Condolência com dinheiro público desagrada família

 

Sensibilidade é preciso e parece ter faltado no caso relatado pela ouvinte-internauta Ana Maria Moliterno. A mãe faleceu recentemente e para surpresa da família uma mensagem de condolências assinada pelo vereador Toninho Paiva do PR-SP chegou a cada dela. Ana não sabe como o parlamentar tem o endereço da residência e foi informado sobre a morte da mãe. Sabe, porém, que não gostou nada do que chamou de “prática lamentável” com uso de dinheiro público:

Prezados Srs. Vereadores, Lamentável a atitude do Vereador Toninho Paiva que tomou conhecimento do falecimento de minha mãe, provavelmente por meio de alguma mala direta ligada aos serviços funerários municipais ou de qualquer outra forma que não autorizei, e não poupou a ocasião para enviar-me um telegrama com sua mensagem de profundo pesar. Tal atitude seria apreciável se não o tivesse feito com uso de dinheiro público e interesses obviamente eleitoeiros, uma vez que ninguém em minha família o conhece e nem mesmo acompanha sua atuação na Câmara. Apesar da quantia ser, talvez, irrisória, eu preferiria que ela fosse investida em saúde, segurança e educação. Com certeza demonstrações de respeito ao dinheiro público honraria muito mais a memória de minha mãe, uma grande mãe cidadã brasileira, e traria conforto e esperança, a mim e aos meus familiares, de um dia termos um país melhor para viver. Atenciosamente, Ana Maria C. Moliterno e familiares.

Greenpeace quer compromisso de candidatos com a água

 

Usar blogueiros e comunidades na internet para pressionar os candidatos à presidência da República a se comprometerem com temas ambientais como a defesa das águas, é intenção do Greenpeace. Sérgio Leitão, diretor de campanhas da ONG, lembrou que o Brasil é dono de 8% das reservas de água doce, mas cuida muito mal da sua rede. Uma situação que se agrava com o desmatamento das florestas.

Leitão diz que o novo presidente terá de ter autoridade para impedir as ameaças ao Código Florestal que está no Congresso. Ele espera que a mobilização nas redes sociais provoque os candidatos Dilma Roussef PT e José Serra PSDB a debater sobre questões ambientais.

Ouça a entrevista de Sérgio Leitão, do Greenpeace, ao CBN São Paulo

Adote um Deputado de olho no Tiririca

 

Com 1,3 milhão de votos e candidatura questionada pela justiça, Tiririca é um dos primeiros eleitos a ser alvo do Adote um Deputado, irmão mais novo do Adote um Vereador lançado há dois anos. Alecir Macedo que acompanha a vida parlamentar de Netinho de Paula do PC do B, na Câmara Municipal de São Paulo, decidiu ampliar seu foco de ação ao Congresso Nacional.

No nome do blog, uma ironia com o jargão da campanha do deputado mais votado no Brasil: “Pior do que tá não fica? – Cuidando do Tiririca”.

E no conteúdo que começou a ser postado dia nove de outubro, Alecir explica de maneira dura porque pretende fiscalizar o novo parlamentar: “Estarei de olho em suas ações na Câmara de Deputados, acompanhando seus passos e fazendo valer cada voto inconsequente que teve a seu favor. Você votou por analfabetismo eleitoral, agora eu acompanho o mandato dele”.

Boa parte do material ainda é resultado de pesquisa feita nos meios de comunicação e divulgação de vídeos sobre o candidato, mas em breve a ideia é fazer cobranças diretas ao palhaço e humorista Tiririca, caso ele consiga assumir o cargo de deputado federal, já que ainda precisará comprovar que é alfabetizado – aliás, um caso inédito na política brasileira.

Além de fiscalizar Tiririca e Netinho de Paula – este através do Blog Cuidando da Cidadania -, Alecir Macedo mantém o Vila Cachoeirinha Urgente.

E você, já escolheu qual deputado vai seguir a partir de agora.

Desemprego ganha Nobel

 

Railroad_08

Por Carlos Magno Gibrail


À sabedoria da natureza, que demonstra em seus sistemas que a cura do mal pode ser feita pelo próprio mal, alia-se agora o Prêmio Nobel de Economia.

