Conte Sua História do Rádio em São Paulo: as “crianças” da sala de aula de Nhô Totico

Flávia Bissoto

Ouvinte da CBN

Photo by Brett Sayles on Pexels.com

Uma semana antes de ouvir o convite da CBN para escrever nossas histórias no rádio, minha Tia Wilma Medeiros, que hoje tem 89 anos, havia me contado um fato de sua infância:  ela ouvia o programa de Nhô Totico — um dos ícones do humor radiofônico, no Brasil

O programa se passava em uma classe de escola, era a Escolinha da Dona Olinda, na qual havia vários alunos diferentes, com sotaques diferentes: um inteligente, outro chorão … e o preferido dela era o Jorginho, o Turco.

Minha tia me disse que quando tinha por volta de seis ou sete anos, a professora dela levou os alunos para conhecer o programa do Nhô Totico.

Chegando na emissora de rádio, minha tia ficou esperando pelas crianças da escolinha da Dona Olinda. E nada das crianças chegarem. As crianças não chegaram.

Para surpresa e decepção dela, Nhô Totico era um adulto, gente grande, que imitava a professora, Dona Olinda, e os alunos da sala de aula. 

Nhô Totico foi muito gentil com minha tia. Afagou sua cabeça e beijou suas mãozinhas, pois ela era a menorzinha da classe. Apesar do carinho, Tia Wilma disse que estava assustada. Não era o que esperava encontrar. Naquele dia, se desfez a magia daquele programa de rádio. 

Para ela o melhor do rádio estava mesmo na imaginação!

Flávia Bissoto Medeiros é personagem do Conte Sua História de São Paulo, especial 100 anos de rádio. A sonorização é do Cláudio Antonio. A partir de outubro, voltamos a nossa programação normal. Então, aproveite e escreva agora mais um capitulo da nossa cidade. Envie seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br 

Conte Sua História do Rádio em SP: minha fonte da informação

Neste mês de setembro, o Conte Sua História de São Paulo abre espaço para uma edição especial em homenagem aos 100 anos do Rádio, que se completam no dia sete. Os ouvintes foram convidados a falar de suas experiências com este veículo e os textos selecionados serão publicados todos os sábados deste mês e, também na semana de 5 a 9 de setembro, no CBN SP. Como sempre, a sonorização é de Cláudio Antonio que buscou nos arquivos do rádio de São Paulo momentos desta incrível história.

Mário Curcio

Ouvinte da CBN

Minha história com o rádio começa com um daqueles modelos à pilha e capinha de couro marrom, que já estava em casa antes de eu nascer. A marca era Hitachi. Ele ainda existe. Foi um presente que meu pai deu pra si mesmo no dia em que meu irmão nasceu. Dentro da capa está marcado à caneta o dia da compra: 6 de julho de 1959.

O radinho tem duas faixas, AM e Ondas Curtas, uma frequência em que é possível ouvir até emissoras da Europa e da China nas noites de céu limpo.

O seu João, meu pai, tem hoje 92 anos. Ele cresceu na época de ouro do rádio, quando a família se reunia à noite para ouvir shows de auditório, novelas e também notícias sobre a Segunda Guerra Mundial. Mas foi com aquele rádio marronzinho que ele comemorou as Copas do Mundo de 1962 e 1970. Também vibrou com muitos gols do nosso Palmeiras.

Neste radinho descobrimos quem era Adoniran Barbosa. Nossa música favorita com o Adoniran ainda é “O Samba do Arnesto”. Em 1970 meu pai estava no auge da carreira dele na indústria farmacêutica Squibb aqui em Santo Amaro e comprou um Chevrolet Opala Standard.

O carro veio sem rádio, mas nas primeiras viagens ele prendia o velho radinho no quebra-vento pra não perder o futebol. Esse aparelho também servia como espanta-ladrão: nas noites em que saíamos, ele ficava ligado na sala pra fazer de conta que tinha gente em casa.

Neste e em outros aparelhos, eu e meus irmãos passamos parte da infância e a adolescência ouvindo duas emissoras de AM aqui na capital paulista, a Difusora 960 e a Excelsior 780, a Máquina do Som, que deu lugar à CBN em 1991. Também pegamos o período de transição para o FM, uma frequência que melhorou muito a utilização do aparelho, especialmente dentro de empresas ou lugares com muitos equipamentos elétricos, que ainda causam interferência no AM.

Sou jornalista e o rádio é minha principal fonte de informação. Ouço a CBN dia e noite. Para o meu pai, que perdeu a visão por causa da diabete, o rádio é sua tevê, seu futebol e sua vida.  

