados por capas de placas de borracha, e regularmente descobertos para serem umedecidos, possibilitando que a produção de gás metano seja perene, de forma controlada.

Acoplada ao aterro, uma usina transforma o metano em energia elétrica que é repassada à empresa responsável, gerando “créditos-eletricidade” para o empreendimento e para a municipalidade.

A parte seca do lixo, depois de separada por máquinas instaladas no próprio aterro, é encaminhada para outros locais de seleção dos materiais para depois ser reaproveitada por indústrias de cada setor envolvido.

Uma tecnologia coreana apresentada à AMAT também se mostrou muito interessante e viável. Todo o lixo urbano é triturado, desumidificado e compactado ao extremo. Nem de uma usina se trata mais, mas de uma indústria.

Este processo não gera o metano, gás 22 vezes mais poluente que o carbônico. Depois de passar por alguns estágios, o lixo urbano é transformado em pequenos “pellets” de 4 cm. O chorume, líquido altamente poluente que sobra do material orgânico, é decantado até poder ser devolvido à natureza.

O “pellet”, o novo material que surge do lixo, é de alta combustão e pode ser usado para produzir eletricidade e alimentar caldeiras da indústria metalúrgica, substituindo o carvão, o diesel e o gás natural.

Para que uma dessas soluções possa ser adotada, precisa ser oficializada uma tríade constituída pelo Consórcio Público do Alto Tietê – em vias de formação -, pelo empreendimento que vai industrializar o lixo e pela empresa detentora da tecnologia a ser implantada.

O segundo ato será o de constituir uma Comissão Financeira, para captar os recursos nos diversos Ministérios, bancos nacionais e internacionais, privados e públicos. Segundo especialistas, há grande possibilidade de tudo sair a custo zero para as administrações municipais.

A gravidade da situação apresenta agora o seu lado positivo: não dá para esperar, não há mais como protelar uma saída.

Lixo está migrando de São Paulo

 

Pedro Campos Fernandes


Desde domingo passado, 4 de outubro, a cidade de São Paulo passou a exportar 13 mil toneladas diárias de seu lixo urbano para aterros sanitários de outros municípios. Este número representa nove vezes o que a região do Alto Tietê, fora Guarulhos, gera por dia.

O último aterro sanitário em funcionamento, o São João, em São Mateus, na zona leste, terá a operação encerrada. A EcoUrbis, que administra o local, diz que o plano de encerramento já foi aprovado pelo Consema – Conselho Estadual do Meio Ambiente.

Estas informações divulgadas no dia 2 de outubro pela AE – Agência Estado – deixam evidente que nem a capital do Estado possui uma política voltada para esta questão, o que a torna mais grave e de urgente a solução.

Como imaginar carretas com 15, 20 toneladas de lixo transitando pelas ruas e avenidas? Um acidente com uma delas causaria prejuízos incalculáveis para as pessoas e para o meio ambiente. Além do mais, já existem carros demais; carretas lotadas de lixo circulando por aí é o que menos precisamos.

Diversas soluções já existem, testadas e aprovadas. Na Itália, segundo pudemos verificar “in loco”, o lixo de uma população de um milhão de habitantes é confinado em imensas cápsulas de borracha de até 800.000 m³, forradas com uma grossa camada de argila.

Os maciços de material orgânico são lacrados por capas de placas de borracha, e regularmente descobertos para serem umedecidos, possibilitando que a produção de gás metano seja perene, de forma controlada.

Acoplada ao aterro, uma usina transforma o metano em energia elétrica que é repassada à empresa responsável, gerando “créditos-eletricidade” para o empreendimento e para a municipalidade.

A parte seca do lixo, depois de separada por máquinas instaladas no próprio aterro, é encaminhada para outros locais de seleção dos materiais para depois ser reaproveitada por indústrias de cada setor envolvido.

Uma tecnologia coreana apresentada à AMAT também se mostrou muito interessante e viável. Todo o lixo urbano é triturado, desumidificado e compactado ao extremo. Nem de uma usina se trata mais, mas de uma indústria.

Este processo não gera o metano, gás 22 vezes mais poluente que o carbônico. Depois de passar por alguns estágios, o lixo urbano é transformado em pequenos “pellets” de 4 cm. O chorume, líquido altamente poluente que sobra do material orgânico, é decantado até poder ser devolvido à natureza.

O “pellet”, o novo material que surge do lixo, é de alta combustão e pode ser usado para produzir eletricidade e alimentar caldeiras da indústria metalúrgica, substituindo o carvão, o diesel e o gás natural.

Para que uma dessas soluções possa ser adotada, precisa ser oficializada uma tríade constituída pelo Consórcio Público do Alto Tietê – em vias de formação -, pelo empreendimento que vai industrializar o lixo e pela empresa detentora da tecnologia a ser implantada.

O segundo ato será o de constituir uma Comissão Financeira, para captar os recursos nos diversos Ministérios, bancos nacionais e internacionais, privados e públicos. Segundo especialistas, há grande possibilidade de tudo sair a custo zero para as administrações municipais.

A gravidade da situação apresenta agora o seu lado positivo: não dá para esperar, não há mais como protelar uma saída.

Perdro Campos Fernandes é Secretário-Executivo da AMAT – Associação dos Municípios do Alto Tietê e enviou este artigo após acompanhar discussão sobre o lixo exportado de São Paulo

Lixo, só não vê quem não quer

 

Lixo pra não ver

A moça do grafite parece reproduzir comportamento do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) que passou o mês inteiro insistindo em não enxergar o lixo que tomava conta das calçadas. A sujeira foi tanta que acabou tendo de recuar da decisão de cortar o Orçamento das empresas de varrição e coleta, na cidade. Se faltou sensibiliade ao administrador, não podemos dizer o mesmo do autor desta foto, o direto de imagem e colaborador do Blog do Milton Jung, Luis Fernando Gallo.

Foto-ouvinte: Sujeira, fique à vontade

 

Lixo da Cantareira
 
O lixo está no pé da Serra da Cantareira, zona norte da cidade, e foi encontrado no dia 12 de setembro pelo ouvinte-internauta Roberto Hideki Tatemoto. Ele não sabe bem o nome da rua, mas dá a dica: é continuação da rua Palmas de São Moisés, bem pertinho da estação Guarau da Sabesp. Por via das dúvidas ele passa as coordenadas do Google Earth para a prefeitura: -23 27 18.06, -46 39 14.20.