Twitter e rádio no ETC_SP

 

Entusiasmados e estudados, twitteiros discutiram o fenômeno que se transformou o microblog (alguém ainda chama assim?) na transmissão de informação e fortalecimento da sociedade, em mais uma edição do ETC_SP, na Livraria da Vila, na capital. Sob o comando de José Luis Goldenberg (@jlgoldfarb), a conversa se iniciou com o relato do sucesso que é a campanha #doeumlivro que, pelo Twitter, arrecadou cerca de 200 mil exemplares.

Neste ano, o CBN SP apoiou a mobilização e arrecadou livros durante o programa de aniversário da capital, no Pateo do Colégio, que ajudaram a construir a biblioteca da Associação Esportiva Unidos da Doze, do Parque Doroteia, extremo sul da cidade. O Paulo Toledo da Unidos (@unidosdadoze) descreveu como o rádio mexeu com outras pessoas e destacou a abertura de diálogo que o Twitter permitiu com autoridades.

Na oportunidade que tive para falar, lembrei de como conseguimos, no CBN SP, provocar a reação da sociedade para reconstruir uma biblioteca de escola estadual, na Região Metropolitana de São Paulo, que havia sido queimada pelo fogo colocado por vândalos. Era uma época pré-Twitter e a história que contei serviu para chamar atenção que com todo o valor que as redes sociais têm hoje nada acontecerá se não houver pessoas e ideias por trás dos movimentos.

Ouvi coisas interessantes dos muitos participantes. Abrirei mão de reproduzir seus nomes, pois certamente vou trocar alhos com bugalhos e serei injusto com seus autores. Como a intenção é construir na rede uma inteligência coletiva, sei que a turma que esteve lá na livraria não vai se importar. E meu desafio será descrevê-las no estilo Twitter, com até 140 carcteres:

@ O Twitter é apenas a ferramenta, nós somos a comunicação

@ O Twitter somos nós fazendo comunicação, sem intermediários e o controle das grandes corporações

@ Existem três tipos de usuário no Twitter: a celebridade, o expert e nós

@ Bom usuário mistura: afetividade (conversa), autoralidade (opinião) e conhecimento (informação)

@ Tradução: o bom usuário mistura amor, ideias e conteúdo

@ O Twitter retomou a oralidade de antes de Gutemberg. Conversamos pelos dedos

@ Com as redes sociais, a marca de uma corporação agora está nas mãos dos outros

@ No ND se não deu no cordel, não aconteceu. O Twitter é o cordel da era moderna

@ Campanha no Twitter fez Natal (RN) barrar a inspeção veicular que, nos moldes propostos, prejudicaria a cidade

Twitteiros culturais se encontram em São Paulo

 

Reproduzo a seguir convite do pessoal do Encontros de Twitteiros Culturais que se realiza neste sábado, em São Paulo. Eu estarei lá para falar da campanha CBN SP e #doeumlivro e o poder de mobilização do rádio:

Está marcado! Dia 19.03-11 sábado das 17 as 19 horas na Livraria da Vila da Fradique ( Rua Fradique Coutinho, 915 – Pinheiros SP), o 1º ETC_Sampa de 2011, o 9º encontro em São Paulo, com o tema: TWITTER E MOBILIZAÇÃO.

Convidados: Pedro Toledo presidente da ONG @unidosdadoze e Milton Jung jornalista – CBN @miltonjung, sob mediação de José Luiz Goldfarb @jlgoldfarb

Durante o ano de 2010, através do Twitter Paulo Toledo idealizou a criação de um espaço cultural para as crianças atendidas pelo Projeto de Futebol Unidos da Doze, Parque Dorotéia, Cidade Ademar, periferia de SP. E foi pelo Twitter que surgiu grande mobilização de apoio (incluindo campanha #Doeumlivro e rádio CBN) que culminou na inauguração da Sede da ONG com amplo espaço para leitura e cinema (apoio da Sec Estadual de Cultura).
Vamos passar a limpo esta linda e profícua experiência mostrando o poder de mobilização social do Twitter.

Você é nosso convidado, para acompanhar e twittar, vamos usar a hashtag #ETC_BR para unir o Brasil.

Claudinho bloqueia e Marco Aurélio não usa Twitter

 

Estar no Twitter não significa disposição de conversar com o cidadão. É o caso do vereador Claudinho do PSDB que tem apenas 188 seguidores e ainda se dá ao luxo de bloquear pessoas interessadas em acompanhar o trabalho dele. Màssao Uèhara, do Adote um Vereador, decidiu publicar em blog as informações do parlamentar e se surpreendeu ao ver que seu perfil @massao foi bloqueado.

Curiosa, também, é a situação do Claudio Vieira, destacado em reportagem do Estadão. Apesar de acompanhar e cobrar posições sobre diferentes temas, além de manter contato pelo Twitter com parlamentares, não consegue “conversar” com seu adotado, Marco Aurélio Cunha (DEM). O próprio parlamentar, em entrevista oa Estadão, disse que não vê utilidade em usar a mídia social.