O Modelo DMP de Peter Diamond do MIT, de Dale Mortensen da Northwestern University e de Christopher Pissarides da London School of Economics, desenvolveu a teoria econômica que apontou a flexibilização do mercado de trabalho para estimular e melhorar a geração de empregos. Isto é, facilitar as demissões irá facilitar as admissões, principalmente se o desemprego não for estimulado com auxílios duradouros.

É um prato e tanto para ser saboreado por Dilma e Serra neste momento de obscurantismo em que o debate presidencial está se encaminhando.
Um pouco amargo talvez para o senador republicano Richard Shelby que impediu a nomeação de Peter Diamond para o FED Federal Reserve, feita por Obama.

O presidente americano certamente buscou Diamond para um dos sete postos do conselho de diretores do Fed e de seu Comitê Federal, que define as taxas básicas de juros, influenciando a atividade econômica e a inflação, porque já sabia o que o economista Paulo Krugman escreveu em sua coluna no The New York Times sobre o trabalho de Diamond: “Trabalho fundamental sobre todo o tema da relação entre o desemprego e a taxa de emprego”.

Uma das conclusões dos premiados do Nobel, é que o mercado de trabalho não funciona como o de produtos, pois oferta e procura não atuam como no caso clássico. Não se encontram na mesma velocidade e com os mesmos custos. Não se amolda também da mesma forma, pois os trabalhadores não estão dispostos a baixar salários na mesma medida que os produtos. Além disso, a mão de obra está sujeita a desmotivação e quando se reemprega pode não desempenhar o suficiente para preencher a necessidade da função.

Na Europa, John Van Reenen, chefe de Pissarides na London School, relata que “ele demonstrou que as regulações do mercado de trabalho, as barreiras ao ingresso no mercado de novas empresas de serviços, as políticas fiscais e previdenciárias afetam as disparidades do emprego em todo o mundo”.
Pissarides defendeu normas mais flexíveis a serem implantadas na Europa e ganhou. Mas não levou, pois segundo Van Reenen: “Essas normas se baseiam nos princípios econômicos corretos, mas que as maiores barreiras à sua implementação decorrem da ausência de vontade política”.

O jornalista econômico Philip Inman do The Guardian reproduzido no Estadão de ontem, discorda: “Esses princípios econômicos “corretos” foram abandonados porque afetam os eleitores comuns”.

A observação importante para os BRICS é que ficam mais fáceis mudanças em início de desenvolvimento do que com estruturas antigas estabelecidas. É uma área em que temos chance de ficar em melhor posição que Rússia, Índia e China. Ou vamos continuar discutindo crenças e normas religiosas?

Obs. A Dinamarca (veja artigo de 17/12/08) comprova a possibilidade da flexibilização.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve às quartas no Blog do Mílton Jung

Imagem de Timothy Vogel do álbum digigital no Flickr

Lá vem o Adote um Deputado …

Era inevitável, na primeira reunião do Adote um Vereador após a eleição o rumo da conversa seria como agir com os novos parlamentares. Tem vereador que virou deputado estadual, tem vereador que virou federal, tem vereador suplente que vai virar vereador de verdade. E tem a cobrança para se estender a campanha para as demais casas legislativas.

Desta vez não estive por lá, mas não faltaram café e esfiha nem gente interessada em discutir a importância da cidadania, apesar do início do feriadão de Aparecida. Do Blog Fiscalizando o Ricardo Bezerra, mantido pelo versátil Mário Cezar Nogales, reproduzo alguns parágrafos:

Neste sábado houve mais um encontro da turma do Adote Um Vereador, ali na cantina do Centro Cultural São Paulo, e mais uma vez, entre cafézinhos e esfihas conversamos a respeito do que os parlamentares vem fazendo. Além de mim também estavam presentes o Cláudio Vieira, Sérgio Mendes e Massao ( os três mosqueteiros ) e entre conversas e fotografias trocamos ideias sobre as ultimas eleições e os vereadores que foram eleitos para outras esferas parlamentares.

Como não podíamos deixar de citar, já estou controlando os parlamentares que votei e que foram eleitos, o Aloysio Nunes para o Senado e o Carlos Alberto Bezerra Jr (este último atual vereador), além de estar acompanhando o Vereador Aurélio Miguel, o Deputado Estadual Re-eleito Fernando Capez, e o Senador Suplicy.

Dentre os parlamentares que a turma acompanha temos também a novidade, o Alecir que não pôde comparecer, começou a acompanhar o Candidato Eleito Francisco Everardo, mais conhecido como TITIRICA. Em breve mais parlamentares como Deputados Estaduais e Federais estarão sendo acompanhados por esta turma.

Um ponto da nossa conversa ficou para definição em geral, agora com parlamentares de outras esferas como deveremos nos chamar? adote um politico? adote um parlamentar? adote um deputado? adote um senador? ou todos de uma vez só? Não chegamos a uma conclusão.

Minha preferência é seguirmos a mesma linha do Adote um Vereador e batizarmos os próximos passos de Adote um Deputado e Adote um Senador. Quem tiver ideia melhor, não se acanhe. Mande sugestão para cá. E mesmo que não a tenha, adote alguém, passe a acompanhar o trabalho dele, fiscalize, monitore e controle. E não deixe de compartilhar todas as informações que você levantar em um blog.

Seu Madruga e mais 7 assumirão na Câmara

 

Falamos aqui no Blog sobre as mudanças de cadeira na Câmara Municipal de São Paulo, após a eleição de oito vereadores a deputado estadual e federal. Hoje, o Estadão trouxe a lista dos suplentes que assumirão o cargo a partir de 2011. Importante lista para identificarmos quem serão os parlamentares responsáveis por cuidar da cidade e nos representar.

Na relação tem políticos experientes como Carlos Néder (PT) e gente que desconhece o trabalho parlamentar como o Seu Madruga (PRP) que na declaração do jornal conta com a “ajuda de Deus” para assumir o cargo.

Reproduzo aqui a lista dos novos parlamentares publicada no Estadão. A reportagem completa você lê clicando neste link:

Carlos Néder (PT)

Substitui João Antonio (PT).

Deputado estadual, não se reelegeu. Médico, foi secretário na gestão Luiza Erundina (1989 – 1992) e três vezes vereador.

Tião Farias (PSDB)

Substitui Mara Gabrilli (PSDB).

Vereador entre 2005 e 2008, também já havia sido suplente na legislatura anterior. Foi assessor de Mario Covas.

Aurélio Nomura (PV)


Substitui Penna (PV). Advogado, foi vereador por três legislaturas: de 1993 a 1996, de 1997 a 2000 e de 2005 a 2008. Foi líder da bancada do PV em 2005.

Jonas Fontoura – Seu Madruga (PRP)

Substitui Marcelo Aguiar (PSC).

Ex-dono de um ferro-velho, Fontoura participou de sete eleições.

José Rolim (PSDB)

Substitui Gabriel Chalita (PSB).

Líder comunitário na Favela de Paraisópolis, zona sul da capital, Rolim foi vereador na legislatura 2005/2008.

Áttila Russomanno (PP)

Substitui José Olympio (PP).

Russomanno foi vereador na legislatura anterior e candidato a vice-governador de Orestes Quércia na eleição de 2006.

Aníbal de Freitas (PSDB)

Substitui Carlos Alberto Bezerra Júnior (PSDB).
Nunca foi eleito, mas como suplente já ocupou provisoriamente cadeira na Câmara Municipal em 2009.

Quito Formiga (PR)


Já era vereador na vaga de Marcos Cintra, atual secretário. Agora, na vaga de Jooji Hato, assume em definitivo.
A suplência de Cintra ficará com Edir Salles.

Foto-ouvinte: Sujeira eleitoral

 

Sujeira eleitoral

Restos de propaganda eleitoral seguem espalhados em esquinas de São Paulo, como mostra esta imagem do colaborador do Blog, Marcos Paulo Dias. Aqui, é a região de São Miguel Paulista, zona leste da capital. Para este entulho ser recolhido basta um serviço de limpeza competente. Difícil mesmo será remover o entulho que deixamos dentro do legislativo brasileiro. Este só com consciência cidadã.

Eleitor premia deputado bem avaliado na Assembleia

 

O bom desempenho de deputados estaduais em São Paulo foi reconhecido pelo eleitor. Dos 10 parlamentares que tiraram nota acima de 7 na avaliação do Movimento Voto Consciente apenas dois não foram reeleitos, sendo que um deles teria voto para se manter na casa, mas a candidatura foi indeferida.

O melhor exemplo é o do tucano Bruno Covas (PSDB), considerado o deputado mais bem avaliado na atual legislatura, com nota 7,9, que se consagrou como o campeão de votos, com 239.150.

Roberto Morais (PPS), Rui Falcão (PT), Enio Tatto (PT), Simão Pedro (PT), Marcos Martins (PT) e Jonas Donizette (PSB) que estão no topo da tabela de avaliação da ONG conseguiram mais de 100 mil votos. No caso de Donizette, foi eleito para deputado federal. O único a ficar de fora por falta de voto foi Vitor Sapienza (PPS) que havia tirado nota 7,29. João Carlos Caramez (PSDB) com 98 mil votos ainda espera decisão da justiça.

Com baixo índice de renovação, a Assembleia Legislativa terá de volta, em março, também deputados que tiveram péssima avaliação, neste mandato. Porém, estes parlamentares encontraram maior dificuldade para se reeleger. Entre os 10 piores que disputaram esta eleição, somente dois passaram da marca dos 100 mil votos.

Somados, os 10 deputados mais bem avaliados conseguiram 1.302.032 votos. Isto é quase o dobro do total de votos dos 10 piores parlamentares que juntos fizeram 729.285 votos.

Na avaliação dos deputados estaduais, o Movimento Voto Consciente leva em consideração a qualidade dos projetos de lei aprovados, participação nas seções em plenário e nas comissões permanentes da Casa e o papel de fiscalizador do Executivo, entre outros itens.

Nem sempre a boa ação parlamentar é reconhecida pelo eleitor por uma série de motivos. A decisão pelo voto necessariamente não é feita com base no desempenho do deputado. A escolha pode beneficiar um político devido a região que representa ou o grupo social do qual faz parte. É resultado ainda da articulação que o candidato tem com lideranças locais, sem contar que o cidadão é suscetível a realizações “paroquiais” .

A vitória com mais facilidade de alguns deputados que conseguiram alcançar melhor performance no parlamento, porém, é um alerta àqueles que assumirão o mandato em março de 2011. O fortalecimento da democracia e a presença mais constante da sociedade organizada dentro do legislativo pode aos poucos depurar os quadros políticos de São Paulo.

Não basta votar, tem de controlar

 

 

Sujeira eleitoral

A senhora estava indo embora quando foi chamada pelo mesário:

– A senhora ainda não acabou ?

Ela demorou para entender o recado, voltou para trás do papelão do TRE, onde fica escondida a urna eletrônica, apertou mais algumas teclas. E nada do sinal de voto concluído soar. Demora daqui, chega outra pessoa ali e, na seção, já havia três a espera depois de mim.

O mesário resolveu dar mais uma força:

– Ainda “está” faltando votos.

– Como é que é ?

– Tem mais gente pra votar, senhora !

Trim, trim, trim. E na tela da urna eletrônica deve ter aparecido a palavra FIM. Ela tirou os óculos, colocou na bolsa, e murmurou alguma desculpa qualquer para o mesário. Tipo: – “é muita coisa pra escolher”. Saiu dali meio constrangida, mas com a sensação de dever cumprido.

Entrei em seguida com a cola na mão, teclei em ritmo acelerado, com tempo de ver a foto do candidato e confirmar. Em menos de 1 minuto minhas escolhas estavam registradas.

Logo que deixei a escola, ainda impressionado com a qualidade (baixa) da sala de aula e o quadro-negro pichado, vi as pessoas saindo apressadas. Seguiam para um lugar que desconheço. Talvez a casa, um restaurante próximo, quem sabe tinham de trabalhar ou encontrar amigos e parentes.

