O cérebro não suporta o “muito” por longos períodos ou com muita frequência.
Independentemente se o sentimento é positivo ou negativo, o “muito” cansa os neurônios, mata sinapses, fadiga o cérebro.
Comece a treinar a satisfação na temperança.
Moderação, tendência ao equilíbrio…
Percebeu os excessos?
Pondere. Puxe de volta para o centro e encontre a alegria de estar na sobriedade e no desapego.
Quem comanda é você. Não são as emoções que te dominam – é você que decide como agir.
Mostre quem manda. Ponha ordem na casa. Eduque seu cérebro como se educa uma criança que não tem limites, que vive tudo no “muito”.
Qual a recompensa?
Felicidade. Aquela sensação duradoura de um bem-estar que ninguém te rouba…
A intensidade é insuportável – não se sustenta.
Queira a felicidade.
E a felicidade mora na serenidade.
A Dra. Nina Ferreira (@psiquiatrialeve) é médica psiquiatra, especialista em terapia do esquema, neurociências e neuropsicologia. Escreve a convite do Blog do Mílton Jung
Quem sabe tirar um tempo para um café e um doce? Foto de Ea Ehn
“Pensar que a velocidade não é o único caminho de atender as necessidades dos consumidores, há também o desejo pelo devagar, na hora certa, de forma oportuna, e bem feito”
Cecília Russo
Em um mundo onde a instantaneidade digital dita o ritmo é essencial que se explore a influência dessa velocidade sobre as marcas, bem como a tendência crescente de desaceleração e contemplação — dois movimentos em sentido opostos. Foi o que fizemos na conversa com Jaime Troiano e Cecília Russo, em Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, quando buscamos identificar como a forma acelerada com que vivemos está pautando a estratégia de serviços, produtos e negócios.
A sociedade da velocidade e o impacto nas marcas
Cecilia e Jaime discutiram como as marcas respondem à “Sociedade do Cansaço”, termo popularizado pelo filósofo sul-coreano Byung-Chul-Han, que deu nome a um dos seus livros. Nessa sociedade, onde a produtividade e a positividade são exaltadas, a velocidade se torna um ritmo usual, impactando não apenas a saúde física e mental, mas também a maneira como as marcas se posicionam.
Exemplos clássicos incluem Kodak e Polaroid, que evoluíram para atender às demandas por resultados imediatos. A mudança da Kodak para o digital e o retorno nostálgico das Polaroids ilustram essa adaptação. Da mesma forma, empresas como McDonald’s e Domino’s Pizza capitalizaram na promessa de velocidade, redefinindo o conceito de fast-food e entrega rápida.
A ascensão do movimento lento
Por outro lado, Jaime e Cecília destacaram um movimento crescente em direção à desaceleração, como uma resposta compensatória à velocidade frenética da sociedade moderna. A busca por equilíbrio, ou “homeostase”, como Jaime mencionou, está gerando uma demanda por marcas que promovem lentidão, contemplação e o “viver o momento”.
Eles citaram exemplos como o crescimento de escolas de yoga, clubes de leitura promovidos por livrarias, e redes de café que oferecem um espaço para pausar e refletir. Aplicativos como Calm e Insight Timer são testemunhos do desejo crescente das pessoas por ferramentas que ajudem na meditação e no sono.
A Lição Sueca de Equilíbrio: Fika
Interessantemente, Jaime trouxe à tona o conceito sueco de “fika” – uma pausa para café e um doce, enfatizando a importância de pequenos momentos de descanso e socialização no meio do dia de trabalho. Esta prática sugere que, mesmo em culturas focadas em eficiência, há um reconhecimento crescente da necessidade de equilíbrio
“Quanto mais as marcas, e antes disso, a sociedade nos empurra para produzir e acelerar, mais haverá demanda interna na direção contrária e, dessa forma, espaço para marcas trazerem propostas de “lentidão”, contemplação, curtir o momento, desacelerar”
Jaime Troiano
Velocidade e lentidão como caminhos para o sucesso
A discussão no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso revela uma verdade fundamental do branding contemporâneo: o sucesso não reside apenas na capacidade de uma marca em acelerar, mas também na sua habilidade de oferecer pausas e momentos de reflexão. As marcas que reconhecem o valor da desaceleração têm tanto a ganhar quanto aquelas que capitalizam na rapidez.