Mário Curcio é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Em outubro, voltaremos à nossa programação normal, então aproveite para contar a sua história da nossa cidade. Escreva para contesuahistoria@cbn.com.br. Para conhecer outros capítulos, visite o meu blog miltonjung.com.br e o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Mundo Corporativo: Gilson Magalhães, da Red Hat, defende que a colaboração produz mais que a competição

Photo by Markus Spiske on Pexels.com

“A nossa cultura é inacreditavelmente diferenciada justamente por isso, porque todos temos a liberdade de opinar em qualquer nível. E a colaboração acaba acontecendo e a inovação vem também acompanhando toda essa dinâmica” 

Gilson Magalhães, Red Hat Brasil

O surgimento dos smartphones, que mudaram a sociedade, permitindo que a tecnologia da informação chegasse às mãos de bilhões de pessoas, foi o impulsionador das soluções em código aberto. A opinião é de Gilson Magalhães, presidente da Red Hat Brasil, líder internacional no desenvolvimento de software open source —- perdão, é assim, em inglês, que a turma costuma se referir ao tipo de produto criado em um regime descentralizado em que a empresa não é a única responsável por sua produção.

“A gente não entende, talvez, a dimensão do impacto dessa tecnologia no nosso dia a dia e como ela veio com escala muito maior. Saímos da escala de milhões de pessoas que usavam Tecnologia de Informação para bilhões de pessoas. Foi necessário o uso de novas tecnologias e um dos casos importantes nesse avanço foi justamente a participação das soluções de código aberto como um fomentador da inovação e crescimento da escala”.

Gilson foi criado no ambiente do código proprietário, ou seja, cada um é dono do seu próprio nariz e ninguém põe a mão. Foi há oito anos que se descobriu um apaixonado pelo código aberto provocado pelo que identificou ser um tendência de mercado e se ofereceu para trabalhar na Red Hat Brasil:

“Não só não me arrependo da decisão, como acho que esse é o caminho para as novas gerações, porque é o caminho que garante que haja, na evolução dessa grande indústria, a possibilidade da colaboração das pessoas participarem da estruturação de como vão ser as entregas, as soluções de TI”

Em uma indústria em que a colaboração é a chave que aciona a inovação, a gestão de pessoas tem de ser pautada por essa mesma ideia. As relações têm de ser abertas como os códigos-fontes e o conceito precisa ser exercitado na dinâmica de trabalho das empresas. Para Gilson, o sucesso desse negócio depende de se ter uma cultura que ofereça espaço para a colaboração espontânea. O método tradicional do comando-controle, do “eu mando e você obedece” ou hierarquizado não funciona nessa indústria. Gilson diz que na Red Hat não adianta mandar fazer, porque se a pessoa não concordar com o caminho proposto, não o seguirá. E isso não é um problema. É a solução.

“Nós temos que fazer e trabalhar com convencimento. O poder de influência é muito mais importante nesse sentido. Isso contamina o líder que tem que ser um exemplo a ser seguido e não ser uma eminência a ser satisfeita”.

A pandemia — não seria diferente nesta indústria — tornou-se um desafio a parte na busca da criação de ambientes colaborativos, porque a ideia de ambiente, muitas vezes relacionada ao espaço físico da empresa, deixou de existir. O que falamos ser ambiente — e no meu caso, escrevo muito aqui no blog — na realidade é cultura da empresa. Agora imagine levar essa cultura a todos os colaboradores quando cerca de 30% deles chegaram nos últimos dois anos, ou seja, já dentro do modelo de trabalho à distância. 

Uma das formas de simplificar a adaptação dos colaboradores que chegam é identificar já no recrutamento perfis que estejam de acordo com o pensamento colaborativo e aberto. Essa cultura também impacta nas decisões de promoção que não consideram a senioridade, mas a contribuição ou o poder de influenciar e levar os outros a caminhar em uma direção significativa para o cliente. 

“Aqui é uma outra dinâmica. A gente costuma dizer que nós não temos portas abertas,  nós simplesmente não temos portas. Não tem como dizer que o chefe é intocável. O chefe precisa estar lidando com qualquer questão, da limpeza do escritório a decisão de novos produtos”.

O presidente da Red Hot Brasil diz que essa forma de trabalhar leva à escuta ativa, o que se fazia com maior simplicidade quando todos compartilhavam o mesmo espaço fisico, mas que agora, com o trabalho à distância, exigiu a criação de novos métodos e hábitos como encontros informais e cafés com os líderes. Nessas e nas demais atividades de relacionamento, Gilson afirma que todos são estimulados a falar o que quiserem e sem restrições ou retaliações. 

Provocado por um dos nossos ouvintes, que queria entender se em ambientes colaborativos também haveria espaço para a competição que sempre foi vista como indutora do desenvolvimento e da melhor produtividade, Gilson preferiu colocar essa questão de uma maneira diferente. Começou lembrando que parte dos colaboradores da Red Hat decidiu tatuar a marca da empresa em uma demonstração da admiração por aquilo que fazem; e explicou:

“O que acontece quando a pessoa faz uma tatuagem é que ela está demonstrando que tem um vínculo, uma paixão por aqui. Então, a motivação está mais em fazer parte de alguma coisa transformadora do que você ser melhor do que a outra”. 