Na calçada tropeçavam nos “santinhos” que se transformaram em uma praga nesta eleição. Foram jogados e espalhados desde a madrugada por gente sem escrúpulo nem respeito. Motivo de indignação de cidadãos que resolveram registrar as imagens da sujeira eleitoral em protesto.

Alguém me perguntou por que esta prática se acirrou neste ano.

Desconfio que seja resultado da dificuldade da maioria dos candidatos de se tornar visível ao cidadão. Com menos dinheiro em caixa, maior restrição na lei eleitoral e a indecisão do eleitor, partiram para o ataque da maneira mais suja (do ponto de vista da poluição ambiental) na tentativa de ter seu nome ou número lembrado.

A escolha de última hora nos votos para o parlamento, em especial a deputado estadual e federal, é comum. Além de provocar decisões de qualidade duvidosa, costuma ser tomada sem comprometimento. Ou seja, a ligação com o candidato é pequena e mal se sabe o que ele é (in)capaz de fazer. Amanhã ou daqui a pouco,

Lembrei da senhora que havia votado antes de mim. Ao contrário do que deve ter imaginado, o dever ainda não estava cumprido. A etapa mais complicada começa em seguida quando teremos de estender nosso papel de cidadão à fiscalização dos parlamentares.

Somos responsáveis pelo voto que demos. E, portanto, temos a obrigação de controlar os políticos que elegemos para que eles não nos controlem.

Você é responsável pelo seu voto

 

A caminho da urna, você será assediado por dezenas de cabos eleitorais e, talvez, ouvirá sugestões de última hora do amigo que encontrar na seção. Caído na calçada ou ilegalmente colado no poste, haverá “santinhos” espalhados com a cara e o número de gente nem tão santa assim. Ter seu voto influenciado por este ataque na reta final não é bom indício.

A sua escolha tem de ser feita com antecedência. Com tempo suficiente para pensar sobre os critérios que o levam a votar neste ou naquele candidato e partido. É preciso ter consciência de que o seu eleito ficará ao menos quatro anos no Executivo ou Legislativo, e se for um senador, terá oito anos de mandato.

A lista de candidatos eleitos a ser anunciada sabe-se lá quando, devido a insegurança jurídica proporcionada pelo parlamento e pelo judiciário, é resultado da sua decisão e da sociedade, também. Portanto, não adianta reclamar de “tudo isso que está aí” se no momento do voto, você escolhe qualquer um “porque são todos iguais”.

Quanto mais você é convencido pelas ideias que estão entre aspas no parágrafo acima, mais os mesmos se perpetuam no poder. Beneficiam-se aqueles que apostam no cenário nebuloso da política brasileira para garantir sua cadeira no parlamento, de onde se esforçarão para manter tudo como sempre esteve.

Se você acredita na necessidade de mudança, comece pela maneira de escolher seu candidato. Pense bem antes de teclar o número dele na urna eletrônica. Reveja seus conceitos, repense os critérios usados até aqui, informe-se sobre os compromissos que ele assumiu durante a campanha, e o comportamento que teve quando assumiu algum cargo público.

Os meios de comunicação, tradicionais e digitais, têm oferecido uma série de fontes para que você saiba um pouco mais sobre o seu candidato. O pessoal da igreja que você frequenta, os amigos do clube, a turma do escritório e os parentes também podem ser consultados em caso de dúvida.

Saiba, porém, que diante da urna a decisão é única e exclusivamente sua. Não desperdice a oportunidade conquistada por aqueles que lutaram em favor da democracia no Brasil. Não se deixe levar pela propaganda mais legal ou de última hora; pelas promessas baratas ou campanhas caras; pelas carinhas bonitas ou corpos esculturais; pela fama da personalidade ou má-fama do personagem.

Você é responsável pelo seu voto e, portanto, valorize este ato.

Ouça entrevista com Gilberto de Palma, diretor do Instituto Ágora em Defesa do Eleitor, sobre a campanha do Voto Responsável

Se quiser mais sites para ajudar na sua escolha, clique em “Internet ajuda a escolher seu candidato”