Princípio de incêndio parou metrô de São Paulo e prejudicou a manhã do paulistano. Na foto de Daniel Aveiro, a situação na estação da Sé, centro da capital. Veja mais imagens clicando sobre a foto.
Quatro personagens foram escolhidos para que possamos fazer deste Dia Mundial Sem Carro um momento de reflexão. Da autoridade pública que tem em mãos a responsabilidade de transportar quase 3,5 milhões de passageiros por dia ao filósofo que ao anunciar que jamais dirigiu um automóvel na vida se transforma em referência; do engenheiro de trânsito que usa os números para provar que o pedestre tem de ser prioridade ao jornalista que alerta para o risco que a humanidade corre ao apostar no automóvel. Todos nos fornecem subsídios para pensar se existe vida além do carro.
“Nunca se investiu tanto na expansão do metrô como agora”
“Cometemos suicídio em massa com a política de incentivo do automóvel”
Ouça a entrevista com Washington Novaes, jornalista especializado em meio ambiente
“Faz a obra, mas coloca um corredor de ônibus na Marginal Tietê”
Ouça a entrevista do engenheiro de trânsito, Horácio Figueira
“O paulistano não se incomoda de transportar duas toneladas de ferro para comprar 100 gramas de pão”
Não dava para tirar o celular do bolso quando a Cátia Toffoletto embarcou em um vagão na estação Bresser do Metrô, na linha vermelha, em São Paulo, nesta manhã. Eram tantas as pessoas que ela somente embarcou na quinta oportunidade, pois os vagões estavam lotados e não havia espaço para entrar. A viagem foi curta, até o Brás, mas suficiente para ouvir um monte de bronca dos passageiros, acostumados a passar por esta situação todos os dias. O Metrô alega que o problema foi maior porque às seis da manhã, a operação teve de ser paralisada para atender ocorrência na linha vermelha entre as estações Dom Pedro II e Praça da Sé


A proposta nunca aceita era construir uma ciclovia aproveitando a parte baixa do trecho da linha lilás do Metrô, que liga as estações Giovanni Gronchi e Vila das Belezas, na zona sul. Diante da inércia do poder público, aproveitadores passaram a usar o espaço livre para despejo de entulho. A prefeitura, após meses recolhendo o material deixado por lá de forma irregular, mudou a estratégia e construiu um muro no local. O entulho apenas trocou de endereço. Ou melhor, de lado, segundo o cicloativista André Pasqualini. As fotos que fez desde que começou a acompanhar esta situação mostram que o despejo segue ocorrendo à noite, ou na calçada oposta ou no meio da rua mesmo.
Da direita para a esquerda, você vê o entulho jogado antes da intervenção da prefeitura, e para onde o lixo foi parar com a construção do muro. Se clicar nas imagens vai para o álbum do CBN SP no Flickr e encontra mais imagens enviadas pelo André Pasqualini.
Um vândalo decidiu deixar a marca da sua cultura – ou falta dela – em painéis de exposição no saguão do metrô Santa Cecília em São Paulo. Com uma caneta, riscou de ponta a ponta as placas que apresentam poesias de autores importantes da literatura nacional como Cassiano Ricardo e Guilherme de Andrade e Almeida. As imagens que você vê (clique na foto e veja mais) foram feitas pela repórter da CBN Raquel Mello.
O repórter Juliano Dipp, da CBN, acompanhou o trabalho realizado pela máquina batizada de Megatatuzão que escava trechos da Linha Amarela do Metrô de São Paulo. Excesso de superlativos à parte, o equipamento desperta muitas curiosidades. Além de fotografar esta operação (clique na foto e vá até o álbum digital do CBN SP, no Flickr), o Juliano aponta alguns detalhes desta obra:
“As obras da Linha Amarela do Metrô de São Paulo entraram na última fase de escavações com a utilização do Shield, popularmente conhecido como Megatatuzão. O trecho final das escavações ligará a estação República à Estação da Luz, no centro de São Paulo. Com extensão de cerca de 1,45 km, o trabalho deverá ser encerrado em cerca de 45 dias, segundo estimativa do Metrô.
O Megatatuzão ficou parado cerca de seis meses na estação República antes de prosseguir. Para que ele pudesse avançar foi necessária a retirada de pilastras em dois pisos da estação. Após a passagem da máquina, novas pilastras serão reconstruídas no local.
O Megatatuzão é um equipamento de 1,8 mil t que perfura o solo e simultaneamente molda os túneis, com placas de concreto de 4 t cada. Com 74 m de comprimento, ele escava em média 15 m diários podendo chegar a cerca de 30 m.
Ao todo, quando o trabalho for concluído, a máquina terá escavado cerca de 7,5 km entre as estações Faria Lima, Fradique Coutinho, Oscar Freire, Paulista, Mackenzie-Higienópolis, República e Luz”
Cheguei ao texto do ex-prefeito e ex-governador Jaime Lerner por indicação do ouvinte-internauta Hilton. Faz abordagem interessante sobre a defesa insistente de que devemos investir todas as fichas no metrô como opção para o transporte público. Curitiba, onde a experiência de Lerner foi forjada, é exemplo mundial em transporte público sem uma linha sequer de metrô. Vale a leitura, pois o urbanista traz argumentos importantes para nossa reflexão. O maior impecilho à proposta de Lerner, porém, é a falta de coragem de se tirar espaço dos automóveis nos centros urbanos:
Um dos grandes equívocos na discussão dos problemas das cidades no mundo inteiro é a polarização entre a opção pelo carro ou pelo metrô no enfrentamento dos desafios da mobilidade urbana.
Com o crescimento do número de carros nas ruas, alimenta-se o imaginário popular com a ideia de que a solução seria a ampliação da infraestrutura viária, como viadutos e vias expressas, e o consequente aumento de grandes estacionamentos – subterrâneos ou não, e a adoção de toda a parafernália que acompanha a opção pelo automóvel com as metodologias de engenharia de trânsito.
Para contrabalançar isso, vende-se a ideia de que só o metrô poderia resolver essa confusão fenomenal. E aí aparecem os ‘vendedores’ de sistemas enterrados a abastecer a mente dos prefeitos com essa solução.
Os assentos azuis começam a ganhar destaque nas estações de Metrô de São Paulo e foram instalados com a intenção de atender as necessidades de pessoas obesas. A ideia é espalhar 350 bancos desses em 113 trens e nas plataformas das suas 55 estações. Os que se destinam aos obesos tem o dobro do tamanho dos assentos normais como se nota na imagem feita pelo ouvinte-internauta Daniel Aveiro. A cor azul passará identificar, também, os bancos específicos para pessoas da terceira idade, grávidas e mulheres com crianças no colo, substituindo a atual coloração cinza. Desta forma, o Metrô passa atender o padrão universal indicativo para pessoas com deficiência.
A programação das emissoras de rádio e TV e as páginas de jornal e revista estão cheias de anúncios do Governo do Estado de São Paulo sobre a expansão das linhas de trens e metrô, programa no qual devem ser investidos cerca de R$ 20 bi até o fatídico ano de 2010.
Eric Camara, correspondente da BBC Brasil, informa no Blog Planeta & Clima que os jornais da Grã-Bretanha “não pouparam espaço para a notícia de investimentos” no sistema ferroviário britânico. O programa por lá vai movimentar R$ 120 bi. Diz no post que “entre os grandes projetos, está uma nova linha para cruzar Londres de leste a oeste, no valor de R$ 7 bilhões, uma grande reforma na estação londrina de King’s Cross e várias melhorias na rede ferroviária nacional”.
“Desde a limpeza nas estações à solda aluminotérmica… o alinhamento dos trilhos, o esmeril… a força, a cooperação e o espírito de solidariedade entre os envolvidos na manutenção foi muito bom e, devo confessar, uma experiência única…”
A descrição do trabalho dos funcionários do Metrô durante as madrugadas dentro das estações e em meio aos trilhos pelos quais milhares de paulistanos cruzam sem notar, é do ouvinte-internauta Richard Mendelsohn que ficou impressionado com a atuação deles durante visita técnica que realizou nesta semana.
Clique na foto e veja outras imagems do Richard Mendelsohn no Álbum do CBNSP no Flickr