e da velhice sem sonhos e lugares para descanso e morrer
Portanto, peço a todos, que façamos uma corrente de orações,
para que os nossos governantes cuidem melhor de nossa cidade querida!
Ouça o Conte Sua História de São Paulo
Wilson Jesus Thomaz Dutra é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você também pode ser personagem da nossa cidade. Escreva agora o seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outras histórias, visite o meu blog miltonjung.com.br e o podcast do Conte Sua História de São Paulo.
Passeio ecológico no Morro da Cruz. Foto: site da prefeitura de SP
Nasci em 25 de março de 1968, em Xique Xique, na Bahia. Cheguei a São Paulo aos nove meses de vida, no bairro Jardim Santo André, onde até hoje resido. Sou graduada em pedagogia e geografia. Já lecionei em todas as escolas estaduais do nosso bairro.
Um fato marcante que vivenciei foi em setembro de 2016. Um crime ambiental aconteceu em uma área próxima ao Morro do Cruzeiro que é um dos maiores picos da cidade, com 998 metros de altura, no limite entre as cidades de São Paulo e Mauá, no Jardim Santo André, na zona leste. Lá próximo do parque do Morro, também conhecido por Pico do Votussununga, tinham sido cortadas aproximadamente 350 árvores.
Diante do ocorrido, constitui o coletivo S.O.S Morro do Cruzeiro para defender este patrimônio. Conseguimos realizar cinco ações e reflorestar o local com umas 380 árvores nativas da Mata Atlântica.
Nossas atividades, nos deram autoridade e fomos contempladas pela Jornada do Patrimônio, o que nos permitiu em, novembro de 2021, a entregar um abaixo assinado, com dois mil apoiadores, solicitando a implantação do Parque Natural do Morro do Cruzeiro.
Em agosto do ano seguinte, a Secretaria do Verde e Meio Ambiente, da cidade de São Paulo, instalou mais de dez placas no percurso onde será criado o parque.
Eu me sinto muito feliz em fazer parte desta história em defesa da nossa mini Amazônia da zona leste que é o Morro do Cruzeiro.
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Fatima Magalhães de Oliveira é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você também pode ser personagem da nossa cidade. Escreva agora o seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outras histórias, visite o meu blog miltonjung.com.br e o podcast do Conte Sua História de São Paulo.
Carolina Secviuc entrevistada no estúdio do Mundo Corporativo. Foto: Priscila Gubiotti
“Não existe transformação sem pessoas, porque a gente faz a transformação através de pessoas para pessoas.”
Carolina Sevciuc, PepsiCo
Inovação e transformação digital são temas recorrentes no ambiente corporativo, mas como realmente implementar essas mudanças de forma eficaz? Carolina Sevciuc, diretora sênior de Transformação Digital & Inovação da PepsiCo Brasil, destaca a importância de colocar as pessoas no centro desse processo. Para deixar clara essa visão, na entrevista ao programa Mundo Corporativo, ela brinca com o próprio nome do cargo que ocupa na empresa: “O nome digital está ali só por uma questão de a palavra passar para a gente uma maior agilidade, maior foco, velocidade, mas no fundo, a gente tem as pessoas no centro disso.”
Transformação digital: muito além da tecnologia
Carolina enfatiza que a transformação digital vai muito além da implementação de novas tecnologias. Trata-se de uma mudança cultural que deve ser abraçada por toda a organização. “Já faz um tempo que grandes empresas como a minha entenderam que a gente não faz nada sozinho. E que a gente precisa estar com esse pulso e estar com esse diálogo constante, seja com o consumidor, seja com a universidade, seja com um ecossistema de inovação de startups e scale-ups.”
A diretora chama atenção para a necessidade de se cercar de parceiros competentes e alinhados com os objetivos da empresa: “Não tem uma receita. Eu acho que você juntar pessoas altamente capacitadas que você consiga ter um diálogo, uma conversa que te provoque, e entender a sua situação, a situação da categoria ou da empresa que você está é extremamente importante.”
A inteligência artificial aplicada no negócio
A PepsiCo tem se destacado no campo da inovação e transformação digital através de iniciativas que abrangem desde o aumento da eficiência nas fábricas até o desenvolvimento de novos produtos, explica Carolina. A empresa utiliza inteligência artificial para prever e garantir a qualidade dos produtos em tempo real, como no caso do Cheetos, que é descartado automaticamente se não estiver dentro dos padrões. Além disso, a PepsiCo investe na criação de novos sabores e embalagens, usando seu vasto banco de dados global para acelerar o desenvolvimento e atender às demandas locais.
De acordo com a diretora, a colaboração com startups e a promoção de uma cultura de inovação aberta são pilares fundamentais para manter a empresa na vanguarda do mercado, garantindo que novas ideias e tecnologias sejam incorporadas de maneira eficaz e sustentável.
“A gente cria fóruns para isso. A gente tem globalmente uma presença muito forte de PepsiCo dentro do ecossistema de startups e scale-ups onde as chamadas são abertas. Você entra no site da PepsiCo, vê o que a PepsiCo está procurando e, como startup ou scale-up, você aplica a sua solução.”
A Importância da diversidade da inovação
Para Carolina, a diversidade desempenha um papel crucial na inovação ao trazer diferentes perspectivas, experiências e habilidades para a mesa. Na PepsiCo, a valorização de um time diverso é vista como essencial para impulsionar a criatividade e resolver problemas de maneira mais eficaz. Ela acredita que a diversidade de opiniões e visões de mundo contribui para um ambiente mais dinâmico e inovador. “Transformação se faz como de pessoas para pessoas com opiniões diferentes convergindo para um objetivo maior e único.” A inclusão de colaboradores de diversas origens culturais, sociais e profissionais permite à PepsiCo identificar oportunidades únicas e desenvolver soluções mais abrangentes e eficazes, fortalecendo a capacidade da empresa de inovar em um mercado global competitivo.
Ouça o Mundo Corporativo
O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.
Imagem de Bia Haddad tem forte relação com as marcas Foto: Emmanuel Dunand/AFP
“Nos investimentos em comunicação das marcas, vale sempre a experiência do fabricante de embutidos, para medir a eficácia do investimento. Qual? Ter certeza de que quando você põe porco do lado de cá, sai linguiça do lado de lá”.
Jaime Troiano
A associação entre celebridades e marcas pode parecer uma estratégia infalível, mas a realidade revela nuances importantes. Este foi o tema central do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, apresentado por Jaime Troiano e Cecília Russo, no Jornal da CBN. Eles apresentaram o resultado de um estudo inédito que identifica a conexão existente entre as marcas e as personalidades que as representam em campanhas publicitárias.
Jaime Troiano destaca que a conexão entre celebridades e marcas não é um fenômeno novo. No passado, por exemplo, o ator Paulo Goulart tinha forte presença nos anúncios da OMO, que de tão intensa criou uma sinergia na qual o público associava sempre a imagem dele com o produto. “Sempre houve muitos casos de celebridades, gente importante em diversas áreas, como esporte, música, moda, sendo associados a alguma marca.” Porém, nos últimos 20 anos, ressalta Jaime, essa prática se intensificou, e quase toda pessoa famosa é convidada para representar uma marca ou mais.
Para entender melhor essa dinâmica, a TroianoBranding realizou uma pesquisa online com 1.300 pessoas no Brasil, em parceria com a empresa Brazil Panels. O estudo investigou o quanto as celebridades são percebidas como conectadas às marcas que representam. Os entrevistados tinham que indicar numa lista de 15 marcas, qual ou quais eram as marcas que 27 celebridades, previamente escolhidas, representavam. Foi criado um índice chamado CCM, conexão celebridade marca.
“ Na lista de 27 celebridades, encontramos CCMs variando de 2 até 33. Nenhuma das celebridades teve um índice CCM acima desse 33. Ou seja, nenhuma delas foi reconhecida por mais de um terço da amostra”, explica Jaime.
Cecília Russo complementa com observações interessantes sobre os resultados. Algumas celebridades são amplamente conhecidas, mas isso não garante uma lembrança automática da conexão com a marca que elas anunciam. “Marcos Mion, por exemplo, é conhecido por 88% dos entrevistados, mas somente 18% se lembram da marca a que ele está conectado.” Por outro lado, figuras menos conhecidas, como a tenista Bia Haddad Maia, têm um índice de associação mais eficaz entre aqueles que a conhecem.
A Marca do Sua Marca
A principal marca do comentário é a constatação de que a eficácia da associação entre celebridades e marcas deve ser analisada com cuidado. Não basta ser famoso; é preciso que a conexão com a marca seja forte e memorável. Cecília ressalta: “Conexões onde a celebridade apoia várias marcas são mais dispersivas.”
Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso
O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo.
“Logo os profissionais, assim como eu, por exemplo, decidem com quem querem trabalhar, e a gente vê que isso é muito mais frequente nas novas gerações.”
Carla Hoffmann, AWA Growth
A economia verde não é apenas uma tendência passageira, mas uma transformação necessária para a sobrevivência e prosperidade das empresas no século XXI. Este foi o principal ponto destacado por Carla Hoffmann, CEO da AWA Growth Partner Marketing, durante sua entrevista no programa Mundo Corporativo, da CBN. Carla enfatizou que a mudança para modelos sustentáveis não só beneficia o planeta, mas também se alinha com os valores das novas gerações de trabalhadores. “Se as empresas não se adaptarem, talvez até elas tenham dificuldade de encontrar pessoas realmente engajadas em fazê-las crescerem,” afirmou.
Desafios e estratégias para uma economia verde
Carla Hoffmann abordou a importância da conscientização e reestruturação de processos dentro das organizações para incentivar modelos de inovação e economia verde. “Precisa, realmente, primeiro uma conscientização, um entendimento do próprio exercício de uma liderança mais regenerativa,” explicou. A CEO destacou que muitas empresas não foram originalmente construídas com um foco sustentável, o que torna a adaptação um desafio, mas também uma oportunidade de inovação.
Além de conscientizar e educar as lideranças, Carla ressaltou a necessidade de integrar novas tecnologias e soluções para mitigar os impactos ambientais. “A gente vai precisar mudar o nosso modelo de interação econômica, essa é a nossa nova economia”, disse ela, referindo-se à prática de uma economia mais verde.
Financiamento para empresas com impacto positivo
A AWA Growth Partner Marketing é uma consultoria especializada na expansão de mercados para empresas que têm impacto positivo no meio ambiente e na sociedade. A empresa atua em duas frentes principais: consultoria estratégica de marketing para identificar e estruturar estratégias de crescimento adequadas para cada cliente, e acesso ao capital, ajudando empresas regenerativas a obter financiamentos que estejam alinhados com seus valores e objetivos sustentáveis. Com foco exclusivo em negócios regenerativos, a AWA Growth apoia a implementação de práticas de economia verde, promovendo inovação e lideranças regenerativas dentro das organizações.
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Em 1947, meus pais compraram um terreno no Alto da Vila Prudente e logo começaram a construir num sistema de mutirão com irmãos, sobrinhos e cunhados. A primeira etapa a ser feita foi o poço que, quando atingiu 12 metros, nos deu a santa água! Foi uma alegria!!
