Mudanças na Câmara dos Deputados aparece apenas nos números

 

congresso nacional

 

De cada dez deputados federais eleitos, no domingo, quatro – ou quase isso – assumirão pela primeira vez o cargo no Congresso Nacional. Dos 513 parlamentares eleitos, 198 são considerados novatos, assumem pela primeira vez o mando na Câmara Federal. Isso significa que, na primeira eleição após as manifestações de rua no ano passado, tivemos renovação de 38,6% dos deputados – a maior desde 1998 quando se começou a calcular esse tipo de estatística.

 

O índice sobe para 43,5% se considerarmos que 25 dos eleitos, apesar de já terem tido mandato de deputado, estavam fora da atual legislatura, como é o caso de Celso Russomanno (PRB-SP), Pompeo de Mattos (PDT-RS), Alberto Fraga (DEM-DF), Gilberto Nascimento (PSC-SP), Benito Gama (PTB-BA) e Moroni Torgan (DEM-CE). Há casos ainda como o de Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) que se elege deputado depois de já ter cumprido mandato de senador.

 

Os mais otimistas identificarão nessa renovação o atendimento às reclamações feitas pelos cidadãos durante os protestos de 2013. Devagar com o andor porque o santo (ou o candidato) é de barro. Não se engane com os números. A começar pelo fato de que, historicamente, a média de substituição gira em torno de 40% a 50%, segundo informação do site Congresso Em Foco. Se calcularmos os novatos e os que não cumpriam mandato, a eleição de 2010 chegou a um índice de renovação (ou substituição) de 46,4% – portanto maior do que este ano.

 

O cenário é ainda pior se levarmos em consideração quem foi eleito para a próxima legislatura. Parlamentares conservadores se consolidaram como maioria, de acordo com levantamento feito pelo Diap – Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar. As bancadas sindical e dos movimentos sociais perderam 50% dos seus representantes, enquanto houve aumento no número de militares, religiosos, ruralistas e outros segmentos mais identificados com o conservadorismo. Calcula-se, por exemplo, que os evangélicos alcancem 70 cadeiras.

 

Além disso, é possível identificar entre os novos eleitos, sobrenomes que há algum tempo dominam a política nacional. Para se ter ideia, os dois novatos mais bem votados são Bruno Covas (PSDB-SP), e Clarissa Garotinho (PR-RJ). Um é neto do ex-governador de São Paulo Mário Covas e a outra, filha do ex-governador do Rio, Anthony Garotinho.

 

Portanto, caro e raro leitor deste blog, o tsunami por mudanças que eclodiu no ano passado, parece, se transformou em marolinha.

 


A foto deste post é da coleção de Fernando Stankus, no Flickr

De livros e desafios

 

Por do Sol por Solla

Maria Lucia Solla lançou De Bem Com a Vida Mesmo Que Doa (Ed. Libratrês) em 2002. O texto estava pronto bem antes, mas o deixou adormecido ou amadurecendo até a decisão de transformá-lo em livro de capa e papel. Sete anos depois resolve encarar uma tarefa das mais complicadas: se intrometer nos próprios pensamentos e se debater com as certezas que tinha uma década atrás. Não que ela seja mulher de fugir de suas responsabilidades, mas para enfrentar este desafio quer contar com a sua cumplicidade.

A partir deste domingo, e sempre aos domingos, você terá aqui no Blog a construção de um novo livro ou do mesmo, dependendo o resultado final. Seus comentários serão fundamentais para traçar os caminhos que Maria Lucia irá percorrer. Lembre-se, cada vez que você publicar uma ideia, um conceito ou uma frase por mais simples que seja a respeito do que está escrito aqui, poderá mudar o destino de uma história ou confirmar um pensamento.

Seja bem-vindo !

Mílton Jung

Reescrevendo de Bem Com a Vida Mesmo Que Doa

Por Maria Lucia Solla

Agradecimentos

Na minha jornada, nesta vida, a consciência começou a despertar cedo, em mim. Fui uma menina de olhar profundamente triste, solitária e fechada, mas transbordava de curiosidade, expectativa, ansiedade e de mais e mais curiosidade.

Meu ser assim me levou a buscar nos livros, nos idiomas, no estudo e no comportamento das pessoas à minha volta, o que minhas pernas ainda não podiam alcançar. Meu caminho de busca deixou, muito cedo, de ser singular e eu aceitei, como ainda aceito de braços abertos, a sua pluralidade.