Este equilíbrio entre velocidade e lentidão, conforme destacado por Jaime e Cecília, é o que define as marcas de sucesso na era atual. Como eles concluem, o segredo está em atender às necessidades do consumidor – seja rapidamente ou devagar, mas sempre de forma oportuna e bem executada.
Ouça aqui o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso
O comentário Sua Marca Vai Ser Um Sucesso é apresentado por Jaime Troiano e Cecília Russo e vai ao ar no Jornal da CBN, aos sábados, logo após às 7h50 da manhã.
O número de divórcios ultrapassou a marca de um milhão, em junho de 2023, refletindo uma tendência preocupante de separações conjugais. O psicólogo Juliemerson Garcia, em entrevista ao programa Dez Por Cento Mais, enfatizou que muitos casais não se separam porque deixaram de se amar, mas sim porque deixaram de se entender. A falta de entendimento mútuo leva, em muitos casos, ao caminho mais fácil, que é a separação.
Especialista em conflitos conjugais, Juliemerson também mencionou a influência da cultura familiar na formação dos conflitos. Cada pessoa traz consigo sua história de vida, crenças, valores e regras aprendidas em sua família de origem. Quando esses aspectos não são compreendidos e discutidos de forma clara no relacionamento, os conflitos tendem a surgir com o tempo.
A influência na criação dos filhos
Na entrevista a Abigail Costa e Simone Domingues, o psicólogo fez uma observação interessante sobre como a diferença na criação de filhas e filhos pode prejudicar os relacionamentos. Ele destacou que, muitas vezes, as mães tendem a catapultar suas filhas, incentivando-as a buscar autonomia e independência desde cedo. Enquanto isso, com os filhos, as mães costumam adotar um papel de acolhimento constante. Essa diferença na criação pode levar a desequilíbrios nas relações futuras, com os homens buscando o acolhimento constante das parceiras.
Outro ponto abordado foi a divisão de tarefas domésticas. As mulheres têm enfrentado desafios relacionados à sobrecarga de trabalho, tanto no mercado profissional quanto nas responsabilidades domésticas. Muitas vezes, a falta de colaboração por parte dos parceiros gera conflitos, deixando as mulheres com a sensação de estarem sobrecarregadas mentalmente e fisicamente.
Invista na qualidade da comunicação
A má gestão financeira também foi apontada como uma causa comum de conflitos nos relacionamentos. A falta de diálogo sobre questões financeiras, aliada à falta de cooperação na administração das finanças, pode levar a desentendimentos significativos.
A falta de comunicação tem se mostrado um dos fatores mais relevantes na origem dos conflitos conjugais, como evidenciado por Juliemerson. Ele destacou a importância da comunicação eficaz entre casais e como a ausência dessa habilidade pode levar a desentendimentos e problemas nos relacionamentos.
O psicólogo apontou que a comunicação assertiva é uma habilidade que muitas vezes precisa ser desenvolvida ao longo do tempo. Garcia enfatizou que ser assertivo envolve a capacidade de expressar pensamentos, sentimentos e preocupações de maneira clara e empática, em vez de responder com monossílabos ou silêncio quando confrontados com um problema.
“A assertividade não é uma habilidade inata, mas algo que precisamos desenvolver. É a capacidade de comunicar aos outros com empatia o que estamos pensando e sentindo”
Evite o jogo de adivinhação
Um dos principais obstáculos à comunicação eficaz é a tendência de muitas pessoas em tentar adivinhar o que seus parceiros estão pensando, em vez de realmente expressar seus próprios sentimentos e preocupações. A leitura da mente é uma armadilha comum que pode levar a mal-entendidos e conflitos.
É importante que casais reconheçam a necessidade de aprimorar suas habilidades de comunicação, desenvolvendo a capacidade de se expressar de maneira clara, empática e oportuna. À medida que a comunicação melhora, os casais têm a oportunidade de fortalecer seus relacionamentos e enfrentar os desafios juntos, construindo uma base sólida para um futuro mais harmonioso. Afinal, como enfatizou Julie Emerson Garcia, a comunicação é a chave para uma relação saudável e feliz.