Aos domingos, eu e o meu pai saíamos cedo, pegávamos o bonde aberto n° 32, Vila Prudente, na Praça João Mendes, e ali encontrávamos o tio Miro, esposo da tia Tica, Lídia por batismo e irmã do meu pai. Tio Miro era o nosso mestre de obras. Na ocasião, estavam construindo o Cine Marrocos, junto com o Antonio, o Tonhão, irmão do meu pai, e o Luizinho, cunhado do Tonhão. Com todos reunidos, seguíamos em direção à Vila Prudente. O bonde descia a Rua da Glória, Lavapés, e eu não via a hora da passagem pelo campo do Ipiranga F.C. Ficava na rua Silva Bueno, onde grandes craques jogavam: Ceci, Brandão, Rubens .… Lá vai o bonde na porteira do Ipiranga, parava para esperar outro carro, pois só tinha uma linha, e até vir outro a espera era por vezes longa, mas emocionante.
O bonde parava em frente ao Cine Vila Prudente. Até o Largo da Vila Prudente o calçamento era de paralelepípedo. Já a rua do Orfanato era uma subida de terra, que em dias de sol era uma poeira só, e no de chuva, barro e lama. No cruzamento da rua do Oratório tinha um orfanato enorme: ao lado, um casarão antigo do Dr. Camillo e um trilho entre os eucaliptos que nos levava ao terreno em frente: um enorme morro. Do terreno avistava-se a cidade e a torre do Banco do Brasil e ao nosso redor, só mato, terra e céu. Subíamos a rua até chegar ao terreno, onde a tão sonhada casa era erguida.
Os adultos assentavam os enormes tijolos que eu carregava um por vez, faziam a massa de barro, enquanto meu pai tirava água do poço. A casa subia devagar e assim foi até 1950 quando ficou pronta pra ser a nossa moradia.
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José Luiz da Silva é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você também pode ser personagem da nossa cidade. Escreva agora o seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outras histórias, visite o meu blog miltonjung.com.br e o podcast do Conte Sua História de São Paulo.
“Parece que hoje nós estamos descobrindo a pólvora”
Jaime Troiano
Os desejos e necessidades dos consumidores estão longe de ser uma descoberta moderna. No”Sua Marca Vai Ser Um Sucesso”, da CBN, Jaime Troiano e Cecília Russo destacam um livro que, apesar de publicado há mais de seis décadas, traz lições valiosas e atuais sobre o comportamento do consumidor e a construção de marcas: ”The Hidden Persuaders” (1957), do autor americano Vance Packard.
O livro faz uma crítica como as empresas americanas da época utilizavam as necessidades latentes dos consumidores para moldar suas estratégias de marketing e branding. Jaime Troiano comenta que o texto de Packard tem uma clara intenção crítica sobre o que é o capitalismo e o consumo nos Estados Unidos: ”o autor mostra como são as formas de operar com desejos latentes dos consumidores para construir estratégias de marca”.
Para Jaime, a leitura de “The Hidden Persuaders” contraria todas essas tendências de achar que somente agora, com as novas tecnologias, tais como a engenharia digital e a inteligência artificial, fomos capazes de grandes revelações sobre o comportamento do consumidor e as formas de persuadi-lo.
Um bom exemplo de como esse conhecimento já era explorado, na época do lançamento do freezer, muita gente criticava o equipamento por achar que havia pouco alimento para guardar e seria uma decisão economicamente irracional pelo custo do produto e do consumo de eletricidade. Análises profundas de psicólogos mostraram, porém, o quanto a época pós-guerra ainda era de incertezas, em geral e o freezer representava a certeza de que haveria sempre comida na casa, representava segurança, menos para a proteção dos alimentos em si e muito mais pelo sentimento de segurança para a família.
“Não era um benefício funcional que contava mas um apelo profundamente emocional que estava em jogo”, destaca Jaime
Outro estudo da década de 1950, lembrado no “Sua Marca”, investigou por que as mulheres mudavam constantemente de produtos de limpeza sem demonstrarem lealdade. Jaime conta que a mudança de paradigma aconteceu quando as marcas começaram a valorizar não apenas a funcionalidade dos produtos, mas a autoestima das consumidoras.