Formspring.me tira dúvidas no serviço público

 

O Governo do Estado de São Paulo está lá. Já encontrei ao menos um secretário municipal. E conversei com um subprefeito que também explora a nova rede social Formspring.me. No caso, subprefeita pois a entrevista foi com Soninha Francine, titular na regional da Lapa e entusiasmada digital. Foi das primeiras a incluir as redes sociais na prestação de serviço público, migrando para o gabinete dela na Câmara, levando para a carreira política e para a função na subprefeitura, a mesma estratégia explorada quando era apenas jornalista.

formspringmeFoi Soninha, por sinal, a primeira que vi usar o Formspring.me com o objetivo de discutir temas relacionados a função pública que exerce. O cidadão vai até a página da subprefeitura da Lapa na rede social, faz a pergunta, reclama da poda de árvore que nunca acontece, da reforma necessária na avenida principal ou da verticalização que incomoda tanta gente, e Soninha – ou seu pessoal de apoio – tenta esclarecer pela rede. Pareceu-me a maneira mais produtiva de explorar a facilidade proporcionada pela ferramenta. Por isso, foi a ela que procurei na quarta-feira para apresentar esta rede que surgiu há um mês. Claro que o bate-papo extrapolou o tema digital e se voltou para os problemas reais.

Ouça a entrevista da subprefeita da Lapa Soninha Francine

Exercitei minha função voyer nestas três últimas semanas quando fui informado do surgimento do Formspring.me até me lançar na rede, também. Ainda é preciso testar alguns formatos, identificar os melhores caminhos, e ter muita paciência. Estando no ar há pouco tempo, começou em 25 de novembro de 2009, o serviço desenvolvido pela Formspring.com, aplicativo que permite que as pessoas criem todo tipo de formulário para pesquisa, ainda apresenta problemas.

Desde que passei a responder perguntas enviadas por ouvintes-internautas, me deparei com a rede fora do ar na maior parte do tempo. Aliás, quando o Twitter sai do ar está baleiando; o que diremos quando a queda for no Formspring.me ? Formatando ? Formigando, como responderam alguns seguidores no Twitter ? O melhor é que não ocorra com tanta frequência.

Também não gostei de tuitar automaticamente a resposta publicada na nova rede. Fica mal formatada no Twitter e já ouvi algumas reclamações.

Reservar mais um tempo no dia para responder a perguntas de ouvintes-internautas não chega a ser um problema. A vantagem desta rede é que a resposta se tornará pública e poderá atender a mais pessoas.

Aqui no blog, abri espaço para o aplicativo. Está na barra lateral direita. Basta preencher o box com a pergunta e clicar no botão enviar. Ou, então, vá direto para www.formspring.me/miltonjung. Responderei assim que possível. Como faço há 10 anos, quando a ferramenta digital mais moderna de pergunta e resposta que tínhamos à disposição era o e-mail.

Jornalistas aderem a serviço chamado de idiota por Jabor

 

Arnaldo Jabor está com raiva da internet pelos textos apócrifos que o transformam em machista, gay, corno, idiota e facista – palavras dele. Tanto ódio que descreveu o Twitter, que está nas mãos de mais de 44,5 milhões de pessoas pelo mundo, como “a revolução dos idiotas on line”, no Estadão de domingo. Ainda bem que nem todos analisam o microblogging de maneira figadal.

Pesquisa on line com mais de 900 jornalistas brasileiros, realizada pela S2 Comunicação Integrada, mostra que quase metade deles usa o Twitter, seja para assuntos pessoais, seja profissionais. Apenas o “velho” Orkut, de 2004, tem maior participacão de jornalistas entre as redes sociais com a presença de 83,46% dos entrevistados.

Como o Twitter é das redes a mais recente, comecou em 2007, a pesquisa evidencia forte adesão por parte da mídia ao microblogging. Com 48,77% da preferência dos jornalistas, superou o Facebook (33,11%), My Space (20,09%), Flickr (18,94%) e Linkedin (15,81%).

A pesquisa constatou que quase 80% dos jornalistas de todo o Brasil estão em redes sociais, havendo maior predominância entre os de São Paulo (83,25%) e menor entre os da região Sul (72,01%). Leve em consideração que a participacão no levantamento foi espontânea e on line, portanto a tendência é que mais profissionais com habilidade na internet tenham aceitado responder as questões.

É curioso notar que boa parte do acesso às redes sociais ocorre de casa, conforme resposta de 75% dos jornalistas paulistas e da região Sul. Fico imaginando que isto ainda se deva a falta de permissão para o uso desses serviços no local de trabalho, o que se consagra um enorme erro na estratégia corporativa, pois as redes sociais são rica fonte de informação.

Jornalista que ainda não enxergou isto é um idiota.

Obs 1:Veja aqui outros resultados da pesquisa sobre uso das redes sociais, realizada pela S2

Obs 2: Antes de criticar o Jabor entenda o pensamento dele lendo o artigo completo

Barbara Gancia, eu perdi essa

 

Eu soube pela namorada do vizinho de uma sobrinha da minha avô. Este diz-que-me-diz do cotidiano se repete na internet e somos surpreendidos com a maneira como as informações chegam até nós. Ainda sobre o caso da recuperação da minha conta no Twitter: fui apresentado a um cara que não conheço por outro que nunca conheci. Apesar de continuar sem ter apertado a mão de qualquer um deles, ambos foram muito úteis para mim.

Hoje, mais uma surpresa que me deixou encabulado. Cláudio Vieira, dessas figuras que vale a pena conhecer desde que não seja para falar de dentadura, me escreveu por e-mail. Ele escreve pelo e-mail particular ou profissional, manda SMS se preciso, registra a mensagem no Twitter, não deixa passar um post em branco no blog e ainda arruma tempo para trabalhar como protético. Cobrou-me um agradecimento à jornalista Barbara Gancia pela ajuda que ela havia me enviado.

Que ajuda cara-pálida ?

Soube por ele que ela havia dedicado alguns minutos para escrever um comentário no meu blog, no qual fazia interessante sugestão para resgatar minha conta no Twitter. Ou seja, foi o vizinho que me contou que ela esteve na “minha casa” e deixou um recado que poderia ter sido muito útil para mim. Pior do que essa, só a do marido traído.

E que recado foi esse ?

Barbara Gancia também foi vítima de ataque em seu Twitter e conseguiu resgatar sua conta de forma inusitada para estes tempos em que máquina de escrever é coisa para fiscal da ANP (vide Canto da Cátia – http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/platb/miltonjung/2009/10/06/canto-da-catia-um-fiscal-das-antigas/). Vamos ao comentário dela:

Vi pelo UOL que vc teve seu twitter bloqueado. Passei pelo mesmo apuro, recorri a todos os meios via help desk e a única maneira foi enviar a eles por CORREIO (ironia das ironias) uma carta explicando o meu problema.
Eles me responderam prontamente, me deram uma nova senha e tudo foi resolvido.
Eis o endereço:
at. Law Enforcement/Copyright
539, Bryant St.,
Suite 402,
SAN FRANCISCO, CA
94107
USA
Boa sorte,
Barbara Gancia

Se achei interessante a forma de recuperar minha conta, escrevendo ao @charles pelo próprio Twitter, depois que os e-mails para o suporte da empresa não resolveram, imagine ter sido salvo por uma carta, provavelmente fechada com o molhado da língua para ficar mais original.

Mas estou melhorando. Nesta madrugada, revendo as tuítadas, descubro mensagem da própria, sem precisar que ninguém me puxe a orelha. Queria saber como consegui salvar minha senha. Já respondi a ela pelo Twitter mesmo, e me desculpei. Não ter percebido o comentário no meu blog, tão raros que estes são, é gafe para quem se esforça em responder um catatau de e-mails que chegam a caixa de correio eletrônico na CBN.

Então, senhores e senhoras, se perderem a senha no Twitter temos dois caminhos para a salvação: uma mensagem pelo próprio para @charles ou uma carta aos próprios no endereço da empresa.

E salve-se quem puder !

Site Cidade Democrática recebe broncas e ideias

 

O buraco na rua, o alagamento na avenida, a falta de organização no trânsito e todos os demais problemas que atrapalham a sua vida podem ser registrados e discutidos no site Cidade Democrática. Dentro do conceito de rede social, o serviço virtual abre espaço para que o cidadão apresente soluções e compartilhe com outros moradores estas ideias. A discussão pode ser feita dentro do bairro, não apenas na cidade.

Rodrigo Bandeira, idealizador do Cidade Democrática, espera que o site passe a ser explorado também por agentes públicos e empresas para que as soluções em debate pautem as ações no município. Na lista de inscritos, além de cidadãos, já é possível ver o registro de organizações não-governamentais e vereadores.

Ouça a entrevista com Rodrigo Bandeira do site Cidade Democrática

Ouvinte-fala: Sem cidadão consciente, rede não é social

O comportamento dos políticos em todos os níveis depende de participação, pressão e acompanhamento do eleitor e contribuinte. A população na sua maioria está alheia ao processo político brasileiro e ao necessário envolvimento crítico com os mandatos. Isto cria um comodismo e desinteresse dos 2 lados e a falta desta aproximação poder-povo e acompanhamento eleitor-eleito deixa os políticos agirem por conta própria e por interesses pessoais ou corporativos. Com a internet, tem que haver uma sociedade da informação com consciência politica e cidadã facilitando esta relação. Mas a rede, sem cidadãos conscientes e ativos não é uma rede social.

Jesulino Alves.
Guarulhos-SP