Avalanche Tricolor: que saudades de um jogo de futebol de verdade!

 

Independiente ARG 1×1 Grêmio
Recopa – Estádio Libertadores da América/Avellaneda

 

 

 

Gremio x Independiente

Kanneman leva a melhor na disputa da bola em foto de LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

 

O grito de guerra estava no ar. O estádio, transformado em caldeirão. A torcida pressionava, vaiava e – em alguns casos – desrespeitava. O time da casa era dos melhores representantes do futebol argentino. E em jogo havia mais um título sul-americano.

 

Que saudades que eu estava de assistir a um jogo de futebol de verdade!

 

Rever o Grêmio desfilando suas qualidades neste cenário foi um grande prazer.

 

Verdade que nosso time ainda está em reconstrução. Renato precisa encaixar algumas peças nos devidos lugares e reposicionar outras. E vem testando essas possibilidades. Além disso, a perna segue presa pela atividade física intensa do início de temporada. Os efeitos disso se percebe em alguns espaços que surgem na defesa e na dificuldade para encontrá-los no ataque.

 

Nessas condições, às vezes a força que se imprime na bola não é suficiente para chegar ao seu destino. Pode ir um pouco mais à frente ou um pouco mais atrás, atrapalhando o desenvolvimento do jogo.

 

Temos de considerar que corríamos contra um time em meio de temporada, na ponta dos cascos e em ritmo de decisão, que tinha condição física superior para pressionar em cima e embaixo, mesmo com um a menos no ataque. Quando os físicos se igualaram, no segundo tempo, a bola ficou no nosso pé e dominamos a partida. Porque talento a gente não esquece.

 

A troca de passe que faz o adversário correr para marcar reapareceu. O deslocamento dos jogadores de uma posição para outra foi mais evidente. Talvez tenhamos sido acanhados nos chutes a gol. Um pouco mais de agressividade neste quesito poderia ter nos oferecido resultado ainda melhor.

 

O importante é que, diante das condições oferecidas, soubemos entender as características da partida com inteligência, e reduzimos os riscos conscientes que a decisão será em casa, quando, então, o nosso grito de guerra estará no ar, a Arena será transformada em caldeirão e a torcida pressionará e vaiará (com todo o respeito).

 

Estava mesmo com saudades de assistir a um jogo de futebol de verdade!

Avalanche Tricolor: A Imortalidade contamina

 

Millionarios 3 x 1 Grêmio
Sul-Americana – Bogotá (COL)

 

Há um espírito que cerca nossa camisa, que nos capacita a superar os mais incríveis desafios e nos fez entrar para a história. Vencemos partidas inimagináveis e conquistamos campeonatos que poucos acreditavam ser possível. Muitas vezes, entramos em campo desacreditados e fomos avaliados com desprezo. Nossa garra era confundida com violência, nosso desejo de ser campeão visto com maus olhos. No entanto, fomos muito maior do que todos estes e fomos além. Foi assim nos campeonatos estaduais, nas Copas do Brasil, no Brasileiro. Em todas as competições internacionais das quais participamos. Muitos lembrarão aqui a inacreditável Batalha dos Aflitos e eu não esqueço a forma como chegamos ao título Mundial.

 

Esta força que consagrou nossa Imortalidade, às vezes, emana de nossa alma para contaminar clubes e seleções em outros rincões. Nosso autor preferido, por gremista alucinado que é, Eduardo Bueno, lembra bem da façanha tricolor travestida de Uruguai, na final da Copa de 50, entre tantas outras descritas no livro “Nada Pode Ser Maior”, que deveria ser leitura obrigatória para cada atleta que se atrevesse vestir nossa camisa. Nesta noite de quinta-feira não foi diferente. A Imortalidade estava em campo, de azul, também, lutando pelo impossível. Pena que do outro lado.

Avalanche Tricolor: frio e calculista

 

Grêmio 1 x 0 Millionários
Sul-Americana – Olímpico Monumental

30OCT12_GremioxMillonarios_100

 

A bola para entrar no gol foi ajeitada com a cabeça pelo meio campo Marco Antonio que precisou se agachar para garantir que o caminho dela seria o fundo do poço (como diria o locutor esportivo lá de casa). Fez um movimento que mais parecia cumprimentá-la respeitosamente. Na volta do intervalo, a fala do volante Fernando deixava claro o objetivo tricolor na partida da noite de terça-feira pela Copa Sul-Americana. Com o regulamento embaixo do braço (como dizem outros locutores esportivos que não têm o mesmo cuidado com a originalidade), o Grêmio cadenciou o toque de bola, não deixou de tentar o segundo gol, mas cuidou-se muito mais para não levar um do adversário, até porque, como dizem erroneamente, este valeria dois. O comentarista do Canal Fox Mário Sérgio, campeão Mundial e da Libertadores pelo Grêmio, insistiu, durante todo o segundo tempo, que o placar estava de bom tamanho e o desastre seria o Millionários marcar; e, apesar de alguns pequenos sustos, foram raras as oportunidades de isto acontecer. Aliás, deixemos registrado, que bela partida fez o zagueiro Naldo, tomando a frente em todas as jogadas – qualidade que, a propósito, foi ressaltada antes de começar o jogo pelo próprio Mário Sérgio. Com tantos cuidados em campo e ressalvas fora dele, e depois de sequência de empates no Brasileiro, convenhamos, o 1 a 0 até pareceu goleada. Para este que lhe escreve, que sempre entendeu que em casa é que matamos o jogo e ganhamos a classificação, resta avaliar que o time ontem foi “frio e calculista”. Frio e calculista de mais para o meu gosto.

Avalanche Tricolor: um jogo cheio de supresas

 

Grêmio 2 x 1 Barcelona
Sul-Americana – Olímpico Monumental

 

Desculpe-me pelas poucas palavras, caro e raro leitor desta Avalanche, mas pouco tenho a dizer porque pouco assisti da vitória de ontem, tarde da noite, em Porto Alegre. Uma inflamação na garganta – minha ferramenta de trabalho – somada a uma série de outros fatores – dor de cabeça, primeira semana de horário de verão e obrigação de acordar às quatro da matina – conspiraram contra meu desejo de vibrar com mais uma virada gremista. Confesso, porém, que fui surpreendido, não imaginava que teríamos tantas emoções nesta partida de volta depois daquela importante vitória na casa do adversário. Pensei que passaríamos com mais tranquilidade. Parece que não aprendo, nossa vida nunca é tranquila. Quem mandou gostar tanto de viver estas emoções? Seja como for, conto com os seus comentários para entender um pouco mais o que nos levou a este resultado. E deixo as imagens dos gols para comemorarmos juntos a classificação às quartas-de-final, especialmente com a cobrança de falta de Zé Roberto, o Imortal Zé (a propósito: o diretor de TV da FoxSport também foi surpreendido, mas com a cobrança de falta)

 

Avalanche Tricolor: revelações no Equador

 

Barcelona (EQ) 0 x 1 Grêmio
Sul-Americana – Guayaquil

Era final de Copa do Mundo para o adversário, que levou 50 mil torcedores ao seu estádio, planejou cada momento da partida como sendo definitivo e na estratégia contou, inclusive, com o apoio dos gandulas para acelerar o jogo. Apenas não contava com a mística copeira do Grêmio que surgiu mais uma vez no Equador. Menos ainda com a excelente atuação de Marcelo Grohe, que, na noite dessa quarta-feira, recebeu o certificado que lhe faltava para conquistar a confiança dos torcedores. Logo no início da partida, momento que poderia ter sido fulminante para nossas pretensões, Marcelo jogou-se corajosamente aos pés do atacante que já havia conseguido escapar da marcação. Comemorei sua defesa como se fosse nosso gol. Não bastasse o talento, teve sorte ao assistir bolas se chocarem na trave e no travessão, uma delas inclusive resultado de fogo amigo quando Anderson Pico na tentativa de salvar o time deu um peixinho na pequena área e, em vez de jogá-la para escanteio, a cabeceou no poste gremista. Nosso ala praguejou e socou a grama ao fim da jogada quando deveria ter olhado para o céu e agradecido aos Deuses do Futebol que viam tudo das nuvens e de dedos cruzados a nosso favor.

 

O gol no fim do primeiro tempo, quando Werley de cabeça completou cruzamento de Elano, não seria, por incrível que pareça, a maior das emoções na partida. Além das já relatadas defesas de Grohe, tivemos Tony expulso no segundo tempo e, com os dez que restaram em campo, ressurgiu o espírito guerreiro que transformamos em marca na nossa história. A vitória fora de casa nos aproxima das quartas-de-final, mas, antes disso, prova aos nossos jogadores que todos têm de pagar um preço muito alto para vestir a camisa gremista, têm de se redobrar em força, expor-se ao perigo, não temer nenhum adversário e jamais se sentirem impotentes. Na noite em que nos dedicamos à Sul-Americana fomos duplamente recompensados: vencemos nosso adversário no Equador e ficamos mais próximos da vice-liderança do Brasileiro – pelo resultado de nossos adversários e pela coragem revelada.

Avalanche Tricolor: O Imortal voltou !

 

Coritiba 3 x 2 Grêmio
Sul-americana – Couto Pereira (PR)

 

 

O Grêmio está sempre pronto para me preparar algumas surpresas. A de hoje tocou fundo. E não me refiro apenas a classificação para a próxima fase da Sul-Americana. Nem ao incrível resultado obtido poucos minutos antes do encerramentos da partida, graças a um chute retorcido de nosso volante Souza e a bola alcançada pela ponta da chuteira de Marcelo Moreno. Mas ao fato de tudo isso ter levado meu filho mais velho, Gregório – já citado em outros posts gremistas -, a escrever a sua própria Avalanche Tricolor. E em inglês. Era tema de casa, como dizem lá no Rio Grande do Sul, encomendado pelo professor que tenta motivar seus alunos a escrever em língua estrangeira. E sua emoção ao ver nossa conquista sofrida desta noite, o inspirou no post que compartilho com você (traduzido para facilitar nossas vidas):

 

“Mesmo não sendo uma vitória, foi na medida certa para assegurar nossa posição na próxima fase da Copa Sul-Americana. Agora eu pergunto: era realmente necessário “vencer” com um escore tão justo? Não seria bom se nós pudéssemos vencer com uma vantagem maior? E minha resposta para estas perguntas é: sim, era preciso que fosse assim. Você acredita que teria sido a mesma coisa com outro placar? Não é assim que o Grêmio construiu sua história? Momentos que causam um ataque no coração, nos põem no limite da cadeira e provocam um sorriso no rosto de homens e mulheres que amam este time tanto quanto sua própria vida. Ficar feliz com isso, chorar com isso. E mesmo com tudo isso continuar a ter prazer de torcer por este alucinante time”

 

A revelação deste sentimento do Greg somente reforça o quanto é legal ser um Imortal Tricolor.

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