Consumidores odeiam o atendimento por robôs, mostra pesquisa que indica caminhos para melhor servir

Por Carlos Magno Gibrail

Image by Gerd Altmann from Pixabay

 

Nos primórdios dos estudos organizacionais já se dizia que um cliente bem atendido difundia preciosamente aos amigos a satisfação com a marca ao relatar a ocorrência. O cliente mal atendido propagava a experiência ruim 10 vezes mais. Hoje, pela capacidade da mídia social essa propagação é potencializada. Com os avanços da era digital, os produtos e serviços se sofisticaram e se multiplicaram gerando expectativas aos consumidores maiores que as do mundo analógico.

A importância de possuir um Atendimento ao Cliente eficiente e pertinente ao conceito da marca é essencial.  Por isso é louvável que o Grupo Sercom fornecedor de serviços e plataformas tecnológicas de atendimento ao cliente, tenha encomendado ao Instituto de Pesquisa Qualibest um trabalho sobre a avaliação dos atendimentos nos vários sistemas existentes.

A pesquisa foi realizada entre 10 e 16 de março, nas vésperas da pandemia se alastrar entre nós. Participaram 1.081 pessoas, 58% mulheres, e a faixa etária correspondeu a 57% de pessoas entre 25 a 34 anos. Por região, Sudeste com 52%, Nordeste 31%, Centro-oeste 32%, Norte 4%.  

A segunda parte da pesquisa com a intenção de identificar mudanças que a pandemia poderia ter influenciado foi realizada no mês de setembro quando observou-se que a diferença não foi significativa. Apenas no item sobre a evolução da automatização aqueles que acreditam que falarão exclusivamente com robôs em cinco anos passaram de 57% para 66% —- acréscimo de 9 pontos percentuais. O estudo concluiu que os consumidores preferem interagir com pessoas do que com robôs —- a despeito de acreditarem que esses vão predominar gradativamente.

Aí está um quadro contraditório que caberá às empresas, cada vez mais empenhadas em conquistar e fidelizar consumidores, resolver. Com certeza um desafio extremamente compensador.

A pesquisa é um dos recursos ao sinalizar preferências e resistências geradas pelas mudanças da nova era. Nesse caso, de início indicou que o atendimento por robô com telefone é “odiado” por 41% das pessoas enquanto 39% “não gostam”. Ao mesmo tempo, o Atendimento Humano por telefone é preferido por 43% das pessoas, as demais por Chat, por WhatsApp ou por Telegram. 

No caso do uso do SAC, independentemente do motivo, a preferência é 51% pelo Chat, 49% pelo WhatsApp, 47% pelo e-mail e 43% pelo telefone.

Para resolver um problema, o telefone é preferido por 40% dos entrevistados, para cancelamento por 39%, e para reclamação por 36%.

Para comprar um produto, a melhor opção é o site da empresa, assim como para rastrear um pedido, e para fazer um elogio. 

Os setores mais demandados de SAC foram a telefonia 72%, os Bancos 57%, a TV a cabo 43%   e o e-commerce 36%.

Na busca do SAC o intolerável é a espera, e a satisfação é a rapidez.

As recomendações dos pesquisados: 94%, sugerem mais agilidade, atendimento humanizado, funcionários mais bem preparados e aprimoramento de robôs.

Eis aí um punhado de itens que, atendidos, poderão revolucionar e diferenciar qualquer negócio da nossa era digital.  

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.   

Mundo Corporativo: as dicas de Pedro Superti para alavancar vendas sem baixar preços, mesmo na pandemia

“Se durante muito tempo você queria parecer grande, agora a onda é parecer pequeno” — Pedro Superti, empreendedor

Os negócios vão mal, as vendas caíram e a crise impactou sua vida. A primeira reação é baixar o preço do produto que vende ou serviço que oferece para atrair os clientes. Um erro crasso, segundo Pedro Superti, empreendedor e especialista em marketing de diferenciação, entrevistado do programa Mundo Corporativo, da CBN: 

