Avalanche Tricolor: calma, gente, quarta-feira está chegando!

 

Santa Cruz 5×1 Grêmio
Brasileiro – Arruda/Recife-PE

 

Escrevo esta Avalanche e ouço foguetes estourando ao longe. Estou em São Paulo. Já é noite. E por aqui tem time e torcedores com muitos motivos para comemorar. Fizeram por merecer.

 

Soube por amigos que em Porto Alegre alguns foguetes foram ouvidos, também. Assim que a tarde se encerrou. Lá, porém, não me parece que havia motivos suficientes para festa. Respiram por aparelhos ainda.

 

Independentemente do que as torcidas, sejam das cores que forem, estejam a celebrar, eu não tenho nada a ver com isso. Meus olhos se voltam para o azul do Grêmio que hoje voltou a cumprir tabela no Campeonato Brasileiro.

 

Por coincidência, fomos cumprir tabela no Recife exatamente no fim de semana em que comemoramos 11 anos da Batalha dos Aflitos. Foi ali pertinho e um dia antes, 26 de novembro, que colocamos no cenário mundial a disputa da Segunda Divisão do futebol brasileiro. Sim, porque sendo na Série B só mesmo uma vitória alcançada da forma que alcançamos merece entrar para a enciclopédia do futebol.

 

Ok, melhor não falar dessas coisas de Série B, de Segunda Divisão, de rebaixamento, neste momento. Alguém haverá de pensar que é apenas provocação de minha parte; e você, caro e raro leitor desta Avalanche, sabe que sou adepto da ideia de que cada um cuida dos seus problemas.

 

No Recife, desta vez, usamos time reserva. E até vínhamos tendo uma boa performance. Chegamos a fazer gol logo no primeiro tempo, o que daria um outra cara à partida. Pena que colocaram um estágio como bandeirinha para atrapalhar.

 

Dali pra frente, foi o estrago que se viu. Chegamos a marcar um gol, resultado do talento de Miller que driblou a defesa e ficou sozinho na cara do goleiro. Mas foi só o que se fez. O resto … esquece!

 

E esquece mesmo porque afinal o que nos interessa está logo ali, na quarta-feira, na Arena, em Porto Alegre. É quando vamos concretizar um sonho que estamos alimentando há 15 anos: a reconquista da Copa do Brasil!

Avalanche Tricolor: tropeço nas férias, não muda humor nem busca pelo título

 

Sport 4×2 Grêmio
Brasileiro – Ilha do Retiro/Recife

 

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A lua quase cheia me acompanhou pela madrugada enquanto assistia ao Grêmio, na Itália (foto: Abigail Costa)

 

Havia um tempo em que assistir aos jogos do Grêmio quando estávamos no exterior era um desafio à parte. A internet não havia se expandido, a tecnologia era precária e as transmissões pela televisão não alcançavam tão longe. Alguns sites com endereços duvidosos e arquivos maliciosos pirateavam as imagens da TV, que nem sempre chegavam com a qualidade desejada.

 

Os tempos são outros. O sinal de internet está muito mais acessível e os aplicativos estão disponíveis, desde que você tenha a assinatura da TV a cabo ou do pay-per-view. Já havia visto partida a bordo de um avião, cruzando o Oceano Atlântico, na tela do meu celular, portanto minha estada na Toscana, na costa do Tirreno, não seria motivo para me deixar longe do Grêmio.

 

De estranho mesmo, apenas o horário, pois aqui na Itália estamos cinco horas na frente do Brasil, e, assim, o que era final da tarde de domingo para você, já era fim de noite para mim. O jogo se iniciaria antes da meia noite e se estenderia pela madrugada. Como meu compromisso nessas férias é esperar o sol chegar e descansar na beira da praia, dormir tarde também não seria um problema.

 

Ipad conectado à internet, tela ampliada, transmissão iniciada e uma noite de verão europeu agradável, com lua quase cheia no céu: o cenário era perfeito para curtir meu Grêmio neste meio de férias. Pra deixar a turma com inveja: o vinho estava servido, também.

 

Aquela bola no poste assim que o jogo começou era o sinal para que aumentassem meu entusiasmo pelo time e a expectativa pelos três pontos que nos colocariam na vice-liderança do Campeonato Brasileiro. Os fatos que se sucederam, porém, frustraram meu programa de férias.

 

Depois de estarmos perdendo por dois a zero e desperdiçando muitos gols, no primeiro tempo, bem que Geromel se esforçou para me devolver a satisfação nesta noite, na volta para o segundo tempo. A reação durou pouco e nossos erros defensivos se repetiram.

 

Deixar de somar três pontos fora de casa, não é uma tragédia. Tem gente desperdiçando esses pontos diante da sua própria torcida. Mas como temos pretensões que vão bem além da maioria dos que estão disputando este campeonato, não devemos simplesmente aceitar o resultado passivamente.

 

Roger terá muito que conversar e treinar, conversar mais ainda e treinar ainda mais, nos próximos dias, para ajustar o que nos falta e darmos o salto maior nesta competição: chegar à liderança e lá permanecermos.

 

Como confio no trabalho de Roger e do elenco, sigo em frente com minhas férias, tranquilo, porque não será um tropeço no caminho que irá me tirar o bom humor nem estragar o sabor do vinho.

Foto-ouvinte: Sem sentido

 

Rabiscos na placa de trânsito

Foto e recado enviados pelo ouvinte-internauta Rinaldo Carvalho, do Recife:

Como podemos fazer um apelo as autoridades para melhorar as placas na entrada de Recife? No trecho da saída do TIP, sentido Recife, todas estão péssimas, pichadas, velhas e com o mato crescendo na frente, está de fazer vergonha. O asfalto também da entrada e saída do TIP é só buracos, esse trecho já é esquisito, escuro e com buracos. É só assaltos. Como uma cidade dessa vai receber turistas para uma Copa?