Mundo Corporativo: César Souza fala da transformação do papel do CEO na empresa diante da pandemia

 

 

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“O momento é de colaboração, o momento é de solidariedade, o momento é de construir o futuro; a gente viu que empresa vazia não funciona, mais do que nunca está claro que são as pessoas o patrimônio maior das empresas”— César Souza, Grupo Empreenda

A busca de soluções inovadoras para enfrentar a crise provocada pela pandemia do coronavírus motivou um grupo de empresários a criar o #MovimentoVamosViraroJogo, lançado há duas semanas e que já conta com a adesão de 389 empresas dos mais diversos portes. O compromisso que assumem é o de compartilhar soluções que tenham sido encontradas em cinco áreas de atuação: modelos de negócio, soluções financeiras, relacionamento com os clientes, impacto na sociedade e gestão das pessoas.

 

Para um dos criadores do movimento, César Souza, do Grupo Empreenda, entrevistado pelo programa Mundo Corporativo, da CBN, a intenção é que ao menos cinco boas práticas de cada setor sejam selecionadas e sirvam de referência para que outras empresas também possam se reerguer dessa crise:

“A história contemporânea será divida entre o ACV e o ADV, antes do Covid e depois do Covid; esses três meses foram muito intensos, muitas empresas estão sofrendo, mas algumas olham para o futuro …. a gente não pode dirigir uma empresa olhando para o retrovisor”.

 

Para César Souza, os CEOs estão enfrentando uma enorme e rápida transformação no seu papel diante das empresas e equipes que comandam. De Chief Executive Officer —- ou seja, de executor das estratégias da empresa —- viraram Chief Emergency Officer, a medida que precisaram atuar em situação de emergência. Passadas as primeiras semanas, eles assumiram a função de Chief Equilibrist Officer, para contornar problemas com fornecedores, legais, tributários e financeiros:

“Agora, até a sigla muda, porque os CEOs terão de ser os CROs, Chief Reivent Officer, eles terão de reinventar a empresa, esse é o trabalho mais importante e a missão mais nobre deles”.

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, às 8h10 da manhã, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo, na rádio CBN. O programa é apresentado por Mílton Jung e tem a participação de Juliana Prado, Guilherme Dogo, Natacha Mazzaro, Alan Martins e Priscila Gubiotti.

Mundo Corporativo: como pequenos e micro empresários podem sobreviver à crise do coronavírus

 

“Esse micro e pequeno empresário faz parte da nossa vida, do nosso dia a dia, é muito difícil viver sem ele. O comércio eletrônico vai ajudar e vai substituir muito, mas essa relação pessoal de compra e venda, este é um ato do ser humano. Diria ao micro e pequeno empresário que ele é o mais importante tecido de sustentação deste país”.

A dificuldade de acesso a crédito e qualquer outro tipo de ajuda financeira nesta crise provocada pelo coronavírus tem se transformado em um dos maiores desafios de micro, pequenos e médios empresários. O adiamento para o recolhimento de impostos — tais como Simples, ICMS e ISS — e as regras que permitem renegociação salarial e outras alternativas para evitar a demissão de empregados são insuficientes para muitos desses empreendedores.

 

Por outro lado, especialmente no setor de varejo, alguns foram ágeis para se adaptar às restrições e levar seus produtos para o comércio eletrônico ou desenvolver sistemas de entrega domiciliar. Algumas das maiores plataformas de vendas pela internet também criaram ambientes mais acessíveis e estratégias para transformar o pequeno comerciante em representante de produtos e serviços oferecidos nesses marketplaces —- como é o caso a Magalu.

 

Em entrevista ao programa Mundo Corporativo da CBN, o presidente do Sebrae, Carlos Melles, avaliou o cenário atual de micro, pequenas e médias empresas, após dois meses desde que a pandemia do coronavírus atingiu os negócios no Brasil. Com base em pesquisas realizadas pela instituição a cada 15 dias, a previsão é que ao menos 25% dessas empresas tenham de fechar por falta de condições financeiras.

 

“Os bancos estão terríveis”, disse o dirigente ao comentar a resistência das instituições bancárias em emprestar dinheiro para os pequenos empreendedores. Ele lembra, porém, que o Sebrae fez parceria com a Caixa — e outros bancos — para permitir o acesso facilitado ao crédito e tem fundos próprios para viabilizar essas operações:

“O Fampe é o Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas. Quando um empreendimento não tem todas as garantis necessárias, o Fampe, de forma complementar, garante até 80% de uma operação de crédito, dependendo do porte empresarial de quem solicita e da modalidade de financiamento”.

A migração para o ambiente digital foi o aspecto mais positivo que se pode perceber ao longo dessa crise, segundo o presidente do Sebrae:

“Nesses 60 dias de crise, o aumento ao nosso atendimento de digitalização, do atendimento não presencial e das soluções dadas foi uma coisa surpreendente. Algumas empresas — muito pouco percentual — chegaram a crescer o faturamento; outras acharam o caminho através do e-commerce e do digital de poder, na verdade, se sustentar”.

Para saber quais são as regras tributárias em vigor, assim como as possibilidades de linhas de crédito ou de renegociação trabalhista com seus funcionários, Carlos Melles sugere que os empreendedores visitem o site do Sebraeonde encontrarão uma série de informações e manuais que podem ser úteis neste momento em que o objetivo é persistir a espera do fim da pandemia e da reabertura dos negócios.

 

O programa Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, às 8h10 da manhã, no Jornal da CBN, e tem a colaboração de Juliana Prado, Guilherme Dogo, Natacha Mazaro e Priscila Gubiotti.

Mundo Corporativo: “quando você não inclui intencionalmente, você exclui de forma não intencional”, diz Ricardo Wagner, da Microsoft

 

“Quando você não inclui intencionalmente, você exclui de forma não intencional. Por pensar assim você perde uma grande oportunidade de mercado” — Ricardo Wagner, Microsoft

É preciso enxergar a questão da deficiência de maneira diferente e perceber que o problema não está na pessoa mas no ambiente ou nas ferramentas à disposição. É o que defende Ricardo Wagner, líder de acessibilidade da Microsoft, que foi entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN. A conversa foi gravada pouco antes do início da pandemia do Sars-Cov-2 no Brasil e o tema é bastante pertinente se considerarmos que uma das ideias que se tem desta crise é que as empresas terão de se reinventar e criar novas relações no ambiente de trabalho.

“A melhor forma de você criar inclusão: contrate pessoas com deficiência. Aí você vai falar assim: “mas eu não estou preparado”. Justamente, por você não estar preparado. Entre você achar o que é certo para funcionar para a pessoa, se você tiver o colaborador dentro do ambiente que possa te dizer como isso funciona mais rápido, provavelmente você vai buscar a inovação em coisas que você nem imaginava”.

Calcula-se que existam 1,3 bilhão de pessoas com algum tipo de deficiência no mundo e cerca de 46 milhões, no Brasil. Para Wagner, as empresas estão desperdiçando talento, criatividade e oportunidades, porque quando se desenvolve um ferramenta acessível, está se criando uma solução para todas as pessoas:

“O assunto acessibilidade é extremamente relevante no mundo de negócios. Quem pensa, por exemplo, criar um ambientes de trabalho para atrair talentos, tem de pensar que todos os talentos tem habilidades e eventualmente deficiências: como que você cria um ambiente de trabalho inclusivo onde todos sintam-se em um ambiente em possam participar, entregar o melhor dela. Ou pensar em um produto que se oferece: como que você garante que a experiência de compra ou mesmo o produto que você vende, ele seja inclusivo e a pessoa que vai comprar, eventualmente uma pessoa com deficiência, ela também pode participar economicamente e ter a experiência do seu produto e sua marca?”

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, às 8h10, no Jornal da CBN. E aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. O programa tem a colaboração de Juliana Prado, Rafael Furugen, Artur Ferreira, Gabriel Damião e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: Daniel Castanho fala das vantagens para as empresas que se comprometeram a não demitir

 

“A empresa está tomando conta do que há de mais nobre, que é o trabalho do seu funcionário” — Daniel Castanho, empresário

Um manifesto apresentado a 40 empresários brasileiros transformou-se em um movimento com adesão de mais de 4.500 empresas que se comprometeram a não demitir nenhum funcionário até o dia 1º de junho, apesar das dificuldades econômicas provocadas pelo novo coronavírus. O empresário Daniel Castanho, um dos criadores do “Não demita”, entrevistado do programa Mundo Corporativo, da CBN, calcula que 2 milhões de empregos foram garantidos neste período.

 

Esta edição do Mundo Corporativo foi gravada de casa — seguindo as recomendações de isolamento social — com vídeo captado por uma câmera de Iphone e áudio por um aparelho TieLine.

 

Castanho é o presidente do conselho de administração e um dos fundadores do grupo Ânima Educação, que reúne 12 instituições educacionais, mais de 118 mil alunos e cerca de 8 mil educadores. Ele conta que assim como muitas pessoas, assustadas com os riscos que a pandemia poderia gerar, correram aos supermercados para fazer estoques de uma grande variedade de produtos, donos de empresas e executivos imaginaram que seria necessário demitir profissionais para manter suas empresas saudáveis, em um primeiro momento. Porém, foi possível mostrar que a manutenção dos empregos, era um compromisso ético e moral que as empresas deveriam assumir:

“… se você demitir alguém agora, a pessoa não vai ter nem a possibilidade de mandar o seu currículo, nem de sair de casa, então é o momento do empresário não demitir”

No início do movimento, alguns empresário alegaram que não teriam condições de assumir o compromisso de não demitir, porém, mudaram de ideia a partir do instante em que perceberam que seus concorrentes estavam dispostos a manter seus profissionais. Em seguida, viram o impacto positivo que a medida gerava entre seus colaboradores e clientes:

“O movimento gera comprometimento dos funcionários e valorização por parte dos consumidores”

Com base em experiência desenvolvida no comando da Ânima Educação, empresa da qual foi um dos fundadores, Castanho recomenda que os empresários sejam muito transparentes com seus colaboradores. Em 2009 e 2013, por exemplo, o grupo adquiriu instituições de educação que estavam com os salários atrasados e dificuldades financeiras, e decidiu chamar todos os professores e funcionários e abrir os números, o faturamento, a dívida, o tamanho da folha de pagamento:

“Você tem de entender todo mundo como empreendedor, são todos seus sócios naquele momento, são empreendedores arriscando com o CNPJ do outro; então olhe para todo mundo que trabalha na sua empresa como seu sócio e fale com eles como nós vamos reinventar essa empresa com um novo formato e tudo mais … “

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. O programa tem a colaboração de Juliana Prado, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: Fábio Costa, da Salesforce, fala de oportunidade de carreira em tecnologia

 

“Qualquer pessoa pode ter acesso a tecnologia porque a parte difícil passa a ser feita pela máquina; o que você precisa entender é qual o problema de negócio, que sempre é um problema humano, que você quer resolver, para poder explicar para a máquina como resolver este problema” — Fábio Costa, Salesforce

A demanda por pessoas qualificadas em tecnologia vai permanecer após ser superada a crise provocada pelo coronavírus. Assim, na medida do possível, buscar conhecimento nesta área pode ser uma boa alternativa para quem foi obrigado a ficar mais tempo em casa, para cumprir o distanciamento, ou quem viu sua carreira ameaçada pelo fechamento de negócios, neste momento.

 

Antes dessa crise, levantamento feito pelo Linkedin sobre as 15 profissões mais promissoras de 2020, a maioria estava, direta ou indiretamente, ligada à tecnologia e a empresas do setor de internet e serviços ao cliente. A profissão de “desenvolvedor de plataforma Salesforce” ocupava a 13a posição.

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, Fábio Costa, gerente geral da Salesforce no Brasil, falou da oportunidade de desenvolvimento na carreira através da plataforma de ensino Trailhead, que pode ser acessada de graça, por quem busca certificação e conhecimento profissional especializado nas ferramentas criadas pela empresa:

“Essa qualificação não é mais tão difícil quanto foi há anos atrás, 10 anos atrás, 20 anos atrás, as coisas no mundo da tecnologia mudaram bastante, então nós temos hoje um acesso mais democrático ao mercado de tecnologia para quem está interessado em ingressar nesta jornada”.

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, 10 da noite, em horário alternativo. O programa teve as colaborações de Gabriela Varela, Artur Ferreira, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: Daniel Motta, da BMI, fala da importância de a empresa ter cultura sólida e estratégia bem definida

 

“Existe uma ingenuidade talvez das organizações de acreditarem que elas conseguem moldar, forjar o contexto no qual elas atuam. Não é verdade. Na verdade, a força é sempre exógena, e cabe ao grupo de líderes entender isso e ter humildade para entender isso e desafiar suas próprias crenças e paradigmas, o que é bastante difícil” —- Daniel Motta, BMI

O processo de construção da cultura de uma empresa é coletivo e resultado da soma de como que as pessoas que fazem parte da organização pensam, agem, tomam decisões, gerenciam riscos e criam vínculos. Esse foi um dos temas do programa Mundo Corporativo, da CBN, que entrevistou Daniel Motta, CEO da BMI — Blue Management Institute, consultoria dedicada a estratégias e culturas de grandes corporações.

 

Ao longo da entrevista, o jornalista Mílton Jung também falou do resultado de pesquisa realizada pela BMI com 100 executivos que atuam em 71 empresas, no ano passado. Pela quinta edição seguida, o estudo avaliou a performance de CEOS e suas organizações.

 

Uma das constatações, destacada por Daniel Motta, se refere ao fato de esses líderes investirem a maior parte do seu tempo às questões internas da empresa: 52,3% da agenda do C-Levels são gastos com encontros gerais e tarefas operacionais e 22% com assuntos urgentes; somente 25,8% das tarefas estão dedicadas a ações com impacto no longo prazo. Além disso, passam quase dois terços da vida dentro do escritório.

 

Motta recomenda:

“Não olhar só para as questões internas, e a gente sabe que as agendas internas são bastante demandantes, mas se perguntar quanto do meu tempo — e aqui a gente fez uma pesquisa de alocação de tempo —- esta dedicado a algo diferente da minha rotina de gestão do dia a dia. Esse é um ponto fundamental que serve para qualquer tamanho de empresa, para qualquer tipo de controle”.

Mesmo tendo sido gravada antes do início da crise do coronavírus, a entrevista de Daniel Motta nos mostra que empresas com uma cultura sólida e diversificada, assim como com uma estratégia bem definida, tendem a enfrentar com maior firmeza momentos de enorme desafio como agora.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, às 8h10, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o programa Gabriela Varella, Juliana Prado, Artur Ferreira, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: como organizar o voluntariado na sua empresa

 

“Hoje, fazer trabalho voluntário tem um valor enorme para os processos seletivos, demonstrar o que você faz, escrever isso no currículo até para ser admitido em uma grande universidade, tanto dentro do Brasil como fora do Brasil, tem um valor enorme” — Angela Dannemann, Itau Social

A ação voluntária tem sido valorizada dentro das empresas como uma das formas de aproximar colaboradores, formar equipes mais coesas e expressar propósitos que movem as organizações. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN, Angela Dannemann, superintendente do Itaú Social, destacou que o voluntariado traz benefícios para o colaborador, a empresa e a sociedade.

 

Dannemann identificou alguns caminhos que devem ser percorridos para que o voluntariado alcance seus objetivos, especialmente no público-alvo a que se destina. Para ela, o primeiro passo é a empresa entender o que já está acontecendo dentro da organização, a partir dos diversos interesses de seus colaboradores. Geralmente, descobre-se que ações voluntárias já são realizadas por alguns grupos de profissionais e o ideal é dar sequência a esses projetos, colaborando com experiências da própria organização:

“Trazer essas qualidades da gestão para uma ação voluntaria é muito valioso”.

Ao planejar as atividades é importante que se identifique o tamanho da equipe que está disposta a se engajar no programa, oferecer orientação estratégica, definir recursos, tempo de dedicação, material e infraestrutura necessários. Atuar com organização faz toda a diferença, mas Dannemann alerta:

“O voluntariado deve ter metas para alcançar, mas não pode ser colocar metas para o voluntário alcançar”

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, 8h10, no Jornal da CBN, e tem a colaboração de Gabriela Varella, Artur Ferreira, Rafael Furugen, Isabela Ares, Débora Gonçalves e Priscila Gubiotti.

Mundo Corporativo: psicóloga Marli Arruda dá dicas de como líderes e colaboradores têm de agir diante da crise do coronavírus

 

“Lógico, a gente tem de produzir , tem de continuar dando os resultados para a empresa, mas antes de tudo, antes de falar “você já entregou o relatório?”, “você já enviou o relatório X”, pergunte tá tudo bem, bom dia, como está você e a sua família” — Marli Arruda, psicóloga

O novo coronavírus está impondo os mais diversos desafios à humanidade, obrigando ao menos um terço da população a viver sob medidas restritivas e já tendo matado mais de meio milhão de pessoas. No cenário empresarial, um número incontável de profissionais foi levado a trabalhar em casa e se adaptar, muitas vezes sem nenhuma estratégia programada, à necessidade de atuar em equipe mesmo à distância. Gestores e líderes dessas equipes, por sua vez, tiveram de redobrar esforços para manter a produtividade e engajar o grupo, mesmo diante desta adversidade nunca antes vista.

 

A psicóloga organizacional Marli Arruda identificou alguns comportamento que precisam ser adotados por líderes e colaboradores neste momento. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN, mesmo que distante, ela diz que o gestor tem de se mostrar presente, demonstrando calma na relação com o seu time, tendo equilíbrio emocional para abordar os colaboradores e tomar decisões, demonstrar interesse genuíno pelo outro e exercitar a escuta ativa:

“… escuta o que a pessoa não fala, o que ela não consegue expressar de uma forma clara, o que tem nas nuances daquela comunicação.… é me preocupar e parar em ouvir a pessoa”.

Arruda faz uma analogia com as recomendações de emergência nos vôos quando somos lembrados que em caso de despressurização as máscaras cairão do teto e devemos primeiro colocar em si mesmo e depois nas crianças:

“As pessoas, agora, o que mais elas precisam é de um líder, alguém que tome à frente que diga, olha, vamos fazer dessa forma, … e dizer vamos por esse caminho e não por aquele caminho”.

Em relação aos colaboradores que estão em “home office”, Arruda sugere:

“A disciplina nesse momento ela é fundamental, e sempre comparar, lá no meu trabalho como eu estaria agora, o que eu estaria fazendo, então sempre fazer essa correlação para poder se manter disciplinado em casa porque há vários estímulos ali que podem dispersar e a pessoa perder a sua produtividade”.

Autora do livro “Estratégias em gestão de pessoas para colorir seus negócios —- manual prático para engajar equipes”, Arruda lista alguns cuidados para quem está em “home office”, seja o líder da equipe ou o colaborador:

—- mantenha uma comunicação uniforme: quando não há comunicação, há interpretação; quando há comunicação errada, há pânico

 

—- tem de engajar a família, explicar a situação e as suas necessidades

 

—- administrar bem o seu tempo diante dos muitos estímulos que temos em volta

 

—- estabelecer um período para olhar as noticias e responder as redes sociais

 

—- respeitar seus horários de trabalho, de almoço e fim de expediente

 

—- criar pausas durante o seu dia

 

— seja tolerante com você e com o outro

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, às 8h10 da manhã, no Jornal da CBN; aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo; e está disponível em podcast. Colaboraram com o Mundo Corporativo: Juliana Prado, Gabriel Damião, Rafael Furugen e Priscilla Gubiotti

Mundo Corporativo: como fazer da casa um ambiente de trabalho melhor

 

 

 

“ …. pouco a pouco, fui entendendo que os fatores fundamentais são foco, disciplina e organização”. —- Carlos Júlio, Gestão Descomplicada da CBN

“Uma coisa importante é você dedicar tempo para eles (os filhos), você está em casa, muitos não vão entender que o pai está em casa e não está brincando com eles, então tem de estabelecer esses momentos durante o dia” — Milton Beck, CEO do Linkedin

Para combater a disseminação do coronavírus, milhares de trabalhadores foram obrigados a transformar um espaço de suas casas em ambiente corporativo. O Home Office, conceito que surgiu nos anos de 1990, com o objetivo de reduzir os custos de instalação de equipamentos e infraestrutura das empresas, de uma hora para outra foi imposto a gestores e colaboradores como estratégia para proteger a saúde física dos profissionais e financeira dos negócios.

 

Para ajudar nesta adaptação, o Mundo Corporativo da CBN ouviu a palavra de dois especialistas no tema: Milton Beck, CEO do Linkedin, e Carlos Julio, CEO do Echos Laboratório de Inovação e comentarista do quadro Gestão Descomplicada, que vai ao ar no Jornal da CBN 2ª edição.

 

A seguir, faço uma relação das dicas e comentários mais importantes que eles apresentaram durante a nossa entrevista:

  1. Comporte-se como se estivesse no trabalho — mesmo em casa, você está no trabalho, então mantenha rotina similares, como horário de acordar, tomar o café, trocar o pijama por uma roupa mais apropriada para a função que você vai exercer.

  2. Crie um espaço específico para trabalhar, mesmo que seja no seu quarto, e tente reproduzir nele algumas características do seu escritório: computador, telefone, cadeira confortável, ferramentas tecnológicas à disposição, água e café ao seu alcance.

  3. Faça uma agenda das tarefas do dia, defina logo cedo aquilo que você não pode deixar de fazer, identifique suas metas —- assim como você faria no seu escritórioCuidado para não se dispersar diante de uma série de outros estímulos que têm à disposição em casa.

  4. Respeite os horários de início e fim de expediente.

  5. Estar em Home Office não significa que você é trabalhador 24 horas ao dia

  6. Converse com sua família sobre como será seu ritmo de trabalho e a importância de não ser interrompido.

  7. Saiba que interrupções vão ocorrer, as crianças vão falar e o cachorro vai latir; aceite esses situações.

  8. Se tiver filhos pequenos, ajuste sua agenda e inclua atividades com eles.

  9. Crie momentos de pausa, para comer, pensar ou conversar com as pessoas na sua casa —- momentos de descompressão são importantes.

Recado para os líderes e gestores:

  1. Seja claro e comunique as mudanças organizacionais com rapidez.

  2. Esteja disponível para consultas a todo momento.

  3. Não exagere na quantidade de informações emitidas.

  4. Marque horários para conversar em grupo, oportunidade para fazer um balanço do que se fiz no dia anterior e do que terá de ser feito e para ouvir soluções que colaboradores tenham encontrado para o Home Office mais eficiente.

  5. Jamais esqueça que algumas conversas são confidenciais ou sensíveis e tanto o líder como sua equipe podem estar em ambientes com pessoas estranhas à empresa.

Ferramentas sugeridas para tornar o trabalho mais produtivo:

Slack —- permite trocar mensagens rapidamente entre membros de uma equipe e a criação de diversos grupos de trabalho, aumenta a produtividade das conversas de trabalho, excluindo a necessidade de e-mails ou mensagens via WhatsApp.

 

Skype —- serviço de chamada de voz e vídeo

 

Zoom —- serviço de vídeo conferência

 

Hangouts Meet do Google —- para equipes que precisam conversar por vídeo

 

Remote Pulse da SAP — ferramenta que mede a evolução do trabalho em tempo real.

 

Microsoft Teams —- serviço corporativo de mensagens

 

WeTransfer  —  programado compartilhamento de arquivos grandes pela Internet

 

Google Drive — serviço de armazenamento na nuvem de arquivos como textos, fotos, vídeos e músicas.


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Mundo Corporativo: Fabiano Barcellos diz como ter coragem para mudar

 

“O primeiro passo é você entender o que você não quer. É você responder para você o que você não quer. Dizer não para o que você não quer. E depois, em um segundo momento, começar a pensar no que você quer, começar a dizer mais sim para você do que sim para a sociedade, do que sim para o que os outros acham” — Fabiano Barcellos

Você está satisfeito com a profissão que exerce? Acha que está na hora de mudar? Para que essa transformação ocorra é preciso coragem, muita coragem. E para que essa coragem o leve para o destino que você deseja é necessário que se adote algumas estratégias. Sobre esse assunto, o empreendedor Fabiano Barcellos falou com o jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN.

 

Autor de “Coragem para vencer —- descubra como mudar seus hábitos e realizar o dobro na metade do tempo” (Editora Planeta), Barcellos contou parte de sua experiência profissional, em que depois de três anos trabalhando como médico cardiologista decidiu investir em vendas online. Hoje, é um empreendedor sem que tenha abandonado o atendimento aos seus pacientes. De acordo com ele, ao acrescentar uma outra função no seu cotidiano pode se dedicar mais à medicina que considerava a ideal, com menos dias no consultório e mais tempo para cada um dos pacientes.

“A vida é curta de mais para você aceitar coisas que não te deixam felizes. Claro que a realização financeira é boa, é fundamental, mas hoje a coragem é … não importa onde você esteja .. você quer sair daí? Quer. Enche o peito, vai para cima, estuda, esteja perto das pessoas que você precisa estar e vai atrás dos seus objetivos”

Quatro dicas de Fabiano Barcellos para que a coragem apareça:

 

  1. Entenda o que você não quer;
  2. Pense o que você quer;
  3. Diga sim para você;
  4. Entre em movimento — busque meios, caminhos, ambientes e pessoas que  estejam onde você gostaria de estar

 

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, às 11 horas, no Twitter (@CBNoficial) e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, às 8h10, no Jornal da CBN ou domingos, às 10 da noite, em horário alternativo.