Sua Marca: qual é a sua experiência com programas de fidelidade?

 

 

Os programas de fidelidade atendem a duas tarefas importantes do branding que são aproximar os clientes e mantê-los, por isso devem fazer parte da estratégia de negócios de empresas e marcas.

 

Jaime Troiano e Cecília Russo, no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, conversam com Mílton Jung sobre os cuidados que devem ser levados em consideração no momento em que se estrutura um programa de fidelidade, seja em uma grande empresa seja em pequenos negócios:

 

1 — pense em um programa que não traga vantagem apenas para a empresa; pense no benefício do cliente.
2 — investe tempo planejando a mecânica do programa; faça um sistema de pontuação e resgate simples e de fácil acesso
3 —- tenha transparência na pontuação

 

Como lembra Jaime Troiano chega a ser duas ou três vezes mais caro conquistar um cliente do que garantir a fidelidade dele, portanto desenvolver um bom programa de pontuação é importante nesta tarefa de manter os consumidores próximo de você. Agora, cuidado porque um programa mal planejado, no qual o cliente não perceba as vantagens que terá e, principalmente, que o faça se sentir enganado pelas dificuldades no resgate dos prêmios pode ter efeito contrário.

 

Qual é a sua experiência em programas de fidelidade? Qual o mais atrativo? Qual costuma usar? Qual trouxe mais dor de cabeça.

Conte Sua História de São Paulo: meu apartamento novo na rua Aurora

 

Por Adalberto Pessoa Junior
Ouvinte da CBN

 

 

No início da década de 1970 meus únicos dois primos que conviviam comigo em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, se mudaram para São Paulo. Desde então, comecei a vir para esta cidade sempre que podia, sobretudo no período de férias ou quando estava de passagem fazendo outras viagens. Eles moravam na Alameda Barão de Limeira, próximos de uma outra tia querida que morava na Rua do Arouche.

 

Os períodos nos quais passei em São Paulo deixaram as melhores lembranças. Meus primos sempre reservavam novos passeios que sabiam que eu iria gostar. Além dos típicos passeios ao zoológico, simba-safari, museu do Ipiranga, começamos a acompanhar também a chegada dos novos shoppings. Fiquei de boca aberta ao ver pela primeira vez o Shopping Eldorado logo após ser inaugurado, em 1981. Me levavam a restaurantes típicos, como um que servia comida típica goiana… naquela época nem tinha noção da existência de tantos restaurantes típicos!
 

 

E assim foi ao longo de minha infância e adolescência. Mas, de tudo, o que eu mais gostava era passear pelo centro de São Paulo, a pé, junto com eles. Passar pela Rua Direita, nem que fosse rapidamente, era obrigatório. Na época, a região já tinha fama de apresentar um “certo perigo”, pois havia trombadinhas e prostitutas. Porém, isto nunca foi um problema, pelo contrário, tudo era novidade e me divertia.
 

 

Ao completar 18 anos fui estudar em Minas Gerais, mas as paradas em São Paulo continuavam durante os feriados e férias, pois eles moravam ao lado da antiga rodoviária, aquela com cobertura colorida no bairro da Luz, que  hoje é vizinha da Sala São Paulo e da Cracolândia. Caminhando, chegava em 10 minutos até a casa deles.
 

 

O tempo passou, me formei, fui trabalhar em diferentes cidades do interior de São Paulo, mas as paradas nesta cidade eram obrigatórias e continuaram até que ambos se casaram e foram morar longe do centro, na zona sul e estão lá até hoje. Porém, eu gostava mesmo era de permanecer no centro e foi quando passei a frequentar a casa de um tio que era ator e morava no bairro do Bixiga. A paixão pela cidade aumentou. Ia muito ao teatro, shows e frequentava regularmente os mesmos ambientes dos atores.
 

 

O tempo passou, me casei e não perdi a primeira oportunidade de mudar para São Paulo. Desde 1998, moro no Alto da Lapa. Cinco anos atrás em um dos constantes passeios pelo centro, a caminho de um delicioso restaurante peruano, não resisti e comprei um apartamento na planta, na Rua Aurora, próximo a Praça da República, no meio da muvuca. Quase ninguém da família ou dos amigos conseguiu entender essa nova aquisição… apenas o meu tio, o ator!! O espanto sempre vinha acompanhado da seguinte “pergunta-afirmação”: mas você não vai morar lá, vai?! Minha resposta sempre é a mesma: por que não?
 

