Criminosos vão recuar e Estado tem de se manter alerta

 

O Rio de Janeiro está sob ataque de uma confederação criminal disposta a difundir o medo na população e enfraquecer a implantação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) por meio de ações espetaculares. A avalição é do especialista em combate a violência e a máfia Walter Maierovitch, publicada no blog Sem Fronteiras. No entender dele, a primeira onda coordenada dos criminosos atingiu sua finalidade e a tendência agora é submergir para voltar a surpreender. Por isso, alerta a necessidade das forças de segurança se manterem em prontidão.

Por “confederação criminal” entenda-se a união de facções rivais para promover, nos centros de grande concentração urbana, ameaças contra o Estado e a população. Internacionalmente, a Camorra campana – da região meridional da Campânia, na Itália – é a mais conhecida. São grupos que não tem cúpula nem governo.

No Rio, a confederação é formada pelo Comando Vermelho (CV), Amigos dos Amigos (ADA) e Milícias (organização paramilitar). Maierovitch esclarece que apesar de empregar método terrorista, “não se confunde com as organizações terroristas, cuja ideologia não é o lucro”.

Para ele os ataques ocorrem por “ordem de líderes não devidamente isolados em presídios de segurança máxima” que reagem a retomada de território e do controle social pelo Estado que abalaram e desfalcaram financeiramente as facções. Várias facções se deslocaram para o Complexo do Alemão e para Vila Cruzeiro e os migrantes passaram a concorrer, economicamente, com os grupos que já estavam instalados por lá.

Imagina agora que haverá o recuo destas facções até que o Estado saia de prontidão e os cidadão voltem à rotina. Por isso, recomenda: Espera-se que o governo do Rio não negocie com a criminalidade e agilize a implantação das UPPs


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