Dica Dez Por Cento Mais
Ao fim da entrevista, Juliemerson Garcia destacou a importância de se conhecer a linguagem do amor, ao deixar sua Dica Dez Por Cento Mais:
“Uma coisa fundamental é que os casais, cada vez mais, não importa quanto tempo tenha transcorrido já desde o início dessa relação, procurem compreender a linguagem de amor, como diria Gary Chapman, que um e o outro fala. Existe uma linguagem de amor. Muitas vezes velada, muitas vezes não abordada, não conversada. Se interesse pela pela história de vida do seu cônjuge desde antes de estarem juntos: o que aconteceu? o que você passou? Para entender que em determinado momento, às vezes, um elogio é tão importante para aquele cônjuge, um reconhecimento é tão fundamental, palavras de incentivo são tão fundamentais. Então, conheçam a linguagem de amor um do outro”.
Assista ao Dez Por Cento Mais
O programa Dez Por Cento Mais pode ser assistido, ao vivo, toda quarta-feira, às oito da noite, no YouTube, com apresentação de Abigail Costa e Simone Domingues. A entrevista completa também está disponível em podcast no SPotify:
Queremos comer açúcar e não inflamar nosso corpo nem engordar.
Queremos usar celular o tempo todo e não ter ansiedade.
Queremos estimular o cérebro até tarde da noite e dormir bem.
Esses são só alguns exemplos da nossa prepotência enquanto espécie humana.
Nós nos julgamos muito inteligentes, espertos, tecnológicos, avançados… e ficamos brigando com quem manda – a natureza.
Epidemias, catástrofes naturais, a parte sombria do ser humano que leva a ofensas, fome, guerras… isso tudo prova que quem manda não somos nós – “os grandes pensadores”, “a espécie especial”.
Temos sim algum poder de escolha das nossas atitudes; no entanto, a lei de causa e efeito é certeira e nos obrigará a sentir e viver as consequências de cada ato realizado.
E, para além do que nossa razão é capaz de compreender, existem fatores que não têm “explicação”, são “injustos”, mas ocorrem mesmo assim.
Então, perante essa clara realidade…
Até quando?
Até quando vamos nos desencaixar do que a natureza desenhou pra gente, insistir em fazer coisas fora do adequado e esperar um resultado “nada menos que perfeito”?
Coerência. Falta muito, pra nós, humanos dos tempos de hoje (talvez tenha faltado desde sempre). Não há colheita boa sem plantio de boas sementes, sem cuidado no cultivo, sem obedecer às leis universais.
Eu faço essa reflexão aqui dentro de mim e me pego nessa prepotência diversas vezes – faço um esforço (já que não é nada natural nem prazeroso) pra me corrigir.
Te convido a trabalhar a coerência, se encaixar no fluxo da natureza, agir de acordo com os resultados que deseja obter… Te convido a ser verdadeiramente esperto e estratégico ao caminhar pela vida e, assim, ser verdadeiramente dono de si e feliz.
A Dra. Nina Ferreira (@psiquiatrialeve) é médica psiquiatra, especialista em terapia do esquema, neurociências e neuropsicologia. Escreva a convite do Blog do Mílton Jung
Em uma sociedade onde a crítica, comparação e busca incessante pela perfeição frequentemente dominam nossos pensamentos, é fundamental acolher a nós mesmos com gentileza e compreensão, reconhecendo nossas imperfeições como parte essencial de nossa humanidade. Fenícia Andrade, psicanalista, destacou a importância da auto-compaixão em nossa jornada de autoconhecimento e bem-estar no programa Dez Por Cento Mais.
A entrevista conduzida por Abigail Costa e Simone Domingues começou com uma reflexão sobre como a mente humana muitas vezes se torna uma inimiga de nosso próprio crescimento. Fenícia ressaltou que nossa mente pode sabotar nossos esforços quando alimentamos crenças disfuncionais enraizadas em nossas experiências passadas, especialmente da infância, resultando em profecias autorrealizáveis que minam nossa confiança e nos impedem de buscar oportunidades.