 

Recentemente o prédio ficou pronto e o apartamento está em fase final de conclusão. Meu filho e eu ainda estamos decidindo quem vai morar lá, pois ele também quer! Cada vez que vou ao apartamento acompanhar a obra de conclusão, fico com mais vontade de viver ali, pois é onde encontro o mundo todo vivendo na vizinhança, e posso ir caminhando a teatros, cinemas, exposições, shows e excelentes restaurantes.

 

Como sempre dizíamos 45 anos atrás: o centro é passado, presente e futuro.
 

 

Adalberto Pessoa Junior é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é de Cláudio Antonio. Participe e envie seu texto para milton@cbn.com.br

Conte Sua História de São Paulo: a camisa de futebol que me salvou a viagem

 

Por Neide Brum Duarte
Ouvinte da CBN

 

 

Eu moro em Bom Jesus dos Perdões, São Paulo, uma cidade pequena e distante da capital mais ou menos 70km. Eu vou à capital com certa frequência. E há mais de 10 anos, em uma dessas idas, eu levava um amigo para uma audiência no Fórum da Barra Funda, na zona Oeste. Íamos, esse meu amigo, duas filhas dele, eu e meu filho mais novo que morava na capital para estudar. Meu filho Guilherme é corintiano fanático — a segunda pele dele é (agora é um pouquinho menos) a camisa do Corinthians.

 

Bem, fomos com tempo para chegarmos ao fórum antes da audiência. Mas logo na chegada a São Paulo, meu carro que era novo teve uma pane na rodovia Fernão Dias. Fiquei apavorada, liguei o pisca alerta e desci do carro para colocar o triângulo. Meu filho desceu e meu amigo também para pedir que os carros desviassem. Foi horrível. O que fazer??? Telefonei para a seguradora que se prontificou a mandar um guincho e um táxi, ficamos à espera e as coisas nesse caso demoram um século.

 

De repente, eu vejo uns homens vindo em nossa direção. Fiquei com medo pois aquele lugar é bem feio. Os homens se aproximaram, uns fizeram uma espécie de muro na rodovia parando o trânsito e outros tiraram o carro, no braço, e o puseram no acostamento. Acredita????

 

Depois de feito isso, eu comecei a chorar de emocionada e fui humildemente agradecer a um deles que me pareceu o líder: — Muito obrigada, nem sei como lhe agradecer. Ele me respondeu: — Senhora, não me agradeça; nós não viemos por sua causa, nem a vimos, nós viemos por aquela camisa!!!Acredita???

 

A camisa do Corinthians salvou o meu dia em São Paulo.

 

Neide Brum Duarte é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte mais um capítulo da nossa cidade: escreva para milton@cbn.com.br

Sua Marca: a fórmula do sucesso de marcas centenária

 

 

Têm marcas que passaram de pai para filho com a mesma competência com que se mantiveram no cenário de uma geração para outra de consumidores. No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Jaime Troiano e Cecília Russo conversaram com Mílton Jung sobre as marcas centenárias e a fórmula do sucesso:

 

“Relevância é fruto da consistência combinada com a renovação” — Cecília Russo

 

Mate Leão, Coca Cola, Salton e Droga Raia são algumas das marcas lembradas no programa que conseguiram se manter presentes no mercado mesmo diante da sua longevidade —- ou graças a sua longevidade.

 

“São um sucesso, primeiro porque fazem um trabalho consistente; e segundo porque o mundo precisa desses pilares de permanência, dessas referencias históricas” — Jaime Troiano.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: Marcelo Coutinho fala do passo a passo do processo de venda

 

 

“Toda venda tem começo, meio e fim. Ela tem um processo; e como se desenvolve esse processo? Ao longo deste processo, eu tenho de ter a atenção do cliente, estruturar um discurso racional, inteligível e, terceiro, torná-lo emocionante” — Marcelo Gonçalves Coutinho CEO da Intermind Desenvolvimento Empresarial

 