Ouça o programa Mundo Corporativo com Gilson Magalhães, presidente da Red Hat Brasil, que também falou sobre oportunidade de emprego nesse setor de soluções de código-aberto e o tipo de profissional que mais buscam no mercado:

O Mundo Corporativo tem a colaboração de Renato Barcellos, Bruno Teixeira, Priscila Gubiotti e Rafael Furugen.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: a ingenuidade da simplificação

Photo by Asif Methar on Pexels.com

“Há uma precipitação febril no uso de siglas para representar marcas que têm uma história consolidada com seu nome original. Cuidado com isso!”

Jaime Troiano

Que no Brasil, a turma gosta de colocar apelidos, encurtar nomes e criar siglas, nós sabemos bem. O José nunca vai escapar de ser chamado de Zé, a Elizabete de Bete e o Paulo César de PC — apenas para usar alguns dos exemplos que me vieram à mente enquanto escrevo este texto. Tem até uma piada antiga que fala deste hábito, se não me engano contada pelo Juca Chaves. Depois de uma sequência de nomes que ganharam novas versões, ele concluiu com o apelido de um amigo batizado Pica-Pau e apelidado de “Dos dois”. 

Piadas à parte, quando migramos para o mundo das marcas é preciso muito cuidado com essas simplificações. Para Jaime Troiano e Cecília Russo existe uma precipitação e até ingenuidade dos gestores em aplicar a tese de quanto mais simples melhor. 

“O que preocupa é quando vira sigla nem sempre compreensível e gasta-se um dinheiro muito grande para explicar a mudança do nome. Sempre que se precisa explicar muito alguma coisa, é porque algo já está errado”.

Cecília Russo

Jaime e Cecília lembraram de simplificações de nomes de marcas que foram bem sucedidas, como é o caso da Vale do Rio Doce que se transformou apenas em Vale ou das Lojas Americanas que assumiu o segundo nome. O caso mais recente foi do McDonalds, que mantém a marca internacional, mas aceita de bom grado, inclusive com uso em peças publicitárias e produtos oferecidos ao público, o apelido Méqui. 

“Todos esses casos têm algo em comum: eles não são simplificações de nome impostas artificialmente de fora para dentro. São fruto de uma natural acomodação linguística pela qual a identidade original da marca passa”.

Jaime Troiano

Há uma tendência para que a linguagem fique mais compacta no mundo dos negócios e nas relações profissionais em geral, provavelmente influência de novas formas de comunicação no ambiente digital. As abreviações — algumas até forçadas —- já fazem parte do diálogo na rede social, além de palavras que são substituídas por símbolos como é o caso do sorridso que ganhou a versão gráfica :). O que não pode é sob o impacto do modismo “jogar o bebê fora com a água do banho”. 

Algumas marcas tem nomes tão conhecidos, tão tradicionais que ninguém  nunca ousou transformar numa sigla. Por exemplo, a Viação Cometa não virou VC, no máximo passou a ser Cometa. O cliente quando pede a cerveja Stella Artois reduz para um íntimo Stella, jamais S.A. Há casos de marcas que nasceram simples e aí  me permitam olhar para o próprio umbigo: a CBN é por origem Central Brasileira de Notícias, o que talvez poucos se lembrem. A IBM é a Internacional Business Machines e a FIAT, a Fábrica Italiana de Automóveis de Turim. 

Forçar um apelido ou uma sigla tende a se transformar em um grande erro de estratégia. É preciso preservar o sentido e o valor da marca; e respeitar a opinião e o hábito daqueles que a consomem:

“As marcas quando bem construídas não pertencem aos donos, pertencem aos clientes. Atenção, você estará mexendo em algo que não é seu”.

Cecília Russo

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso com Jaime Troiano e Cecília Russo:

Conte Sua História de São Paulo: te amava no meu Dodginho Polara

Anita Costa Prado

Ouvinte da CBN

Photo by Jadson Thomas on Pexels.com

Te amava subindo e descendo as ladeiras da Casa Verde Alta, para pegar o busão, indo ou voltando do Colégio Centenário, na Casa Verde Baixa. Lembro colegas de classe debatendo o motivo de um bairro se dividir em dois, questionando: haverá também a Casa Verde Média?

Te amava no comércio variado do centro da Lapa, onde passeava no intervalo das aulas da Faculdade de Educação Campos Salles, perto também do Mercado Municipal que tinha de tudo um pouco. Até seriguela e coco.

Te amava ao chegar com meu velho Dodginho Polara, na Avenida Rio Branco e em determinado ponto virar à direita para seguir rumo ao Teatro Escola Macunaíma, onde um aluno achava que um carro como aquele merecia ser personagem de peça mambembe.

Eu te amei em várias fases da minha vida e continuo te amando São Paulo, pois aqui a Casa Verde não desbota, o sonho breca mas não capota e sua grandeza nos impulsiona a seguir não apenas em frente mas para cima. Sempre.

Anita Costa Prado é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é de Cláudio Antonio. Escreva você também o seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade, visite o meu blog miltonjung.com.br e o podcast do Conte Sua História de São Paulo

Avalanche Tricolor: da esperança na política e no futebol

Grêmio 0x1 Ituano

Brasileiro B – Arena Grêmio, Porto Alegre/RS

Gabriel Silva dribla em foto de LucasUebel/GrêmioFBPA

Venho de três dias especiais para quem dedica sua vida ao jornalismo. Cobertura de eleição por si só é daqueles momentos para os quais nos preparamos com parcimônia, apuro e equilíbrio. No meu caso, tive o privilégio de mediar as entrevistas com três dos candidatos a presidente da República — infelizmente, os dois principais refugaram, fugiram da raia e se furtaram da oportunidade de conversar com milhões de pessoas que nos acompanham na CBN e nos jornais O Globo e Valor. São daquele tipo que têm medo de perder e só arriscam o resultado quando é inevitável.

Quando estamos diante de pessoas que se candidatam ao cargo máximo do país há necessidade de planejamento e estratégia, pesquisa antecipada e atenção redobrada. Por candidatos que são têm suas artimanhas para transformar a entrevista em palanque eleitoral, driblar os temas mais complicados e contra-atacar no primeiro vacilo do “adversário”. É preciso estar atento, saber a hora de dar a bola para ele jogar e saber a hora de retomá-la; respeitar o adversário, sem subserviência; atacá-lo, sem violência. Qualquer vacilo de nossa parte: gol deles!

Há uma cobrança intensa do público, parte dele contaminado por suas ideologias e “torcidas organizadas” — termo usado por Lula, em entrevista ao Jornal Nacional, para definir o papel dos militantes dos partidos. Uma visão reducionista sobre a política, como fez questão de lembrar Ciro, do PDT, candidato que esteve na sabatina promovida pela CBN, O Globo e Valor Econômico, nessa sexta-feira, no Rio — cidade que me abrigou nesses últimos dias.

Foi, aliás, pouco antes de se iniciar essa sabatina, quando os jornalistas costumam trocar algumas palavras amenas com o entrevistado, a espera do início dos trabalhos, que Ciro falou de futebol. Disse ser torcedor do Guarany de Sobral, cidade em que nasceu, no interior do Ceará. Citou dois ou três clubes pelos quais tem admiração pelo Brasil e quando soube que eu sou gremista, lembrou que o candidato dele a governador no Rio Grande do Sul era o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan, que quando caiu para a segunda divisão, teve de abrir mão de suas pretensões políticas.

Você não tem ideia como eu adoraria saber, nesta altura do ano, que Romildo estaria candidato e bem cotado no Rio Grande do Sul. Não, não tem nada a ver com as minhas preferências políticas, mas é que se ele estivesse candidato, certamente o Grêmio não estaria na B.

Dito isso, de volta as conversas e fatos de uma eleição. 

Foi uma semana interessante, mesmo diante de candidata que, em princípio, teria pouco a contribuir para o debate nacional, como é o caso de Vera, do PSTU, partido de linha trotskista, entrevista na quarta-feira. Não desdenho de suas propostas que, inclusive, agradaram parte da audiência, pelo que li nas mensagens recebidas. Quando digo que teria pouco a contribuir, o digo porque não tem expressão na opinião pública como mostram as pesquisas. Foi uma boa surpresa ouvir algumas de suas histórias. Aprendo sempre. E mais uma vez aprendi. Permitir-se ouvir os diferentes, nos torna melhor, nos enriquece.

Estive à frente de Simone, do MDB, na quinta-feira. A candidata repetiu algumas das frases que marcaram sua campanha. Tentou mostrar otimismo mesmo diante das dificuldades eleitorais que tem para assumir uma posição mais competitiva. Tem percentual de intenção de voto quase tão inexpressivo quanto sua outra colega de disputa, Vera. Saiu da entrevista sem marcar gols. E conseguiu se defender bem de algumas investidas dos jornalistas.

Ao fim e ao cabo, cumpri minha missão, ao lado de excelentes colegas jornalistas da CBN, Globo e Valor, e deixei o Rio satisfeito pelo resultado do trabalho, mesmo que o foco que tive de ajustar tenha me mantido longe deste blog por alguns dias. Talvez você, caro e raro leitor desta Avalanche, não tenha percebido. Mas eu senti falta, sim. Adoro a arte da escrita, mesmo que não seja exatamente um arteiro nessa prática.

Cheguei em São Paulo ao fim da tarde. Em tempo de me atirar no sofá, e ligar a TV com a intenção de me divertir assistindo ao Grêmio jogar em casa. Não foi exatamente uma diversão que meu time me proporcionou como o resultado, destacado no alto desta Avalanche, deixa explícito. Frustrei-me com a possibilidade de subirmos na tabela de classificação, abrirmos vantagem sobre os adversários que estão menos cotados e demonstrarmos um time mais maduro diante de seus adversários.

Menos mal que nossa chance de passar para o segundo turno, ou melhor, para a série A, permanece, apesar de três partidas com resultados insatisfatórios. Para me consolar, lembrei de frase dita por Ciro, que está bem distante dos dois primeiros colocados na pesquisa, mas mesmo assim insiste em dizer que, se os adversários vacilarem, quem sabe ele não consegue dar uma volta de 180 graus, esticar a perna no alto, alcançar uma bola cruzada e se consagrar marcando um gol de bicicleta ao fim do jogo. Se Ciro tem essa esperança, quem sou eu, como gremista, para não tê-la.

Mundo Corporativo: Luiz Meyer, diretor de ESG, fala do desafio de cumprir os 16 compromissos públicos assumidos pelo Boticário

Com reciclagem, grupo quer impactar 1 milhão de pessoas (photo by Magda Ehlers on Pexels.com)

“Na velocidade que o mundo hoje avança o grande desafio também é manter esses compromissos atualizados; trazer uma grande governança para esses compromissos de forma que as mudanças da sociedade também possam estar refletidas dentro daquilo que a gente acredita”

Luiz Meyer, Grupo Boticário

“Está no DNA”. Clichê puro no discurso corporativo. Mas vou pedir licença para usá-lo porque me parece que cabe bem no assunto que vamos conversar agora? Sei que empresas não são seres vivos, mas têm nas suas estruturas elementos responsáveis pela transmissão de todas as suas características. No caso do Boticário, a relação com o meio ambiente é um desses elementos. Nem havíamos deparado com a ECO92 no Rio, marco do debate ambientalista, e a empresa que nasceu como uma pequena farmácia de manipulação no centro de Curitiba, capital paranaense, em 1977, já estava debatendo o impacto que gerava no meio ambiente. Isso se expressou quando no início dos anos de 1990, criou a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, que nasceu com a intenção de atuar para proteger a natureza.

No último episódio da série sobre ESG do Mundo Corporativo, nós recebemos Luiz Meyer, diretor de ESG do Grupo Boticário, que falou, em especial, dos 16 compromissos socioambientais assumidos pelo grupo no ano passado que devem ser entregues até 2030. Ué! Coça a cabeça, agora, o caro e raro leitor deste blog. Se o grupo já nasceu com a ideia da sustentabilidade apenas quando completava 44 anos identificou essas metas?

“…  porque trazem por trás desses compromissos uma transparência. É um compromisso que a nossa organização assume perante toda a sociedade … Com certeza esses ideias já estavam dentro da empresa. O que a gente fez nesse momento, lá em 2021, foi empacotá-las em um formato muito claro e transparente para toda a sociedade de forma que a gente conseguisse ter uma comunicação mais efetiva”.

Pelo que entendi, a diferença é que agora não tem como recuar. Se prometeu zerar o balanço hídrico industrial até 2023, vai ter de zerar. Ou será cobrada pela sociedade. Para que esse compromisso seja cumprido, por exemplo, serão destinados cerca de R$ 14 milhões, explica Luiz Meyer:

“Desses 16 compromissos, sete tem um olhar ambiental, dentro das ações que nós vamos tomar para reduzir os impactos para a sociedade e para o meio ambiente que as nossas operações e todo o nosso ecossistema vão gerar. Cinco desses compromissos tem um olhar para a diversidade, inclusão: o que o grupo pode fazer mais, pode ir além. Dentro desses, dois temas de diversidade e de inclusão. Dois deles são sociais: então, de que forma a gente pode reduzir a desigualdade social do nosso país. E dois deles olham para a transparência”.

Por ter a transparência como compromisso assumido, as 16 metas estão explícitas no site “Uma beleza de futuro” Quem visitar o site verá que, até o ano que vem, o Grupo Boticário terá de aumentar em 40% a contratação de talentos negros, alcançando ao menos 50% de representatividade; e 25% de lideranças corporativas negras; e, em dois anos, ter ao menos 50% de mulheres na diretoria. No tema da diversidade são trabalhadas cinco dimensões: gênero, raça, Lgbtqia+ e PCDs:

“Já temos 25% de liderança negra presente dentro da nossa organização; 50% de liderança feminina já presente dentro da nossa organização e 29% das nossas diretoras, do nosso público de diretoria, hoje são mulheres. Então, acho que já é um grande avanço, já são números muito importantes, mas a gente tem a certeza que a gente pode ir além e a gente tem metas mais audaciosas”.

Nas transformações sociais propostas pelo Boticário, existe o projeto de reduzir a desigualdade através de ações de gestão de resíduos sólidos que podem alcançar cerca de 1 milhão de pessoas. Nesse item, busca-se desenvolver programas de capacitação para pessoas em vulnerabilidade social que estão em cooperativas de catadores. Inspirar o empreendedorismo é outro caminho para melhorar a qualidade de vida das pessoas mais vulneráveis. E isso acontece através de cursos que tanto preparam profissionais para o mercado de beleza como para o de tecnologia —- onde há carência de mão de obra no Brasil.

Para Luiz Meyer, em especial, o desafio é fazer com que aquilo que dissemos “fazer parte do DNA da empresa” contagie toda a cadeira produtiva. Antes de assumir a diretoria ESG, ele atuava na área de operação e, principalmente, no setor de compras de suprimento. Foi a experiência nesse relacionamento com os parceiros de negócio que fortaleceu o nome dele para o cargo:

“Trazer para eles também uma realidade que vai além do papel dessa área de suprimentos, mas um um papel transformacional que o grupo pode, através dos seus valores, das suas essências, do seu propósito, chegar também a uma rede de mais de quatro mil parceiros e propiciar essa transformação para lá”.

No último episódio do Mundo Corporativo ESG, Luiz Meyer também falou de oportunidades de emprego, vagas afirmativas e fabricação de produtos que reduzem o impacto ambiental:

Colaboram com o Mundo Corporativo: Renato Barcellos, Bruno Teixeira, Débora Gonçalves e Rafael Furugen.

Mundo Corporativo: pessoas com deficiência têm de estar incluídas na agenda ESG, diz o advogado Stefano Maximo

Photo by Marcus Aurelius on Pexels.com

“Não dá para negar que ainda falta muito para a inclusão acontecer, mas com o diálogo, o que eu pude perceber, é que as empresas estão incluído o tema da pessoa com deficiência nas pautas no ESG e isso me dá um pouco de otimismo”

Stefano Maximo, advogado

A invisibilidade das pessoas com deficiência é uma realidade mesmo em empresas comprometidas com a agenda da governança ambiental, social e corporativa. Diante dos tantos desafios que precisam ser enfrentados, esse segmento — cerca de 46 milhões de brasileiros, conforme o Censo de 2010 — muitas vezes é esquecido na formação dos comitês de afinidade e nas políticas internas de inclusão. Talvez você mesmo, caro e raro leitor deste blog, ao olhar para os lados — no escritório, na escola, nos ambientes que frequenta — vá perceber a ausência dessas pessoas. 

Foi esse incomodo que levou o advogado Stefano Maximo a pesquisar a realidade vivenciada pelas pessoas com deficiência no mercado de trabalho. O conhecimento desenvolvido na área se transformou em dissertação do mestrado realizado na Universidade Federal de Itajubá e o fez perceber que o interesse pelo assunto ganhou nova dimensão, seja pela imposição das leis criadas ao longo das últimas décadas seja pela demanda das próprias pessoas com deficiência que passaram a elevar suas vozes em busca do respeito a que têm direito.

“Isso tem refletido muito na postura das empresas, não só normativamente, não só na questão regulamentar, nas regras as quais as empresas têm que se adequar, mas na cultura mesmo das empresas de entenderem, de buscarem saber qual a demanda dessas pessoas de compra, qual a demanda de atendimento e o que elas querem quando buscam ser parte do mercado de consumo”

Um fato inusitado tanto quanto cruel acabou dando um destaque inesperado ao trabalho de mestrado desenvolvido por Stefano Maximo. Uma imagem dele, durante a apresentação da dissertação, foi alterada e  usada para a disseminação de mentiras — essa coisa aí que você prefere chamar de fake news — com o objetivo de desvalorizar a universidade pública e o trabalho científico. Em lugar do nome oficial da dissertação “A pessoa com deficiência e o mercado de trabalho – Um estudo na microrregião de Itajubá”, os falsificadores escreveram “O uso indiscriminado de figurinhas no WhatsApp e seu impacto social”. A manipulação foi identificada por empresas de checagem de fatos que publicaram o tema correto da dissertação.

No Mundo Corporativo, Stefano Maximo, advogado no escritório Meira Breseghello Advogados e mestre em Desenvolvimento, Tecnologia e Sociedade pela UNIFEL, trouxe uma visão realista da situação enfrentada pelas pessoas com deficiência; mostrou-se otimista em relação a inclusão do assunto na agenda ESG; e sabe que apesar da legislação consistente que o Brasil tem, muitas empresas ainda são reticentes na contratação e na adaptação de seus espaços para uma inclusão plena. Mas enxerga as mudanças que começam a se realizar:

“A partir do momento que a a empresa tiver essa dimensão já ali dentro da cultura dela, ter essa noção integral da deficiência, as coisas vão com certeza melhorar e muito. E eu acho que isso já tá acontecendo”.

O certo é que nenhuma empresa que se preza a dar publicidade às suas práticas ESG pode abrir mão das estratégias de inclusão das pessoas com deficiência. Uma inserção que precisa se realizar na contratação de colaboradores com deficiência, na geração de ambientes inclusivos e, também, no mercado de consumo:

“É preciso entender o que está afastando as pessoas com deficiência do mercado de consumo. Quais são as barreiras que precisam ser ultrapassadas. E as empresas têm buscado fazer isso como uma maneia de mudar a política de atendimento, a política de criação de produtos para poder fornecer mais meios da pessoa com deficiência acessar os produtos”.

Da nossa conversa ficou muito claro que se desperdiça um tremendo potencial a medida que se demora para criar processos de inclusão no mercado de trabalho e de consumo. A começar porque existem talentos que deixam de se expressar toda vez que uma deficiência é vista como barreira para a execução de determinadas funções. O olhar diverso da pessoa com deficiência fará falta na criação de soluções e resposta à sociedade. Assim como a empresa abre mão de uma camada importante dos consumidores ao não integrar no desenvolvimento de seus produtos e serviços o conceito de desenho universal, que assegura que todos possam usar com segurança e autonomia os diversos espaços construídos e objetos.

“A empresa tem que estar preocupada com a inclusão, pronto! Mas a gente tem que entender também do viés mercadológico; que isso é um um caminho para a empresa crescer, se solidificar, para ter uma imagem reputacional cada vez melhor e sem dúvida atender um mercado muito maior”.

Para pequenos e médios empreendedores que não têm os recursos ou estruturas das grandes empresas para implantar estratégias de inclusão, talvez uma ótima saída seja a observação. Assim como no início deste texto, chamei atenção para o fato de ao olharmos para os lados não enxergarmos pessoas com deficiência nos ambientes que frequentamos, é preciso ajustar nosso foco e  buscar essas pessoas. Sempre que deparar com uma delas em especial no contato com o seu negócio, faça questão de conversar e ouvir suas demandas. Uma grande oportunidade pode estar surgindo naquele instante:

“Você tem uma pessoa com deficiência comprando com você: já busca saber com ela o que que está achando do atendimento, o que precisa melhorar, o que não precisa, porque, às vezes, é uma medida simples, de baixo custo, que vai resolver um problema enorme, vai tirar uma barreira enorme da vida dessa pessoa, e vai trazer benefícios para empresa”.

Assista à entrevista completa com Stefano Máximo no Mundo Corportivo ESG:

O Mundo Corporativo tem a colaboração de Renato Barcellos, Bruno Teixeira, Priscila Gubiotti e Rafael Furugen.

Conte Sua História de São Paulo: vou chamar-te amazónia de betão 

Photo by Kaique Rocha on Pexels.com

Por Álamo Oliveira

Ouvinte CBN

Vou chamar-te amazónia de betão 

sem qualquer pudor lírico sobre teu santo nome. 

não te invoco em vão, pois te acho linda 

mega-cidade,  madura de caju e abacaxi 

perfumada a café e jacarandá. 

vou chamar-te amazónia de betão 

como se o não fosses de verdade e o poeta viesse 

para te cantar selvagem ao anoitecer da vida 

com seus versinhos na malinha de mão 

como quem acaba de se despir à sombra 

do teu casaco de pelúcia   senhora da aparecida! 

vou chamar-te amazónia de betão e pronto. 

não quero perder a ternura como qualquer virgem 

desprevenida e só    ou ficar sem jeito 

desembarcada de uma chalana 

que nunca te acostou porque nunca partiu. 

vou chamar-te…    afinal sorvedouro impune 

dos nomes feios que conheço: prostituta gigante 

violada e sempre requentada    meu amor eterno 

criminosa inocente de todas as mortes e fomes. 

na cama   e que eu te quero    macho ou fêmea de água

 cavalo    égua em galope até tapioga. 

me pega o olhar e me leva aos teus seios 

onde beba a caipirinha do destino 

pelo copo amargo da tua beleza    senhora desaparecida! 

ai    mulher grafitada dos pés à cabeça 

como índio condenado a morrer de poluição progressiva    

como terminar esta xácara sem bem nem mal 

para são paulo – apóstolo ferido em carne-viva? 

não sou bandeirante que te cubra as feridas 

com a bandeira da inocência. 

mas    se gritar    ainda me ipirango de amor.

Álamo Oliveira é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Escreva seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade, visite o meu blog miltonjung.com.br e o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: não queime etapas, respeite o ciclo de vida da marca

“Não pode se esperar da inovação algo linear, todos se apaixonarem ao mesmo tempo”. 

Jaime Troiano

Alguém aqui, entre os caros e raros leitores do blog, lembra quando surgiu o forno de microondas? Antes que você saia correndo para buscar a informação no Google e não volte mais para vá, eu conto: foi em 1947. Uau! Faz tanto tempo? Faz, sim. Apesar de que aqui no Brasil esse equipamento se popularizou mesmo foi nos anos de 1990. Naquela época e, provavelmente, na primeira década desta inovação entre nós, muitas pessoas tinham reticências em relação ao uso do forno de microondas para preparar sua comida. 

Cecília Russo, nossa colega no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, lembra que o primeiro ou um dos primeiros trabalhos de branding que realizou foi sobre comida congelada. Muita gente, no início, torcia o nariz para a funcionalidade do forno que descongelava a comida e prometia oferecer um prato com sabor e qualidade. “Nunca vai ficar com o mesmo sabor da minha comida” — pensavam alguns. Como o “tempo é senhor da razão”, conforme dito popular, muitos dos céticos entenderam que a facilidade para preparar alimentos superava seus questionamentos.

O ciclo de vida dos fornos de microondas e das comidas congeladas se iniciou da mesma forma que a maioria dos produtos e serviços inovadores que surgem no mercado. E para entender como esse ciclo se realiza é preciso considerar a Lei de Difusão da Inovação, desenvolvida por Everett Rogers, sociólogo americano, em 1962. 

Rogers percebeu que a relação do consumidor com o produto ou serviço tende a seguir um padrão que pode ser ilustrado pelo clássico desenho da jiboia que engoliu um elefante, no Pequeno Príncipe. Ele enxergou no comportamento das pessoas diante da inovação uma curva que — assim como o desenho da jiboia e do elefante — começa embaixo, cresce aos poucos e alcança o pico até voltar para seu patamar inicial.

Mais do que descrever o comportamento do consumidor, Rogers identificou cinco padrões que explicam a adesão das pessoas às novidades oferecidas no mercado:

  • 1. Inovadores, que são cerca de 2.5% da população;
  • 2. Primeiros Adeptos, que se inspiram nos inovadores e chegam a ser mais ou menos 13% das pessoas;
  • 3. Maioria Inicial, que representam 34% dos consumidores;
  • 4. Maioria Tardia, que agrega mais 34%;
  • 5. Retardatários, que são as pessoas extremamente resistentes à inovação e estima-se representam 16% da população.

A percepção de Rogers ensina que o ciclo de vida das marcas inovadoras demora um tempo a pegar, mas a medida que conquista os primeiros consumidores, esses tentem a influenciar os demais. Com a adesão de um número maior de pessoas, a marca se firma no mercado.


“Não espere que as marcas que têm um padrão inovador sejam  adotadas, inicialmente, por todos. Só um grupo pequeno é que toma  essa iniciativa”

Cecília Russo

Um exemplo mais recente sobre como a Lei de Difusão da Inovação se realiza é quanto ao comportamento dos consumidores online. Apenas os inovadores aceitaram a ideia de que com alguns cliques na tela do computador era possível confiar que o produto seria entregue em sua casa. Hoje, especialmente após o advento da pandemia do coronavírus, as compras pela internet —- em suas diversas versões — são muito populares.

“Tem marcas que aceleram esse processo por iniciativas de comunicação, ou porque pegam um efeito de moda e avançam nessa curva. Podemos fazer coisas para acelerar ms temos um ritmo natural para entrar e sair dessa curva”

Cecília Russo

O cuidado que os gestores devem ter é em relação ao estágio em que a marca está neste ciclo, porque ninguém que ficar com produtos e serviços que as pessoas já estejam desconsiderando. É preciso atenção para que, no momento em que se estiver na parte mais baixa e final da curva — onde estão os retardatários — saiba-se atuar para oferecer atrativos aos inovadores.

“Há muitas marcas que conseguem retardar a descida na curva de Rogers e se manter atraentes por muito tempo. Outras, envelhecem e encurtam o ciclo de vida”

Cecília Russo

Aos gestores de marcas, Jaime Troiano recomenda paciência:

“Se você acha que tem uma marca inovadora, não queime etapas, saiba que sua evolução não será algo da noite para o dia. Tente identificar os seus primeiros aliados: aqueles que amam a inovação”

Jaime Troiano

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso:

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar, no Jornal da CBN, aos sábados, às 7h50 da manhã.