O poder transformador do mindfulness
Fenícia também explorou como nossa atenção frequentemente é desviada por estímulos externos e internos, tornando desafiador manter o foco. Durante a entrevista, ela enfatizou a importância de viver o momento presente e como o mindfulness pode aprimorar nossa qualidade de vida. A mente humana muitas vezes se prende a pensamentos sobre o passado ou preocupações com o futuro, resultando em ansiedade e estresse. No entanto, o mindfulness nos permite direcionar nossa atenção para as sensações presentes, proporcionando uma experiência mais rica e equilibrada do mundo ao nosso redor.
Fenícia explicou que o mindfulness envolve a prática de observar nossos pensamentos sem julgá-los, permitindo-nos entender melhor nossos padrões de pensamento e nos afastar de pensamentos negativos ou preocupações desnecessárias. Ela também compartilhou técnicas simples que todos podem incorporar em suas vidas diárias para praticar a atenção plena, como prestar atenção às sensações ao escovar os dentes, tomar banho ou realizar tarefas comuns.
A necessidade de exercitar a auto-compaixão
Um aspecto crucial discutido na entrevista é a Auto-Compaixão. Fenícia comparou a autoestima, muitas vezes baseada em sucessos e realizações, com a auto-compaixão, que se estende ao cuidado e aceitação de nós mesmos em momentos de falha e dificuldade. Ela destacou como a cultura muitas vezes valoriza a modéstia em detrimento da auto-aceitação, especialmente no caso das mulheres, que são frequentemente ensinadas a não se elogiar.
Fenícia ressaltou a importância de reconhecer que somos seres humanos, não perfeitos, e que todos cometemos erros e enfrentamos desafios. A auto-compaixão nos permite abordar essas dificuldades com uma mentalidade de cuidado e compreensão, em vez de autocrítica severa.
Ela sublinhou que a jornada para a autodescoberta e o bem-estar requer a disciplina de reconhecer nossas próprias necessidades e tratar a nós mesmos com a mesma compaixão que estenderíamos a um amigo querido. É uma mensagem poderosa que nos convida a abraçar nossa humanidade e buscar uma vida mais plena através da auto-compaixão.
Dica Dez Por Cento Mais
“Bora ser feliz agora”. Aproveitando o bordão que usa no podcast que apresenta, Fenícia Andrade deixou sua Dica Dez Por Cento Mais. Lembrou que costumamos adiar nossos planos para segunda-feira, para o próximo ano, para quando os filhos crescerem, para quando nos aposentarmos:
“A vida está acontecendo agora, no presente. Então começa a agir. Use qualquer ferramenta. Pode ser as que eu tenho para dar, pode ser entrar na dança, no jazz. Qualquer coisa que tire um pouco desse turbilhão do dia a dia das preocupações e te faça relaxar, dar risada, igual quando a gente tinha 18 anos, que parecia boba alegre. É isso: resgatar essa alma mais livre e leve”.
Assista ao programa Dez Por Cento Mais
O programa Dez Por Cento Mais apresenta uma nova entrevista ao vivo toda quarta-feira, às oito da noite, e pode ser assistido no YouTube. A apresentação é feita pela jornalista Abigail Costa e pela psicóloga Simone Domingues.
Com que cara você vai dizer para o seu chefe que está insatisfeito com sua falta de autonomia e que pode fazer diferente e melhor?
Com que cara você vai contar para seu parceiro ou parceira que não gosta quando ele/ela faz silêncio e não te conta o que está acontecendo?
Com que cara você vai assumir para todo mundo que quer mudar não só de emprego, mas desistir de tudo e recomeçar em outra carreira?
O que dirão sobre você? Pensarão que você é ingrato, só reclama, está louco!?!
Olhe no espelho.
Você tem rugas, manchas na pele… tem seu olhar carregado de dores, angústias e histórias.
Essa é sua cara.
É com ela que você tomará as atitudes que precisa pra fazer sua vida melhorar.
É com ela que você vai descobrir o que quer e falar o que tiver que falar pra fazer acontecer.
Porque é você quem acorda e dorme com seus sofrimentos e suas batalhas. É você quem sente os medos e a tristeza de estar vivendo uma situação que te incomoda. É você quem não pode fugir disso tudo, porque isso tudo te pertence.
Então, vai com a sua cara, assume suas vontades e fala, faz, movimenta.
Os outros podem criticar ou não entender.