“Em lugar de baixar o preço que você já vende, pense como você pode criar uma nova opção que não existia até ontem, e esta opção ter um preço diferenciado”

Para Superti, ao aceitar somente baixar preço, o empreendedor desvaloriza seu negócio, enfraquece a marca e corre o risco de perder seus antigos clientes que se sentirão ludibriados por terem pago mais caro.  Imagine um restaurante que tem como prato principal o macarrão no menu. Em lugar de reduzir o preço deste prato, crie uma outra opção mais barata, mais simples e menor. Com isso, você pode inclusive atrair um novo cliente que, ao longo do tempo, pode passar a consumir os pratos tradicionais da casa, sugere Superti.

A ideia do marketing de diferenciação é descobrir como ser original, único e diferente das outras opções que existem no mercado. Para isso, Superti recomenda que o empreendedor busque coisas de sua história, elementos internos que podem ser levados para o produto ou serviço, que façam com que as pessoas batam o olho e logo identifiquem a sua imagem, a sua marca. 

Dois casos que ilustram o pensamento de Superti que ocorreram diante das restrições impostas pela pandemia. Um é de um desempregado que foi passar a quarentena com o avô e as histórias de vida que ouviu dele deram origem a uma franquia que vende caldo de cana com entrega a domicílio:

“… a grande sacada é que, neste caso, o consumidor não somente consome a bebida. Ele se conecta às suas memórias de infância”.

O outro exemplo é o do dono de uma cafeteria que viu as vendas do capuccino, especialidade da casa, cairem. Ele criou um produto no qual o cliente leva para casa um coração de chocolate para ser dissolvido no leite quente e solta o pó de capuccino.

“Tenha personalidade, a gente não aguenta mais negócios que não têm alma, não têm cara; um pessoa com personalidade tem uma características constante. Na tentativa de ser profissional, muitas marcas se tornam genéricas, tentam agradar a todos e não agradam ninguém”.

Se é para ter personalidade, Superti lembra da importância de se sair do modo automático em que mais nos parecemos com máquinas processando coisas, vendendo produtos e serviços: empresas vendem coisas, marcas vendem valores. 

Nos trabalhos que realiza com diversas empresas pelo Brasil, ele também aconselha: se você oferece serviço, venda produtos; se você oferece produto, venda serviços. Ou seja, misture produtos e serviços. Uma academia não deve se restringir a vender serviço — matrículas para seus alunos —- tem de oferecer produtos tais como suplementos, equipamentos para atividade física e roupas, aumentando o ticket médio de seus clientes.

“Se o que você está fazendo está alinhado com algo que você acredita muito, isso abre uma caixa de pandora com infinitas possibilidades que a gente por explorar”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, no canal da CBN no YouTube, no Facebook e no site da rádio, às quartas-feiras, às 11 horas da manhã. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e fica à disposição em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Juliana Prado, Natália Motta, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Priscilla Gubiotti.

Varejo de serviços avança em shopping centers

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Se as mudanças ocorridas no varejo de Shopping Centers têm acarretado indagações sobre o formato futuro destes empreendimentos, o recente avanço das operações de serviços indica uma nova composição de mix. Essencial, oportuna e bem-vinda.

 

É essencial aos shoppings que precisam preencher espaços deixados por lojas satélites que reduziram o canal de distribuição físico, e também dividem participação com o omnichannel de lojistas.

 

É oportuna aos lojistas de serviços que fortalecem sua distribuição através de um novo canal com oferta de conforto, segurança e variedade.

 

É bem-vinda aos consumidores que podem se embelezar, cuidar da saúde oi se divertir num mesmo local.

 

Há dias, no Mercado & Consumo, Marcos Hirai, sócio-Ddiretor da GS&BGH Expansão e Pontos Comerciais e organizador da EXPO Retail Real Estate, destacou que o segmento de conveniência e serviços cresceu mais de 15% e que beleza e estética, academias de ginástica, laboratórios clínicos, clínicas médicas e odontológicas começam a ter participação de 25% do mix — e se somar isto ao setor de alimentação, há shoppings em que se chega a 50%.

 

Hirai pontua algumas marcas que tiveram sucesso como Sobrancelhas Design, Dr. Consulta, Clínica CEMA, Clínicas Seven e ressaltou Espaçolaser, que tinha 33 lojas, em 2015, e fechou o ano de 2018 com 400 unidades. Na mesma linha identificamos a openLaser depilação e a Turquesa esmalteria e beleza.

 

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A openLaser é do Grupo Empresarial GSF Siluets Franchising que mantém a Siluets estética, com 90 lojas, e a AMYC dermocosmetics, que produz produtos de beleza. Hoje, são 15 lojas da openLaser que irão se expandir dentro do sistema de franquias com programação de abertura até 2020 de 120 lojas em Shopping Centers. São unidades com produtos de beleza e serviço de depilação a laser para propiciar uma “vida mais confortável e sem pelos”, segundo Ignacio Ferreiro e Alberto Garcia, fundadores da empresa. Eles ressaltam que visualizam um benchmarking com o fast food na medida em que podem repetir com a openLaser e o Espaçolaser, o que o Burger King faz com o McDonalds. Ou seja, uma presença que não divide mas acrescenta.

 

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A Turquesa esmalteria & beleza tem 60 lojas instaladas e 15 em implantação, e destas quatro iniciaram a fase de ocupação em Shopping Center, que é o canal a ser priorizado. Segundo Carla Bruno, consultora de expansão, para os shoppings está sendo oferecido também o formato de quiosque.

 

A praticidade ou a conveniência desse cenário de serviços oferecido aos consumidores de hoje certamente indicam uma promissora tendência de um novo mix dentro dos Shopping Centers.

 

Para o bem de todos e a felicidade geral.

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: confiança é o principal atributo para quem vende serviços

 

 

Serviços têm como base uma relação de pessoas com pessoas, portanto a confiança é o principal atributo a ser desenvolvido e praticado. A sugestão é de Jaime Troiano e Cecília Russo que apresentam dicas para cabeleireiros, costureiras, despachantes e outros “vendedores” de serviços, no programa Sua Marca Vai Ser Um Sucesso. Para que esses prestadores de serviço entendam como estão administrando o seu negócio, Troiano e Russo recomendam: peça a algue’m de confiança para que pergunte ao seu cliente se eles indicariam seu nome, sua loja ou seu negócio a um amigo.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN.

O momento, a pessoa e a tarefa mais importantes como abordagem de venda e sabedoria de vida

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Cheguei a três interessantes questões ao buscar uma síntese das melhores práticas comerciais. As três se sobrepõem as especificidades e particularidades das técnicas de vendas, pois estão na esfera conceitual e emocional. De certa forma, estão inseridas em textos como contos de sábios ou até mesmo de cunho religioso, como bíblicos ou espirituais.

 

Questão 1 – Qual o momento mais importante da vida?

 

É o momento presente. Nem eventos passados nem futuros são mais importantes do que o atual, em que há o controle da situação.

 

Questão 2 – Qual a pessoa mais importante?

 

É a pessoa que está na nossa frente. As outras estão ausentes e fora da ação atual. É preciso se esmerar para focar a atenção nesta pessoa.

 

Questão 3 – Qual a tarefa mais importante?

 

É atender esta pessoa que está à nossa frente da melhor maneira possível. Outras tarefas ficam em segundo plano, pois o possível é fazer feliz quem está conosco no momento.

 

Numa situação de venda é claro o momento mais importante, pois é exatamente o atual, em que a pessoa na frente é o cliente. Que passa a ser a pessoa mais importante. Cuja tarefa mais importante é atendê-lo de forma a deixá-lo feliz.

 

Em qualquer outra situação, sempre podemos repetir essa relação de importância, efetivando o presente como o ponto principal. Afinal, é assim que podemos ter o controle da situação, sem as perdas de estar pensando no passado ou no futuro.
Podemos imaginar quão maravilhoso seria o mundo se todos agissem desta maneira.

 

Visualize você sendo a pessoa mais importante para o pessoal de atendimento das companhias aéreas, ou para os vendedores e vendedoras de lojas, ou para os atendentes das concessionárias de serviços públicos.

 

É assim que eles fazem você se sentir? É assim que você faz o seu cliente se sentir?

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Empreendedorismo: 4 passos para planejar seu negócio diante da crise

 

 

Diante da crise econômica, muitos empreendedores se vêm levados a diversificar seu negócio em busca de alternativas que façam aumentar seu rendimento. E este foi um dos temas propostos no Papo de Professor, promovido pelo Sebrae: como fazer isso sem perder a eficiência e a qualidade?

 

Partindo da premissa que empreendedorismo envolve inovação e riscos, não podemos apenas esperar que a crise nos atropele. É necessário buscar caminhos viáveis, a partir do próprio negócio que já realizamos.

 

Para planejar seu negócio neste cenário, proponho quatro passos:

 

  1. Identifique os fatores que impactam seu negócio e quais fatores seu novo negócio vai impactar.
  2.  

  3. Determine o seu limite, até onde seu produto pode chegar, qual o alcance do serviço que você presta.
  4.  

  5. Antecipe-se e mapeie os imprevistos que possam surgir no seu caminho
  6.  

  7. Jamais tire o foco do que mais importa: o cliente

 

A resposta completa você assiste no vídeo acima.

 

Aqui você assiste a outros vídeos nos quais respondo perguntas sobre empreendedorismo

Aproveite os benefícios e privilégios que os cartões de crédito cobram de você

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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As administradoras de cartão de crédito com foco no segmento de alta renda são conhecidas por suas taxas de anuidade elevadíssimas. O que muito cliente não conhece são os muitos benefícios oferecidos, e ao não usufruir deles torna o produto ainda mais caro. Sala Vip, concierge, programa de acúmulo de milhas, assistência e seguros de viagem costumam fazer parte dos serviços prestados por essas empresas, além disso cada bandeira tem sua particularidade que varia conforme a modalidade do cartão (e as taxas cobradas).

 

A Mastercard, por exemplo, tem o “Mastercard Surpreenda”: programa de pontos que não tem nenhuma relação com seus demais programas de milhagem. A cada compra efetuada com o cartão de crédito ou de débito, o cliente registra 1 ponto. Os pontos podem ser trocados por benefícios como ingressos de cinema, lojas de diversos segmentos, viagens para destinos selecionados em que o acompanhante não paga e restaurantes em que o prato principal do acompanhante é cortesia. Para os clientes Platinum e Black, há restaurantes renomados que participam do programa como A Figueira Rubaiyat, Folha de Uva, Arola Vintetres (Hotel Tivoli Mofarrej), Zucco, Eat,apenas para lembrar alguns nomes, em São Paulo. Clientes Mastercard Black contam ainda com o benefício de Garantia Estendida, onde itens comprados com o cartão recebem garantia de pelo menos 1 ano adicional além da oferecida pelo fabricante do produto. A parte que envolve viagens é uma das mais sofisticadas da bandeira, disponível aos clientes Black, que contam com uma agência exclusiva onde podem efetuar reservas de hotéis, aluguel de veículos, jatos privativos e outros.

 

A Visa também é forte nos benefícios que envolvem produtos de viagem aos clientes da modalidade de cartão Infinite. Seu programa Visa Luxury Collection reúne hotéis de luxo ao redor do mundo com benefícios que variam de café da manhã incluído nas tarifas, late check-out a voucher para o Spa do hotel, entre outros. Clientes Visa Infinite também possuem Garantia Estendida em até 1 ano (além da garantia do fabricante) para produtos comprados com o cartão. O cartão inclui, claro, os benefícios tradicionais como seguros e assistência em viagens, concierge que indica destinos de sua viagem de acordo com seu perfil e benefícios sazonais, como valet cortesia no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo.

 

A American Express é conhecida como uma das mais sofisticadas. Mas, conforme já falamos anteriormente em artigos aqui no Blog do Mílton Jung, no Brasil, a bandeira vem decaindo em seus serviços desde 2006, ano em que passou a ser representada pelo Banco Bradesco. Seu cartão The Platinum Card é o mais sofisticado da bandeira por aqui, pois no exterior o Centurion Card, o “cartão black” da Amex é considerado o mais elitizado. No Brasil, associados ao The Platinum Card tem acesso a uma agência de viagens exclusiva – Platinum Travel Service – onde recebem benefícios em hotéis membros do Fine Hotels & Resorts, como café da manhã, check-in adiantado, massagem no Spa e outros. O cartão tem um diferencial: os pontos adquiridos em compras efetuadas com o The Platinum Card nunca expiram. Nas bandeiras Visa e Mastercard, varia conforme o banco emissor, mas em média os pontos expiram em até 36 meses. Por ser administrado pelo Bradesco, parte de seus benefícios inclui descontos nas salas Bradesco Prime no Cinemark e no Teatro Bradesco.

 

Com a correria do cotidiano, muitos consumidores não se atentam aos benefícios a que têm direito. Isso vale para cartões de crédito, seguros, bancos e outros. Hoje, porém, o consumidor contemporâneo tem de estar mais consciente e antenado com relação a produtos e serviços. Como sempre prestei muito atenção nestas questões, já houve casos em que eu sabia melhor os benefícios do produto do que o próprio funcionário da empresa – algo bem comum, especialmente, em bancos no Brasil.

 

E você, já leu o guia de benefícios de seu cartão?

 

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

 

A foto deste post é do álbum de Ken Teegardin no Flickr

Mundo Corporativo: Armindo Motta Jr da Wappa diz como empresas podem reduzir custos com serviço de táxi

 

 

Em meio a polêmica entre o serviço de táxi tradicional e o uso do aplicativo Uber, algumas empresas conseguem encontrar brecha para prestarem serviço que atenda os profissionais do setor e os passageiros. É o caso da Wappa, uma plataforma de gestão de táxi, que está há dez ano no mercado e atende cerca de 2.500 empresas e clientes. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, o CEO da Wappa, Armindo Motta Júnior, explica que as empresas podem economizar até 40% nos custos de transportes dos seus funcionários ao permitirem a gestão do serviço através da tecnologia que foi desenvolvida. Ele, também, analisa as rápidas transformações que o mercado de táxi no Brasil e no Mundo vem enfrentando com o surgimento de aplicativos e novas funcionalidades: “todos nós vamos precisar nos adaptar às mudanças”.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feras, 11 horas da manhã, no site http://www.cbn.com.br O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e tem a participação do Paulo Rodolfo, do Douglas Matos e da Débora Gonçalves.

O que você pode fazer pelo Brasil

 

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Por Carlos Magno Gibrail

 

O que você pode fazer pelo seu país, é simples, é não perguntar o que o seu país pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo seu país.

 

Essa foi uma colocação feita por John Kennedy ao tomar posse como presidente dos Estados Unidos, em 1961. Os resultados positivos da proposição vieram tão fortes quanto uma rancorosa oposição. Kennedy foi assassinado, mas seu legado é indiscutível.

 

O Brasil em sua história vem na linha do que podemos servir dele, e não na postura de como podemos servi-lo. É fato, no poder público e privado. Executivo, Judiciário, Legislativo, e também no empresariado e trabalhista.

 

O caos que ora se apresenta escancara esta postura. Alguns episódios pontuais exemplificam:

 

– Crescente número de ministérios em cada período presidencial, chegando à exorbitância de 39. E não podemos dizer que os aumentos foram por vontade dos presidentes, pois sabemos das pressões partidárias por poder e dinheiro.

 

– Aumento gradativo de cargos nomeados, chegando a incrível marca de 21.000 servidores.

 

– Sistema eleitoral que incentiva a criação de novos partidos, estabelece longo período de campanha, permite doação de empresas, cria reeleição, obriga o voto.

 

– Partidos sem programas, sem ética, que chegam à posições politicas de acordo com o status de situação ou oposição. A CPMF é um marcante exemplo. Se o partido é situação é apoiada, se é oposição, é combatida.

 

A noite de ontem e madrugada de hoje emblematicamente referendaram este raciocínio de que o objetivo dos partidos que lá estão é alcançar as metas individuais de poder, pensando no que o país pode dar a eles, pois o Congresso que não aprovou cortes no orçamento e votou em aumento de vultosas despesas, aprovou o veto que a presidente efetivou.

 

Independentemente do resultado da votação – e 26 dos 32 vetos foram mantidos, os demais serão analisados hoje ou nos próximos dias -, a verdade é que o poder Legislativo demonstrou que mais se serve do Brasil do que serve ao Brasil.

 

Um bom momento para adotarmos o pensamento de Kennedy.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Com a palavra, o presidente

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Há algumas semanas, comentei em meu artigo aqui no Blog do Mílton Jung sobre a deficiência e falta de personalização no atendimento de bancos brasileiros. Foi dado um exemplo específico onde eu mesmo fui o cliente insatisfeito e perplexo pelo atendimento que até aquele momento havia recebido.

 

Justo reclamar quando nos sentimos prejudicados ou mal atendidos, com certeza. Justo, também, elogiar quando o atendimento está a altura do que esperamos.

 

Naquele momento, eu reclamava do serviço prestado pelo banco Itaú Personnalité que havia retirado pontos e benefícios de meu cartão de crédito.

 

Cansado do atendimento mecanizado, que apenas negava minhas contestações e insatisfações, resolvi enviar o registro de minhas reclamações para o presidente do banco. Sim, o presidente Roberto Setubal. Para minha surpresa, no dia seguinte, recebi contatos das áreas de Qualidade e Ouvidoria da organização.

 

Ao contrário do atendimento que havia sido prestado até então, além de assumir o compromisso de cuidar das minhas solicitações e reclamações, conversei com funcionarias atenciosas, especializadas e com profundo conhecimento dos produtos do banco. Elas não apenas prestaram as informações corretas referentes às minhas indagações quanto ao Programa Sempre Presente, como pediram desculpas pelo transtorno causado até então. Após a análise, as milhas reclamadas foram devolvidas e a política de pontuação do programa dos cartões mais bem esclarecida.

 

Esse caso mostra algo que é essencial em qualquer negócio: o olhar do dono, do criador, do fundador. Aliás, uma lição que os brasileiros já haviam aprendido com o Comandante Rolim Amaro que recebia os passageiros da TAM no pé da escada do avião e os estendia tapete vermelho.

 

Obviamente sabemos que em empresas gigantes como os bancos, é impossível que cada processo da organização passe pelos olhos do dono. Ou do presidente. No caso que tratamos, foi necessário chegar até ele para um cliente ser atendido com a dignidade e respeito que todos os demais merecem.

 

Centrais de atendimento enormes com um número grande de atendentes versus uma quantidade grande de clientes são passíveis de erros. O nível de competição que temos hoje e o acesso às informações têm tornado os clientes mais exigentes. E investimento em treinamento e capacitação das equipes é essencial.

 

Independentemente do tamanho da empresa, a chave do sucesso hoje nas organizações é uma estratégica gestão de pessoas, com política de valorização do capital humano. Afinal, produtos não mudam tanto de uma empresa para outra. O verdadeiro diferencial está no atendimento, no relacionamento no conhecimento que seus funcionários têm dos produtos e na forma como encantam (ou não) os seus clientes. É fundamental também dentro dessa gestão mapear e desenvolver líderes com uma efetiva gestão de desempenho.

 

Os clientes das empresas, sejam bancos, lojas ou outros tipos de negócios, estão nas mãos das pessoas.

 

Sua empresa tem as pessoas certas para atender, entender e encantar o seu cliente? Sua empresa investe na seleção, desenvolvimento e capacitação de seus profissionais? O líder maior da corporação está disposto a encarar este desafio?

 

Fique atento, é provável que os seus concorrentes digam sim para todas estas perguntas.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung

 

A foto deste post é do álbum de Verlaciudad, no Flickr