Mundo Corporativo: Fernando Pantaleão, da Visa, revela como IA e PIX revolucionam a segurança e a velocidade dos pagamentos no Brasil

Fernando Pantaleão no estúdio no Mundo Corporativo. Foto: Priscila Gubiotti CBN

“No final é usar o máximo de dados possível, com maior possibilidade de aproximação de hipóteses, para poder gerar um resultado melhor.”

Fernando Pantaleão, Visa

No mundo dos pagamentos digitais, a evolução vai muito além das maquininhas de cartão. Cada vez mais, tecnologias de ponta como inteligência artificial e machine learning redefinem o modo como consumimos, protegemos dados e aprimoramos a experiência de compra. Segundo Fernando Pantaleão, Vice-Presidente de Vendas e Soluções para Comércios da Visa do Brasil, esse avanço acelerado, impulsionado pela digitalização e por soluções como o PIX, está exigindo do setor uma adaptação rápida e constante. Ele compartilhou essas reflexões em entrevista ao programa Mundo Corporativo, ressaltando a importância de compreender e responder às novas demandas de segurança e conveniência para o consumidor.

IA e Machine Learning: Segurança e Eficiência no Combate às Fraudes

Para a Visa, a inteligência artificial e o machine learning não são apenas tecnologias de ponta, mas ferramentas essenciais para criar um ambiente de pagamento seguro. “A inteligência artificial e a história do machine learning… no final é usar o máximo de dados possível, com maior possibilidade de aproximação de hipóteses, para poder gerar um resultado melhor,” afirmou Pantaleão. Ele destacou que esses sistemas analisam volumes massivos de dados, permitindo uma resposta ágil e precisa na prevenção de fraudes. A Visa investe significativamente em inteligência artificial generativa, que, segundo Pantaleão, é uma das estratégias mais eficazes para antecipar e bloquear transações suspeitas antes mesmo que ocorram, garantindo que os consumidores possam contar com uma segurança robusta e invisível a cada compra.

Inovação e Velocidade: O Novo Desafio no Setor de Pagamentos

Pantaleão destacou a necessidade de investir na velocidade e empoderamento das equipes para implementação de tecnologias de pagamento seguras e eficientes. “A velocidade é fundamental, ou o poder de decisão é fundamental. E precisa disso. Senão você não tem velocidade de implantação de coisa nova,” afirmou ele, acrescentando que a Visa tem investido fortemente em soluções de segurança para minimizar fraudes e maximizar o índice de conversão nas vendas.

Outro ponto abordado foi o impacto da chegada do PIX, que ele classificou como um divisor de águas para o comércio eletrônico no Brasil. “A gente vê a chegada do PIX como muito importante para o Brasil, muito desafiadora,” mencionou Pantaleão, reforçando que a competição aumentou e a conveniência para o consumidor nunca foi tão grande. A digitalização promovida por essas novas formas de pagamento ampliou as oportunidades para empreendedores de diferentes portes, especialmente com a introdução de tecnologias como o “Tap to Phone”, que transforma o smartphone em uma máquina de pagamento.

Assista ao Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves, Priscila Gubiotti e Letícia Valente.

Conte Sua História de São Paulo: do “ding-dong” à banda de São Miguel Paulista

Atsushi Asano

Ouvinte da CBN

Foto de Hugo Martínez

Estudei no Colégio Estadual D.Pedro I, em São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo. Não é saudade, são flashes de memórias acesas pelos estímulos do Conte Sua História. 

Eram os anos de 1967 a 1973. Em pleno Governo Militar. O bairro era distante dos movimentos civis e de estudantes em defesa da Democracia. Estudava conforme as regras da época imposta aos estudantes do ginásio. No colégio, de famoso, havia estudado Antonio Marcos, o da Jovem Guarda.

Naqueles anos, do outro lado da Estrada Velha São Paulo-Rio,  em frente a escola, em um terreno vazio, levantava-se o prédio do mercado municipal e uma alta caixa d’água. Lá em cima da torre instalou-se um grande e único relógio com quatro faces.  Seus ponteiros marcavam a hora certa ao som do “ding-dong” que pautava o dia de moradores e estudantes.

Mais um flash se acende. 

Vejo agora a estrada velha, de pista simples, mão-dupla, calçadas por paralelepípedos. Vejo pela janela, na carreira de carteiras da sala de aula. Pela cortina aberta, observava: hora passavam carros, ônibus e caminhões. Hora passavam charretes e carroças. Muitas vezes presenciava as patas dos cavalos escorregarem com suas ferraduras nas pedras do piso liso e desgastado.

As lembranças seguem por aqui.

Todos os anos, lembro-me que eu desfilava pela escola, uniformizado, em marcha, seguindo a banda do colégio, com um sentimento que me faz viajar nas memórias de São Miguel Paulista.

Ouça o Conte Sua História de São Paulo

Atsushi Asano é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Envie seu texto agora para contesuahistoria@cbn.com.br Para ouvir outros capítulos da nossa cidade, visite o meu blog miltonjung.com.br e o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Blockchain revoluciona as compras públicas com mais transparência e segurança 

Por Marcus Vinícius Siqueira Dezem 

De acordo com pesquisa publicada há algumas semanas[i] pela Business Research Insight, o tamanho do mercado global de ferramentas de compras governamentais era de US$ 500 milhões em 2021 e, em 2032, deverá chegar a US$ 1,1 bilhão, o que representa uma taxa de crescimento anual de 7,99% no período.

Um dos motivos para isso é a utilização do blockchain, tecnologia em que cada registro ou transação é agrupado em blocos encadeados criptograficamente em uma cadeia linear. Segundo o relatório, a tecnologia blockchain tem ganhado força entre essas ferramentas: “à medida que os governos cada vez mais abraçam a transformação digital, a adoção do blockchain nos processos de compras cresceu”.   

O blockchain traz segurança, transparência e torna alterações impossíveis, sem a necessidade de um intermediário centralizado, aumentando a confiança entre as partes — características fundamentais para transformar diversas áreas da administração pública, principalmente em atividades que demandem controle, fiscalização e auditoria.  


Por essa razão, para identificar as áreas de aplicação de blockchain e de livros-razão distribuídos (Distributed Ledger Technology – DLT) no setor público, o Tribunal de Contas da União (TCU) realizou levantamento de auditoria, com o detalhamento dos principais riscos e fatores críticos de sucesso, além dos desafios para auditoria e controle (Acórdão nº 1.613/2020). 

Como destaca o relator do processo no TCU, ministro Aroldo Cedraz, “a característica descentralizadora das tecnologias blockchain e DLT pode acelerar a transformação digital do Estado, uma vez que a possibilidade de realizar transações autenticadas sem a necessidade de uma autoridade central facilita a implementação de serviços públicos digitais orientados ao cidadão”.  
  
Apesar dos benefícios, a adoção de blockchain pelos órgãos e entes da administração pública ainda enfrenta obstáculos, dada a falta de regulamentação governamental, o baixo número de profissionais com pleno domínio dos aspectos técnicos e riscos relacionados à segurança da informação.  
  
Não obstante as dificuldades, há iniciativas relevantes de utilização da tecnologia blockchain no campo das licitações e contratações públicas.  
  
Destaca-se, nesse sentido, a Solução Online de Licitação (SOL), um aplicativo para licitações, desenvolvido pelos Governos da Bahia e do Rio Grande do Norte, com apoio do Banco Mundial, que permite às organizações beneficiárias dos Projetos Bahia Produtiva (BA) e Governo Cidadão (RN) realizarem licitações para a compra e/ou contratação de bens, serviços e obras. Mais de 4 mil contratos foram efetivados pela plataforma, o que equivale a mais de R$ 30 milhões movimentados.  
  
Outro exemplo é a criação do Portal Nacional de Contratações Públicas pela nova Lei de Licitações (Lei Federal nº 14.133/2021), que tem por objetivo a concentração da divulgação dos principais atos procedimentais das contratações públicas em todo o território nacional. A ferramenta poderá ser decisiva para viabilizar a posterior adoção de blockchain nas contratações públicas por meio de uma possível integração com a Rede Blockchain Brasil (RBB), lançada em 2022, pelo TCU e pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).  
  
Observa-se que, pelas próprias dificuldades acima elencadas, a implementação da tecnologia blockchain no âmbito das contratações públicas deverá ocorrer paulatinamente, de acordo com as etapas do procedimento licitatório adotadas dentro da nova lei brasileira de licitações.  
  
Evidentemente, será necessário implementar metodologias no campo tecnológico computacional, promover a formação de profissionais multidisciplinares para aplicação e manutenção da tecnologia, bem como desenvolver e estabelecer parâmetros para a programação de contratos administrativos no formato smart contract.  
  
Dada essa complexidade, metodologias de criação de soluções como o Legal Design podem ser essenciais para o mapeamento dos problemas, elaboração de proposição de soluções efetivas, forma dos procedimentos, acesso às informações e experiência do usuário.  
  
Durante essa fase de design, uma análise de custo-benefício pode ser conduzida pela administração pública avaliando o emprego da tecnologia blockchain e suas várias configurações, considerando as atuais modalidades de processos de licitação.  
  
Em conclusão, a adoção de blockchain nas contratações públicas apresenta desafios, mas oferece significativos benefícios no que concerne à transparência, eficiência e segurança dos dados e informações. A implementação gradual, aliada a metodologias como o Legal Design, será essencial para superar obstáculos e maximizar os ganhos em governança e controle, pavimentando o caminho para uma administração pública mais moderna e orientada ao cidadão.  
  
Marcus Dezem é advogado especialista em Direito Público e Urbanístico do VBD Advogados.  

[i] https://www.businessresearchinsights.com/market-reports/government-procurement-tool-market-108844 

Mundo Corporativo: Katia Regina, da Nestlé, revela como a personalização de benefícios transforma o engajamento nas empresas.

Kátia Regina nos bastidores do Mundo Corporativo Foto: Priscila Gubiotti/CBN

“Se você não muda essa consciência de que, para ganhar o engajamento da pessoa, você tem que ir muito além do financeiro, coloca em risco a sustentabilidade da sua organização.”

Katia Regina

A transformação nas empresas não depende apenas de salários competitivos, mas da capacidade de oferecer bem-estar e reconhecimento que vão além do valor financeiro. Esse é o foco da entrevista com Katia Regina, Diretora Regional de Total Rewards da Nestlé para América Latina, que destaca a importância de uma gestão que valoriza o colaborador de maneira holística. Segundo ela, “as pessoas não buscam apenas o reconhecimento financeiro, mas também benefícios que impactem sua vida como um todo”. Esse movimento tem ganhado força, especialmente em meio às novas gerações.

No programa Mundo Corporativo, Katia compartilhou sua visão sobre como a valorização dos profissionais é essencial para a sustentabilidade das empresas. Ela destaca que o reconhecimento deve ser personalizado, levando em consideração as necessidades individuais de cada colaborador e suas famílias. “É uma transformação gigante da organização”, afirmou, ao explicar como a Nestlé tem desenvolvido estratégias voltadas para a saúde, bem-estar e qualidade de vida dos seus funcionários.

Personalização e a nova realidade do mercado

O desafio de atender a milhares de colaboradores com programas personalizados é grande, mas Katia Regina acredita que é possível. Na Nestlé, um exemplo disso são as avaliações de saúde realizadas anualmente, que geram dados importantes para a criação de programas focados nas necessidades específicas de cada grupo. “Nós temos uma população que está precisando melhorar o sono, e outra que precisa de suporte na saúde mental”, explicou. A personalização é essencial para garantir o engajamento, e a tecnologia tem sido uma aliada nesse processo.

Outro ponto levantado por Katia é a mudança de consciência que deve partir dos líderes. “Nós só vamos conseguir fazer essa transformação cultural se o líder entender que isso é importante para ele e para suas pessoas”, disse, enfatizando a necessidade de uma liderança comprometida com o bem-estar de seus times.  

Uma trajetória marcada pela inclusão e liderança transformadora

Katia Regina construiu uma carreira sólida na Nestlé, onde começou como estagiária e, ao longo de mais de 20 anos, passou por diversos cargos, como assistente, analista e trainee, até assumir a posição de Diretora Regional de Total Rewards para a América Latina. Hoje, lidera iniciativas que impactam mais de 56 mil vidas, entre colaboradores e seus dependentes, com foco na personalização de benefícios e na equidade salarial, especialmente em relação à diversidade de gênero e raça.

Como mulher negra e cadeirante, Katia traz uma perspectiva única para a inclusão dentro da empresa, sendo uma defensora da importância de reconhecer as necessidades individuais de cada funcionário. Refletindo sobre sua trajetória, Katia destaca: “Eu acho que essas minhas qualidades me ajudaram a estar no cargo onde eu estou, porque as empresas hoje são muito mais diversas e só consegue falar com propriedade quem realmente entende do tema.” Agora, ela se prepara para mais um desafio, assumindo novas responsabilidades com sua transferência para o México, reforçando seu compromisso com a valorização e o bem-estar dos colaboradores.

Ouça o Mundo Corporativo

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Mundo Corporativo: Lucia Mees, da IPM, fala de cuidados no uso da IA e a inovação no setor público

Lucia Mees nos bastidores do Mundo Corporativo. Foto: Priscila Gubiotti/CBN

“Pensa e analise muito bem a situação atual do seu mercado. Entenda profundamente o presente para que, então, você consiga criar soluções para o futuro.”

Lucia Mees, IPM

A transformação digital já deixou de ser uma tendência e passou a ser uma exigência no ambiente corporativo. Mas será que estamos aplicando as ferramentas certas para isso? Segundo Lucia Mees, vice-presidente da IPM Sistemas, há um perigo em tratar a inteligência artificial como a solução para todos os problemas. “Talvez a IA não seja a grande ideia”, alerta. Essa reflexão sobre o uso exagerado da IA, sem entender seu real valor para o negócio, foi o ponto central de sua participação no programa *Mundo Corporativo*, da CBN.

Lucia, que atualmente está cursando um MBA em Stanford, compartilhou sua experiência à frente da IPM, empresa que desenvolve soluções tecnológicas para o setor público. Ela destacou que, apesar do potencial da inteligência artificial, “não dá para simplesmente adotar a tecnologia sem entender profundamente o seu modelo de negócio e o que o cliente realmente precisa”.

O erro comum ao implementar IA nas empresas

Durante a entrevista, Lucia trouxe um dado revelador: apenas 50% dos projetos que utilizam IA conseguem sair do protótipo para o lançamento. “Isso significa que ainda tem muito dinheiro sendo perdido, e muitas vezes nem percebido”, explicou. O problema, segundo ela, não é a tecnologia em si, mas a falta de preparação das empresas e dos líderes para entenderem como aplicá-la corretamente.

Lucia também apontou que um dos maiores erros das companhias é tratar a IA como uma solução universal. “Muitas vezes, as empresas usam a inteligência artificial como um martelo procurando pregos, mas não é assim que funciona. Precisamos analisar o que realmente pode ser resolvido com IA e o que pode ser feito com soluções mais simples e já conhecidas”, afirmou.