Deixa eles com o mundo deles.
Cuida de você.
E, então, já imagina aqui comigo:
Com que cara você irá comemorar seu sucesso e suas conquistas?
(Saboreie!)
Dra. Nina Ferreira (@psiquiatrialeve) é médica psiquiatra, especialista em terapia do esquema, neurociências e neuropsicologia.
O conceito de hiperpersonalização tem ganhado destaque como chave para maximizar o desempenho humano, seja no esporte seja no mundo corporativo. Jean Schiavinatto, especialista em gestão e performance humana, apresentou essa perspectiva no programa “Dez Por Cento Mais”, apresentado por Abigail Costa e Simone Domingues, no Youtube. Observando a dinâmica entre treinadores e atletas paralímpicos, Schiavinatto percebeu que a abordagem personalizada de treinamento e feedback é essencial para alcançar resultados excepcionais, já que cada atleta, com suas peculiaridades, requer uma estratégia diferente.
A necessidade da psicologia e do autoconhecimento
Entretanto, existe resistência à integração de psicólogos sobretudo nos esportes. Muitos ainda veem a busca de apoio psicológico como sinal de fraqueza. No mundo corporativo, trata-se de reconhecer e acomodar as diferenças individuais dos membros da equipe. A perspectiva de Schiavinatto sugere que, no cenário em rápida evolução de hoje, a hiperpersonalização é mais do que uma tendência; é uma necessidade. Seja no campo de jogo ou na sala de reuniões, a capacidade de se adaptar às necessidades individuais pode ser o diferencial entre o sucesso e o fracasso.
Ao se referir às potencialidades no mundo corporativo, Schiavinatto destaca a importância de identificar e capitalizar as qualidades individuais. Seja como funcionário ou candidato a uma vaga, é vital reconhecer suas habilidades e usá-las para alcançar objetivos profissionais.
A importância do “Life Long Learning”
O conhecimento técnico adquirido durante a graduação ou cursos é renovado frequentemente. Segundo estudos, em média, a cada três ou cinco anos, 100% desse conhecimento técnico é renovado. Essa realidade implica uma necessidade ininterrupta de aprendizado ao longo da vida, onde o estudo constante é vital. Além disso, empresas hoje reconhecem que a formação acadêmica muitas vezes não é suficiente. Por isso, muitas empresas estão investindo em universidades corporativas para capacitar ainda mais seus funcionários.
A valorização das Soft Skills
Em meio a essa evolução do aprendizado, 60% do que faz uma pessoa crescer em uma empresa, seja vertical ou horizontalmente, está ligado às habilidades comportamentais ou soft skills. Isso ressalta a importância do autoconhecimento e autodesenvolvimento. Cursos voltados para inteligência emocional, compreensão do perfil comportamental, entre outros, são essenciais neste processo.
A abordagem dos atletas e profissionais do mundo corporativo em relação ao gerenciamento das emoções também é crucial. A necessidade de reconhecimento da importância da saúde mental, tanto para os atletas quanto para os líderes empresariais, é imperativa. Afinal, são seres humanos em ambos os contextos, e a chave para a maximização da performance está em reconhecer e valorizar essa individualidade. A capacidade de lidar com as emoções, de ter autoconhecimento e de buscar ajuda quando necessário, é fundamental para alcançar a excelência em qualquer área da vida.
Dica Dez Por Cento Mais
Jean Schiavinatto, entre outros títulos, é mestre em Educação e Desenvolvimento Humano pela Unicamp e MBA em Liderança, Inovação e Gestão 4.0 pela PUC. Ao fim do programa, deixou sua Dica Dez Por Cento Mais:
“A minha Dica 10% Mais é assim: pensa na vida de vocês como uma régua. Existem réguas de 30 cm, 50 cm e 100 cm. A gente transforma os centímetros em anos. O mais importante independentemente do tamanho da régua é a hora que você olhar para trás e chegar lá no finalzinho dela, você ter feito a diferença na vida das pessoas com as quais você convive.”
Assista ao Dez Por Cento Mais
Um novo episódio do Dez Por Cento Mais pode ser assistido ao vivo todas as quartas-feiras, às oito da noite (horário de Brasília), no YouTube. O programa também está disponível em podcast, no Spotify. A apresentação e produção é da jornalista Abigail Costa e da psicóloga Simone Domingues.
Na Grécia Antiga, a dialética era considerada um método de argumentação de ideias opostas com o objetivo de se alcançar a verdade. Atualmente, é considerada o modo de compreendermos a realidade como essencialmente contraditória e em permanente transformação. Sua ideia básica é que toda posição contém sua antítese, ou seja, sua posição oposta.
O filósofo alemão Friedrich Hegel, um dos criadores dos sistemas filosóficos do final do século XVIII e início do século XIX, indicava a importância de se reconhecer a inter-relação entre as partes e das partes com o todo, afirmando que a busca pela verdade seria possível se conseguíssemos ter uma visão do todo, caso contrário, poderíamos atribuir valores exagerados a verdades limitadas.
Outro dia, caminhando na beira da praia, aliás uma das coisas que mais gosto de fazer, fiquei pensando na dialética da natureza: o oceano, com toda a sua potência, vai mudando suas características ao se aproximar da costa, e chega à praia numa ondulação rasteira, num vai e vem constante que se assemelha à uma dança.
Talvez seja mais fácil compreender a dialética na natureza e nas coisas, como dia e noite, som e silêncio… Mais difícil, aceitar que ela também está presente em nós.
Aprendemos muito precocemente que não podemos evidenciar nossas fragilidades. Aprendemos que precisamos mostrar apenas as nossas conquistas, escondendo e mascarando os nossos erros, ou então, seremos vistos como incompetentes.
Nessa busca polarizada, enfrentar um desafio e errar, ou não conseguir fazer algo, pode gerar um rótulo autoatribuído de que somos falhos, fracassados, inúteis. Isso não se refere apenas a ações, mas em nossa sociedade, parece se estender aos aspectos emocionais.
Muitas pessoas se sentem inadequadas por experimentarem emoções, como a raiva ou a tristeza, como se existisse um padrão exato do que se pode ou não sentir.
Como se olhássemos através de lentes de aumento, as situações difíceis parecem nos sequestrar para um olhar enviesado, unilateral, capaz de medir a nossa força justamente quando nos sentimos mais fragilizados. Assumindo uma posição estanque, recusamos o convite da vida para entrarmos em sua dança e nos recolhemos.
Por receio de ser isso ou aquilo? Pois somos isso e aquilo, antíteses somadas, inter-relacionadas, expressas em situações diversas que mudam, se atualizam, se renovam.
Somos isso, aquilo e o que ainda está por vir!
Talvez em alguns dias você se sinta fraco, quase como uma marola, aquela onda pequena que está na beira da praia. Recorde-se sobre a dialética de todas as coisas. Feche os olhos. Respire fundo. Perceba a ação dos ventos que batem na superfície das águas e mudam as suas direções. Respire fundo novamente. Concentre-se no ir e vir das ondas e lembre-se: mesmo nesses dias, você continua sendo o oceano!
Simone Domingues é psicóloga especialista em neuropsicologia, tem pós-doutorado em neurociências pela Universidade de Lille/França, é uma das autoras do canal @dezporcentomais, no YouTube. Escreveu este artigo a convite do Blog do Mílton Jung.
A sociedade está passando por mudanças rápidas e os adolescentes enfrentam uma montanha-russa de desafios emocionais. Estamos em uma era de constantes conexões digitais, pressões acadêmicas e sociais, e uma exposição sem precedentes a informações e estímulos. Mas, ao mesmo tempo, testemunhamos uma mudança positiva: o aumento das conversas sobre saúde mental e a prevenção ao suicídio
A Dra. Nina Ferreira, médica psiquiatra, colaboradora deste blog, foi entrevistada no programa Dez Por Cento Mais, no YouTube, quando falou do Setembro Amarelo, mês dedicado a prevenção ao suicídio. Na conversa mediada pela jornalista Abigail Costa e a psicóloga Simone Domingues, que também escrevem aqui no blog, os desafios enfrentados pelos adolescentes foi um dos destaques.
A necessidade de uma abordagem empática
É crucial adotar uma abordagem empática ao lidar com adolescentes e suas famílias, de acordo com Nina Ferreira, que é especialista em terapia do esquema, neurociências e neuropsicologia. Para ela, compreender as necessidades emocionais, oferecer apoio genuíno e fornecer orientação apropriada são passos fundamentais na promoção da saúde mental dos jovens.
