Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: cuidado com o discurso ambientalista que não se sustenta!

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“Greenwashing é basicamente as práticas e propagandas que se apoiam em falsas informações e mensagens emitidas por empresas, relacionadas à sustentabilidade”

Cecília Troiano

Atendendo a demanda do público, muitas marcas têm se apresentado como defensoras do meio ambiente e anunciam uma série de medidas que viriam em favor da preservação das matas, da qualidade das águas e do controle da poluição do ar, entre outros tantos benefícios elencados em suas peças publicitárias e relatórios anuais. A preocupação é justa e necessária, mas deve ser sustentável. Esse é o alerta de Jaime Troiano e Cecília Russo, em Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, que chamaram atenção para a fragilidade de boa parte dessas ações. 

Para ter uma ideia, em 2021, a comissão europeia (EC) analisou 344 alegações aparentemente duvidosas de empresas e chegou a conclusão de que quase 60% das empresas usavam palavras como eco-friendly, eco-consciente, biodegradável e sustentável sem oferecer provas concretas. São típicas praticantes do ‘greenwashing’ 

“ .. ou seja, fala que faz algo em termos de sustentabilidade, mas na prática isso não se sustenta, com o perdão ao trocadilho. falam que determinados processos protegem o meio ambiente, mas a história não é bem essa”. .

Infelizmente, ainda há muita empresário que acredita que dá para sustentar e alavancar a marca por meio de histórias inventadas, sem validade nas suas práticas e processo.  Não precisamos voltar tanto ao tempo nem ir tão distante. Basta lembrar o que assistimos recentemente com produtores de vinhedos, no interior do Rio Grande do Sul, que apesar de seus compromissos com as políticas ESG, foram flagrados usando mão de boa análoga à escravidão. 

“O que as marcas têm de mais valioso é a credibilidade que conquistaram junto a seus públicos. É tão difícil ter essa confiança das pessoas, mas tão arriscado perdê-la” Jaime Troiano

Você que está acostumado a acompanhar o Sua Marca deve lembrar de frase que repetimos várias vezes para alertar aos gestores sobre os riscos que decidem assumir diante de estratégias erráticas: marca não é tapume que esconde as más práticas das empresas.

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso:

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso:  quatro motivos para um rebranding

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“Rebranding seriam aqueles casos em que é preciso fazer um desvio de rota na estratégia vigente do branding. Revisar, refazer, reequacionar” 

Jaime Troiano

Branding é gestão de marca e todas as iniciativas que se adota para que esta ocorra de forma coerente e efetiva. Pela própria terminação (ING), percebe-se que é algo que está sempre acontecendo ou como dizem Jaime Troiano e Cecília Russo é algo vivo — você já deve tê-los ouvido falar sobre isto no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso. Desta vez, porém, eles  foram além. Convidaram o ouvinte a pensar em rebranding, que é o processo que se inicia com a reflexão sobre as mudanças que devem e podem ser feitas na marca, considerando que muita vezes nem devem nem podem passar por uma transformação.

Para evitar exageros ou precipitações por parte do gestor que, cansado de ver sua própria marca, deseja mudá-la por vontade própria, avalie as quatro razões elencadas por Jaime e Cecília para que efetivamente se realize o rebranding:

  • Desatualizada: quando seu posicionamento não reflete mais quem você é como marca, ou o que você faz; quando a marca está “empoeirada”. Assim, algumas vezes é preciso um rebranding para fazer essa atualização, que permitirá tirar a poeira e oferecer uma visão nova da marca. 
  • Crescimento: hoje, nesse universo em que vemos uma empresa comprando a outra, o crescimento de uma marca muitas vezes exige um rebranding. 

“É preciso atualizar a visão que se tem da empresa, seja porque tem um portfólio maior de produtos ou serviços, seja porque ampliou geograficamente sua atuação”

Cecília Russo
  • Defesa: são os casos em que uma marca é posicionada de forma indesejada pela atuação de um concorrente; ela acaba sendo vista como não gostaria de ser. Torna-se necessário um rebranding para se colocar no lugar onde você acredita que seja seu espaço e não aquele que lhe foi designado pelo concorrente.
  • Evolução: Esse é o caso em que o rebranding não vem para corrigir falhas, mas sim para mostrar que a marca está atenta, não para, está se movimentando. O rebranding vem para trazer esse dinamismo