Fazer a pergunta certa no momento certo é uma das estratégias para melhorar os resultados das vendas sugeridas por Marcelo Gonçalves, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo. Autor do livro “A venda nossa de cada dia — a nova bíblia de vendas”, Gonçalves identifica as cinco etapas do processo de venda: a preparação, a exploratória, a discursiva, as objeções, os sinais de compra e o fechamento. Um dos conceitos defendidos em seu trabalho é o de vendas neurais:

 

“Vendas neurais tem como base a neurociência e focar no cliente e não mais no produto, entender como está funcionando o cliente”

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site da CBN e nos perfis da rádio no Facebook e no Instagram. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. O Mundo Corporativo tem a participação de Guilherme Dogo, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Conte Sua História de São Paulo: os passeios com meu avô na praça do Municipal

 

Por Raul Magliari

 

 

Tenho 65 anos e sou paulistano com muito orgulho. Nasci na Rua Tamandaré próximo a Rua do Glicérico, Rua da Glória e a Lava-Pés — local onde existia uma escola de samba que saía ali da rua Sinimbu. A sede da escola ficava do lado de uma carvoaria — sim, vendiam carvão de carroça, nunca vou esquecer! Tinham também os campos da várzea do Glicérico ao lado da Igreja da Paz, onde fiz a primeira comunhão.

 

Estudei “Bacurau” — o espirita — no Grupo Escolar Cruzeiro do Sul, que ainda funciona com as mesmas características, que ficava ao lado do Morro do Piolho onde eu empinava pipa e jogava bola após as aulas —- que saudades. Lembro ainda que no fim da rua espírita — era uma rua sem saída — tinha uma fábrica de chapéus que se não me falha a memória era chamada Ramenzoni.

 

Freqüentei muito, levado por meu avô, a praça em frente ao Teatro Municipal onde tem a fonte com cavalos — acho que é a praça Ramos de Azevedo — e lembro das palmeiras que eram imensas. Tinha o bonde que ia até a Praça Clóvis Bevilaqua — andei nos dois tipos: abertos e fechados. Era sensacional! Depois fui estudar no Colégio Paulistano que era o reduto da classe média da Aclimação — o colégio ficava na rua Taguá, depois virou FMU e hoje deve ser Unip.

 

Como disse, tenho orgulho de ser paulistano da gema, de um local que malhou muitos judas como era tradição até pouco tempo atrás. Hoje, infelizmente, temos que malhar outros judas que anda por ai, que não são bonecos — bem você sabe quem são.

 


Raul Magliari é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é de Cláudio Antonio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade. Escreva para milton@cbn.com.br

Mundo Corporativo: compliance vivo depende dos líderes, diz Paulo Suzart

 

 

“A ideia é ser um agente de transformação institucional em que todos estarão falando a mesma língua, e que cumprirão as leis dos órgãos reguladores e as leis do nosso país e, também, aquelas normas, os códigos políticos e processos internos da instituição” — Paulo Suzart, especialista em compliance

 

A sequência de casos de corrupção envolvendo empresas e gestores e a consequência desses atos no destino dessas empresas e gestores têm preocupado as organizações  no Brasil como nunca antes ocorreu. Apesar de o tema que é internacionalmente conhecido por compliance já fazer parte do cotidiano das maiores empresas do mundo, tendo se iniciado nos Estados Unidos ainda no século passado, parece que apenas agora o assunto tem sido tratado com maior profundidade pelas corporações aqui no país. Sem dúvida, o fenômeno vem na esteira das investigações da Lava Jato e nas perdas incalculáveis causadas a algumas das empresas que eram consideradas gigantes nacionais. 

 

Diante dessa realidade, o programa Mundo Corporativo entrevistou Paulo Suzart, do escritório Hage, Navarro, Fonseca, Suzart & Prudêncio Consultoria em Compliance, para entender quais as principais ferramentas que vem sendo usadas pelas empresas para impedir irregularidades de toda ordem. Suzart falou sobre a importância do compliance officer — um profissional com a missão de garantir que todos os procedimentos realizados pelos funcionários estejam de acordo com os regulamentos internos e com as leis externas à empresa.

 

O consultor também alertou para a necessidade de os líderes estarem engajados na ideia para que a cultura do compliance seja implantada:

 

“O mais importante é: boa vontade da alta administração. Sem isso não vai ter um compliance vivo”

 

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, e pode ser assistido no site e nas páginas do Facebook e do Instagram da CBN. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e tem a colaboração de Guilherme Dogo, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Sua Marca: tecnologia não pode desconectar a marca das pessoas

 

 

Ao mesmo tempo que as marcas ganham em produtividade e eficácia ao digitalizar seus serviços, devem estar atentas para o risco de se distanciar do seu consumidor. O alerta é de Jaime Troiano e Cecília Russo que, em conversa com Mílton Jung, no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, falam de algumas iniciativas que têm sido adotadas no sentido de as empresas não perderem esse contato que é importante para o negócio.

 

Um exemplo é a tentativa do Banco Bradesco em criar uma assistente digital batizada com nome feminino, BIA, que nada mais é do que a sigla de Bradesco Inteligência Artificial: “a BIA é um movimento nesta direção: criar proximidade para algo distante e frio; aquecer a relação”, diz Troiano. O próprio Waze, com a possibilidade de se escolher o tom, o sotaque e o sexo da voz automatizada, é uma tentativa de tornar essa relação mais humana.

 

O desafio dos profissionais de branding é entender que ainda somos pessoas que se relacionam com pessoas, mesmos que sejam pessoas-robôs.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar às 7h55 da manhã, todos os sábados, no Jornal da CBN

Conte Sua História de São Paulo: nosso quarto e cozinha na Vila Medeiros

 

Por Marcia Lourenço
Ouvinte da CBN

 

 

Minha história começa na chegada a São Paulo de duas famílias, uma portuguesa e outra italiana, meus avós paternos e maternos, respectivamente. Meus pais se conheceram no bairro da Moóca, onde moravam — e também trabalhavam como tecelões, em uma das inúmeras tecelagens do bairro, nos idos dos anos 1950.

 

Depois de casados, já com minha irmã Terezinha nascida, resolveram ter sua própria casa. Com pouco recurso, tiveram que procurar lugares mais distantes pra morar, literalmente, além-rio… Com muito esforço, compraram um terreno na Vila Medeiros, Zona Norte da Capital, em uma rua sem nome e sem saída, mas muito tranquila, familiar e acolhedora.Não havia transporte público, rede de água e esgoto, asfalto —- era um bairro em formação.

 

Foi nesse cenário que nasci, em outubro de 1959, já na casinha tão sonhada pelos meus pais, construída em mutirão familiar aos fins de semana, onde minha mãe, Dona Júlia ainda vive. O presidente era Juscelino Kubitschek. Por esse motivo ganhei o nome de uma de suas filhas — Márcia —, sugerido pela minha avó que ajudara no parto.

 

Nossa casa era apenas um quarto e cozinha; o banheiro ficava no fundo do grande quintal de terra, onde tínhamos bananeiras, sempre carregadas de banana ouro, que eu amava comer escondida dentro do guarda roupa, onde eram colocadas, envolvidas em jornais para amadurecer. Andávamos muito a pé, cortando caminho pelos vários campinhos que, aos domingos, eram muito usados em animadas partidas de futebol.

 

Meu saudoso pai, Sr. Olindo, por sua vez, jogava malha aos sábados, prática muito comum na época, assim como a bocha. Por vezes, eu o acompanhava ao Clube Thomas Mazzoni e a outros Clubes de malha, para assistir às suas partidas, que lhe renderam alguns troféus e medalhas.

 

Era motivo de alegria a chegada de circos, parquinhos que se instalavam em algum campinho perto de casa. Até os adultos vibravam com a chegada deles. O Parque Shangai era também um passeio que nos encantava. Fiquei muito decepcionada quando foi desativado, ainda na minha infância.

 

Mas quando se aproximava o Natal… a extinta Lojas Pirani, na Av. Celso Garcia, era passeio obrigatório. Ali, para nós era um sonho, luzes de Natal, brinquedos, Papai Noel, enfim… Ver tudo aquilo era o nosso maior presente.

 

E o que falar dos passeios de trem, saindo da Estacão da Luz ou Praça Roosevelt?

 

Paro aqui, no final dos anos 1960. Mas minha história segue, nesta Terra da Garoa, a bordo do Trem das Onze, nessa cidade onde fui e sou muito feliz.

 

Marcia Aparecida Lourenço da Silva é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio e a narração de Mílton Jung. Conte a sua história da nossa cidade. Escreva para milton@cbn.com.br.