Um ponto essencial destacado na entrevista é que desafios emocionais fazem parte da jornada de todos nós. Sofrimento e incertezas são sentimentos comuns, e buscar ajuda profissional não é sinal de fraqueza, mas de coragem e responsabilidade consigo mesmo.
A responsabilidade pela saúde mental é compartilhada
A importância da família e da comunidade também foi ressaltada. A base de apoio fornecida por entes queridos e pela comunidade desempenha um papel vital na saúde mental dos adolescentes. A comunicação aberta, o respeito pelas emoções dos jovens e o compartilhamento de preocupações são cruciais.
Além disso, devemos lembrar que a responsabilidade pela saúde mental não recai apenas sobre os ombros dos profissionais de saúde mental. É uma responsabilidade compartilhada que abrange toda a sociedade. Todos nós temos um papel a desempenhar na construção de uma cultura de apoio.
É preciso criar uma cultura de apoio
Outro ponto importante é a necessidade de criar um ambiente em que os adolescentes se sintam à vontade para falar sobre suas emoções e buscar ajuda quando necessário. Conversas sobre saúde mental devem ser encorajadas, e o estigma associado a esses tópicos deve ser superado.
Na entrevista, a Dra. Nina Ferreira destacou a importância da comunicação. Na dúvida, devemos falar sobre questões relacionadas à saúde mental. A comunicação é a ponte que nos liga aos outros, e é fundamental para compreender e apoiar aqueles que estão passando por momentos difíceis.
Busque tratamento adequado
Histórias de superação e recuperação também foram compartilhadas pelas pessoas que assistiram ao programa, ao vivo. Elas nos lembram de que, com a ajuda adequada, é possível encontrar esperança e melhorar a qualidade de vida. Ter uma rede de apoio composta por amigos, familiares e profissionais de saúde é uma parte fundamental desse processo.
Prevenir problemas de saúde mental e buscar tratamento adequado quando necessário são aspectos vitais de nossa jornada. A Dra. Nina enfatizou que a saúde mental é a base para a saúde como um todo, e cuidar de nossa mente é essencial para uma vida plena e saudável.
Sugestões para falar sobre suicídio
Seja empático e compreensivo.
Evite julgamentos ou culpabilização.
Ofereça apoio e solidariedade.
Reforce que o suicídio é uma doença que pode ser tratada.
Incentive a pessoa a procurar ajuda profissional.
Se você está pensando em suicídio, procure ajuda imediatamente.
Assista aqui à entrevista completa com a Dra Nina Ferreira. O programa Dez Por Cento Mais, apresentado por Abigail Costa e Simone Domingues, vai ao ar, todas às quartas-feiras, oito horas da noite, ao vivo, no YouTube:
Usar roupas coladas no corpo, quando se gosta é de moletom.
Comer salmão, quando se gosta é de frango frito e linguiça calabresa.
O que não existe é chato de manter – as aparências podem até reluzir, mas são ocas e pesadas, te deixam vazio e te inundam de angústia… Nunca está bom o suficiente!
O que não é seu, mas você se propõe a carregar e expor na sua vitrine, te rouba horas e dias preciosos de vida. É tanta preocupação e esforço para manter… que cansa. Vida chata. Quando isso vai acabar mesmo?
Pode acabar agora.
Olha aí dentro e me diz: o que realmente é seu?
Quais ideias você que pensou? Quais gostos foi você que descobriu que tem? Quais sonhos e ambições fazem seu coração se encher de alegria?
Pronto – isso existe. Tudo isso é seu e, portanto, é mais leve. Não existe esforço em construir e manter – existe entusiasmo, persistência, coragem… verdade pura que te move para frente e pra cima!
Esquece o que não existe, para de carregar peso que não é seu.
Para de carregar o peso da aparência.
Viva o que, realmente, existe em você – viva feliz e leve.
Dra. Nina Ferreira (@psiquiatrialeve) é médica psiquiatra, especialista em terapia do esquema, neurociências e neuropsicologia. Escreve este artigo a convite do jornalista Mílton Jung.