Excessos e faltas nas comunicações

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

how-i-met-your-mother-70651

 

“Não vá com tanta sede ao pote” ou “quem nunca comeu melado, quando come se lambuza”. Excelentes e oportunos alertas da cultura popular aos excessos. E se aplicam muito bem aos usos e abusos que estão impregnando as atuais comunicações. Pessoais e empresariais.

 

Diante de tantas facilidades de comunicação com o advento de meios eletrônicos, mais e mais alternativos e dinâmicos, estamos exagerando.

 

Como pessoas físicas, os recursos dos equipamentos móveis e seus aplicativos têm facilitado em muito o nosso dia a dia. Casa, filhos, trânsito, compras, diversões, etc. Ao mesmo tempo o conforto e o prazer dos modernos aplicativos têm sido interrompidos ou corrompidos pela mesma facilitação. O celular no clube, no carro, no restaurante, no cinema, no teatro, no aeroporto, no avião é, algumas vezes, cômodo e incômodo para nós e, sempre, desagradável para os vizinhos. E, definitivamente, para os acompanhantes. Cenas em restaurantes em que se veem todos conversando ao telefone estão se tornando comuns. Colocando os ausentes como presentes e os presentes como ausentes.

 

Entretanto, o fato é mais grave no âmbito empresarial. Além da dificuldade há muito existente quando se procura os serviços de atendimento ao cliente e se fala apenas com gravações, surge hoje uma tendência nos sites corporativos em omitir o telefone para contato. Se você quiser um contato comercial, é obrigado a seguir o canal único do e-mail. Falar com o gravador é para o SAC; sobre negócios, apenas o e-mail. Único. Para o bem dos burocratas e a infelicidade geral da nação que apanha em produtividade. Sem emoção.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Mundo Corporativo: Talento, a riqueza da nação

 

A verdadeira riqueza de uma nação é o talento. Mais do que o nome de seu novo livro, a afirmação é ponto de partida para que o consultor Alfredo Assumpção alerte para a necessidade de o Governo Federal criar um ambiente que incentive as empresas a investirem no capital humano. Para o CEO e sócio-fundador da Fesa, consultoria especializada em recrutamento de altos executivos, a economia somente se desenvolve através do setor privado: “é quem sabe fabricar todos estes produtos que transformam a sociedade; o governo não fabrica nada, portanto tem de funcionar como ‘anjo da guarda’ apenas”. Segundo o consultor, o dinheiro que deveria ser investido em programas de desenvolvimento dos recursos humanos acaba nas mãos do governo devido a altíssima carga tributária, o que impede que as empresas brasileiras não apenas propiciem o surgimento de novos talentos como, também, as faça perdê-los para outros países. Nesta entrevista ao Mundo Corporativo, da rádio CBN, Assumpção diz que “o maior contigente de líderes do Planeta se encontra nas empresas, não mais nas Forças Armadas, na Igreja ou nos governos; então é lá que se precisa desenvolver talentos”

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, com transmissão ao vivo pelo site da rádio CBN. O programa é reproduzido aos sábados, dentro do Jornal da CBN. Os ouvintes-internautas podem participar com perguntas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br ou pelo Twitter @jornaldacbn