“Não façam um rebranding precocemente, reflitam sobre esses quatro motivos que trouxemos hoje, para ver se efetivamente ele será necessário para sua marca ou, ao contrário, criará uma confusão na cabeça dos consumidores, não deixando tempo para sedimentar sua identidade”

Jaime Troiano

Ouça o comentário completo do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso com Jaime Troiano e Cecília Russo: 

 

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: o que as crianças mais admiram nas marcas

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“A principal conclusão dos pesquisadores é algo que já se vem acompanhando há algum tempo, seu enorme poder de influência nas escolhas das famílias”

Cecília Russo

Um amplo estudo realizado na América Latina foi descobrir a influência das crianças no consumo de marcas em diversas áreas e os aspectos que mais chamam atenção deste público. Após ouvir mais de 70 mil crianças, sendo 13 mil aqui no Brasil, além de a a Kids Corp — autora do trabalho — confirmar a tese de que elas convencem os pais e adultos nas escolhas de produtos, também identificou o que mais valorizam nas marcas. Um terço desse público apontou a capacidade dessas empresas de os fazerem felizes; também 30%, das marcas serem capazes de promoverem a diversão; e 26% falam de qualidade.

A maior parte das crianças (80%) se relaciona com as marcas através de plataformas online, o meio quase natural dessa geração, comentaram Jaime Troiano e Cecília Russo, em Sua Marca Vai Ser Um Sucesso — o que não significa que as marcas preferidas sejam apenas digitais, como se percebe na lista das dez mais citadas pelo público infantil no Brasil:

Adidas 

Nike

Youtube

All Star

Apple

Disney

Mcdonald ’s

Netflix

Barbie

Coca Cola.

Conheça aqui a lista completa e por catergoria publicada no Meio & Mensagem

“Veja que temos um mix de marcas digitais, como YouTube, Netflix e outras mais novas com marcas centenárias e que começaram no físico, como Coca, Disney e All Star”

Cecília Russo

Uma aspecto importante ao se estudar a relação das crianças com as marcas nos remete a trabalhaos que haviam sido realizados já nos anos de 1980, quando a Procter & Gamble criou o termo POME – Point of Market Entry, ou seja, o ponto de entrada no mercado. Atualmente, crianças e jovens estão começando a consumir e construir preferências cada vez mais cedo: 

“Essas memórias de marcas ficarão registradas de uma forma profunda, relacionadas à infância, etc. Uma vez conquistado esse consumidor, há mais chances dele seguir preservando essa relação”

Jaime Troiano

O alerta dos nossos comentaristas é que as marcas não caiam na tentação de conquistar esse público a qualquer preço. A uma ética que precisa ser respeita e regras bastante claras de como a abordagem pode ou não ser feita, especialmente no Brasil. 

Saiba mais ouvindo aqui o comentário completo de Jaime Troiano e Cecília Russo, em Sua Marca Vai Ser Um Sucesso:

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: jingle bom é como chiclete e não esconde a marca

Imagem do comercial da Casas Pernambucana (reprodução Youtube)

“Se nós somos assim (musicais), seria muito difícil as marcas e sua comunicação não se encontrarem com música também”

Jaime Troiano

O Brasil sempre foi um país musical por excelência. A mistura de nossas heranças portuguesas, africanas e indígenas criou um sincretismo religioso, alimentar e comportamental muito especial, único no mundo. Uma riqueza que se revela na música que nos acompanha desde o início. Com todo esse histórico seria de se estranhar se as marcas não bebessem também dessa fonte. O resultado é que cada brasileiro tem em mente ao menos um jingle inesquecível.  

“Nossa cultura musical é muito forte e as marcas sabem se servir disso”

Cecília Russo

No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Jaime Troiano e Cecília Russo além de cantarolarem alguns desses refrões e mexer com nossa memória afetiva, também comentaram sobre os cuidados que as marcas devem ter ao explorar esse recurso:

“Quantas vezes a gente fala “eu vi um comercial lindo”,  mas não lembra  a marca “. 

Jaime Troiano

O talento está em fazer um jingle que conquiste o consumidor sem esconder a marca. Uma tarefa que não é fácil e apenas alguns artistas sabem fazer bem feito. Caso de Heitor Carillo criador de “Não adianta bater”, música do início dos anos de 1960, que anunciava as ofertas das Casas Pernambucanas:  

“Quem bate?
É o friiiio….
Não adianta bater, que eu não deixo você entrar. Nas Casas Pernambucanas, é que eu vou aquecer o meu lar. Vou comprar flanelas, lãs e cobertores, eu vou comprar. Nas Casas Pernambucanas, nem vou sentir o inverno passar.” 