Ela sugere que, antes de investir pesado em novas tecnologias, as empresas precisam entender se possuem os dados e a estrutura necessária para isso. “Será que é isso que o meu cliente quer, ou será que ele só queria uma interface mais amigável?”, questiona.

Inovação no setor público e a importância do erro

Lucia também abordou o impacto da inovação no setor público, onde a IPM Sistemas atua, criando soluções que melhoram a eficiência e a gestão dos serviços públicos. “O desafio maior é como criar um ambiente que estimule a inovação sem medo de errar”, disse. Segundo ela, a inovação verdadeira só acontece quando as empresas permitem que os funcionários errem e aprendam com os erros.

Ela destacou que as empresas devem criar um espaço seguro para a discussão e o questionamento, onde seja possível discordar e explorar diferentes perspectivas. “Errar faz parte do processo de inovação. Se os líderes não entenderem isso, vão continuar tendo equipes com medo de propor ideias novas”, ressaltou.  

A IA que torna mais fácil a vida do cidadão

A IPM desenvolveu um serviço de inteligência artificial chamado Dara, voltado para simplificar a interação do cidadão com o setor público. Utilizando uma interface amigável via WhatsApp, Dara permite que o cidadão resolva questões como o agendamento de consultas médicas de forma automatizada e eficiente, sem a necessidade de navegar por menus complexos ou acessar diversos sites. “Com o Dara, estamos oferecendo uma experiência simplificada e mais prática para o cidadão, que pode resolver suas demandas diretamente do celular, como se estivesse conversando com um amigo”, destacou Lucia Mees. Segundo ela, essa inovação já está proporcionando uma economia significativa no setor público, além de melhorar a experiência do usuário.

De acordo com Lucia, existem outras soluções inovadoras que já impactam positivamente a gestão pública, como o sistema ERP em nuvem que integra todas as áreas da administração municipal, permitindo acessibilidade e agilidade no processamento de dados. Um exemplo prático é o uso da inteligência artificial preditiva para identificar potenciais problemas de saúde pública, como prever o risco de infartos e diabetes em determinados grupos da população, com 18 meses de antecedência, a partir de dados rotineiros. “Nossa tecnologia permitiu, por exemplo, reduzir filas no SUS e melhorar a alocação de recursos de forma mais eficiente, gerando uma economia de até R$ 6 bilhões anuais”, explicou Lucia.

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Conte Sua História de São Paulo: um hino à cidade

Vera Mantovani

Ouvinte CBN

Eu e minhas irmãs crescemos ouvindo minha mãe contar que, por ocasião de sua formatura do curso primário, em 1932, num grupo escolar na rua Augusta, ela cantou um hino composto, letra e música, por um maestro. Dona Lydia – Lydia Yolanda Meira – apesar de não lembrar mais o nome do maestro, sabia que ele havia pedido às alunas que não deixarem o hino cair no esquecimento.

Muitos anos passaram e já com idade avançada perseguiu o objetivo de ver o hino em partitura. O único material que tinha era um CD, gravado por um neto, onde cantou a letra  que estava guardada em sua memória.

A busca continuou até que um maestro da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo se sensibilizou e presenteou-a com a partitura do Hino a São Paulo que tinha essa letra:

Letra 

I

São Paulo berço formoso                                                          

De nobre gente imortal                                       

É o meu torrão generoso                                     

É a minha terra natal !                                           

II                                                                  

Os meus avós denodados

Vivem gigantes na história                                                      

Com seus nomes honrados                                   

Resplandecentes de glória !                                   

Coro:                                                                         

Glória ao heroi bandeirante                                   

Ao paulista varonil

Pioneiro, vigilante                                                    

Da grandeza do Brasil….

Hei de amar-te ó minha terra

Hei de amar-te até morrer

Quer na paz ou quer na guerra

O teu nome enaltecer !

III

Deus me conserve esta graça

De ser paulista altaneiro

E justo orgulho de raça

E do torrão brasileiro!

