A Câmara Municipal de São Paulo gasta R$ 4 milhões 774 mil em salário para manter 56 funcionários no cargo de supervisor – média de pouco mais de um supervisor por vereador. O custo é maior do que os R$ 4 milhões que a Assembléia Legislativa desembolsa para sustentar 67 diretores, fato que causou escândalo semana passada.
O levantamento na Câmara de Vereadores foi feito pela repórter Cristina Coghi que constatou que na estrutura da casa existem duas secretarias gerais, oito diretorias e os tais 56 supervisores. O cenário atual é um retrocesso a reforma administrativa que havia sido realizada em 2004 na qual uma série de funções foram extintas. Na época, o anúncio dos cortes foi comemorado pelos vereadores que tentavam comprovar o cuidado que tinham com o dinheiro público.
De acordo com reportagem que vai ao ar no Jornal da CBN e no CBN São Paulo desta terça 31, o inchaço da Câmara foi retomado em 2007. O presidente atual da casa, vereador Antônio Carlos Rodriguez (PR), prometeu que pedirá novo estudo para revisão dos cargos.