Assim construo minha história pessoal.

Há muita gente envolvida no processo. Gente que entra na minha vida através de livro, aula, música, sorriso, embate, encontro e desencontro. Mesmo aqueles que nunca encontrei contribuem com o despertar da minha consciência. Cada um acende ao menos uma luz no caminho da minha vida, que é uma rota de eterna surpresa.

A todas essas pessoas, ofereço minha mais sincera gratidão.

Há quem chegue tocando a campainha e há quem meta o pé na porta. Tanto uns quanto outros instalam-se por algum tempo, interagem comigo e me modificam. Para sempre.
Imprimem-se em mim.
Amigo, parente, professor, aluno, conhecido, colega de trabalho; amor.

Todos mestres

Todos importantes na construção do que sou e do que ainda serei. Durante a convivência, provocam em mim todo tipo de emoção; mas acima de tudo, me ajudam a ver.

Entre os que entraram na minha vida, há dois que têm cadeira cativa no meu coração. Meus filhos. Chegaram através do meu próprio corpo e têm sido os que mais me ensinam. A eles, sempre quis dar o melhor de mim. A eles, sempre quis oferecer o que tenho de mais bonito e de mais leve; o que tenho de mais perfumado e gentil, de mais claro e brilhante. E tudo isso vai no pacote do meu pedido de perdão pelas vezes em que não fui capaz de dar nada além de tristeza, lágrima, insegurança e dor.

Proposta

Nada é por acaso.

Um livro não chega às nossas mãos, por acaso. Ele tem uma missão a cumprir, e nós temos missões a cumprir, através de suas mensagens. Todo livro tem uma missão a cumprir; a de guardar uma das missões de quem o escreveu.

Comecei a escrever De bem com a vida mesmo que doa, num impulso incontrolável. Comecei a escrevê-lo porque o que tinha a dizer, transbordou. Usei um notebook, meu intelecto, corpo, memórias e experiências. No entanto o mais importante no processo foi o coração, que tem sido, sempre, meu aliado.

Para você que recebe agora o resultado do meu trabalho, vou fazer uma proposta. Mas antes dela, vou mencionar uma das Leis do Universo que você seguramente conhece. Ela diz que quando você recebe algo – uma idéia ou uma informação, por exemplo -, isso vai ser processado em você. Você filtra o que recebe e mistura com todas as outras idéias, informações e crenças que já existem em você, e que fazem de você o que você é. Então processa tudo, faz um coquetel, e é vital que devolva o resultado desse processo, ao Universo.

Abrindo espaço para o novo

Agindo assim, você abre espaço para que o novo entre na sua vida, mas se continua a armazenar e colecionar idéias e crenças, corre o risco de sufocar e até, eventualmente, implodir. Idéias acumuladas vão envelhecendo, perdendo a validade, e você se transformando num depósito de quinquilharias. Vai ficando endurecido, engessado; um poço de artrite física, mental e emocional. O novo procura, procura e não encontra brecha para entrar na sua vida. E assim, acaba não entrando.

Você perde oportunidades de evoluir, e breca o movimento natural, que é sinônimo de vida. Impede o processo de renovação e de evolução que é responsável pela manutenção da juventude, e que mantêm você vivo, sentindo que vale a pena viver.

Um ciclo perfeito de renovação

Um ciclo perfeito de renovação, crescimento e evolução, acontece mais ou menos assim:

➛ você se vê frente a frente com uma ideia nova
➛ ela desperta o teu interesse
➛ ele abre as portas e permite que ela percorra o seu caminho em você.
➛ depois de cumprir sua missão, ela precisa sair
➛ entra por uma porta, sai pela outra, e você se prepara para ainda uma outra.

Se reconhecer a oportunidade, você a recebe, permite o seu percurso, filtra o que quer manter e devolve o resultado ao Universo, de onde ela veio.

Como?
Faz isso através da tua voz, das tuas palavras, pensamentos, gestos, olhares, atitudes, conversas, e-mails, na arte da cozinha, no escritório, no palco. Enfim, em toda e qualquer comunicação que você venha a produzir.

E você, que ideias têm despertado o teu interesse?
Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Ouça “Reescrevendo” na voz da autora

Maria Lucia Solla é terapeuta e professora de língua estrangeira e está ansiosa pela sua participação para se reescrever sem punir seu passado.