Conte Sua História de São Paulo: sapato e bolsa combinando para passear no centro

 

Por Elvira Pereira

 

 

Parabéns São Paulo! Cidade em que nasci e que tanto amo! Como dizia Fernando Pessoa: “o Tejo não é mais bonito do que o rio que corta a minha aldeia” Para mim, São Paulo é a mais bela cidade do mundo!

 

Filha de portugueses, nasci no Bairro do Brás, na Rua Piratininga, há 75 anos. Depois nos mudamos  para o Tatuapé, onde vivo até hoje. Todo ano, ao se aproximar as comemorações do aniversário de São Paulo, faço uma retrospectiva, uma viagem interna com direito a escala nos anos 1960.

 

Éramos de família de poucos recursos — meus pais e três filhas. Nosso sonho de consumo era ir à cidade, como se dizia na época. E ninguém que se preze ia desarrumado. Vestíamos nossa melhor roupa, que não era de grife, combinando a bolsa com o sapato. E lá íamos pegar o bonde Praça Clóvis, na Avenida Celso Garcia.

 

Descendo na praça, seguíamos a pé até a Rua Direita com destino às Lojas Americanas,  que era a apoteose do passeio. Mais precisamente, a lanchonete ao fundo da loja. Ah!… aquele cachorro quente ! Ainda sinto o aroma e o sabor do delicioso molho de tomate com pimentão e cebola. Inigualável. 

 

Dando continuidade ao nosso “tour”, seguíamos até o Mappin, com suas lojas de departamento. Ainda ouço a voz do ascensorista, parando em cada andar, abrindo a porta de grades do elevador com as mãos enluvadas, anunciando  os produtos.

 

Após o Mappin, um giro pela Praça da República, que era melhor cuidada e frequentada. Depois o retorno para casa, também de bonde com a sensação de quem fez uma viagem inesquecível.

 

Lembranças que na verdade são carícias congeladas em nossos corações.

 

Elvira Pereira é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade: escreva para contesuahistoria@cbn.com.br.

Mundo Corporativo: em franquia, é preciso estar pronto para seguir padrões

 

 

“Antes de você empreender, olhe para dentro de si, pergunte se você está preparado. Não para seguir ordens, mas para seguir padrões, porque franquia é isso, eu tenho de seguir padrões” — Sidney Kalaes

A maior parte das lojas que você encontra no shopping center e mesmo nas ruas de comércio é franquia e isso acontece porque esse mercado oferece maior segurança aos empreendedores. A opinião é de Sidney Kalaes — que lidera grupo que reúne cinco marcas de franquia — entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Kalaes identifica características necessárias para quem pretende empreender e chama atenção para a necessidade de os donos de franquias e os franqueados realizarem um trabalho em parceria para que o negócio realmente tenha o retorno esperado:

“Franqueado tem esse papel de colaborar e nós franqueadores temos de ter a humildade de escutar o franqueado, porque muitas vezes o franqueado tem ideias fantásticas e ele tem medo de expor, ou tem medo que o franqueador se apodere dessas ideias e fique para ele”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às 11 horas, às quartas-feiras, com transmissão em vídeo no Twitter e no Facebook da rádio CBN. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e está disponível em podcast. Colaboram com o programa Guilherme Dogo, Ricardo Gouveia, Débora Gonçalves e Izabela Ares.

Sua Marca: qual a marca que já não existe mais, mas você nunca esqueceu?

 

 

 

“Marcas inesquecíveis são como mensagens que escrevemos à lápis e tentamos apagar com a borracha, elas sempre ficam gravadas no papel”— Jaime Troiano

Existem marcas que sobrevivem na memória das pessoas mesmo que o produto ou serviço já não exista mais. É um fenômeno que se pode perceber nos mais diversos segmentos, desde companhias aéreas até a indústria automobilística; no setor de varejo ou de higiene e limpeza. O que torna essa marcas imortais foi o tema da conversa que o jornalista Mílton Jung teve com Jaime Troiano e Cecília Russo, em Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, na rádio CBN.

 

 

Um dos exemplos citados foi o da Varig, extinta em 2006, mas que até hoje é lembrada no setor de aviação, especialmente no Rio Grande do Sul, onde surgiu. E uma das provas da sua imortalidade é o sucesso do Varig Experience, em Porto Alegre — espaço no qual as pessoas podem visitar um avião DC3 e ser recepcionadas por tripulação que veste uniformes da empresa, para relembrar a era de ouro da aviação brasileira.

 

 

Jaime e Cecília lembraram, ainda, do fenômeno da Kolynos que teve de ser substituída pela marca Sorriso, por exigência do CADE, órgão que entre outras funções controla a livre concorrência no mercado, no Brasil. Quatro anos após a troca de marca, Kolynos seguia sendo a mais lembrada no setor de creme dental. Uma das estratégias usadas pelo fabricante foi manter a mesma identidade visual.

 

 

A Kombi, outro bom exemplo de marcas imortais, chegou a ter uma campanha de deslaçamento antes de sair definitivamente do mercado de automóveis e até hoje muitas pessoas ainda mantém o modelo como um dos preferidos e mais lembrados.

 

 

O que explica o fenômeno, segundo Cecília Russo, é que essas empresas, produtos ou serviços conseguiram criar na memória afetiva do público um sentimento que na ausência delas não podem ser substituídas por outro concorrente. O mercado pode ser até ocupado por concorrentes, mas a memória, não:

“Elas sao muito mais do que um produto, são fruto desse sentido de propósito e uma razão de ser”.

Para quem está construindo a sua marca, fica a dica: pense em criar marcas imortais nem que sejam imortais enquanto durem.

 

 

Qual a marca que você considera imortal? Que já não existe mais, mas permanece na sua memória?

 

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar, aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN, e está disponível em podcast no site e no aplicativo da CBN no seu celular.

Conte Sua História de São Paulo: será que eu ainda gosto da Paulista?

 

Por Betty Boguchwal
Ouvinte da CBN

 

 

Paulista: trata-se de uma avenida tão conhecida que assim mesmo é chamada: “A Paulista”.

 

Pois é, eu retornava de uma reunião no ABC, num carro da Secretaria da Saúde e, ao chegar ali, 13h de uma 4ª. feira, cinzenta, de final de setembro, eis que Paulo, o condutor, para em meio a um grande congestionamento e exclama:
– Não sei por que tanta gente gosta disso aqui, tira foto, envia cartão postal. Eu só vejo um monte de prédio alto, é concreto por toda a parte.
– Ah, Paulo, mas a Paulista é um grande símbolo da cidade.
Mas, já que ele a vê assim, seria então um convite para repensar isso, agora que a eleição para prefeito se aproxima, e eu pronta a transferir meu título de eleitor daqui!

 

A conversa me fez pensar:
Em tempo, será que eu ainda gosto tanto assim da Paulista?

 

Ora, indo lá para trás, a minha relação com esta avenida teve início nos meados dos anos 60, quando a minha família montava apartamento aqui numa das paralelas, a Rua São Carlos do Pinhal. Nossa, era toda glamorosa, daí que me remeto aos flashes das marcas dos trilhos dos bondes que carimbavam o chão! Puxa, eu as avistava logo que a minha mãe, sob o embalo daquele fusquinha bege, 1964, terminava a subida da rampa do túnel da Nove de Julho, e desembocávamos bem ali próximo ao MASP e Parque Trianon.

 

Nem bem mudamos e passei a interagir com este pedaço da cidade. Então me lembro de que no novo colégio, digo na 1ª. série do antigo ginásio, a professora citou esta avenida como o ponto mais alto da cidade: 830m. A partir daí volto-me à janela do quarto, no 10° andar, onde morávamos e da qual avistávamos o prédio da Gazeta, ainda não ocupado. Puxa, de lá saíram três cinemas, um teatro, a Faculdade Cásper Líbero, Rádio e TV Gazeta, e mais tarde o Cursinho Pré Vestibular Objetivo, de onde derivou um colégio e uma universidade.

 

É também foi aqui que peguei ônibus, sozinha, pela primeira vez, o Lapa—Vila Mariana, da Viação Translapa, que me levava à escola. Incrível, naquela época era uma prática usual: pré-adolescentes irem sozinhos à escola de ônibus, o que dava uma puta sensação de independência. Pois ali nas esquinas com a Brigadeiro Luís Antônio e com a Rua Augusta eram e permanecem locais que concentram muitas linhas de transporte coletivo.

 

Já do terraço da frente, ao retornar das viagens, eu terminava os filmes de slides fotografando a avenida: são dados históricos das mudanças desta via, onde inclusive tinha um requintado prédio residencial que foi transformado em comercial, em cuja parte inferior foi inaugurado o primeiro Mac Donald’s da cidade, e que até hoje lá permanece.

 

Evoluindo para a adolescência, aqui eu adquiri o gosto pelo cinema: tinha o finado Luxor, na Brigadeiro, que também não vingou como Biarritz. Mais adiante, nesta mesma via, inaugurou o Paulistano com “Um convidado Trapalhão para Jantar” estrelado por Peter Sellers. Mais tarde, já na Paulista, o dois Gemine. Na sequência, no Conjunto Nacional, marco da avenida e projetado pelo arquiteto David Libeskind, estavam o Astor, onde assisti “Se meu Fusca Falasse”, e o Cine Rio. E logo em frente, no Center Três, inauguraram o Bristol e Liberty, que incendiaram e depois foram recuperados. Nossa esta lista finalizava logo atrás na virada da esquina com as Consolações no Cine Belas Artes, naquela época com três grandes salas: Aleijadinho, Portinari e Vila Lobos.

 

Além disto, havia inúmeras mansões, com destaque para a da tradicional família Matarazzo, com seus imensos jardins. Mais adiante grandes magazines com roupas e acessórios diferenciados, como a Vogue na esquina com a Peixoto Gomide e a Sloper, entre a Augusta e Hadook Lobo.

 

Já em 1974 foi inaugurada a primeira linha de metrô da cidade, a hoje Azul, outrora Santana Jabaquara, e claro que tinha a Paraíso, uma estação na continuação da Av. Paulista.

 

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Adote um Vereador: Câmara tem comissões abandonadas pelos vereadores

 


Da turma do Adote um Vereador

 

 

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Os vereadores de São Paulo não têm demonstrado muito interesse em debater com o cidadão temas relacionados à situação dos idosos, dos direitos de crianças e adolescentes ou de assistência social. Ao menos é a impressão que passam.

 

Lá na Câmara têm comissões que se dedicam a esses assuntos —- chamadas de “extraordinárias permanentes” —- mas que não cumprem com o seu papel, pois sequer atendem a necessidade de se reunirem uma vez por semana.

 

Foi o que constatou o repórter Guilherme Balza da rádio CBN em reportagem publicada nesta terça-feira:

“Essas comissões enfrentam uma situação de abandono. A cada ano que passa diminuem o número de reuniões e a participação dos vereadores. A maioria das reuniões previstas não acontece por falta de quórum ou porque nem mesmo são convocadas”, relatou o jornalista.

Conforme apurou, a Comissão do Idoso e de Assistência Social se reuniu, a última vez, em junho de 2017. Não foi instalada nem no ano passado nem nesse ano. A título de comparação, a mesma comissão teve 21 reuniões, em 2011.

 

A Comissão da Criança e do Adolescente está na mesma situação. A última reunião com quórum aconteceu em 9 de agosto de 2017. No ano passado, apenas uma reunião foi convocada. A única vereadora que apareceu foi a presidente da comissão, Soninha Francine.

 

É importante destacar que a função dessas comissões é fazer a interlocução com a população, fiscalizar a prefeitura, propor políticas públicas, convocar secretários — é um dos canais de participação do cidadão na Câmara.

 

É bem provável que alguns dos assuntos que fazem parte das seis comissões extraordinárias permanentes sejam debatidos em outras oportunidade e espaços na casa, mas a questão que fica é por que mantê-las? Por que fazer de conta que existem? Ou estão aí apenas para enganar eleitor?

 

Você ouve a reportagem completa de Guilherme Balza aqui:

 

 

Para saber quais são as comissões instaladas —- as permanentes, as extraordinárias permanentes e as CPIs —- e quem são os vereadores indicados para cada uma delas, acesse este link que o leva para o site da Câmara Municipal de São Paulo.

Conte Sua História de São Paulo: faltavam os lírios do canteiro da Avenida Paulista

 

Por Elza Conte
Ouvinte da rádio CBN

 

 

 

A Av. Paulista é há muitos anos meu espaço de caminhadas e reflexão. Ela é sem dúvida a imagem de São Paulo. Estamos no verão, todavia a exuberância dos seus prédios faz com que a qualquer momento do dia, haja em seus quarteirões uma suave brisa e uma sombra reconfortante. Caminhar pela Paulista passa a ser refrescante.

 

Há lindas histórias que tenho gravadas em mente, presenciadas nesta importante via de São Paulo, não faz muito tempo um dos inúmeros moradores de rua que lá habitam, e que fazem parte do cenário, tinha um cartaz do seu lado:

 

-

- Eu e meu cachorro estamos com fome, você nos ajuda a almoçar?

 

Parei diante dele e indaguei:

 

— Convença-me a ajudá-lo. Por que você e seu cachorro?
Prontamente o morador disse-me:

 

— Eu prefiro morrer de fome a ver meu companheiro sofrer. O almoço será dividido com ele.

 

Eu convencida daquele amor puro e inocente, paguei a eles e desejado almoço.

 

Hoje outro morador de rua, com uma bandeja de presunto, alimentava seu cão-companheiro, fatia a fatia, delicadamente servida ao animal. Não resisti e perguntei-lhe:

 

-

- Por que você não come também o presunto?
No que ele respondeu:

 

— Eu já comi um lanche de queijo, o presunto alimenta melhor o Rei —- sim, era Rei, o nome do cachorro.

 

Comovente….

 

Outra história antiga vivida na Avenida Paulista é sobre um charmoso bêbado que vivia nos arredores. Era meu caminho para a faculdade na época. Todas as vezes que encontrava com ele, respeitosamente ele dizia:

 

— Boa noite Madame! Ao qual eu sempre retribuía com muito carinho…

 

Uma dessas noites, porque estava muito cansada, fui de ônibus para a faculdade. A Paulista sempre com o trânsito congestionado, estava estranha. Faltavam os lírios amarelos dos canteiros centrais. Para surpresa de todos, no final da Paulista o charmoso bêbado estava com um enorme maço de lírios amarelos nos braços, fazendo graça com todas as moças que passavam:

 

— Boa noite Madame! — dizia de forma agradável.

 

E a cada oferecimento, um enorme aplauso, que se ouvia de todos os transeuntes e pessoas presas no trânsito. Ao qual ele respondia com um não menos charmoso agradecimento, curvando seu corpo tênue e fraco, maltratado pela bebida. Confesso que me arrependi infinitamente por não ter ido a pé naquele dia, e ter ganhado um lírio amarelo, colhido da Av. Paulista.

 

Essa imagem, como dos moradores de rua e seus cachorros, são cenários da vida real vivida na Paulista, onde tudo é possível. Nenhum destes momentos tenho coragem de fotografar porque são de beleza rara e impossíveis de serem registrados. São mágicos e divinos. Apenas histórias de São Paulo.

 

Elza Conte é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Participe desta homenagem à nossa cidade: envie seu texto agora para contesuahistoria@cbn.com.br

Mundo Corporativo: Rodrigo Rivellino vai mudar a forma de você assistir ao seu filho no videogame

 

 

“Não tem volta, não é só mais um joguinho, não é uma brincadeira, é de fato estilo de vida de milhares de pessoas hoje; e ao redor desse ecossistema vão surgir as novas demandas, as novas necessidades que consequentemente vão virar as novas profissões” — Rodrigo Rivellino, Noline

O cenário de videogame e esportes eletrônicos no Brasil reúne cerca de 76 milhões de brasileiros, pessoas que se relacionam com esse universo seja jogando no celular e nos consoles, apenas para se divertir, sejam jogadores profissionais. Em torno desse universo há uma série de profissões que surgem ou se potencializam, exigindo pessoal bem qualificado, tais como streamer, cosplayer e cosmaker —- apenas para citar algumas das novas funções que esse mercado proporciona. Mas, também, outras mais conhecidas como gestores de carreira, desenvolvedores de conteúdo, nutricionistas, psicólogos, narradores e comentaristas.

 

Para entender as oportunidades que existem nesse mercado, o Mundo Corporativo da CBN entrevistou Rodrigo Rivellino, um dos sócios da Noline, empresa que desenvolve estratégias e conteúdo para o setor de videogame, e idealizador da Live Arena, espaço disponível para jogos, eventos e educação, em São Paulo. Na conversa com o jornalista Mílton Jung, Rivellino chamou atenção para a necessidade de as marcas explorarem de forma correta o potencial do universo gamer:

“As corporações, as franquias, as produtoras dos jogos, os times, as ligas, os eventos — tudo que vai surgir ao redor —, vai ser necessário ter investimento das marcas não endêmicas; as marcas que, sim, suportam ou suportaram até hoje os esportes convencionais, vão ter de começar a suportar o esports e esta comunidade”

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, na página da CBN no Facebook e no Twitter. O programa vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10h30 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo, Guilherme Dogo, , Izabela Ares, Rafael Furugen, Debora Gonçalves.

Sua Marca: Qual é o sonho que move você? Qual o sonho que move a sua carreira?

 

“A iniciativa é alimentada pelo sonho, mas é preciso ter “acabativa”, ou seja, fazer com aquele sonho se materialize” Jaime Troiano

As empresas e as marcas precisam ter no seu comando pessoas que sonham alto, capazes de inspirar seus colaboradores e conquistar seu público. Porém, é necessário que a equipe de trabalho seja formada por profissionais com capacidade de execução. Jaime Troiano e Cecília Russo falaram desse tema com Mílton Jung, no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso.

 

É preciso muito cuidado para que a ideia do sonhador —- o responsável pela prosperidade de muitas empresas e negócios —- não seja traduzida como a daquele empresário que “vive nas nuvens”, que não tem um projeto ou um plano de ação.

 

Um bom exemplo de um sonhador que sabia executar era Steve Jobs à frente da Apple. Mas há casos bem mais próximos de nós.

 

Cecília Russo lembrou de uma marca que atua no varejo de vestuário, a Caedu, destinada ao público da classe C, que tem no comando a empresária Leninha da Palma:

“A magia da marca que ela carrega é alimentada pelo sonho que mais pessoas podem ter acesso a ter roupa e de qualidade”.

Como sonhar é preciso, pense agora: qual é o seu sonho? O que move você na sua carreira? Ou na sua empresa?

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar, aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN.

Conte Sua História de São Paulo: 

a frieza dos olhares colados em relógios e celulares

 

Por Marcelo Kassab

 

 

No Conte Sua História de São Paulo, o texto do ouvinte da CBN Marcelo Kassab, publicado originalmente no livro “Vamos falar de São Paulo”

 

É pela manhã que São Paulo mostra a sua cara. 
Pelas janelas, uma paisagem cinza e carrancuda. Os vidros acolhem as gotículas trazidas pelos frios e bons ventos. Assim, a famosa garoa paulistana convida para mais alguns minutos de sono e preguiça.

 

Com feiura imponente e autoestima  elevada, São Paulo ensina que nem todas as obras de arte são coloridas e que o cinza é só mais uma cor entre tantas outras, emolduradas pelas janelas dos arranha-céus da mais paulista das avenidas.

 

Sempre enxerguei em São Paulo e na sua escuridão um tom melancólico repleto de tristeza, onde as frequentes  garoas  pareciam lágrimas que escorriam por rostos vítreos que as observavam com o desânimo de uma segunda-feira qualquer. Talvez um olhar pessimista, visto que também se pode chorar de alegria e é no escuro que habitam e convivem harmonicamente todas as outras cores com seus pigmentos.

 

A frieza dos olhares colados em relógios e celulares, bem como a pressa cotidiana do paulistano, contrastam com o calor da sua receptividade, trazendo o mundo para casa e matizando seu cinza com as cores de outras cidades e nações, abrigando as diversas raças, castas e credos.

 

Basta um breve passeio pelas ruas e avenidas de São Paulo para aprender a conviver com a insanidade e a imprevisibilidade.

 

Do céu, surgem aviões que parecem tocar os capôs dos automóveis antes de pousos nem sempre certeiros nas pistas do Aeroporto de Congonhas. Carros, motos, pessoas e bicicletas concorrem pelo pouco espaço como em um disputado jogo de futebol numa tarde de um domingo qualquer, no Pacaembu ou em Itaquera, lotados e coloridos de preto e branco pela fiel alvinegra.

 

Apesar dos diversos tipos de poluição e da fumaça sufocante, a  cidade ainda respira e transpira. E acreditem ou não, em São Paulo há fotossíntese! Talvez mais do que o imaginado e menos do que o necessário. Que o digam as famílias que transitam pelos parques do Ibirapuera, do Carmo, da Cantareira, da Juventude ou da bela Aclimação, entre tantos outros.

 

Sem dúvida, uma cidade de clima ilusório onde a Terra parece realizar uma dança frenética ao redor do Sol, propiciando em um único dia seu movimento de translação, exibindo suas quatro estações e obrigando o paulistano, como em um afamado desfile de modas, antecipar e misturar todas as tendências e estilos, ostentando as coleções de cada temporada no mesmo dia.

 

As praias dos paulistanos são os pomposos shoppings da metrópole. Por lá é possível navegar e banhar-se com a variedade cultural que faz justiça à cidade que nasceu ao redor de um colégio; assim como uma gastronomia que não se encontra na mesma proporção nas areias de qualquer outra grande capital brasileira.

 

Nas ruas, o comércio atende a todo os gostos e classes sociais; desde um badalado e falsificado sábado na 25 de março ao nariz empinado e endinheirado da Oscar Freire.

 

E no final do dia, o céu cinza da manhã, menos carrancudo e mais generoso, abre-se para o sol poente e as mesmas janelas que emolduravam a paisagem plúmbea, agora refletem a luminosidade do Astro, guiando e acompanhando os paulistanos para suas casas após um longo dia de trabalho.

 

Descanso merecido em uma cidade que não dorme, esperando para começar tudo outra vez ao cantar da primeira buzina da manhã seguinte.

 

Marcelo Kassab é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Para conhecer o texto do Marcelo, visite agora o meu blog miltonjung.com.br Conte você também mais um capítulo da nossa cidade: escreva para contesuahistoria@cbn.com.br.

Mundo Corporativo: inclusão de pessoas com deficiência tem de ser genuína

 

 

“A questão de você trazer pessoas de minorias para o seu ambiente corporativo é uma coisa louvável, mas você realmente incluir e conseguir introduzir essas pessoas na realidade da sua empresa e conseguir extrair valor disso é outra coisa. É um outro estágio de evolução que ainda poucas empresas conseguiram chegar ou estão conseguindo chegar” — Marcos Kerekes, executivo e cadeirante

Desde 1991, empresas com mais de 100 funcionários são obrigadas a abrir vagas para pessoas com deficiência em percentuais que variam de 2 a 5%. Nem todas cumprem a lei. E parte delas vê a inclusão como um peso imposto pela legislação. Ou seja, torna a vida desse profissional ainda mais difícil e deixa de aproveitar os benefícios da diversidade no ambiente de trabalho. Hoje, existem cerca de 400 mil pessoas com deficiência empregadas, segundo dados oficiais do governo brasileiro, muito aquém da demanda.

 

Marcos Kerekes, executivo de marketing e cadeirante de 25 anos, conta parte de sua experiência na busca por um emprego. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo da CBN, Kerekes alerta para a necessidade de as empresas realizarem o que chama de inclusão genuína:

“A questão da inclusão tem de vir top-down, de cima para baixo, começando pelo CEO. Ele precisa estar envolvido nisso. Ele precisa estar comprometido com isso, porque aí a coisa deslancha, a coisa anda”

O Mundo Corporativo pode ser assistido às quartas-feiras, 11 horas, em vídeo, pelo site da CBN e nas redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter). O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN; aos domingos, às 10h30 da noite; e está disponível em podcast.