O nosso maestro Paschoal Junior resgatou esse e outros jingles que ficaram famosos ao longo do tempo e foram lembrados por Jaime e Cecília no bate-papo matinal de sábado, no Jornal da CBN. Você pode ouvi-los no arquivo de áudio publicado a seguir. Antes, fica a recomendação dos nossos comentaristas:

“Jingle é como chiclete, gruda mesmo. Se você, empreendedor ou  que tem um pequeno ou médio negócio, se puder use esse recurso para sua marca”

Jaime Troiano

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: poucas marcas mostram as mulheres por inteiro

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“Há poucas marcas que mostram a mulher por inteiro, um pouco cada uma dessas coisas. Acho que falta sensibilidade por parte das marcas, de saírem dessa visão mais unidirecional”

Jaime Troiano

Quando estamos prestes a nos despedir do mês de março, surge a oportunidade de analisarmos o comportamento das marcas em relação às mulheres — homenageadas no dia 8 de março e por extensão no mês todo. Jaime Troiano e Cecília Russo observaram as ações desenvolvidas e alertaram para a necessidade de a comunicação ser mais completa, evitando ‘segmentar’ a mulher.

“É como se as marcas ainda mantivessem um olhar que fragmenta as mulheres, sem conseguir vê-las de forma integrada”. 

Na avaliação do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, ora as marcas exaltam força, mostrando mulheres poderosas e batalhadoras; ora mostram sua fragilidade e como as marcas podem ser as salvadoras; ora mostram sua face da sedução, como se o ser mulher fosse ser a expressão mais sexualizada por excelência.

É preciso sensibilidade para compreender essa mulher que é muito mais complexa do que a simplificação dos anúncios, por isso o que nossos comentaristas sugerem é que se trabalha mais a empatia, evitando esteriótipos e segmentações.

Diante do tema que provocamos, Cecília Russo pediu licença e compartilhou com os ouvintes, um manifesto às mulheres escrito por ela e suas colegas que atuam na TroianoBranding. Segue:

Um dia queimamos sutiãs em praça pública.

Símbolo do que aperta, restringe, limita.

Desde lá, queimamos muitas outras coisas também.

Muros, barreiras, preconceitos, estereótipos.

É hora de celebrar as vitórias.

Hoje, somos quem quisermos ser.

Ampliamos escolhas e oportunidades.

Podemos ser a princesa e também a heroína.

A professora e a astronauta.

A que joga vôlei e a que joga futebol.

A costureira, a médica, a bombeira e a enfermeira.

A que cuida, a que manda, a que faz o que quiser.

É hora de celebrar as possibilidades.

Mas ainda há muito o que queimar.

Há mais espaços a conquistar.

Há mais direitos a reivindicar.

Há mais respeito a buscar.

Há ainda violência a nos ameaçar. 

É por isso que o 8 de março faz sentido.

Uns podem achar um dia bobinho, de mimimi.

Mas é nesse dia que paramos para olhar para nós.

Nos colocamos no centro de nossas próprias vidas.

O que seria natural, precisa de um dia como pretexto apenas para isso.

Equilibristas girando os pratinhos que não se veem no direito de parar.

Vem o dia 8 como um freio, um sinal de pare.

Que possamos usar esse dia como um espaço para comemorar.

Aquilo tudo o que já somos.

E também tudo aquilo que ainda podemos ser.

Feliz mês da mulher. É hora de celebrar. 

Ouça o comentário completo do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, sonorizado por Paschoal Júnior

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: três lições da SXSW 2023 

Palestra de Emmy Webb em foto de Jacqueline de Bessa Santos, da TroiannoBranding

“Nunca podemos perder as pessoas de vista, a lição é repetir nosso mantra – só constrói marcas fortes quem entende de pessoas. O SXSW, ao lado de ver o que é novo, cabe nosso olhar para aquilo que é permanente, a alma humana”

Jaime Troiano

 

Nenhuma viva alma que se dedica à criação e inovação deixou de bisbilhotar os acontecimentos em Austin, nessa última semana. A capital do Texas, de vocação musical, transformou-se em ponto de encontro de pensadores, pesquisadores, futuristas, artistas, intelectuais e todo tipo de gente que está interessada em descobrir o que pode haver de mais novo no mundo. A SXSW — South by SouthWest — surgiu da necessidade de os artistas locais se abrirem para o mundo e da percepção de que o mundo poderia se abrir para todos, inspirado pela riqueza cultural de Austin.