IV

Filho de um povo valente

Sou franco, altivo, leal

Sempre serei combatente

Da justiça e do ideal!

Ouça o Conte Sua História de São Paulo

Vera Mantovani e a mãe dela, Lydia Yolanda Meira, são personagens do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também a sua história, escreva seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br.

Conte Sua História de São Paulo: as frases do realejo do Parque do Trianon

Tania Plapler Tarandach 

Ouvinte da CBN

Sou a primeira criança brasileira em uma família de judeus fugidos da Polônia por causa do antissemitismo, nascida nesta Pauliceia, chamada “desvairada”. Minha mãe deixou uma pequena cidade, no norte do Paraná, especialmente para dar à luz na Avenida Paulista. Ali, na esquina com a Alameda Rocha Azevedo onde hoje está uma agência da Caixa Econômica e o restaurante Spot, que eu nasci. Um casarão no meio de um jardim, todo verde. Me levaram para o Paraná, porém, São Paulo era o meu lugar.

Viemos, meus pais e eu, para morar na rua Oriente, no Brás. Minha alegria de menina, quase sete anos, era quando chegava o fim de semana. Ai eu voltava para a Avenida Paulista. Para o Parque Trianon. Lugar todo verde, com as árvores muuuito altas, os bancos de madeira, onde sentávamos para respirar o ar puro do lugar. E tinha um prêmio: antes de ir embora, no portão do parque, lá estava o homem do realejo, girando a manivela sempre com a mesma música. Aquele pássaro que saia da gaiola, olhava pra mim e bicava uma folhinha de papel, escolhida entre tantas dentro da caixinha: umas amarelas, outras verdes, rosas e azuis, todas bem clarinhas. Cada vez ele me entregava uma frase mais linda que a anterior. Era tão bom que faz minha felicidade recordar até hoje, cada vez que vou ao Trianon (e vou bastante, pois moro perto).

Sou uma Paulistana (com P maiúsculo) da Avenida Paulista! Orgulhosa desse título, faço coro com o poeta Guilherme de Almeida, na frase escolhida para o brasão da cidade: ”non ducor, duco”! Não sou conduzido, conduzo!

Ouça o Conte Sua História de São Paulo

Tania Plapler Tarandach é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Envie agora o seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade, visite o meu blog miltonjung.com.br e o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Entenda como é a eleição para vereador

Os caros e raros leitores deste blog que conhecem minha história sabem que tenho uma predileção pelas eleições de vereadores. Desde os tempos em que a cobertura jornalística sobre as causas da cidade era meu foco principal, a Câmara Municipal foi alvo do meu olhar mais apurado. Foi naquela época, em que apresentava o CBN SP, que lancei a ideia do Adote um Vereador, movimento que pretendia inspirar o cidadão a fiscalizar o trabalho do legislativo e alertar para a responsabilidade que temos na escolha de nosso representante no parlamento.

Uma das dúvidas mais comuns, especialmente neste período eleitoral, é como funciona uma eleição proporcional. Esse sistema é diferente do majoritário, usado para eleger prefeitos, governadores e presidentes. A intenção da legislação ao propor um sistema diferente para os parlamentos é distribuir as cadeiras de forma proporcional ao total de votos recebidos por partidos ou federações.

Atenção: as coligações de partidos só existem para a eleição de prefeito. Na eleição para vereador, é cada um por si. E o eleitor, por todos.

Dito isso, é preciso entender que, na eleição para vereador, não são necessariamente os candidatos mais votados que se elegem. Quem ganha uma cadeira na Câmara Municipal são os vereadores mais votados dos partidos mais votados.

Eu explico para você.

Na eleição parlamentar, existe a regra do quociente eleitoral, um conceito que costuma aparecer apenas às vésperas da eleição. Para ajudar você a entender como funciona, segue um passo a passo simplificado:

Como funciona o Quociente Eleitoral (QE)

O quociente eleitoral é o número de votos válidos (excluindo nulos e brancos) dividido pelo número de vagas disponíveis na Câmara Municipal. No caso de São Paulo, são 55 vagas. Há cidades com apenas nove vagas.

Fórmula: QE = número de votos válidos / número de cadeiras.

Exemplo: Se houver 3.000.000 de votos válidos e 55 cadeiras para vereador, o quociente eleitoral será de 54.545 votos. Ou seja, cada partido ou federação precisa atingir esse número de votos para eleger um vereador.

A título de informação: o Quociente Eleitoral em 2020, em São Paulo, foi de 92.738 votos. Naquele anom, tivemos 5.080.790 votos válidos para vereador.

Como funciona o Quociente Partidário (QP)

Depois de calculado o quociente eleitoral, calcula-se o quociente partidário, que define quantas cadeiras cada partido ou federação terá. Para isso, divide-se o número de votos que cada partido ou federação obteve pelo quociente eleitoral.

Fórmula: QP = número de votos do partido ou federação / quociente eleitoral.

Exemplo: Se um partido obteve 200.000 votos e o quociente eleitoral foi de 54.545, esse partido elegerá três vereadores, pois 200.000 / 54.545 ≈ 3,66 (o número é arredondado para o número inteiro).

E o que acontece com as sobras?

Após a aplicação do quociente partidário, pode haver vagas restantes. Essas vagas são distribuídas através de um novo cálculo, conhecido como distribuição das sobras. Para isso, são considerados os partidos que atingiram ao menos 80% do quociente eleitoral. As sobras são distribuídas com base em uma fórmula que favorece os partidos com mais votos, sem depender diretamente do quociente eleitoral.

Afinal, quem são os candidatos eleitos?

Dentro de cada partido ou federação, são eleitos os candidatos mais votados, desde que tenham recebido no mínimo 10% do quociente eleitoral (votos nominais). Ou seja, o candidato precisa ter um número mínimo de votos para poder ser eleito, independentemente do desempenho do partido.

Exemplo prático:

Se o quociente eleitoral for de 54.545 votos e um candidato tiver menos de 5.454 votos, ele não poderá ser eleito, mesmo que seu partido tenha conseguido vagas.

Observação importante:

Desde 2020, coligações entre partidos para eleições proporcionais não são mais permitidas. Ou seja, os votos são contados apenas dentro do próprio partido, e não entre coligações de vários partidos, como acontecia anteriormente.

Partidos que não atingem o quociente eleitoral ainda podem eleger candidatos nas vagas de sobra, desde que tenham obtido ao menos 80% do quociente eleitoral.

Em resumo, a vitória de um candidato a vereador depende do desempenho do partido nas urnas e também de quantos votos pessoais ele recebe. O sistema busca garantir uma representação proporcional à quantidade de votos que cada partido recebeu na eleição.

Fernando Haddad no Jornal da CBN: do controle de gastos nas BETs ao controle das contas do Governo

O ministro da Fazenda Fernando Haddad anunciou o bloqueio de até 600 plataformas de apostas e jogos eletrônicos que funcionam no Brasil e não pediram a regulamentação ao Governo Federal. “Se você tem dinheiro em casa de aposta (ilegal), peça restituição já”, disse o ministro na entrevista que fizemos na edição desta segunda-feira, no Jornal da CBN.

Tirar do ar esses sites é apenas parte do problema. Os números divulgados pelo Banco Central na semana passada mostram o tamanho do desafio: entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões foram transferidos via Pix de pessoas físicas para a jogatina eletrônica, neste ano. O que mais causou espanto: em agosto, 5 milhões de beneficiários do Bolsa Família destinaram R$ 3 bilhões para esses jogos online. 

Proibir aposta com uso do cartão dos programas sociais e com cartão de crédito, acompanhamento do CPF dos apostadores com alertas para gastos excessivos e limite no uso do Pix são algumas das medidas que o Governo vai anunciar nesta semana, segundo o ministro.

Ao mesmo tempo que tenta controlar os gastos abusivos de jogadores endividados e viciados, Haddad tem a tarefa de controlar as contas públicas do Governo. O ministro reforçou a necessidade de respeitar o arcabouço fiscal aprovado pelo Congresso para controlar os gastos públicos e, assim, criar condições para a redução das taxas de juros e incentivar o investimento. Ele alertou que o descontrole das despesas pode levar ao aumento da dívida pública, comprometendo o crescimento econômico sustentável do Brasil.

A entrevista completa você assiste no vídeo acima.

Do rádio à liderança corporativa: conheça Mílton Jung, jornalista, escritor e especialista em comunicação

Texto produzido por Rovella & Schultz Boutique Press

Na CBN, Mílton Jung apresenta o Jornal da CBN e o Mundo Corporativo (foto)

Natural de Porto Alegre, Mílton Jung começou sua trajetória na área da comunicação desde cedo, seguindo os passos de sua família de radialistas e jornalistas. Ainda criança, já frequentava redações e estúdios em sua cidade, onde desenvolveu sua paixão pelo jornalismo. Esse interesse o levou a se formar em Jornalismo pela PUCRS – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e, posteriormente, a complementar sua formação com uma especialização em Marketing Digital pela Digital House Brasil.

Jung iniciou sua profissão nas rádios Guaíba e Gaúcha passando pelo jornal Correio do Povo. Na televisão, foi repórter da Rede Globo em 1992, logo depois apresentou o Jornal da Cultura e o programa 60 Minutos pela TV Cultura até 1999 e, em seguida, comandou o Leitura Dinâmica na Rede TV. Com uma carreira sólida, Milton é um dos nomes mais respeitados do jornalismo brasileiro. Habilidades como ouvir, aprender e ter empatia, além, claro, da sua competência, o levaram a ser atualmente âncora nos programas Jornal da CBN e Mundo Corporativo, da rádio CBN e também a atuar como Associate Professor da WCES.

Mesmo com todo o seu sucesso na rádio, Mílton Jung também tem muito êxito como autor de cinco livros. Seu primeiro lançamento foi “Jornalismo de Rádio” (2004), pela editora Contexto, seguido de “Conte Sua História de São Paulo” (2008), pela editora Globo, e “Comunicar para liderar” (2015), em coautoria com a fonoaudióloga Leny Kyrillos, também pela Contexto. Logo depois vieram “É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com os nossos filhos” (2018), pela Best Seller do Grupo Editoral Record, e sua mais recente coautoria “Escute, expresse e fale!” (2023), pela editora Rocco, onde explora a comunicação eficaz e a expressão pessoal.

Os atributos do Milton não param por aqui, como especialista em comunicação e liderança, ele também é palestrante, frequentemente convidado por empresas e instituições para compartilhar seus conhecimentos sobre como melhorar habilidades de influência e comunicação no ambiente corporativo. Sua expertise foi construída por meio da governança de equipes e da moderação de discussões sobre temas relevantes no rádio.

Ao longo de sua carreira recebeu prêmios importantes como o Comunique-se 2014, que o reconheceu como o melhor âncora de rádio do Brasil e o prêmio especial do júri da APCA, também em 2014, na categoria rádio.

Para saber mais sobre Mílton Jung visite seu site  https://miltonjung.com.br/ e acompanhe suas reflexões e entrevistas no programa Mundo Corporativo, que vai ao ar todos os sábados às 8h15 na rádio CBN. Fique também por dentro de suas atualizações e conteúdos nas redes sociais pelo perfil @miltonjung.

Informações para a imprensa:

Rovella & Schultz Boutique Press

Marta Rovella Schultz – Roberta Rovella Radichi

Fones: (11) 3039.0777 e (11) 96459.1070

www.rovellaschultz.com.br / @rovellaschultz