Conte Sua História de São Paulo 465 anos: a árvore de Natal da estação de ferro Sorocabana

 

Por Evelyn Bighetti
Ouvinte da CBN

 

 

Morei no bairro da Penha por muitos anos. Eram duas casas. Na da frente, moravam meus pais, eu e meu irmão. Na dos fundos, meus avós, pais do meu pai. Na lateral das casas, tinha um jardim muito florido, um galinheiro, algumas árvores frutíferas e um corredor comprido e largo.

 

De tempos em tempos, meu pai nos levava, eu e meu irmão, para passear no Jardim da Luz. Um lugar lindo, com chafariz, peixes no lago, muitas árvores, bancos e mesas para fazer piquenique. Lá perto ficava a Estação de Ferro Sorocabana, hoje conhecida como Estação Júlio Prestes. Na época do Natal, bem na entrada da estação, era montada uma árvore muito linda, repleta de bolas coloridas, enfeites imitando neve e pisca-pisca. Era tão alta que alcançava o teto. Meu pai sempre nos levava lá para vê-la. Para mim, ela era enorme e linda.

 

 
Perto da Estação de Ferro Sorocabana ficava o principal Terminal Rodoviário da Luz, o único da cidade de São Paulo naquela época. Quando meu pai resolvia e ir para o litoral, ele comprava só duas passagens de ônibus. Uma para ele e a outra para minha mãe, sobrando o colo deles para mim e meu irmão — um desconforto total.

 

Atualmente, perto desses lugares, foi construído o SESC Bom Retiro, onde duas vezes por semana faço aulas de natação. Para chegar até lá, passo próximo do Jardim da Luz, da extinta Estação de Ferro Sorocabana e dos escombros do Terminal Rodoviário da Luz. Fico muito triste com o que restou de toda aquela região, hoje numa decadência total. As ruas estão deploráveis, com lixo em toda parte.Roupas jogadas pelas ruas. A rodoviária foi demolida, talvez por tantas invasões de usuários de crack — esses farrapos humanos, jogados pelas ruas, escondidos em tendas para ninguém vê-los fumar o cachimbo.

 

A Estação de Ferro não tem mais aquele glamour, está meio abandonada. Os trens que partiam de lá para vários municípios de São Paulo só vão, agora, até a Barra Funda. 

 

Só não levaram as minhas boas lembranças da cidade.

 

Evelyn Bighetti é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio e a interpretação de Mílton Jung. Para participar deste quadro, envie seu para contesuahistoria@cbn.com.br

 
 
 

Conte Sua História de SP: atravessava a rua sonhando estar a caminho da escola

 

Por Rosmari Ghellery

 

 

No Conte Sua História de São Paulo, o texto da ouvinte-internauta Rosmari Ghellery:

 

Cheguei em São Paulo aos quatro anos de idade e desci na estação da Luz.

 

Minha primeira recordação é do Jardim da Luz com suas árvores imensas e suas alamedas sombreadas.

 

Fomos morar na Vila Esperança, em frente a uma escola primária que abrigava meus sonhos de aprender. Ficava próxima a estrada São Miguel, na época apenas uma rua comprida e asfaltada, onda havia um guarda de nome Senhor Luis, que era o encarregado de atravessar as crianças da escola, na perigosa travessia da estrada.

 

Recordo-me com carinho quando, de tanta insistência de minha parte, ele também me atravessa para lá e para cá, acolhendo meu sonho de menina de ser igual as outras crianças que frequentavam a escola.

 

Mudamos para o bairro da Penha e, finalmente, pude ser matriculada na escola estadual Santos Dumont. Foram quatro anos de magia do aprendizado.

 

Consegui bolsa para estudar no Liceu Santo Afonso, onde concluí o secundário. E de lá para o Ateneu Rui Barbosa, para a formação no científico.

 

Na época, as escolas participavam dos desfiles cívicos com fanfarra e porta bandeira, deixando em todos os alunos a sensação de orgulho por serem todos brasileiros.

 

Bairro bom e generoso, com suas ladeiras, suas festas religiosas, e as procissões em louvor a Nossa Senhora da Penha.

 

Aos 15 anos, consegui meu primeiro emprego … quanta alegria ao receber o primeiro pagamento e entregar para mamãe. A sensação foi tão boa que nunca mais parei de trabalhar.

 

Aprendi a tomar ônibus e saí para conquistar São Paulo.

 

Que cidade linda, movimentada, pujante! Rua Direita, viaduto do Chá, praça da República … quanta beleza e alegria no ir e vir das pessoas.

 

Havia a linha de ônibus Penha/Lapa, que cruzava São Paulo e atendia a maioria das pessoas. Ônibus lotado, com horário certo para a saída, confiável para quem precisava trabalhar.

 

Recordo-me do bar Brahma, do som de piano, acompanhando o chope sempre bem tirado; da Liberdade com sua diversidade cultural; da Paulista, centro febril de desenvolvimento financeiro.

 

São Paulo com seus lindos prédios, inúmeras possibilidades de emprego, capaz de abrigar todos os sonhos … e que abrigou e acolheu os meus!

 

 
Rosmari Ghellery é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Claudio Antonio. Conte você também mais um capitulo da nossa cidade: escreva para milton@cbn.com.br.
 
 

Conte Sua História de SP:”chocar” no bonde era a minha diversão, na Penha

 

Por André D’Elia Neto
Ouvinte-internauta da CBN

 

 

Na Penha de antigamente, o modo mais barato de se chegar era de bonde. Tinha o bonde aberto e o bonde camarão (todo fechado).

 

Meus avós moravam na rua Comendador Cantinho que, para chegar no Largo da Penha, tinha um forte aclive e uma curva.

 

Na época, por volta de 1954, eu tinha 11 anos e minha distração preferida quando ia visitar meus avós era ficar no inicio da curva, quando a velocidade era reduzir para “chocar” – isto é, pegar o  bonde andando e ir até o Largo da Penha.

 

Como você vê, não tínhamos noção dos perigos que nos causar. Mas era muito gostoso e rendeu esta história para contar.

 

Saudade dos bondes!

 

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar, aos sábados, no CBN SP, tem a sonorização do Cláudio Antonio e narração de Mílton Jung

Conte Sua História de SP: a guerra de mamonas no bairro da Penha

 

Por Rodolfo Eufrásio da Silva
Ouvinte-internauta

 

 

Nascido no Brás, infância no Belenzinho e adolescência na Penha. Paulistano de corpo e alma, belo! Lembranças de um tempo onde garoava em São Paulo, os litros de leite eram de vidro e o pão chamado de bengala. O Grupo Escolar Amadeu Amaral e o policial com apito, parando o trânsito para que pudéssemos atravessar o Largo São José do Belém. Coincidência ou não, tínhamos em cada extremo de nosso bairro três torrefações de café: Moka, Seleto e Jardim, que todas as tardes lançavam ao ar um maravilhoso aroma de café torradinho.

 

No início dos anos 70, mudamo-nos para a Penha, bairro também tradicionalíssimo, mas com características completamente diferentes, um jeito de interior, com centro comercial movimentadíssimo, cheio de vitrines e muitas pastelarias chinesas, rodeado por vilas tranquilas, campos de futebol, córregos e grandes espaços livres, onde travávamos guerras de mamona, arremessadas por nossos estilingues nos garotos da outra vila. Pipas, bolinhas de gude e peões passaram a fazer parte de minha vida. Nessa época, o ponto alto de nossos fins de semana eram os bailinhos de garagem, os vinis rodando em vitrolinhas portáteis, dançando juntinho um prá lá e prá cá, corações disparados em clima romântico num sonho adolescente. John Travolta, com seus Embalos de Sábado à Noite, motivou a abertura de grandes discotecas e viramos fregueses de carteirinha da Toco, na Vila Matilde.

 

Com a necessidade de se começar a trabalhar cedo, geralmente como office-boy, nos abria a porta desse grande mundo que era o centro de São Paulo. Filas em cartórios, bancos, repartições públicas reuniam centenas de garotos, com suas pastinhas debaixo do braço. Inúmeras vezes fazia a pé o percurso Praça da Sé, Praça da República, Consolação, Paulista, Brigadeiro e retornando a Sé, verdadeira São Silvestre, só para economizar os trocados do ônibus, sonhando com aquele tênis Germade! Alimentação saudável: pastéis, esfihas, coxinhas e churrasco grego com suco grátis, várias vezes ao dia. Voltar do trabalho para casa através do inesquecível Lapa Penha, sempre extremamente lotado. Jantar, pegar os materiais, se trocar, escovar os dentes, arrumar o cabelo, nem sempre nessa ordem era o ritual obrigatório diário para se ir ao colégio. Tudo muito difícil mas que marcou nossas vidas de uma forma maravilhosa e inesquecível! Parabéns São Paulo, meu berço, meu amor!

Conte Sua História de SP: nada como a Holanda para enfrentar ETs

 

 

Por Álvaro Donizeti de Carvalho
Ouvinte da rádio CBN

 

Acompanhe o texto completo enviado pelo ouvinte; e no arquivo a seguir, ouça o programa que foi ao ar no CBN São Paulo, sonorizado pelo Cláudio Antonio

 

 

Bairro da Penha, verão de 1976. Tempos áureos do Mercado Municipal que resistiu bravamente a um incêndio na década passada, da belíssima Basílica de Nossa Senhora da Penha, da Loja Eletroradiobraz que virou Extra, da papelaria “A Estudantil” na rua Dr. João Ribeiro, e da charmosa “Loja das Bagunças” na Av. Penha de França, atrás da Igrejinha do Largo do Rosário que, assim como a Estudantil, permanece imponente no endereço original.

 

Na “Loja das Bagunças”, meus pais compraram meu primeiro carrinho de brinquedo: o famoso Pé na tábua, um carrinho de fórmula 1 feito de plástico movido pelo impulso de ar que recebia de um tipo de fole que se encaixava na parte de trás do brinquedo. Bastava pisar no fole e o bicho saia em disparada. Na papelaria “A Estudantil” comprávamos o material escolar que não encontrávamos no bazarzinho da simpática dona Herminda que funcionava bem ao lado da escola: o Grupo Escolar Esther Frankel Sampaio onde eu estudava.

 

Os alunos das escolas públicas estaduais usavam avental branco com um mapa vermelho do estado de São Paulo estampado em um bolso gigante no lado esquerdo do peito. Naqueles tempos, a escola pública era de respeito e nós, alunos, ficávamos em pé quando os professores ou o diretor entravam na sala de aula.

 

Eu, na época com 11 anos, levava a típica vidinha de moleque dos anos 1970: futebol no campinho de terra batida, na travessinha da Rua Barra do Rio Grande; pião, bola de gude, taco, pipa nas férias de janeiro e julho, pega-pega e até queima (quando as meninas nos desafiavam). Depois do futebol, a gente corria para a vendinha do Seu João, palmeirense roxo, que ficava lá na Rua Goiapi para encher a pança de doce e refrigerante. Na vendinha o cliente comprava fiado e deixava marcado numa caderneta que o dono preenchia à mão mesmo. Nossos pais, lógico, só ficavam sabendo daquele montão de doces no fim do mês quando acertavam as contas com o Seu João. Era bronca para todo lado.

 

Vou narrar um caso que me lembra o Hospital da Penha, que durante décadas, foi a opção de tratamento mais tradicional da região. No início, apesar de particular, o hospital possuía convênio para atendimento público (anos 1970 e 1980). Durante os anos 1990 passou a atender exclusivamente como hospital particular. Fechou no início dos anos 2000 e reabriu administrado pelo Sociedade Beneficência Portuguesa. Eu e todos os meus irmãos nascemos lá. O prédio na rua Santo Afonso (ao lado da Igreja Velha da Penha) que durante tempos foi usado como consultório, não foi reaproveitado e hoje está para alugar. Pena, pois pela beleza arquitetônica deveria ser tombado. O outro prédio, na rua Arnaldo Vallardi Portilho ainda não foi totalmente reativado, mas conserva incrivelmente o mesmo aspecto de décadas atrás.

 

Eu preferia brincar na rua como a maioria dos moleques, mas também assistia à TV quando, nos horários em que minha mãe ia trabalhar, ficava encarregado, com o meu irmão, de tomar conta da casa e de nossa irmãzinha chorona e babona de apenas 3 anos de idade. Bem, garoto que se prezava não gostava de assistir à novela. Preferia Ultraman, Vingador do Espaço, Fantomas ou qualquer outra atração grotesca que tivesse monstros no enredo.

 

Foi naquele verão que, apesar do ótimo desempenho escolar, bom relacionamento com vizinhos, amigos e até de tocar na banda da escola (que a gente chamava carinhosamente de fanfarra), o garoto que vos escreve passou a ter certos “pesadelos noturnos” nos quais a Terra era invadida por seres extraterrestres os quais controlavam monstros gigantes que destruíam tudo que encontravam em seu caminho. Durante à noite, eu levantava e corria pela casa dormindo, gritando e acordando todo mundo para que fugissem dos tais alienígenas.

 

Depois de cortar sem resultados a TV, meus pais, já preocupados com a situação, resolveram procurar um médico. O bom doutor me examinou, fez um montão de perguntas para ver se eu regulava bem das ideias e, depois de muito coçar a cabeça, resolveu me encaminhar para um exame neurológico, que consistia na extração, por meio de seringa com agulha, de líquido da medula espinhal (dói só de lembrar isso!!!).

 

Naturalmente, meus pais tentaram me tranquilizar dizendo que era só uma “picadinha”. Eu, malandramente, logo quis aproveitar a oportunidade para fazer uma chantagenzinha: concordei em fazer o exame desde que eles me comprassem o jogo de futebol de botão da seleção da Holanda.

 

Lembro-me que o exame estava marcado para a manhã de um sábado e lá fomos nós para o hospital. No caminho, fiz minha mãe parar no pequeno bazar da japonesa que ficava no finzinho da Rua Penha de França ao lado do mercado da Saúde (início da Avenida Cangaíba) para mostrar o jogo de futebol de botão que eu queria ganhar.

 

Chegamos adiantados ao hospital e lá conhecemos uma jovem e simpática senhora que também aguardava o exame. Ela era loira, bonita, aparentava ter por volta de 40 anos e era muito comunicativa. Conversa vai, conversa vem e ninguém falava em outra coisa além do “bendito exame.”

 

Ela entraria antes de mim e havia outros pacientes que fariam o exame depois. Eu tinha saído de casa tranquilo mas aos poucos fui ficando desesperado com tanto burburinho:  “fulano não sentiu nada, mas ciclana quase morreu”,  “ouvi falar que a agulha é pequena!” ” Não, a agulha parece carga de caneta bic!”. Percebendo que eu estava de olhos arregalados e apavorado com os comentários dos outros pacientes, a jovem senhora e a minha mãe tentaram desconversar. “É muito tranquilo. Meu sobrinho que é pequenininho já fez e nem chorou” – disse a mulher com um sorriso nada convincente. A enfermeira então apareceu na sala e chamou a jovem senhora. Acompanhada pela irmã e pela enfermeira, ela rumou para o fim do corredor meio escuro onde ficava a salinha do médico.

 


Minha mãe então recomendou: – fica quietinho que vai acabar logo e a gente vai pra casa. No entanto, a mulher não saía mais da sala do médico e eu ali paralisado não conseguia tirar os olhos daquele corredor escuro. Depois de um tempão, vi que três vultos vinham caminhando. Era a jovem senhora, escorada de um lado pela irmã e do outro pela enfermeira. Ela que tinha pele clarinha estava vermelha como um pimentão maduro. Ao chegar perto de mim, fitou-me com os olhos ainda cheios de lágrimas e balbuciou, com a voz toda trêmula: – Não dói nada, não… O quê? Não tive dúvidas, aos berros fui me afastando e gritei para a o bairro inteiro da Penha ouvir: – Não quero, não vou fazer, eu vou embora! Naquele momento, minha mãe toda envergonhada, a enfermeira e outros pacientes tentavam me agarrar e me arrastar para a sala do médico, que, ao ouvir a gritaria saiu até o corredor para saber que “barraco” era aquele. Não teve jeito, Nem médico, nem enfermeira, nem os outros pacientes conseguiram me segurar. Como um foguete eu ganhei a rua e ainda ouvi o médico gritar algum tipo de elogio que eu não entendi, mas também não fiz a menor questão de saber o que era.

 


No caminho de volta, sozinho e ainda assustado, passei em frente ao pequeno bazar da japonesa para dar “adeus” ao presente que eu certamente não iria mais ganhar. Morávamos em um sobrado e eu, com medo de levar umas belas palmadas, tratei logo de subir no telhado e puxar a escada para não ser alcançado. Assim foi o sábado inteiro, sem café nem almoço, até que, à noite, meus pais finalmente me convenceram a descer prometendo que eu não seria punido. Tive apenas que escutar um longo sermão durante o jantar. Eles decidiriam, depois, se remarcariam, ou não, o exame médico. Nem foi preciso. Eu nunca mais tive pesadelos. O medo da tal agulha gigante que parecia “carga de caneta bic” espantou, para sempre, os seres espaciais.

 


Bem, a vida segue. Hoje, adulto, acho graça quando vejo as crianças assistindo aos seriados bobos de monstros na TV e sempre que passo pela Penha, lembro, com saudades, daquela travessura de meus tempos de moleque.

 

Conte Sua História de SP: diversão no cinema do bairro

 

Carlos Antonio Nóia de Sousa, nascido em 1960, na capital paulista, é o personagem do Conte Sua História de São Paulo. Filho de alagoanos, foi criado no bairro da Penha, na zona leste, e em depoimento ao Museu da Pessoa, lembra que na São Paulo dos anos 1970 o cinema de bairro era a principal atração para as crianças e adolescentes:

 

 
Ouça o depoimento dele ao Museu da Pessoa, sonorizado pelo Cláudio Antonio.

 

Conte você também mais um capitulo da nossa cidade. Agende um entrevista em audio e video no site do Museu da Pessoa ou mande seu texto para milton@cbn.com.br.

Conte Sua História de SP: Roupa chique na Penha

 

Odete Gouveia

No Conte Sua História de São Paulo, a personagem é Odete Gouveia Alves, de pais portugueses e coração paulistano. Nasceu na Vila Formosa, em 1945, mas viveu mesmo no bairro da Penha, na zona leste da capital.

No depoimento ao Museu da Pessoa, Dona Odete falou do quanto ama ver São Paulo do topo de seus prédios mais altos, mas não esconde que gosta mesmo é de falar das marcas do passado como a procissão nas ruas da Penha e a roupa chique para ir ao cinema.


Ouça o depoimento de Odete Gouveia Alves sonorizado por Cláudio Antônio

O Conte Sua História de São Paulo é uma parceria da CBN e do Museu da Pessoa e vai ao ar, sábados, logo após às 10 e meia da manhã, no CBN SP. Você também pode contar mais um capítulo da nossa cidade. Agende uma entrevista ou envie seu texto ao site do Museu da Pessoa.

Foto-ouvinte: kombi reciclável

 

kombi reciclagem

A cidade faz de conta que leva a coleta seletiva a sério enquanto uma rede paralela faz do material reciclável sua forma de vida. E usa dos recursos que tem em mãos para levar tudo aquilo que seria desperdiçado na lata de lixo do paulistano por falta de um serviço oficial capaz de atender a demanda existente na capital. A kombi acima, fotografada pelo ouvinte-internauta e colaborador deste blog Marcos Paulo Dias, passava pela rua Manuel Jorge Ribeiro, no bairro da Penha, zona leste. Capenga, assim como a estrutura montada por São Paulo na coleta seletiva, mas sobrevivente.

Senhoras da Penha falam do bairro

 

“A história oral é o testemunho vivo da memória de um povo”, diz Douglas Nascimento do blog São Paulo Restaurada para justificar trabalho realizado no bairro da Penha de França, zona leste, com um grupo de senhoras que se reúnem na paróquia da região. Elas participam do grupo Raio de Sol e as histórias contadas para o blog servirão para projeto a ser desenvolvido em universidades com o objetivo de mostrar aos jovens o que pode ser apreendido com o pessoal da terceira idade. Para ouvir parte dessas histórias acesse o post Unidas pela memória de um bairro