Desde 1987, quando cerca de 700 pessoas se reuniram por lá — número bem acima da expectativa inicial que era de apenas 200 —, a SXSW construiu a imagem de ser o palco de apresentação das grandes tendências mundiais. Sabe o Twitter, esse que Elon Musk está se esforçando para acabar? Foi apresentado pela primeira vez em Austin, em 2007. O mesmo aconteceu com o Foursquare, em 2009; o GameSalad, em 2013; o Waymo, carro autônomo do Google, que ainda não tinha sido assim batizado, em 2016. 

Diante desse fenômeno é claro que a turma do branding não poderia ficar de fora. Com base nas informações enviadas pela colega Jacqueline de Bessa Santos — que passou a semana em Austin e  trabalha com Jaime Troiano e Cecília Russo —, nossos comentaristas do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, elencaram três lições que precisam ser bem entendidas pelas marcas, a partir do que aconteceu na SXSW, neste ano.

A primeira é que nada substitui o clima de interação humana. Mesmo que todo o conhecimento da SXSW esteja exposto ao mundo através das informações publicadas e acessíveis, o evento presencial tem o propósito de fazer com que as pessoas troquem ideias, vejam outras pessoas e construam relacionamento

“Interação humana, é isso que marcas devem sempre buscar, mesmo quando estão no digital” 

Cecília Russo

A segunda lição vem da atração das pessoas por celebridades. A futurista Emy Webb, a atriz de Bollywood Priyanka Chopra, e a modelo Miranda Kerr, que tem a marca Kora de cosméticos, tiveram suas salas lotadas, com filas intermináveis. O curioso é que esse fascínio é atemporal, pois mudam-se os temas, os ambientes, as formas de exposição, mas as pessoas correm atrás dos nomes badalados. Não à toa marcas gastam fortunas para contratá-las. É preciso, porém, saber escolher qual celebridades tem ou não sintonia com a marca que representarão.

O terceiro ponto destacado por Jaime e Cecília é a forma como o debate sobre a inteligência artificial ganhou nova dimensão, mesmo não sendo algo novo. O ChatGPT, lançado no fim do ano passado, tornou esse conhecimento acessível às pessoas e Austin repercutiu as inúmeras possibilidades que surgem. Na análise dos nossos comentaristas, surgiu um paradoxo, considerando a ideia de que devemos conhecer pessoas para alimentar marcas fortes:

“Vemos uma tendência de algumas iniciativas de IA tornarem alguns processos mais humanos, ou seja, mesmo parecendo um paradoxo, é a tentativa de humanizar as máquinas, trazendo conforto para as pessoas, por exemplo, com procedimentos médicos menos invasivos”.

Cecília Russo

Já que nosso aqui é marcas, não dá pra deixar de perceber na foto que ilustra este post — feita pela Jacqueline em Austin — a presença de uma marca bem brasileira, o Itau, um dos patrocinadores do evento internacional. Qual a razão disso? Pense que a maior delegação estrangeira da edição deste ano é a brasileira, com cerca de dois mil inscritos.

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso que tem a sonorização do Paschoal Júnior:

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: lições aprender com as empresas familiares

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“Num mundo em que as coisas, sentimentos, relações, significados são líquidos, como dizia o filósofo Sygmunt Bauman, a busca por um porto seguro, com estabilidade e consistência é um antídoto importante”

Jaime Troiano

A gestão de empresas familiares tem muito a ensinar sobre a preservação de valores e imagem das marcas. Especialmente aquelas que superaram a segunda e até a terceira geração tendem a ter um cuidado quase religioso com a sua razão de ser na sociedade e transformam sua marca em uma espécie de brasão familiar. 

Ao recomendarem que os gestores de marcas observem como esse trabalho é realizado nas empresas em que a família se sucede na direção e na propriedade da organização, Jaime Troiano e Cecília Russo demonstram a preocupação que têm com o costume de alguns gestores de esquecerem o passado da empresa em nome de oferecer ao público uma visão inovadora. 

“(Nas empresas familiares) a marca e seus significados são muito menos expostos ao risco de mudanças que eliminem seu passado. E isso é o pior que pode ocorrer: matar a galinha dos ovos de ouro!”

Jaime Troiano

Em Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Cecília lembrou que um dos motivos para empresas familiares alcançarem a longevidade é  fazer uma passagem cuidadosa de uma geração para outra, sem pressa, quase cientificamente e com muita objetividade. Para ela, não é por ser filha ou filho que a transição pode ser automática:

“Em certo sentido, é um processo mais complexo do que contratar um profissional do mercado. Como eleger o sucessor da família que tem mais preparo, pendor e vontade sem ser discriminatório com os demais?”

Cecília Russo

Dentre as empresas que conseguiram fazer essa passagem de uma geração a outra com sucesso está a Algar, pautada por um propósito: gente servindo gente. Um tema que liga todas as preocupação e comportamentos ano após anos. A Aços Cearenses foi outro exemplo citado no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso. Pelas mãos do seu fundador, Vilmar, sua irmã e suas filhas Aline e Marie, conseguiram construir um caminho de êxito, mantendo a essência do negócio ao longo do tempo: uma forma de produzir e vender aço não apenas para grandes compradores, mas também para atender necessidades de pequenos e médios clientes. 

Conheça outras empresas familiares brasileiras que foram capazes de superar o período de sucessão mantendo sua essência e se tornando exemplo para quem trabalha com gestão de marcas, ouvindo o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso:

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: riscos e oportunidades dos programas de fidelidade

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“Lealdade a marcas só funciona bem quando o consumidor ou cliente continuar se sentindo o centro das decisões”.

Cecília Russo

A Nívea, das mais tradicionais marcas de cremes do mundo, lançou recentemente um programa de fidelidade em parceria com a Droga Raia e Drogasil, as duas redes de farmácia do Grupo DR, aqui no Brasil. É a primeira iniciativa nesse modelo da multinacional alemã em todo o mundo. O Nívea Mais oferece pontos aos consumidores que poderão ser revertidos em descontos na compra da sua linha de produtos. A intenção é levar essa fórmula para outros países, em breve.

A estratégia da Nívea chama atenção para a importância dos programas que buscam manter a fidelidade do consumidor com a marca. Uma iniciativa que, segundo Jaime Troiano, do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, costuma funcionar quando a marca já tem prestígio:

“Cresça e depois apareça. Antes disso, é prematuro. Nívea tem história, chão rodado, já é suficientemente conhecida para dar esse passo”.

Jaime Troiano

Mesmo grande, as marcas precisam ter cuidado ao investirem nesse modelo de relacionamento. Um dos aspectos a serem considerados é a regra de resgate dos pontos que precisa ser simples e acessível a todos. Por isso, cabe o alerta para o risco de a marca oferecer benefícios em nome da lealdade do cliente e entregar uma experiência ruim:

“(O ideal) é ele sentir que é tão bem vindo quando entra no programa como quando resgata seus pontos ou prêmios”. 

Cecília Russo

Algo que incomoda demais os clientes desses planos são os pontos que vencem. Talvez seja necessário pensar em um modelo de negócio em que haja a renovação automática ou alertas para que o consumidor troque os pontos que estão para expirar. 

“Empresas que sabem usar bem o programa de fidelidade transformam a relação num verdadeiro programa de amizade. E amizade de verdade é sempre regida pelo sentido de reciprocidade” 

Jaime Troiano 

Ouça o comentário completo do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso” que vai ao ar no Jornal da CBN, aos sábados, às 7h50 da manhã:

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: as lições que aprendemos com os nossos pais

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“Meu caminho pelo mundo eu mesmo traço
A Bahia já me deu, graças a Deus, régua e compasso”

Gilberto Gil

Antes de dar início a esse texto, pense e responda a si mesmo: que lição você aprendeu com os seus pais que aplica hoje na sua vida profissional? Foi esse exercício que os meus dois colegas de Sua Marca Vai Ser Um Sucesso fizeram. As respostas foram incríveis. Do bolo feito pela mãe às planilhas de papel do pai, Jaime Troiano e Cecília Russo reuniram uma série de aprendizados que atualmente são aplicados na gestão das marcas. E não apenas delas.

Começa pelo formão que se destacava aos olhos de uma criança curiosa em meio as ferramentas bem organizadas na oficina de casa, mantida pelo pai do Jaime. Tão útil quanto perigoso, especialmente se for manuseado de maneira incorreta: 

“Assim, como formão machuca a madeira se não for bem usado, algumas ferramentas de comunicação podem fazer o mesmo. Exemplo, e é algo que me entristece, usar crianças em filmes de algumas marcas de carro, para comover os pais”.

