Francisco, o modesto, dá espetáculo magnífico

 

Por Milton Ferretti Jung

 

O inverno, no sul, está de matar. A primeira coisa que faço ao acordar pela manhã é ligar o rádio, não só para ouvir o Mílton ancorando o Jornal da CBN, mas, entre outras informações importantes, ficar sabendo qual é a temperatura e o que se pode esperar do clima no resto do dia (não acho que ouvir o filho, que desperta às 4h para entrar no ar às 6h,seja coisa de pai-coruja). Ultimamente, não é raro quando os termômetros, por aqui, assinalam cinco graus ou pouco mais do que isso. Se o sol chega a aparecer, vá lá, a gente se agasalha e enfrenta o frio; quando, porém, o danado fica encoberto pela cerração que, às vezes, some apenas perto do meio-dia, salve-se quem dispõe de roupas apropriadas para a estação. As pessoas que somente trabalham durante a manhã, à tarde,nesta época do ano, sesteiam.

 

Era exatamente isso que eu e Maria Helena fazíamos nessa segunda-feira. Não fosse Jacqueline, minha filha, enviar-me um torpedo e teríamos perdido um espetáculo nunca visto. Pai – escreveu ela – o Papa desembarcou no Rio de Janeiro e a Globo News está transmitindo. Levantamos às pressas e ligamos o televisor. Pelo que se sabia a respeito do Pontífice, estava chegando ao Brasil um homem simples, avesso a pompas e nada protocolar. Quem imaginava que ele fosse conduzido ao Palácio Guanabara, em que seria recepcionado pela Presidente, em um automóvel recheado de requisitos de segurança ou que, no mínimo, fosse um carro desses que nos acostumamos a ver conduzindo mandatários estrangeiros, enganou-se redondamente. Francisco – o modesto – desfilou, do Galeão até o Palácio, na maior parte do trajeto, em um Fiat Idea. Somente no final do percurso esse foi substituído pelo Papamóvel. No Idea, o primeiro Pontífice latino-americano manteve, durante toda a sua permanência nele, a janela aberta, sem medo da multidão que se acotovelava e corria atrás do carro para saudá-lo e pedir sua benção. Quem não teve a chance de assistir pela televisão à chegada ao Brasil do Papa Francisco perdeu um espetáculo tocante e magnífico em todos os sentidos.

 

Estou escrevendo esse texto no dia em que o Papa descansou, isto é, na terça-feira, 23 de julho. Espero que tudo tenha continuado a correr às mil maravilhas para que Francisco – o simples – deixe o Brasil com as melhores impressões sobre o nosso país.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Canto da Cátia: Pra relaxar e gozar

 

Banheira de hidro no lixo

A velha banheira de hidromassagem deve ter sido testemunha de momentos de prazer de um casal apaixonado que juntos relaxaram e trocaram segredos; pode ter sido cenário da relação de amantes que já se deixaram; talvez apenas espaço de descanso de um executivo estressado do cotidiano corporativo. Tantas histórias podem ser contadas a partir das experiências desta “senhora” abandonada na praça Mário Autuori, na zona sul de São Paulo, e econtrada pela repórter Cátia Toffoletto. Pena ter terminado sua vida útil assim, inútil. Símbolo da falta de cidadania.

Canto da Cátia: Mortes na casa

Desabamento 3

Uma obra irregular teria sido o motivo do desabamento de uma casa que matou mãe e filha no bairro de Pedreira, na zona sul de São Paulo, na madrugada, enquanto chovia forte na cidade. A Cátia Toffoletto esteve lá pela manhã e registrou a situação em que ficou o terreno após o acidente. Um muro estava sendo construído no terreno ao lado e teria caído provocando o desmoronamento. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) esteve no local e ao ser entrevistado pela Cátia comentou que a construção era irregular mas imagina que o dono da propriedade estivesse agendo de “boa fé”.

Ouça trecho da reportagem de Cátia Toffoletto