Cecília, por sua vez, traz o exemplo dos automóveis, discutindo como a escolha de um carro está profundamente ligada ao senso de poder e autoestima do proprietário, um conceito que muitos consumidores podem não admitir conscientemente: “… não se diz isso explicitamente para o proprietário na comunicação da marca. O que se diz? O que um instituto de pesquisa descobriu na época é que você precisava dar para o proprietário um argumento de como o carro tem uma margem extra de segurança diante de emergências”.
A Marca do Sua Marca
A redescoberta de princípios antigos que ainda governam as estratégias de branding é o destaque do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso. Apesar de os avanços tecnológicos e das novas ferramentas de marketing, as motivações humanas básicas continuam a influenciar profundamente as decisões dos consumidores. A lição deixada é que, olhar para o passado pode oferecer ideias valiosas para enfrentar os desafios do presente e do futuro.
Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso
O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo. A sonorização é do Paschoal Júnior.
Reprodução do vídeo da entrevista ao Mundo Corporativo
“Quer ter sucesso? Trate bem o fornecedor, trate bem seu funcionário, muito bem seu funcionário e trate bem o seu cliente.”
Amilcar Sá, MC Tintas
O mundo dos negócios pode ser um terreno árido e desafiador, especialmente para aqueles que desejam empreender e inovar. Entretanto, a história da MC Tintas, que se iniciou há 60 anos, mostra que o caminho para o sucesso pode ser trilhado com uma boa dose de respeito e dedicação aos principais pilares de uma empresa: fornecedores, funcionários e clientes. É no que acreditam Amilcar Sá e Renato Sá entrevistados no Mundo Corporativo, da CBN. Amilcar começou aos 16 anos com os dois irmãos, fundadores da empresa, e Renato assumiu o comando da MC Tintas, em 2020.
Com mais de 220 unidades no Brasil, a companhia faturou R$ 563 milhões, em 2023. Para 2024, a meta é chegar a R$ 680 milhões, com 20% de crescimento no número de unidades. Desde 2017, a marca trabalha no sistema de franquia, uma estratégia que Renato Sá quer ampliar. Atualmente, são 120 franqueados. Entender o potencial de cada um desses empreendedores é importante na construção da rede. Renato ressalta que “o sucesso de um empreendedor depende muito mais dele do que do franqueador”, destacando a importância da iniciativa individual no mundo dos negócios.
Inovação e Crescimento
A inovação sempre foi uma característica da MC Tintas. Uma tradição familia, pelo que se ouve nas histórias contadas por Amílcar e Renato. Desde a criação da empresa, a visão de Amilcar e seus irmãos foi transformar as lojas de tintas em ambientes agradáveis e acessíveis para todos os públicos, especialmente às mulheres, que, tradicionalmente, não frequentavam esses estabelecimentos. Amilcar recorda: “As lojas eram muito pesadas, sujas. Não tinha aquele tratamento gostoso. Nós fomos os primeiros a mudar isso”.
Renato complementa que a empresa continua a se adaptar às mudanças do mercado e do comportamento do consumidor: “Hoje temos muito mais ferramentas do que eles tinham lá atrás. A empresa estuda o novo consumidor, contrata pesquisas e tenta inovar constantemente”. Esse olhar inovador levou a MC Tintas a desenvolver um aplicativo chamado Toc Toc, que conecta consumidores a profissionais de pintura, facilitando o acesso a serviços de qualidade.
Sucessão Familiar e Liderança
A transição de liderança na MC Tintas é um exemplo de como a sucessão familiar pode ser bem-sucedida. Amilcar enfatiza que a preparação foi fundamental: “Não foi porque o Renato é meu filho que ele se tornou CEO. Ele foi apontado como a pessoa mais adequada por uma consultoria externa”. Renato, por sua vez, destaca a importância do preparo e da contínua busca por conhecimento: “Liderar é não parar nunca. É estudar, fazer cursos e ter vontade de passar a cultura da empresa”.
A relação pai e filho dentro da empresa é um equilíbrio de aprendizado e liderança compartilhada. Renato reconhece o papel crucial de seu pai como mentor: “Tenho uma grande oportunidade de ter meu pai do meu lado, meu espelho, e meu mentor”.
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Imagem da E.E. Heróis da FEB, no Parque Novo Mundo (reprodução Facebook)
Eu tinha nove anos, em 1970, quando minha família se mudou do Tatuapé, numa casa que sobreviveu à construção da estação do metrô, para um bairro próximo, do outro lado do Rio Tietê: o parque Novo Mundo, vizinho da Vila Maria, Penha e Guarulhos.
O nome do bairro é uma referência ao novo mundo surgido após a Segunda Guerra Mundial, com as ruas homenageando nossos combatentes da FEB, muitos dos quais tombaram na Itália, onde nosso exército lutou bravamente contra o nazifascismo.
Fomos morar na rua Soldado João Pereira da Silva, 16, esquina com a Pistoia, nome de uma cidade italiana, na região da Toscana. Em Pistoia, a cidade, localiza-se o Cemitério Militar Brasileiro onde foram enterrados os nossos soldados que morreram em batalha, mais tarde transferidos para o Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro. As placas com os nomes permaneceram lá e também o Monumento Votivo Brasileiro da Segunda Guerra Mundial.
Nas cidades Italianas por onde a FEB passou, os brasileiros são reverenciados até hoje. Há um vídeo que registra uma solenidade em Montese, com as crianças cantando a Canção do Expedicionário num bom português. É realmente emocionante.
Voltando ao Parque Novo Mundo: na minha rua havia poucas casas e vários terrenos baldios. Naquela época não tinha iluminação pública, água encanada, esgoto e asfalto.
Só havia uma linha de ônibus atendendo o bairro que seguia para o Parque Dom Pedro II e dava a volta no mundo. O guarda noturno fazia sua ronda à cavalo, depois passou para a bicicleta e bem depois para a moto.
Na esquina de casa ficava o restaurante do Sr, João e da dona Olinda. A padaria dos Srs. José e Joaquim era na mesma quadra, esquina com a avenida principal. Os nomes dos proprietários já dizem tudo, moravam no bairro muitos imigrantes, não só portugueses, mas também espanhóis, italianos, japoneses, convivendo como deveria ser no Novo Mundo surgido.
Na rua Pistoia havia uma colônia japonesa num terreno bem grande, quase um quarteirão, e os japoneses jogavam beisebol e praticavam Tai chi chuan no pátio. Em 1988, no terreno foi construído um hospital, o Nipo-Brasileiro, com as presenças ilustres do Príncipe e da Princesa do Japão, do presidente José Sarney, do governador Orestes Quércia, do deputado Ulisses Guimarães e muitas outras autoridades
A única escola era estadual e chamava-se Heróis da FEB, mas não estudei lá não. Eu e minha irmã fomos estudar no Colégio Santa Catarina, na Ponte Grande em Guarulhos, que já não existe há muitos anos, dando lugar a um condomínio de prédios, onde inclusive hoje mora uma amigo meu. Íamos para escola com algumas crianças vizinhas numa perua Chevrolet já antiga para a época. O Tio e a Tia da Perua, como se diz hoje, eram chamados de senhor.e senhora, mas era outra época.
Nos vários terrenos baldios, a molecada fazia os seus campinhos de futebol. Jogávamos com uma bola “Dente-de-Leite” e calçando “kichutes”, um tênis preto que tinha travas de chuteiras e servia pra ir a escola, também.
No terreno atrás da nossa casa havia um morrinho de uns três metros de altura, o tobogã, que descíamos em caixas de papelão. Era a época dos quadrados, que hoje em dia são mais conhecidos como pipas; do peão de madeira e das figurinhas pra jogar bafo.
Depois, ganhamos a liberdade com uma bicicleta de duas rodas, a minha era uma Caloi dobrável; mas alguns tinham a Monareta e aí o bairro foi mais explorado pela turminha.
Infância muito feliz.
Só me mudei do bairro quando saí de casa para me casar, mas ainda trabalho no Novo Mundo. Hoje, já com água, encanada, iluminação nas ruas e diversas linhas de ônibus. Dizem que terá até uma estação de metrô. Vamos aguardar.
Ah, pra finalizar, numa busca na internet encontrei, em notícia de 2022, o soldado, hoje com a patente de Tenente, João Pereira da Silva, morador de Pelotas, no Rio Grande do Sul, e com 98 anos de idade. Lutou na Itália, na tomada de Monte Castelo, em novembro de 1944, quando os brasileiros derrotaram as tropas alemãs.
Não sei se é a mesma pessoa que deu nome à minha rua, mas fica o meu agradecimento a todos esses bravos combatentes que lutaram para derrotar o totalitarismo na Europa e nos legaram um Novo Mundo.
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Luiz Roberto de Almeida é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você também pode ser personagem da nossa cidade. Escreva agora o seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outras histórias, visite o meu blog miltonjung.com.br e o podcast do Conte Sua História de São Paulo.
Roberta Rosenburg é entrevistada no Mundo Corporativo, foto: Priscila Gubiotti
“As pessoas estão mais carentes de serem escutadas, de serem entendidas, de serem validadas. Então, aquela empresa que conseguir tocar o colaborador como ser humano, essas empresas vão voar.”
Roberta Rosenburg
A habilidade de se conectar genuinamente com os colaboradores é cada vez mais crucial para o sucesso das organizações. Esse foi o principal tema abordado por Roberta Rosenburg, CEO e Co-Fundadora da F.Lead, durante sua entrevista ao programa Mundo Corporativo. A consultora destacou a importância de reconhecer e trabalhar a vulnerabilidade nas organizações como uma estratégia para desenvolver líderes mais eficazes e humanos.
Desenvolvendo a vulnerabilidade como força
Roberta Rosenburg iniciou a conversa falando sobre a necessidade de criar um ambiente onde a vulnerabilidade seja vista como uma força, não uma fraqueza. “Como é que eu crio essa vulnerabilidade? Você vai se mostrar ser humano. Eu sempre falo: escolhe as histórias que você quer contar, pensa antes de falar, se cuida, porque a gente precisa se cuidar. Então, é uma vulnerabilidade sendo cuidada. Eu me cuido. Mas eu posso ser vulnerável também”, explicou.
Ela ressaltou que as empresas que conseguem tocar seus colaboradores como seres humanos, escutando e validando suas necessidades, serão aquelas que prosperarão no futuro. Segundo Roberta, o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal tornou-se uma demanda ainda mais evidente após a pandemia. “As pessoas estão mais carentes de serem escutadas, de serem entendidas, de serem validadas e elas mesmas se questionam isso. Então, aquela empresa, daqui para o futuro, que conseguir tocar aquele colaborador como ser humano, essas empresas vão voar.”
O papel da comunicação na liderança
A comunicação eficaz foi destacada como uma competência crucial para os líderes modernos. Roberta argumentou que a vulnerabilidade também passa por reconhecer os próprios limites e se comunicar abertamente sobre eles. “O líder precisa fomentar esse ambiente, como? Conversando. Muitas vezes a gente não fala as coisas óbvias”, disse ela.
Ela acrescentou que a habilidade de um líder em tratar com situações difíceis, como a mudança de um projeto estratégico, depende de sua capacidade de se conectar com sua equipe de forma transparente e empática. “O líder precisa realmente estar vulnerável ali, reconhecer que talvez aquele projeto não seja o melhor para a empresa e comunicar isso de forma que a equipe se sinta valorizada pelo esforço feito.”
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