Mundo Corporativo: Luciano Santos, do Facebook, sugere que você seja egoísta em sua carreira (antes de criticar, leia o texto)

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“Tanta gente veio antes, aprendeu tanta coisa, então, tente achar aí a sua maneira e a sua estratégia, mas tenha mentores na sua carreira”

Luciano Santos, Facebook

Seja colaborativo. Compartilhe o seu conhecimento. Escute as pessoas. Entenda a necessidade do seu colaborador. Todas essas frases, não por acaso com o verbo no imperativo, devem ser exercitadas no ambiente de trabalho e nas relações profissionais; e nos remetem a olhar para o outro. Luciano Santos, executivo de vendas do Facebook, concorda com isso, mas, diante do que encontra nas corporações e com as pessoas com quem interage, decidiu-se por fazer um convite diferente: olhe para você mesmo! Parece uma ideia egoísta. De certa parte é mesmo. Mas, se é possível assim dizer, é um “egoísmo saudável”.

Luciano é autor do livro “Seja Egoísta Com a Sua Carreira – descubra como colocar você em primeiro lugar em sua jornada profissional e alcance seus objetivos pessoais” (Editora Gente) e explicou seu objetivo em entrevista ao Mundo Corporativo:

“As pessoas consideram o que os familiares falam, o que o chefe fala, e sempre se colocam em último lugar. Então, eu falo que o título (do livro) é um pouco de exagero; é uma provocação, para a gente ter consciência que, se eu não me colocar como protagonista da minha própria carreira, ninguém vai”.

Considerando o melhor dos sentidos para esse egoísmo defendido por Luciano, ele assume que o foi durante a carreira, por instinto, muito mais do que por ensinamento. Nessa linha, sempre que possível privilegiou o aprendizado ao salário. Por duas vezes, deixou empregos que remuneravam mais por empregos que o ensinariam mais. A despeito da formação em letras, migrou para o ramo da tecnologia, tendo passado pelo UOL, Google e, agora, Facebook. Diz ter sido um acidente o fato de o profissional de letras com pós-graduação em comunicação jornalística se transformar em profissional de tecnologia. Um acidente provocado por intervenção do irmão que havia estudado processamento de dados e o ensinou a acessar e-mails e navegar na internet — duas habilidades que eram diferenciais competitivos na época em que se iniciou na carreira.

“Eu estava procurando uma vaga de redator júnior, algo ligado à minha formação. Meu irmão insistiu para colocar no meu currículo. Não tinha colocado esse dado tão importante. Eu coloquei, mandei para Folha de São Paulo, que na época tinha aquele projeto junto com a Abril, chamado Universo Online, o UOL, e só porque meu irmão me deu aquela mentoria de currículo e eu coloquei aquelas duas pequenas informações acabei parando no UOL e Isso mudou completamente a minha carreira”.

Cuidar bem do seu currículo é um dos passos para “ser egoísta” na carreira. É o primeiro elemento do que Luciano chama de tripé da empregabilidade: currículo, narrativa e networking: 

  • Currículo — um erro muito comum é não colocar algumas experiências  que são absolutamente relevantes.
  • Narrativa — uma entrevista bem sucedida nada mais é do que uma história bem contada; esteja preparado para contar a sua história.
  • Networking —  é o irmão direto da indicação, a melhor forma de ingressar no mercado de trabalho. Networking é estratégia de longo prazo que deve ser alimentada em toda carreira e não apenas quando o profissional perde o emprego.

Ao consultar 1.500 profissionais, Luciano Santos encontrou 60% deles infelizes em suas carreiras, e muitos extremamente infelizes, o que leva a uma série de problemas de saúde e comportamento: burnout, ansiedade, e dificuldade em tomar decisões. Ele entende que são múltiplos  os motivos que levam a esse cenário e destaca dois: o primeiro é a falta de treinamento de lideranças; e o segundo, a falta de consciência sobre como gerencias a própria carreira”

“… como eu tomo uma decisão? Eu devo planejar minha carreira? De que maneira eu comunico com o meu líder? Tem muitas coisas que a gente pode aprender e não só pode como deve aprender a fazer”

Assista ao vídeo  completo da entrevista com Luciano Santos ou ouça o podcast do Mundo Corporativo.

O Mundo Corporativo tem a colaboração de Bruno Teixeira, Débora Gonçalves, Renato Barcellos e Rafael Furugen.

Mundo Corporativo: Rodrigo Cogo fala de storytelling e a importância dos funcionários na memória da empresa

 

 

A memória registrada pela experiência dos funcionários ajuda na construção da história da própria empresa. Esse conjunto de narrativas tem o potencial de encantar o outro, aproximar as partes e criar um diálogo que pode diferenciar sua empresa das demais, em um cenário no qual o público é bombardeado de informação. Rodrigo Cogo, pesquisador no tema do storytelling no contexto da comunicação empresarial e das relações públicas, explica como as empresas podem usar esta técnica de maneira estratégica, em entrevista ao jornalista Milton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN.

 

Cogo é gerente de inteligência e mercado da Aberje – a Associação Brasileira de Comunicação Empresarial e autor do livro “Storytelling, as narrativas da memória na estratégia da comunicação” (Aberje Editorial).

 

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site e na página da rádio CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e tem a participação de Alessandra Dias, Wagner Guimarães e Débora Gonçalves.