Fora-da-Lei

Dra. Nina Ferreira

@psiquiatrialeve

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Quer conhecer o verdadeiro caminho da sua felicidade?

Seja Fora-da-Lei. Corra das Leis Sociais.

“Tem que tirar carteira de motorista aos 18”;

“Tem que ter casa própria”;

“Tem que casar e viajar de lua de mel”;

“Tem que ter o primeiro filho antes dos 30, e engatar o segundo logo – porque não é bom ter um filho só”;

“Tem que subir de cargo na empresa”;

“Tem que juntar dinheiro pra aposentadoria”;

“Tem que viajar 1 vez por ano porque isso é curtir a vida”…

Nossa, quanta lei, quanta regra! Quando isso acaba???

A resposta é: nunca.

A sociedade humana adora criar ideias do que é certo e errado e todo mundo se sente pressionado a seguir porque… “Vai que me criticam? O que vão falar de mim? E se todo mundo me odiar e me abandonar?”

Entre na onda das Leis Sociais e pronto – sua felicidade acabou.

Tem como ser feliz fazendo coisas que você nem sabe se gosta nem sabe se vai conseguir e se sente pressionado o tempo todo pra fazer? Quem consegue ser feliz assim?

Seja Fora-da-Lei.

Dirija carros ou não; compre uma casa ou não; tenha filhos ou não…

Antes de fazer qualquer coisa, pare e pense: “Por que vou fazer isso? O que vou ganhar? Vale a pena o esforço, a dedicação, o tempo de vida?”

Quebre as Leis Sociais.

Crie suas próprias Leis.

Eu, do alto do poder sobre minha própria vida, determino que minhas Leis são: … (preencha como quiser, como gostar, como fizer sentido pra você – use sua liberdade)”

Seja Fora-da-Lei.

Seja Dentro-das-Suas-Leis.

Seja, verdadeiramente, você;

seja, verdadeiramente, feliz

Dra. Nina Ferreira (@psiquiatrialeve) é médica psiquiatra, especialista em terapia do esquema, neurociências e neuropsicologia. Escreve este artigo a convite do jornalista Mílton Jung

Sinta raiva!

Dra. Nina Ferreira

@psiquiatrialeve

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“Sentir raiva é pecado”, “Raiva é um veneno”, “Raiva mata”.

Então… já pequei, já fui envenenada, já morri. 

E, vez ou outra, faço tudo de novo.

Você já sentiu raiva?

Se sim, me conta: você teve escolha?

Te pergunto porque do lado de cá, na minha mente e no meu corpo, a resposta é… não.

A raiva nunca me perguntou se poderia chegar, entrar, ficar. Ela sempre me atropelou tipo um trator desgovernado. É assim até hoje.

Revolta, incômodo, angústia… explosão. 

Raiva é emoção pura, visceral, animal. Não existe escolha.

Fome, sono, respiração… Natureza mostrando quem manda. A raiva está nesse grupo aí – é espontânea e independente da nossa vontade.

A raiva é seu corpo e seu cérebro te dizendo:

“Presta atenção, estão te invadindo, estamos sob ameaça, olha o ataque!” 

No fim, ela quer te proteger. Pra você sobreviver, ela te enche de noradrenalina e de cortisol e te faz uma máquina potente, pra lutar ou pra fugir, mas morrer – jamais.

Então… Sinta a raiva! 

Quando ela aparecer: perceba que ela chegou; dê nome pra ela; ouça de qual ameaça ela está te alertando.

Depois: dê um tempo, enquanto convoca seu córtex frontal, a “Sra. Razão”; construa um diálogo entre os dois.

Uma hora a Raiva fala, em seguida a Razão argumenta… a Raiva se revolta, a Razão pondera…

Pronto. A partir daí, a decisão está tomada – enumere as atitudes, uma a uma, que vão te levar ao resultado que você precisa: se distanciar, conversar num outro momento, tentar outro caminho (porque soltar é mais eficaz que insistir)…

Seja o que for, a Raiva chegou, fez o papel dela – te alertou do perigo – e se foi.

Não precisa temer. A Raiva não é inimiga, nem pecado, nem veneno e, muito menos, morte.

A Raiva é a Vida querendo sobreviver.

Sinta a Raiva. Depois, chame a Razão. E, depois, crie seu plano e caminhe pelo mundo, orgulhoso do seu autoconhecimento e do seu autodomínio.

Os fortes, os sábios, os bons… sentem Raiva, mas fazem dela um motor de Vida.

E então, me diz… Você faz o quê com sua Raiva? Foge… ou sente e vive?

Dra. Nina Ferreira (@psiquiatrialeve) é médica psiquiatra, especialista em terapia do esquema, neurociências e neuropsicologia. Escreve este artigo a convite do jornalista Mílton Jung