Adote um Vereador: mande perguntas ao seu vereador e teste o interesse dele em atender ao cidadão

 

 

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Começamos com dois, fomos a cinco e agora dobramos a marca: atualmente, dez pessoas se comprometeram a acompanhar e fiscalizar o trabalho de vereadores em São Paulo. Outros tem enviado mensagens em busca de informações sobre como podem adotar um vereador e ajudar a controlar a ação no legislativo. Em texto recente, falamos sobre este tema. O interessante é perceber que a lista de “padrinhos” está aumentando gradativamente.

 

Veja aqui a lista completa de vereadores adotados em São Paulo: ainda faltam 45.

 

Hoje, queremos ajudar você a organizar melhor a sua atuação e vamos sugerir uma série de perguntas que devem ser enviadas aos vereadores para que eles exponham o que realmente pensam. Aproveite o e-mail do vereador, que está publicado no site da Câmara Municipal, e encaminhe esse questionário. Dessa maneira, além de conhecer melhor o parlamentar, você também poderá perceber qual o interesse que ele tem em manter uma relação transparente e respeitosa com o cidadão.

 

Nossa lista tem 10 perguntas, sendo a última aberta a temas do seu interesse. Tenha essa relação como um guia: o ideal é enviar todas as perguntas pois isto ajudará inclusive a comparar o perfil de um e outro vereador, mas sinta-se à vontade para incluir ou retirar questões. Aliás, se você perceber que falta mais alguma pergunta, compartilhe com a gente para colaborar com outros “padrinhos”.

 

Vamos as perguntas:

 

  1. Conte sua trajetória até se transformar em vereador.
  2. Quais serão as principais pautas para o ano de 2017?
  3. Qual o projeto de lei prioritário para o/a senhor/a?
  4. Como o/a senhor/a pensa em compor o gabinete? Qual o critério para a escolha dos funcionários? Eles estão relacionados a área em que você pretende atuar. Tem algum tipo de política de diversidade na escolha dos funcionários do gabinete?
  5. Qual o critério que o/a senhor/a vai usar para decidir como serão os gastos do seu gabinete?
  6. O/A senhor/a assinou alguma carta compromisso ou plano durante a campanha?
    Qual sua relação ou como pretende se relacionar com a prefeitura?
  7. Como o/a senhor/a pretende fiscalizar o trabalho da prefeitura?
  8. O/A senhor/a vai criar algum instrumento que facilite o acesso do cidadão as ações do seu mandato?
  9. Qual a sua opinião sobre (escolha um ou mais temas do seu interesse para saber o que o/a vereador/a pensa)

 

Se o vereador demorar para responder não deixe de informar no blog ou página do Facebook onde você atualiza as informações do seu trabalho. Assim que as respostas chegarem, coloque tudo lá na sua página e depois exercite o seu poder de análise: comente quais respostas que atenderam sua expectativa, diga quais você discorda do vereador e dê sugestões.

 

Seja cidadão! Adote um vereador – controle os políticos antes que os políticos controlem você.

É proibido

 

Por Maria Lucia Solla


Ouça “É proibido” na voz e sonorizado pela autora

Antes de ajudar alguém, fazemos a nós mesmos três perguntas muito simples:

A pessoa pediu ajuda?

Se a resposta for negativa, paramos por aí. Bico calado! Congelado! Não há nada a fazer. Se, no entanto, a resposta for positiva, podemos passar para a segunda pergunta:

A pessoa disse o que quer? Disse do que precisa?

Se a resposta a essa segunda pergunta for negativa, podemos até dizer que quando ela souber o que quer, quando souber do que precisa, pode contar com nossa boa vontade para tentar ajudá-la, e ficamos por ali. Aguardamos. Só se a resposta for positiva, passamos para a terceira pergunta:

Eu tenho para dar o que a pessoa precisa?

Se a resposta for negativa, não há o que fazer. Não podemos dar o que não temos. Se for positiva, podemos oferecer o que temos sobrando, o que não vai fazer falta, e oferecer simplesmente, sem exigir que a pessoa a quem estamos ajudando use o que lhe demos ou siga nosso conselho. Podemos ajudar sem exigir que a pessoa siga nossa orientação. Podemos ajudar sem exigir que a pessoa engula a pílula oferecida.

Só se pode levar um cavalo com sede até a beira do lago, mas jamais obrigá-lo a beber a água. Podemos chorar de tristeza ao vê-lo morrer de sede, com tanta água à disposição, mas não podemos forçá-lo. Não podemos obrigá-lo a beber. Lembre-se que muitas vezes quanto maior o benefício oferecido, maior pode ser a ingratidão. Nos machucamos à toa e atraímos sentimento negativo.

Você já deve ter ouvido não te pedi nada! Ou depois de fazer das tripas coração, passa um tempo e você ouve: Você nunca me ajudou, nunca fez nada por mim! Isso quando não é acusado injustamente de coisas que nunca nem pensou em fazer. Lembre-se de que, mesmo respeitando as perguntas e respostas, o caminho é escorregadio. É preciso cuidado, concentração e energia. E principalmente instinto de sobrevivência. Você concorda?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

(Trecho do meu livro “De bem com a vida mesmo que doa”, revisitado.)


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung