Bentley: o luxo dos carros ingleses também na decoração de sua casa

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

Muitos apaixonados pelos automóveis da prestigiosa marca inglesa Bentley vivem em sua própria residência do jeito que dirigem: com a coleção de móveis da marca. A Bentley Home Collection criou uma nova coleção com móveis feitos a mão inspirados nas técnicas, materiais e acabamentos que caracterizam o interior de automóveis da Bentley. A parceria é com a Club House Italia, renomada marca de designer de móveis artesanais.

 

A nova coleção inclui projetos tradicionais e modernistas, trazendo um pouco do espírito do “British gentleman driver”. O couro, laminados, metal e vidro, sempre com a qualidade distintiva de cada objeto, são elementos de luxo utilizados nas peças para casa, como tradicionalmente nos carros da marca. A nova coleção inclui itens como a linha Richmond, de sofás e poltronas, estofados em couro, linho ou cashmere e acabamento em couro trançado, os armários Sherbourne & Kingsbridge, que podem ser encomendados com frentes de madeira ou couro com interiores em madeira lacada e prateleiras de cristal, além da mesa de café Harlow, com estrutura de aço bronze e coberta com acabamento em ônix ou couro.

 

 

A extensão de marca da Bentley não se resume ao segmento de homeware. Através de várias parcerias, a marca inglesa oferece uma extensa linha de relógios, canetas, bolsas, roupas, acessórios, perfumes e outros. Seu prestígio pode ser encontrado também no segmento de hotelaria de luxo. O renomado hotel The St Regis New York, da rede Starwood Hotels, possui uma de suas mais luxuosas suítes com o nome Bentley Suite, com decoração inspirada nos carros da marca. Um privilégio para abonados que podem desfrutar da experiência de se hospedar neste hotel, um dos mais luxuosos e tradicionais de Manhattan que fazem parte da história da cidade que nunca dorme, reconhecido por seus serviços e acomodações impecáveis, como o seu tradicional serviço de mordomo. Tudo isso a apenas alguns passos do Central Park.

 

Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung

De móveis

Por Maria Lucia Solla

Móveis, mesa e refeição

Ouça este texto na voz e sonorizado pela autora

Noutro dia, falando com um amigo, sobre um evento de 1982, me dei conta de que os móveis falam. Não falam como fala o carrinho no filme Se o Meu Fusca Falasse; móveis, assim como os ambientes onde moram, gravam acontecimentos, registram tudo: imagem, som, emoção, colorido, o tempo todo e depois repetem tudo, inaudível mas claramente, se você se dispuser a ouvir. Vou mais longe: além de falar são discretos a toda prova, só se abrem para aqueles que viveram os momentos em que registrou os fatos. São aliados; não espiões.

Minha mesa de jantar morreu não faz muito tempo. Essa sim, manteve um arquivo expressivo e impressionante; tão impressionante que basta que eu me conecte com ela em pensamento, que ela desfia o seu rosário de histórias. Quando veio morar comigo já era bem antiga. Foi amada por todos, os de casa e os de fora. Vestida das mais lindas flores, portava dignamente vinhos e queijos, e farelos de pão. Em volta dela, em mais de um endereço, comia-se bem e principalmente comia-se junto na maioria das vezes. Era grande, e ainda assim se desdobrava para acolher com conforto família e amigos. Acolhia grupos dos bons, e chegou a acolher inimigos declarados, com a sabedoria diplomática de sempre. E se mantinha firme, oferecendo tudo e exigindo muito pouco. Teve discussão, em volta daquela mesa, que acabava neutralizada por amor, por amizade, e cumplicidade regada de muita risada.

A morte da mesa da sala me pegou de surpresa, mas na verdade foi morrendo pouco a pouco, e eu não queria ver. Uma mudança aqui, um armazenamento acolá, um marceneiro intervinha com um parafuso maior do que a encomenda, o outro, preguiçoso, incompetente, cravava nela um prego assassino. E eu, envolvida com idas e vindas, a lida e a vida, dava por certa a sua imortalidade. Amarga ilusão. Ela arriou aos meus pés. Esperou um momento em que estava vazia, a fiel companheira, e não quebrou um prato, não desperdiçou uma folha de alface. Fez ginástica para não me machucar fisicamente, e caiu tão elegantemente quanto se manteve em pé.

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung. Este artigo foi escrito durante as férias do Blog, por isso está sendo publicado apenas hoje.

Foto-ouvinte: Mobílias em chamas

 

Móveis queimados
 
Por Devanir Amâncio
ONG EducaSP

Para o desespero dos profissionais da reciclagem e dos ambientalistas , o lobby do incinerador  trabalha a todo vapor  para limpar a cidade de São Paulo. Enquanto isso,há muito tempo,  a queima de  parte do lixo doméstico já é feita na Rua Modelar,no Capão Redondo, Zona sul. As chamas e a fumaça preta  que saem do “crematório”, no espigão da Cohab Adventista , podem ser vistas  da Subprefeitura de Campo Limpo.
 
                                                                                       Devanir Amâncio