Empatia foi uma das lições que a Cecília aprendeu com a mãe Anna Machado Russo e a avó Maria Isabel Salgado Machado. Lição essencial seja para a gestão de marcas seja para a psicologia, outra atividade exercida pela nossa comentarista. No branding, por exemplo, empatia é aquilo que faz você calçar os sapatos dos outros, daqueles que são os potenciais consumidores da marca. E assim ver o mundo, os desejos, os sonhos dessas pessoas a partir deles próprios.

“Num ambiente como o mundo atual, cada vez mais narcisista, a empatia é essencial para entender o papel que sua marca tem na vida dos outros”.

O palito sendo usado pela mãe para furar o bolo é imagem que Jaime jamais esqueceu. Quando criança imaginava ser um daqueles costumes que se tem sem que se saiba exatamente a razão. Curioso — lembra do olhar dele para o formão na oficina do pai? —, Jaime um dia perguntou à mãe o motivo daquele hábito: “se o palito sai seco é porque está na hora de desligar o forno”, disse a dona Julieta Curcio Troiano. Ou seja, se tirar do forno antes da hora, a massa fica embatumada:

“Vocês já devem ter visto por aí marcas embatumadas. Algumas que, como fruto da precipitação, digital em especial, atropelam as coisas. Pra mim, o próprio costume das versões beta é um palito que ainda não está seco”.

As planilhas de papel quadriculado sobre a mesa do pai Rubens Russo, que era engenheiro, influenciaram na forma planejada e organizada com que Cecília trabalha os projetos de branding.

“Branding é tudo, menos poesia. O sentido de organização com começo, meio e fim são essenciais. É como por porco do lado de cá pra sair linguiça do lado de lado”.

Da mesma forma que nossos pais nos influenciaram e deixaram sua lições a partir de hábitos do cotidiano, sempre bom lembrar que você também é referência para aqueles que vivem no seu entorno. Se não aos filhos, provavelmente aos colegas mais jovens. Já pensou, o que eles estão aprendendo com você?

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: seis dicas fundamentais para a gestão da marca

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“Segui-las não garante o sucesso, fazer o oposto é a certeza do fracasso”

Jaime Troiano

Com o fim das férias de janeiro e o Carnaval se aproximando, muitos pequenos e médios empresários começam a pensar nas novidades que pretendem apresentar para a temporada que se inicia. A tentação em renovar sua marca com a intenção de expressar um novo tempo é tão grande quanto perigosa. Portanto, antes de qualquer mudança, é importante considerar seis lições fundamentais em gestão de marcas, que foram apresentadas por Jaime Troiano e Cecília Russo, no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, na CBN.

Vamos a elas:

  • Marca não é tapume: não mostre o que não é, não prometa o que não pode entregar, especialmente nesse cenário digital em que todo mundo parece saber de quase tudo.
  • Noiva não se escolhe no altar: não esperem que o consumidor se apaixone pela sua marca apenas no ponto de venda, comece o namora antes. Crie canais de contato com os seus clientes potenciais e espere que o noivado venha
  • Quem não entende de gente, não entende de marca:  se você não gosta de fuçar na vida alheia, de entender os outros, deixe que outra pessoa da empresa cuide de planejar o conceito, o posicionamento da marca, seu estilo gráfico etc 
  • Consumidor diz o que pensa, mas faz o que sente: não caia na tentação de acreditar na primeira resposta que o seu público lhe oferece                                                                                                       

“Você quer saber porque ele comprou aquele terno e logo ouve: ‘Ah, eu comprei este terno porque o tecido é de qualidade, e a costura é bem feita’, além de outras explicações bem racionais. Lá dentro do provador, o cara experimentando o terno, fala consigo mesmo: putz, caiu muito bem em mim, acho que vou agradar na festa”. 

Cecília Russo
  • Evite mudanças bruscas: ou não jogue fora o bebê junto com a água do banho. Cuidado para as mudanças radicais na representação gráfica da sua marca, nas promessas que faz, no jeito de se comunicar com o mercado. Foi pode se tornar irreconhecível e perder o que demorou tanto tempo para construir.
  • Marca forte não resiste a produto ruim: de nada servirá uma marca muito bem planejada se o produtor e o serviço que você entrega não atende a expectativa do seu público-alvo.

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso com Jaime Troiano e Cecília Russo que foi ao ar no Jornal da CBN: