Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: quando a marca é cara do dono (ou da dona)

“A vida privada e a pública se mesclam, seja a favor ou contra as marcas”.

Jaime Troiano

Steve Jobs na Apple e Luiza Helena Trajano na Magalu. Um exemplo de fora e outro de dentro. Os dois são empresários e líderes que emprestaram sua imagem para construir as marcas que representam. Uso o verbo ‘emprestar’ porque mesmo sendo os ‘donos’ poderiam atuar como tantos outros que o público mal é capaz de lembrar o nome. Jobs e Luiza Helena são a cara das marcas em uma estratégia que pode dar muito certo. Ou não, como lembram Cecília Russo e Jaime Troiano, em Sua Marca Vai Ser Um Sucesso.

O envolvimento em escândalos, o exibicionismo em demasia ou às opiniões controversas resultam em perdas para a marca quando o líder está muito identificado com o produto ou serviço entregues: 

“Já tivemos líderes brasileiros envolvidos em casos de corrupção que tiveram suas marcas, ao menos temporariamente, machucadas. Envolvimento com política também não é sempre bem-vindo. Não é que não possa se posicionar, mas algumas vezes misturar marca e política nem sempre dá uma boa química”

Cecília Russo

O inverso é verdadeiro:

“O primeiro efeito positivo é a transferência de valores e personalidade do líder para a marca. Se pensarmos no Steve Jobs, todo seu lado criativo, ousado e inovador foi o que contaminou positivamente a marca que ele criou e que persiste até hoje. Seu nome é ainda muito citado, mesmo após mais de 11 anos de sua morte”. 

Jaime Troiano

Semelhantes aos casos da Apple e da Magalu, temos Chieko Aoki com os hotéis Bluetree, o Comandante Rolim e a antiga TAM e Antônio Ermírio de Moraes para a Votorantim, apenas para lembrar alguns dos mais expressivos no cenário nacional. 

A simbiose entre a imagem do dono e a imagem da marca exige muita sensibilidade, porque mesmo que se pense que a vida privada de alguém não deveria se misturar aos aspectos empresariais, a medida que essa relação está caracterizada um contaminará o outro: positiva ou negativamente: 

“Mesmo que uma coisa não necessariamente tenha a ver com a outra, mas quando o principal gestor tem uma vida pública muito tumultuada, expõe-se nas redes sociais em demasia, com shows de exibicionismo, por exemplo, isso pode impactar a reputação da marca”. 

Cecília Russo

Ouça aqui o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar no Jornal da CBN, edição de sábado, às 7h50 da manhã.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: a força local em “Marcas dos Cariocas”

reprodução da capa de O Globo com o resultado do Marcas dos Cariocas 2022

“O Brasil é um país muito plural, e possui marcas nacionais e internacionais muito fortes bem estabelecidas por aqui, mas quando observamos com uma lupa certa região, as marcas regionais sempre têm força”

Cecília Russo

O Rio de Janeiro é uma cidade com identidade universal mas tem uma personalidade local, também. E isso fica evidente no resultado da pesquisa “Marcas dos Cariocas”, do jornal O Globo, que chegou a sua décima-terceira edição. Jaime Troiano e Cecília Russo, nossos comentaristas, é que estão à frente da elaboração deste estudo e têm visto, ano após ano, o fortalecimento de marcas tipicamente cariocas, como é o caso da Drogaria Pacheco e dos Supermercados Guanabara, por exemplo:

“…por que mais do que serem marcas nascidas no Rio, são marcas que entendem o carioca, que os representam de forma genuína, e que estão ali no dia a dia deles, sempre presente, para atendê-los”.  

Ceília Russo

A ideia do localismo, uma das tendências da gestão de marcas para o ano de 2023 — falamos disso no programa anterior a este que você também encontra aqui no blog — fica evidente quando os pesquisadores querem saber quais as as “Marcas que são a cara do Rio”, onde o consumidor elege aquelas que representam, em sua essência, o que é o Rio de Janeiro. Além da Pacheco e do Guanabara, a lista conta com a presença do Mate Leão, do Biscoito Globo e das Havaianas — que já são presença história no ranking realizado pela TroiannoBranding. Como se percebe, exceção a marca de sandálias de dedos, todas as demais são nativas.

Alguns destaques na lista de marcas eleitas pelos cariocas são aquelas que saltaram para o todo do ranking em suas categorias nesta edição: Nubank, Pic Pay, Claro, Shopee e Heineken. Atente-se para o fato de que as quatro primeiras revelam outra tendência nos últimos tempos que é o fortalecimento das marcas nascidas no digital. A Heineken, por sua vez, cresceu muito diante das ações relacionadas ao Rock in Rio.

Diante dos resultados completos que você pode acessar aqui, Jaime Troiano conclui:

“As (marcas) que estão nas primeiras posições trazem dois fortes recados: entender seu público e criar iniciativas que conversem corretamente com ele e, sem dúvida, se comunicar. O silêncio raramente cria marcas fortes e desejadas. 

Jaime Troiano

Ouça o comentário completo do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso que foi ao ar no Jornal da CBN:

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: as tendências para 2023

“A vida só pode ser compreendida olhando para trás; mas só pode ser vivida, olhando-se para frente” 

Søren Aabye Kierkegaard 


Fechar seu perfil no Instagram para reduzir o impacto que as redes sociais geram sobre o seu cliente pode parecer loucura nesses tempos em que todos queremos estar bem posicionados nessas plataformas e em busca de, cada vez mais, seguidores. Foi essa, porém, a atitude da marca indiana de alimentos The Whole Truth Foods (TWT) que anunciou uma pausa na sua conta por entender que a profusão de mensagens estaria causando exaustão às pessoas e isso não atenderia aos propósitos da empresa.

A “hiperfadiga” provocada pelo turbilhão de informações que recebemos  e pelas incertezas do cotidiano é uma das tendências da sociedade, em 2023, identificadas pela consultoria internacional Mintel, em relatório anual divulgado recentemente. Jaime Troiano e Cecília Russo, no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, da CBN, alertam para a necessidade de as marcas se atentarem a esses movimentos e refletirem como devem se ajustar as demandas do público. 

“É importante olhar para trás, no caso das marcas, mas também saber o que vem pela frente, para nos inspirar”

Jaime Troiano

No relatório da Mintel são apresentadas cinco tendências (e não seis como falamos no comentário):

Mentalidade Eu — essa tendência aponta para o olhar das pessoas voltando-se para si e querendo que marcas os ajudem nesse olhar mais autocentrado. 

Poder para as pessoas — seguindo a tendência anterior, as pessoas querem ter mais poder de fala nos negócios, por isso sugere-se que as marcas dêem espaço para um novo C em seu C-Suite, tradicionalmente integrado pelo CEO, CFO e o CTO, cargos de alto nível dentro da empresa. É preciso criar o C do consumidor  permitindo que este passa a fazer parte do centro criativo e de inovação.

“Para as marcas isso significa trazer condições para que as pessoas se expressem, criem soluções customizadas, ganhem mais voz”

Cecília Russo

Hiperfadiga — o excesso de informação; as incertezas política, socioambiental e econômica; a necessidade de estar por dentro de tudo que acontece em todos os cantos causam essa exaustão. Para a maior parte marcas cair fora das redes sociais pode não ser uma boa estratégia, mas há outras ações a serem adotadas para acolher o consumidor. 

Um café no bairro de Arimatsu de Nagoya, no centro do Japão, fez esse momento em direção às necessidades do seu público e oferece espaço privado para os consumidores meditarem enquanto desfrutam de chás e doces em um ambiente tranquilo e escuro.

Localismo — faz alusão a dar valor aos produtores, comerciantes e empreendedores locais, não apenas como forma de protegê-los, mas também para reduzir impactos ambientais. 

“Isso abre uma enorme oportunidade para marcas locais estreitarem seus laços com sua comunidade, valorizando e trazendo esse orgulho local. Por exemplo, um frigorífico que oferece carnes com QR Code para rastreabilidade de origem, comprovando essa proximidade”.

Jaime Troiano 

Gastos inteligentes — em um cenário econômico difícil, os consumidores querem tornar inteligente as escolhas financeiras, sem sacrificar sua qualidade de vida. Isso vai além de pensar em um ‘orçamento amigável’, passa por considerar a flexibilidade do produto, a durabilidade e a sustentabilidade.

Em tempo: antes que você decida apagar de vez seu perfil no Insta ou qualquer outra rede social, a TWT já está de volta. Foi apenas um “break” e não um “instagramicídio”.

Para ter acesso ao relatório completo da Mintel, acesse esse link. Você terá de se cadastrar — é de graça (vai pagar com seus dados, né) — e receberá o material por e-mail.

Em seguida, ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, com Jaime Troiano e Cecília Russo que vai ao ar, no Jornal da CBN, aos sábados, às 7h50 da manhã:

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: os cinco destaques do branding que vieram para fcar

Photo by Josh Sorenson on Pexels.com

“O envolvimento com consumidores se cria com bons produtos, atrelado a uma comunicação que tem sustentação na prática. Discursos vazios, nunca mais!”

Jaime Troiano

A gestão de marcas foi fortemente influenciada pela retomada das atividades e a redução dos casos de Covid, no Brasil. Entre os cinco principais destaques do setor, ao menos três têm ligação direta ou indireta com o tema. Jaime Troiano e Cecília Russo fizeram um balanço das ações desenvolvidas pelas marcas, em 2022, muitas das quais se transformando em tendência para os próximos anos. É o caso da presença das marcas nos grandes eventos presenciais, tais como a CCXP, em São Paulo, o Rock In Rio, no Rio de Janeiro, ou a Copa do Mundo, no Catar.

“Estar lado a lado dos consumidores, num lugar onde eles estão curtindo o momento e trazendo presenças pertinentes a esse momento foi uma modalidade de Branding que parece ter vindo para ficar e esses 3 eventos em particular deixaram isso claro”

Jaime Troiano

Outro destaque que teve influência da pandemia foi a descoberta de que, em geral, as marcas dependem tanto do fisico quanto do digital. Mesmo marcas nativas digitais entenderam a importância de criarem pontos presenciais de contato com os seus consumidores. Um dos exemplos é a Petlove que se apresenta como a maior plataforma digital de produtos para animais de estimação e, ano passado, iniciou operação física para facilitar sua distribuição e agilizar a entrega.

O terceiro destaque, apontado por Jaime e Cecília, foi a presença das marcas em apoio a causas dos mais diversos temas para gerar engajamento. A ideia é oferecer ao público mais do que apenas uma uma boa entrega de produtos ou serviços. Muitas empresas, por exemplo, aderiram a campanhas em favor da saúde mental ao perceberem a necessidade das pessoas, de seus profissionais e da sociedade em buscar equilíbrio diante das incertezas provocadas pela pandemia.

O foco na diversidade também marcou o ano que se foi. Ainda bem! As marcas perceberam o interesse da opinião pública no tema e a necessidade de entenderem melhor os diversos grupos que compõem a sociedade. Ao promoverem a inclusão, seja em suas campanhas publicitárias seja na contratação de profissionais, outro benefício é a maior criatividade nas soluções oferecidas ao mercado. Mas, é preciso cuidado: 

“Sempre insisto que ainda há marcas falando mais do que fazendo de fato e isso é um grande desrespeito à sociedade. Precisamos sempre cobrar consistência”

Cecília Russo

Outro tema que passou a integrar a estratégia das marcas foi o da sustentabilidade. Definitivamente colocar essa pauta em suas comunicação e, mais do que isso, nas suas práticas. Aqui também cabe o alerta que foi feito agora há pouco: é preciso comprometimento com o meio ambiente em palavras e ações sob o risco de suas práticas serem identificadas como green washing. 

Dar sequência a essas ações é o desafio das marcas para 2023. Mas sobre as tendências do ano que se inicia, vamos conversar com você na próxima semana.

Ouça o comentário Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, com Jaime Troiano e Cecília Russo, que citam alguns projetos para ilustrar os cinco destaques do ano passado:

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: quantas mensagens você é capaz de reter em um anúncio?

Photo by Scott Webb on Pexels.com

“Menos é mais e isso vale também aqui para marcas”

Cecília Russo

Qual a nossa capacidade de observação e retenção das informações que recebemos ao longo dia? Partindo desta dúvida, a Millward Brown, dedicada a fazer pesquisas de mercado, expôs um grupo de pessoas diante de quatro cenários. Em um deles, havia um comercial com apenas uma mensagem, em seguida outro com duas, três e quatro mensagens. O resultado não surpreendeu, mas serviu para certificar o que muitos profissionais de branding têm defendido há algum tempo: ser simples gera melhores resultados.

De acordo com a pesquisa, o público que foi exposto ao comercial com quatro mensagens reteve de 24% a 42% das informações transmitidas. Em contrapartida, o potencial de retenção daqueles que estiveram à frente do comercial com apenas uma mensagem chegou a quase 100%.

Com base nesse trabalho, Jaime Troiano e Cecília Russo, alertam para o risco de as empresas cairem na tentação de criarem peças publicitárias ou material de divulgação com mensagens técnicas, detalhadas e minuciosas sob a justificativa de deixarem seu cliente bem informado. No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, nossos especialistas em branding lembraram que quanto mais congestionado for o mercado, mais meios e mensagens tivermos à disposição, mais precisamos ser concisos em nossas mensagens:

“Ninguém consegue apreender várias mensagens de uma marca”.

Cecília Russo

Para comunicar de forma mais eficiente é preciso fazer um exercício de depuração das mensagens, identificando aquela que seja a mais importante, contendo a ambição de querer falar tudo. É a mensagem-chave que precisará ser comunicada, e para fazer essa escolha é importante entender muito os dois lados: 

“Saber tudo de seu produto para saber o onde colocar o holofote e conhecer profundamente seu consumidor, para que a mensagem tenha relevância para ele”.

Jaime Troiano

O que os números não mostram, mas é importante para que essa mensagem-chave seja realmente absorvida pelo público-alvo é a forma de transmitir a informação. Ter um bom storytelling é uma maneira interessante de dar vida a mensagem única que se quer comunicar. 

Na nossa conversa, Jaime lembrou de um diálogo do filme “Amigos, sempre amigos”, de 1991, quando o personagem representado por Bruno Kirby pergunta a um companheiro:

— Sabe o que uma vida simples significa? 

— Não?

Do alto de seu cavalo, Kirby mostra com o dedo:

— One thing (uma coisa)!

— E como saber qual é a uma coisa?

— Você tem de descobrir!

Com marcas é exatamente isso, uma mensagem relevante e você é que tem de descobrir qual é essa mensagem.

Ouça o comentário completo do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso que foi ao ar no último fim de semana do ano:

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: quais as mais mais da pesquisa Marca Mais

Pesquisa também certifica escolha do consumidor pela marca Photo by Andrea Piacquadio on Pexels.com

“Sua marca pessoal é o que as pessoas dizem sobre você quando você não está na sala.” 

Jeff Bezos

Inspirando-se na frase do ‘todo poderoso’ da Amazon, nossos colegas Jaime Troiano e Cecília Russo colocaram suas equipes a trabalhar em busca de uma resposta: o que falam das marcas quando elas não estão na sala? Pela oitava edição, a TroianoBranding usou de sua metodologia para selecionar as empresas e serviços que mais se destacaram no ano e publicar a pesquisa Marcas Mais, encomendada pelo Estadão. O trabalho revela quais as marcas, em várias categorias de negócio, têm mais envolvimento com o mercado de consumidor — ou seja, vai além da proposta da maioria das pesquisas que é saber quais marcas estão na mente do consumidor.

“O Marcas Mais é feito de um conjunto maior de indicadores que revelam a saúde, a força e o envolvimento que a marca tem com os consumidores”

Cecília Russo

Com base nos resultados alcançados ao longo dos oito anos da pesquisa, Jaime e Cecília fizeram levantamento das marcas que mais se destacaram entre os três primeiros lugares em suas categorias, revelando aquelas que têm demonstrado consistência na relação com o cliente. 

A seguir, aquelas que apareceram nas oito edições do Marcas Mais:

  • Bancos — Itaú e Banco do Brasil
  • Supermercados — Carrefour e Extra
  • Seguradoras — Porto Seguro e Bradesco
  • Automóveis — Volkswagen e Honda
  • Educação Superior — Mackenzie e PUC
  • Produtos de Limpeza — Omo e Veja

Um das reflexões feitas na edição deste ano foi que, além de os resultados serem um prêmio para a empresa e um atestado de competência para seus gestores, também são um benefício ao consumidor:

“Quando ele vê a marca que ele consome numa posição privilegiada, ele sente confirmada a escolha que fez por ela”

Jaime Troiano

Diante dessa constatação, Jaime e Cecília lembram que os clientes têm o direito de saber como a marca que ele usa é avaliada pela sociedade da qual faz parte. 

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: aluga-se tudo 

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“Vale estudar um pouco seu mercado e avaliar se há uma oportunidade dentro da economia compartilhada”

Jaime Troiano

De casa a carro, de roupa a lava-roupa. Aluga-se de tudo e um pouco mais em um sistema bastante antigo que ganhou roupagem nova com o conceito da economia compartilhada. Diante da era da escassez, tomar por empréstimo alguma coisa faz sentido além de tornar acessíveis bens que seriam financeiramente inviáveis. Com isso, surgiram oportunidades para que as marcas construam nova imagem frente ao consumidor.

No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Cecília Russo revelou seu otimismo com o sistema de aluguel que, além de estar se expandindo aos mais diversos setores da economia, têm surgido de forma renovada em segmentos onde o modelo já existia, como o de automóveis. Se no passado alugava-se carros por dias ou semanas —- e necessariamente em agências especializadas —, hoje é bastante comum, o aluguel por hora e de veículos que estão estacionados nos mais diversos pontos da cidade.

“Vejo que a modalidade do aluguel tem muito espaço para crescer e muitas marcas novas poderão surgir nessa tendência”

Cecília Russo

A economia compartilhada democratiza o uso de produtos e serviços assim como reduz o impacto no meio ambiente. No caso de carros, por exemplo, troca-se a lógica de um carro por pessoa para um mesmo carro para várias pessoas. 

A consolidação deste modelo passa pelo amadurecimento do consumidor que vê com menos preconceito a possibilidade de dividir produtos com outras pessoas e se desprende da ideia de posse. As vantagens são muitas, como relacionou Jaime Troiano:

  1. Comodidade: locar um carro, por exemplo, alivia o consumidor de várias tarefas. Já vem com seguro, não tem de pagar IPVA e a manutenção é desnecessária. Se houver algum problema, devolve e troca de carro. 
  2. Variedade: alugar roupas é ter um armário ilimitado, com todas as cores, modelos e estilos disponíveis sem lotar o seu armário em casa.
  3. Acesso: aluguel, é óbvio, custa bem menos do que comprar um bem, na maior parte dos casos. Dessa forma, pode-se ter acesso a uma bolsa de uma grife para usar no fim de semana, sem desembolsar o valor de uma compra.

Queremos ouvir a sua opinião:

O que você pensa sobre a locação dos mais diversos produtos? 

Qual foi a sua experiência nessa área? 

Que oportunidades você vê para o seu negócio?

Para saber mais sobre o mercado de aluguel e como as marcas devem aproveitar essas oportunidades, ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso. 

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: o que pensam os brasileiros sobre a publicidade

Imagem de StockSnap por Pixabay 

“Só marcas que conhecem pessoas conseguem criar relacionamentos duradouros. Isso para a publicidade é fundamental porque só assim consegue-se criar algo que tenha pertinência ao público”.

Jaime Troiano

O Brasil é destaque frequente nos festivais mundiais de publicidade e essa qualidade é reconhecida pelo público, como se percebe nos resultados de pesquisa realizada pela Globo e publicada no portal Gente. Foi de lá, que Jaime Troiano e Cecília Russo extraíram dados para refletir sobre a influência da propaganda no público e, por consequência, na formação das marcas. De acordo com o estudo, 78% dos brasileiros consomem vídeo diariamente —- seja na TV ou streaming —- e são multi-telas. Não bastasse esse alto volume de consumo, 70% dizem prestar atenção aos conteúdos publicitários veiculados nesses espaços — um avanço de 10 pontos percentuais em relação ao resultado alcançado em trabalho semelhante há três anos. 

“Também é interessante ver que a razão para esse engajamento é a qualidade da publicidade brasileira. Aliás, comparando com dados globais, a publicidade brasileira é associada de forma bem mais expressiva como de melhor qualidade.”

Cecília Russo

Um engajamento que pode ser medido pelo interesse que a publicidade gera no consumo da marca: 77% declaram que foram em busca de informações sobre o produto ou o serviço anunciado, o que, segundo Jaime, mostra a credibilidade que a publicidade tem e o impacto que exerce no comportamento do público. 

“E ainda vemos um caráter pedagógico nas propagandas, já que 68% afirmam que ver propagandas os ajudam a conhecer mais sobre produtos ou serviços e 62% afirmam que é por lá que se atualizam sobre novidades das marcas”

Jaime Troiano

Um aspecto ressaltado por Jaime e Cecília é que muitos dos dados coletados mostram que a publicidade é cada vez mais efetiva quando existe adequação entre a mensagem publicitária e o perfil do consumidor. E respeito à inteligência dele.

A pergunta que Cecília deixa para os ouvinte é se temos nessa relação publicidade e público o efeito ovo e galinha: a nossa publicidade é de alto nível e os consumidores mostram níveis de engajamento bastante alto com elas ou é o contrário, o alto engajamento dos consumidores pressiona as marcas para trazerem cada vez mais qualidade para seus comerciais?

Enquanto você pensa na melhor resposta, ouça o comentário completo do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso:

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: cinco tendências do design de marcas

“Design é parte do branding, mas branding não é só design”

Cecília Russo

 

As letras mais finas e um tom de azul mais elegante, se aproximando do azul marinho, redesenharam uma das marcas mais longevas e tradicionais de automóvel do mundo, a VolksWagen. A mudança, anunciada em setembro de 2019, chegou aos novos modelos de carro em 2020, e vai ao encontro de uma das tendências de design de marcas: a “simplicidade renovada”.

Outra linha que os gestores de marcas têm adotado é a do “retrô moderno”, que pode ser percebida na nova identidade visual do Burger King que, desde 2021, trouxe de volta elementos usados nos anos de 1960, mexeu em sua paleta de cores e se apresenta com soluções mais minimalistas, além de nostálgicas.

Os dois exemplos foram apresentados por Jaime Troiano e Cecília Russo, em Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, para ilustrar algumas das tendências em design que tinham sido identificadas por Izzy Bunell, fundadora do estúdio de design e branding Friendhood Studio. Considerada uma das maiores especialistas no tema, Izzy publicou estudo em que relacionou as grandes tendências nesta arte de desenvolver a grafia das marcas.

Vamos a cinco dessas tendências:

Simplicidade renovada: remoção de gradientes e efeitos 3D para facilitar sua aplicação em diferentes locais, em especial no mundo digital 

Retrô moderno: fontes serifadas e grandes marcas revisitando logos históricos e trazendo uma visão atualizada do que era antigo.

Flexibilidade: logotipos que mudam de cor e estilo, mas permanecem reconhecíveis. 

Marcas nominativas: logos que focam na tipografia, talvez para deixar o nome da marca mais claro. 

Animações: logotipos dinâmicos que pertencem à esfera digital.

As tendências de design são um bom norte para revisar como as marcas estão se apresentando visualmente e ajudam os gestores a refletirem sobre a necessidade de fazerem mudanças. Jaime e Cecília, porém, alertam para dois fatos. Primeiro, ninguém deve ser refém dessas tendências; segundo, mudanças e atualizações na identidade visual não são para serem feitas todos os anos. 

Ouça o comentário completo do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso  em que Jaime Troiano e Cecília Russo trazem outros exemplos de marcas que renovaram sua identidade:

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: quatro motivos que fazem o consumidor ser refém de uma marca

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“Crie condições para que os consumidores tenham bons motivos para escolher sua marca e não os mantenha com você apenas porque são reféns”

Cecília Russo

Um erro comum na relação com o consumidor, é acreditar que a permanência dele ao seu lado se dê por livre e espontânea vontade. Nem sempre é assim que a “banda toca”.  Os gestores das marcas precisam estar atentos para identificar se a “fidelidade” dele se dá por desejo próprio ou porque ele está prisioneiro daquela situação. Motivos não faltam para que isso ocorra.

Jaime Troiano e Cecília Russo identificaram ao menos quatro razões para o consumidor ser refém das marcas.

A primeira, mais básica, é quando a escolha se faz exclusivamente pelo preço.

“Ele filtra aquela marca que cabe no bolso. E aí não é bem uma escolha, é a única alternativa possível. Infelizmente, isso ainda é bem comum no nosso país”

Cecília Russo

A segunda razão pode ser ilustrada pela situação enfrentada por clientes de planos de saúde. Em alguns casos, o paciente se interna no hospital em que o plano autoriza o procedimento médico e não, necessariamente, na instituição de preferência dele. Outro exemplo é o do funcionário obrigado pela empresa a usar determinada marca de computador ou celular, mesmo que não esteja entre aquelas que mais admira.

A terceira razão para o cliente se transformar em refém de uma marca é quando ele tem de usar os serviços públicos. Nas cidades e nos estados, por exemplo, o cidadão pode ser cliente somente de uma companhia de água ou de energia elétrica. No passado, talvez o caro e rado leitor, já tenha esquecido, acontecia a mesma situação com os serviços de telefonia. A privatização acabou com esse monopólio estatal e o cliente ganhou o direito de escolher qual a empresa contratar.

A quarta situação em que o consumidor pode se transformar em refém de uma marca é quando faz parte, por exemplo, de um clube ou de um condomínio, em que é obrigado a usar determinados serviços como o provedor de internet. Também se encaixa nesse caso, o frequentador de bar que só tem uma marca de “refrigerante cola” ou de “cerveja” para consumir. Ou o profissional que só pode receber o salário pelo banco que a empresa dele têm contrato. 

“Quase ninguém gosta de ser refém. O consumidor, por princípio, quer escolher o que comprar. Queremos ser consumidores livres e não consumidores reféns”

Jaime Troiano

Na existência dessa relação perniciosa, dificilmente as pessoas se sentirão confortáveis com essas imposições, pois ferem o princípio básico de liberdade e independência. Há um alto risco de o consumidor não criar laços afetivos com a marca, mesmo que a utilize com frequência. E o perigo de tudo isso é que ao não forjarmos uma relação baseada no livre arbítrio, esta deixe de ser permanente e na primeira oportunidade o cliente a abandona, “pula fora”.

“Assim, na primeira folga de orçamento, consumidores abandonam as marcas de preço e vão para as de coração, trocam de plano de saúde para terem mais escolhas ou transferem o dinheiro da conta salário para um banco que os atendam melhores ou com o qual já tenham um bom relacionamento”. 

Jaime Troiano

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, que vai ao ar no Jornal da CBN, todos os sábados, às 7h50 da manhã: