“Linha de ônibus” para os alagados de São Paulo

 

Ônibus para enchente

Longe de me meter em área que nosso companheiro Ádamo Bazani é craque, mas é evidente que o ônibus da direita parece mais apropriado para transportar passageiros pelas ruas de São Paulo do que o da esquerda que está sendo usado para levar os moradores dos jardins Pantanal e Romano para casa. No humor sarcástico do pessoal que vive na região, a prefeitura assim que providenciar a compra dos modelos mais modernos vai implantar o bilhete-úmido, e o governo do Estado já teria autorizado a criação do Pedágio Aquático.

(a foto do bote resgatando moradores foi enviada pelo ouvinte-internauta Robson Simphronio e está publicada no Blog Notinhas de São Miguel)

Coração de repórter, lágrima de gente

 

Carla Vilhena chora no Pantanal

O drama das famílias que moram no Jardim Romano, zona leste de São Paulo, emocionou a jornalista Carla Vilhena da TV Globo. Não suportando ouvir o relato da moradora que está há mais de um mês com sua casa cheia de água e corre o risco de perder a moradia, a apresentadora do SPTV não se conteve e chorou muito, conforme registro feito por Gilberto Travesso, do Blog Notinhas de São Miguel. Bom saber que ainda há quem se sensibilize com as dificuldades do cidadão abandonado pelo poder público.

Mensagem que recebi da colega de profissão Carlo Vilhena (publicado em 04.02.2010 às 22:13)

“Uma vez ouvi de um jornalista:
– Carla, estou deixando a reportagem, porque perdi a capacidade de me emocionar.
Fiquei chocada. Ao mesmo tempo em que ele era sincero, parecia sofrer com sua própria falta de sentimento.
Graças a Deus, vinte e cinco anos depois do meu início de carreira no Jornalismo, ainda sinto. E muito.
O drama de cada um daqueles moradores me toca fundo no coração, principalmente depois que tive meus filhos.
Hoje compreendo o sentimento de um pai, de uma mãe, que não podem dar uma vida melhor à família.
Me sinto mais próxima de todos aqueles seres humanos que estão ali, abandonados por tudo e por todos.
É muita humilhação ter que passar por isso, dia após dia, mês após mês.
Sinto muito não poder fazer mais por essas pessoas. Mas o pouco que posso, vou continuar fazendo.
Obrigada pelo apoio e pelo carinho.

Carla Vilhena”