Mundo Corporativo: o líder espiritualizado humaniza a relação de trabalho, defende Adílson Souza

 

“A gente não pode trabalhar em qualquer empresa porque boa parte delas não conversa com a gente. E boa parte das empresas que são gigantes, que está no mercado há muito tempo, não estão mais atrativas para os novos líderes” — Adilson Souza, consultor

A necessidade de se construir uma nova forma de liderança, que não considere apenas a ideia de bater metas e alcançar resultados financeiros, tem levado profissionais de diferentes áreas a rediscutir processos e comportamentos dentro do ambiente de trabalho. O consultor Adilson Souza se dedica a desenvolver a visão de que as empresas e seus colaboradores têm de ser comandadas por profissionais que exercitem o que ele batizou de “liderança espiritualizada”. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Souza falou desse tema:

“Você tem lá um executivo que bateu 30% além da meta que foi estabelecida, só que metade do time foi para a enfermaria e metade foi para o concorrente. A liderança mais espiritualizada é como eu potencializo meu time para alcançar o melhor dos resultados”

Autor do livro “Liderança e espiritualidade — humanizando as relações profissionais”, Souza convida os lideres, novos e antigos, a revisarem seus comportamento para criarem ambientes de trabalho mais saudáveis. Uma mudança que, segundo ele, exigirá, dos profissionais aprendizado constante:

“O líder que não está disposto a aprender, o modelo dele já não serve mais”

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, pelo Twitter @CBNoficial e pelo Facebook da rádio CBN. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo e a qualquer momento em podcast, no site ou no APP da CBN. Colaboraram com o Mundo Corporativo: Guilherme Dogo, Ricardo Gouveia, Izabela Ares e Débora Gonçalves.

Varejo faz o balanço dos 100 dias e aposta no futuro

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O Simpósio Nacional de Varejo e Shopping da ALSHOP, ao reunir 250 empresários do setor para retratar o cenário político-econômico e ouvir as premissas de membros do atual governo, transmitiu a pulsação do país que teremos pela frente.

 

O Wish Golf Resort Convention, em Foz do Iguaçu, de 4 a 7 de abril, testemunhou a manutenção do apoio do varejo ao governo Bolsonaro, ao mesmo tempo em que presenciou as críticas pela demora das mudanças.

 

A expectativa é tão grande quanto o trabalho a ser executado. As reformas previdenciária, tributária e política estão no pacote dos desejos da classe.

 

Sergio Zimermam, da Petz, com respeito a PREVIDÊNCIA, destacou que a média de 55 anos para aposentadoria e expectativa de vida superior a mais 30 leva a despesa a se aproximar de 5% do PIB e quase 60% do orçamento da União. Relatou também que, no TRABALHO, os sindicatos estão forçando as empresas a permitirem o desconto de um dia de salário quando negociam os acordos. Ameaçando-as a proibições do trabalho em jornadas específicas como feriados e fins de semana. Disse ainda que do lado do legislador há um desrespeito ao trabalho escravo, pois estão usando erroneamente o conceito de escravidão, banalizando de tal forma a descaracterizá-lo. E no TRIBUTO, estamos onerando o consumo e não a renda, o que implica em prejudicar o menos favorecido.

 

O Secretário da Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos Alexandre da Costa, noticiou em primeira mão que irá simplificar o E-social, unificar a nomenclatura brasileira de serviços e digitalizá-la. Esperando com isso desburocratizar e incentivar o empreendedorismo. Lembrou que nos próximos 10 anos os gastos públicos, hoje com 35% do PIB, precisarão estar em 20% — evidenciando a importância do enxugamento da máquina estatal.

 

No âmbito POLÍTICO, o evento que  há um ano contou com a presença e a expectativa dos candidatos à Presidência, agora refletiu a expectativa das ações.

 

Quanto as novidades para o setor, a exposição de Regiane Relva, da Cidade Inteligente, abordou as recentes tecnologias para a ex-loja do futuro, agora loja do presente.

 

Gabriel Mariotto, da Cielo, demonstrou que, através de informações obtidas com tecnologia, as vendas dos shoppings podem crescer.

 

Mauricio Morgado, da FGV, expôs que a maneira das pessoas fazerem compras mudou e é necessário que os lojistas acompanhem esta transformação.

 

Marcelo Miranda, do Grupo Iguatemi, apresentou a plataforma de E-commerce do Shopping Iguatemi a ser lançada dentro de 5 semanas.

 

O apelo ouvido para que varejistas acompanhem os avanços na tecnologia foi necessário, pois os fatos recentes mostram descompasso nesta relação.Coube principalmente aos Shopping Centers essa defasagem. O fato de lojas virtuais se transformarem em Market Place foi um alerta aos empreendedores que despertaram e estão apostando no futuro que chegou.

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Conte Sua História de São Paulo: chama o Tonico! Ele faz

 


Por Hélio Borgoni
Ouvinte da CBN

 

 

— “Chama o Tonico”

 

Era assim. Sempre foi assim. Tonico era conhecido como o “faz tudo”. No jargão popular: Tonico é pau pra qualquer obra. Eu o conheci no ano de 1944. Foi numa festa regada com a bebida preferida dele “fogo Paulista”. Essa bebida era sempre servida nos aniversários, nascimento de filhos, batizados, crismas ou até mesmo quando ele participava de um telhado terminado. Os batismos de crianças eram frequentes. Todo mundo tinha um monte de filhos.  As famílias sempre numerosas. Tinham tantos irmãos e primos, e primos de primos, e amigos de primos, e amigos de amigos… todos eram, de alguma forma, compadres.

 

Os pais do Tonico eram imigrantes italianos. Foram trabalhar em fazendas de café, no sul de Minas, mais precisamente na cidade de São Sebastião do Paraíso. Tonico era o terceiro filho. Pela ordem dos mais velhos vinha Evaristo, Iolanda, ele, Laudelina, conhecida como Fiona, Alzira e Olímpio, o caçula. 

 

Como a historia é sobre o personagem Tonico vou me abster de falar dos outros, por enquanto. Tonico, tinha como tarefa trabalhar como “carreador de boi”, andava ao lado da carroça, descalço. Por que sei? Um dia, ele comentou que o frio era tanto que nem sentia os  espinhos nos pés; a mãe dele fazia um escalda pés e tirava os espinhos com agulha de costura. Ele contou que veio a usar sapato com 18 anos de idade,quando mudou-se para São Paulo e seu irmão Evaristo o presenteou com uma bota.

 

Analfabeto, mas muito esperto, começou trabalhando como ajudante de pedreiros e ia observando e perguntando como se lidava com prumos, ajudava tirar níveis dos alicerces, e, assim, foi aprendendo uma profissão. Mas nunca parou nisso. Aprendeu a pintar, fazer telhados, encanamentos de água esgoto, etc… até a parte elétrica ele acabou dominando. Chegando a ser capataz de obras e autorizado a recrutar trabalhadores, São Paulo vivia uma febre de obras. Todo o centro, periferias e até Mooca, Ipiranga, Perdizes … Era escolher o melhor salário. Então, ele começou a escrever cartas pros primos em Minas Gerais: “venham pra São Paulo, eu arrumo onde te encaixar”. Cada parceiro que chegava era festa. Em pouco tempo, cada qual mandava buscar a família: eram pais, irmãos, avôs, sogros, … e, assim, as Famílias Borgoni e Zambelli foram se estabelecendo na Capital, e também em São Caetano, São Bernardo e Santo André.

 

—- Chama o Tonico! Ele faz.

 

Tonico nunca deixou de ajudar os amigos. Mesmo que fosse só nos domingos, ele pegava as ferramentas, tomava o ônibus e ia. O  sonho dele era estudar para ser “guarda livros” — não sei o que seria hoje, mas já foi descrito como  “contador”. Autodidata, mal conseguia escrever um orçamento, às vezes errava e tomava prejuízo, mas sempre cumpriu os tratos. Dizia que a palavra dada tem que ser respeitada. Sonhava em criar galinhas poedeiras, comprou livros e os nomes Plymouth Rock Barrado e,Rhod Islan Red faziam parte das suas conversas.

 

Teve tantos tombos na vida que foi ficando sem energia. Mas até então nunca deixou de trabalhar um dia sequer. Nas décadas de 1940, 1950 e meados de 1960 , tinha muita energia e vontade de vencer na vida.

 

Agora, já não mais tomava “fogo paulista” nas festas. Parava em vários bares a caminho de casa, tomava vinho, rabo de galo, conhaque, cachaça; e, assim, foi se apagando o brilho no olhar. Festas para ele só nos domingos quando um dos irmãos passava para papear. Ele ficava contente. As visitas foram ficando escassas. Quem mais vinha, eram os irmãos Evaristo, Olímpio, Laudelina, Fiona, o marido dela, o Atíllio, e alguns netos.

 

Ele faleceu em outubro de 1989.

 

Tonico, era meu pai

 


Hélio Borgoni é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade. Escreva seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br.

Conte Sua História de São Paulo 465 anos: muito frio, pouca roupa e uma tremenda vontade de ser alguém na vida

 


Por Edileide Koller
Ouvinte da CBN

 

 

Tenho um orgulho danado de ser umbuzeirense. Nasci em uma casa bem grande, onde da metade para trás pertencia a Pernambuco e da metade para frente, a Paraíba. De Umbuzeiro, minha família e eu, com 4 anos, fomos morar em Orobó, cidade mais próxima e totalmente pernambucana, para que meus irmãos mais velhos pudessem estudar no ginásio. Quando eu tinha 9 anos, fomos morar em Recife — novamente por conta dos estudos dos meus irmãos que deveriam fazer faculdade para “ser alguém na vida”.

 

A partir daí, segue essa história que sempre me faz derramar um líquido salgado pelo rosto. Um típico exemplo de desigualdade no Brasil, pelo tanto de força e determinação que eu tinha para “vencer na vida”. Na época não entendia bem isso. Como é bom às vezes não entender bem o que se passa a nossa volta. Eu só tinha a certeza de que tudo dependia de mim, que se eu me esforçasse bastante, muito mesmo, eu conseguiria. Infelizmente, não é bem assim. Precisamos de oportunidade também. Faltou! Chorei agora. Literalmente chorei muito.

 

Pois bem, foi no Recife que comecei faculdade de Economia na UNICAP – Universidade Católica de Pernambuco e, no 3º ano, decidi morar em São Paulo a convite do meu querido irmão Walmir, que lá morava. Cheguei em 1987, com 22 anos.

 

São Paulo do frio, da garoa, do consolo. Cidade grande, linda, cheia de cinemas, teatros e parques. Cada dia mais a cidade me encantava e me seduzia. São Paulo sempre foi palco de grandes movimentos, sede de multinacionais e renomadas universidades. Me empolguei.

 

Sabe aquela guerreira nordestina, que sabia o que queria? Vencer na vida! Consegui uma transferência da faculdade para a PUC, de manhã. Não tinha como pagar. Consegui uma transferência para a FMU, à noite.

 

Comecei a trabalhar na primeira chance de emprego. Recepção.

 

Mas estava em São Paulo. Quantos queriam estar…

 

Um dia, em plena Avenida Paulista, voltando da faculdade para casa, o termômetro marcava 10 graus. Muito frio, pouca roupa. Muita fome, pouco dinheiro. E eu me perguntei se não era melhor estar no calor da casinha da minha mãe, tomando sopa de feijão e com a barriga cheia, lá no Recife. Realmente um dilema, porque só vivendo isso para saber.

 

Mas estava em São Paulo. Quantos queriam…

 

Somente em São Paulo, percebi o quanto era limitada, o quanto não sabia das coisas, o quanto tinha que correr contra o tempo para conquistar meus objetivos. O quanto tinha que ler, estudar, acordar cedo, dormir tarde e me privar de fazer lanches no meio da manhã e no meio da tarde. Mas as oportunidades eram maiores. Mesmo relativizando porque os salários em São Paulo são maiores, mas o custo de vida também. Tem mais empregos, mas a demanda por emprego é maior.

 

E eis que, no meio disso tudo conheci Celso. 1989.

 

Ufa!!! Um namorado. Pelas nossas diferenças, não sei como ficamos juntos. Devo ter conquistado aquele coração alemão pelo tanto de amor que tinha para dar e faltava a quem. E enchi o homem de amor. Até hoje, quase 30 anos.

 

E em São Paulo posso dizer que vivi os melhores momentos da minha vida. Me formei, trabalhei, casei, construí uma família linda, ganhei minhas duas meninas, Beatriz e Letícia. Conquistei coisas importantes da vida.

 

Pois bem, essa é a resumidíssima história sobre minha chegada a São Paulo. O tempo muda nossas perspectivas, nossos pensamentos e hoje não somos o que éramos há um ano, quanto mais há 30 anos. Mas mantive um pensamento que tenho desde pequena, desde sempre. O conhecimento é a principal riqueza. Através dele você faz conquistas e as mantêm. Durante todo esse percurso que acabei de contar, tentei aprender o máximo que pude, dentro das minhas possibilidades. E aprendi que nunca é tarde para isso. Eu não paro.

 

Ah, São Paulo! Quantos queriam…

 

Edileide Koeller é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Participe desta série especial de aniversário: envie seu texto agora par contesuahistoria@cbn.com.br

Conte Sua História de São Paulo: a surpresa que tive em meu primeiro emprego

 

Por David Azevedo

 

 

Quando cheguei em São Paulo, trazia na bagagem poucas roupas, cansaço e um violão companheiro das viagens. Pensava em juntar um dinheiro e voltar para Salvador montar uma banda de rock, mas o destino preparou outra cosia muito boa!

 

Desci em Congonhas, atravessando a passarela, magro e cabisbaixo. Tinha apenas a esperança de mudar de vida. Peguei um ônibus, desci no terminal do Guarapiranga e outro para Piraporinha, em Santo Amaro. Fui para casa de uma amiga que me arrumou um quarto. Ela conhecia a dificuldade que tínhamos em Salvador e, por sua vez, conhecia quem, mesmo com as dificuldades, sempre trabalhou.

 

O primeiro teste foi uma entrevista agendada em uma fábrica de software. Estava muito frio — mas este era o menor dos problemas. Se tinha coisa que eu quase não tinha era experiência em desenvolvimento de software e em manutenção de sistemas e computadores. Claro, fui reprovado. Fiquei triste, decepcionado. E nessas condições, o frio aumenta. Para quem nunca havia enfrentado nada abaixo dos 21 graus, duas calças, três blusas e uma jaqueta eram pouco para suportar os 13 graus que apareciam no termômetro de rua.

 

Mesmo assim não desisti, afinal lembrava sempre que precisava ajudar a mãe , o pai e meus irmãos, lá em Salvador. Com apenas R$ 100, mais o dinheiro da passagem de volta, estava disposto a tentar novamente e novamente… até quando fosse preciso. Cheguei até pensar em ir para a construção civil, trabalhar de cobrador, qualquer coisa já seria melhor que a vida que tinha antes, pois, aqui tinha oportunidades.

 

Em uma segunda-feira, fui para o Google procurar vagas de emprego.

 

Na primeira página apareceu uma na CAST Informática. Mandei o currículo e em poucas horas uma moça do RH, Alessandra, conversou comigo e agendou uma entrevista. E não é que fui aprovado —- novamente no frio, mas com a felicidade que me aquecia. Para minha surpresa logo em seguida fiquei sabendo que a seleção não terminava ali. Havia outra etapa: fazer a entrevista no cliente. No caso um banco japonês.

 

Foi no dia três de outubro de 2008, duas e meia da tarde. A emoção de andar na paulista, entrar em um prédio de quase 100 andares — eu ficava contando as janelas – era sensacional.

 

Fui ao Banco Mitsui, minha prova de fogo, em São Paulo. Era um lugar onde as pessoas, em sua maioria, tinha os olhos puxados, coisa rara em Salvador. Mas me senti em casa. A entrevista foi com o senhor Vladimir, gerente da área, carioca, que gostava de conversar. Tivemos uma bom papo e ele ficou de retornar para a consultoria. Lembro que, no mesmo dia à tarde, tive retorno da consultoria e do cliente. Quanto me perguntaram a expectativa de salário, falei em R$ 1.600,00 — era mais do que o dobro do que já havia recebido em Salvador. Para minha surpresa, eles não só tinham aprovado minha contratação como o salário para a vaga era R$ 5.800,00 — inacreditável.

 

Agora, em uma nova etapa da vida, comecei a conhecer São Paulo e o que a cidade tem a oferecer. Completo dez anos na capital — com frio muita vezes, mas feliz pelo que encontrei aqui.

 


O Conte Sua História de São Paulo tem a sonorização do Cláudio Antonio e a interpretação de Mílton Jung. Envie o seu texto para milton@cbn.com.br.

Invertendo a ordem: a pessoa contrata a empresa

 

 

Por Carlos Magno Gibrail

  

 

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A startup 99jobs.com chega aos cinco anos de vida com 100 clientes top atendidos em projetos customizados e 2 mil providos com produtos e plataformas tech customizadas ou genéricas. Essas informações, obtidas na elaboração do post anterior sobre as Girls Boss, um braço da 99jobs, me levaram ao tema de hoje, afinal havia duas lições: como empreender com sucesso e como fazer o que ama.
 

 

 

Eduardo Migliano, 25, publicitário, e Diego Ximenes, 24, administrador, gostavam quando criança de perguntar aos colegas e amigos em que iriam trabalhar. Continuaram perguntando e constataram que as pessoas não estavam gostando do que faziam — por elas, pelo trabalho, pelas empresas ou por tudo isso.

  

 

Resolveram mudar o mundo ajudando as pessoas fazer o que amam. Com o princípio de que amanhã pode ser tarde demais, começaram a desenvolver um sistema de informações para saber como é trabalhar nas empresas. Montaram um algoritmo que, segundo eles, sinaliza até 99% das compatibilidades entre pessoa e empresa — daí o nome da startup. Dentre essas compatibilidades destacam-se como a pessoa realmente é, com seus valores, e como é trabalhar nas empresas com seus valores.

  

 

O banco de dados criado possibilitou ordenar expectativas, desejos e valores das pessoas e das empresas, invertendo a busca do trabalho: a pessoa contrata a empresa. O foco nas pessoas energizou o sistema e as motivou, transformando o processo numa comunidade e a mensagem em um movimento a favor do fazer o que ama. As empresas provaram e aprovaram.

 

 

Hoje são atendidas 100 empresas nacionais e internacionais no topo do ranking corporativo, para as quais a  99jobs.com oferece serviços customizados. Ao mesmo tempo fornece produtos de software e aplicativos customizados e genéricos para 200 companhias.

 

 

Para atender esse universo altamente qualificado de  clientes, a 99jobs.com utiliza 35 pessoas que fazem o que amam e ensinam as pessoas a encontrar o trabalho que irão amar. E aconselham: descubra seus valores no trabalho e veja quais empresas tem tudo a ver com você.

  

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

GIRL Boss uma trilha para o topo

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Para as jovens que querem chegar ao poder trabalhando em funções que amem surge agora a proposta da 99jobs.com. Uma startup especializada em Recursos Humanos focada em grupos específicos.

 

Girl Boss, de acordo com Andressa Schneider, idealizadora, é um programa de lideranças femininas dentro da área de Recursos Humanos — de forma a capacitar profissionais que poderão formar mulheres aptas a ocupar o topo das organizações.

 

No momento, está iniciado o processo de recrutamento e seleção para os três segmentos em que o projeto se compõe. Para graduandas como estagiárias, que desejam adentrar na área de RH. Para jovens já formadas e pós-graduandas com 2 a 3 anos de experiência, mas que não podem trabalhar em regime integral. E para formadas e pós-graduandas com experiência de 4 a 5 anos. Respectivamente são designadas como Estagiárias, Travelers e Girls Boss.

 

As aprovadas trabalharão dentro do projeto servindo aos clientes da 99jobs.com na área de RH. Dentro de um processo que se diferencia pela absoluta participação feminina em todas as fases. Com destaque para o monitoramento qualificado por profissionais que ocupam relevantes cargos em ícones do mercado empresarial.

 

A receita idealizada por Schneider vem contemplada pelos ingredientes adequados na busca pela eficácia também no aspecto dos clientes. Numa carteira nada modesta de uma centena, há super stars do mercado: Globo, Vale, Natura, Heineken, Microsoft, Magazine Luiza, ESPN, Renner, Toyota, Unilever, Votorantim, Comgas, etc.

 

Que tal uma carreira que leve ao topo fazendo o que gosta?

 

Bem, se não for possível, afinal o gosto pode ser algo intangível, procure ao menos gostar do que faz.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

 

É hora de voltar, mas a gente lê cada coisa que dá vontade de pedir férias de novo

 

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Estou de volta. Faz pouco tempo que saí, mesmo que meus colegas de trabalho passem a segunda-feira insistindo no contrário. Verdade que quando entrei em férias ainda tínhamos Copa do Mundo e (alguma) esperança no hexa. Tínhamos também o drama dos 12 meninos e seu técnico de futebol, que estavam presos dentro de uma caverna na Tailândia. E sequer se conhecia um juiz chamado Favreto, que ganhou seu domingo de fama tentando libertar Lula, conseguiu dar ao ex-presidente destaque suficiente para mantê-lo nadando de braçada nas redes sociais e levou na onda os já famosos Moro e Gebran.

 

Agora, se tantas coisas acontecem em tão pouco tempo, a culpa não é minha. São as circunstâncias de um tempo que está sempre acelerado e os acontecimentos se sucedem em uma velocidade acima do suportável. Eu fiz minha parte — fiquei no meu canto, relaxei em cenários que são um encanto, contemplei meus momentos em família e ganhei alguns quilos a mais. Mais magra mesmo só minha carteira — viagens sempre nos reservam custos extras, apesar de seguir economizando na moedinha da Fontana di Trevi, em Roma.

 

Da mesma forma que foi um tempo de descanso, também foi um tempo de expectativa, porque um novo projeto estava em maturação durante esses dias de afastamento do rádio — um projeto que havia consumido boa parte das minhas energias nos últimos quatro meses, mas que pronto e editado será apresentado oficialmente nos próximos dias para você, caro e raro leitor deste blog.

 

Refiro-me ao meu novo livro “É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos”, editado pela Best Seller, do Grupo Editoral Record, que já está em pré-venda e terá lançamento em algumas cidades brasileiras, em agosto. Nos próximos dias, conversarei mais com você sobre esse projeto que considero transformador para mim — e espero seja para os leitores, também.

 

Quando deixei o Brasil, o livro ainda não estava impresso. Por isso, fiquei de receber o primeiro exemplar na casa em que me hospedei na Itália — mas por essas coisas que os correios e serviços de remessa não explicam, até deixar o país a encomenda não chegou. Espero que caia em boas mãos e o seu leitor anônimo aproveite ao máximo.

 

Frustrado por não tê-lo em minha companhia nas férias ao menos fui surpreendido com outro exemplar à minha espera em casa, aqui em São Paulo. Foi um tremendo prazer tocá-lo, abri-lo, folheá-lo, ler e reler alguns trechos e curtir o resultado de mais este projeto. Ainda não está acabado — pois livros só se realizam quando nas mãos dos leitores e isso, espero, acontecerá em seguida.

 

Como disse, porém, do “É proibido calar!” escrevo mais nos próximos dias — assim como pretendo usar mais este espaço do blog para falar com você que me acompanha. E falar de tudo um pouco não necessariamente das coisas que são notícia, porque para essas já tenho o Jornal da CBN à disposição, para o qual retorno à apresentação nesta segunda-feira ao lado da Cássia Godoy. Ao Roberto Nonato meu muito obrigado pela participação sempre precisa nestes meus dias de férias. Assim como agradeço aos que me ajudaram a manter o blog ativo durante meu descanso — com as publicações do Mundo Corporativo, o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso e o Conte Sua História de São Paulo. Agradeço especialmente ao Carlos Magno Gibrail, que segue pautando a mídia, seja com suas análises do ambiente urbano seja escrevendo sobre o varejo.

 

Vamos em frente porque neste segundo semestre do ano muita coisa ainda está para acontecer, a começar pela campanha eleitoral que ganha corpo com as convenções dos últimos dias e as indefinições dos partidos e políticos. Uma eleição que, segundo Carlos Augusto Montenegro, do Ibope, disse ao colunista de O Globo Bernardo Mello Franco, será a mais difícil da história. Difícil e assustadora, pois, Montenegro calcula que “pode ser que 70 milhões de brasileiros não votem para presidente”, pois o eleitor está “enojado”, “frio” e “desmotivado”. Motivos não faltam.

 

Se eu pedir férias de novo será que o pessoal reclama?

Autor fala dos desafios dos jovens que têm de amadurecer no século 21

 

 

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“Nascido nos anos de 1960 e iniciando-me profissionalmente duas décadas após, fui foca nas redações de jornalismo em tempos nos quais a figura do mentor era desconhecida. Contei com a ajuda de profissionais mais antigos que viram algum potencial naquele jovem de cabelo comprido, calça de abrigo costurada no joelho e chinelo de dedo.

 

 

Mesmo que exercendo a função por intuição, eles me ajudaram a pensar o jornalismo, a identificar minhas competências, a refletir sobre mudanças dentro da carreira e, claro, a me vestir de forma mais apropriada. Alguns foram além: deram-me a oportunidade de rever minha relação com as pessoas e a família. E agradeço ao esforço deles.

 

 

Os desafios profissionais de hoje e o cenário em que os novos jovens estão inseridos, no entanto, tornam a função do mentor essencial e exigem dos profissionais que aceitam exercer este papel cuidado extremo e muita sensibilidade.

 

 

Sidnei Oliveira de maneira simples, direta e objetiva – que considero a mais perfeita forma de se comunicar – torna essa caminhada mais segura ao compartilhar sua experiência no relacionamento com jovens e na formação de mentores. Um livro para nós que estamos maduros no mercado e podemos nos transformar em mentores, para o jovem que constrói sua maturidade e, creia em mim, para os pais deles, também”

 

 

O texto acima está publicado na contracapa do livro ‘Cicatrizes — os desafios de amadurecer no século 21’, escrito por Sidnei Oliveira, mentor e consultor que tem se dedicado a estudar o comportamento das novas gerações que chegam ao mercado de trabalho. O livro será lançado nesta terça-feira, dia 15 de maio, às 19 horas, na livraria Cultura do Shopping Iguatemi, quando terei a oportunidade de participar de um bate-papo com o autor.

Ter filhos é como ter o coração fora do corpo, diz Obama

 

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A entrevista de Barack Obama para o jornalista David Letterman, em seu novo programa, agora no Netflix, é recomendável por inúmeros aspectos. Desde a forma como o entrevistador atua no palco e conduz a conversa até a performance do ex-presidente dos Estados Unidos. Fala-se do atual momento do país, da luta pela igualdade racial, da desigualdade social, da baixa participação política do eleitor americano, de retrocessos e ensinamentos.

 

Há uma proposital falta de isenção nas perguntas de Letterman, o que torna a conversa ainda mais íntima e reveladora. Depois de assisti-los e rever alguns trechos, quis escrever para você, caro e raro leitor deste blog, para chamar atenção à parte em que Obama conta da sua relação com as filhas, no instante em que a mais velha está prestes a ir para a Universidade.

 

Nos Estados Unidos, especialmente, esse estágio costuma significar a saída do filho de casa, pois vai morar no campus da Universidade, geralmente distante de onde a família habita. Esse desligamento costuma ser traumático, principalmente para os pais. Obama, líder político ainda muito influente, que já foi o homem mais poderoso do mundo, revela-se um pai como qualquer um de nós. Com certeza, como eu. Com as mesmas fraquezas, dúvidas e tristezas que surgem quando nossos filhos deixam a casa.

 

Obama diz que uma das melhores descrições que já ouviu é que ter filhos é como ter o coração fora do corpo com o agravante que eles estão por aí, atravessando ruas e pegando avião, entre outras atividades para as quais nunca temos certeza se eles estão realmente preparados. Confessa ao jornalista o desejo de dizer para os filhos: “venham, nós queremos que voltem para a barriga”. Fez o comentário para explicar o sentimento de levar Malia, a filha mais velha, na faculdade: “foi uma cirurgia cardíaca”.

 

A conversa com Letterman foi além. O ex-presidente contou que nos dias que antecederam a viagem de Malia, cada um reagia de maneira diferente para disfarçar a tristeza. Michelle, a mãe, limpava a casa, tentando por ordem nas coisas. A irmã mais nova, Natasha, preferiu criar alguma conexão com o pai e o convidou para uma tarefa doméstica: montar uma luminária. Coisa de 10 minutos mas que durou por mais de meia hora, em um silêncio perturbador. Era a família absorvendo a nova realidade que se concretizaria com a saída de casa da filha mais velha.

 

Os pais são mesmo figuras estranhas. Guiam seus esforços para que os filhos cresçam, tenham personalidade, alcancem conhecimento e encontrem na educação respostas para sua independência e felicidade no futuro. Eles crescem, ganham personalidade, alcançam conhecimento e se capacitam para estudar na melhor faculdade que estiver ao seu alcance. Nos enchemos de orgulho pela conquista obtida, mas somos incapazes de esconder a dor no peito de vê-los saindo de casa. Sofremos pela distância, reclamamos que não respondem as mensagens na velocidade que desejamos e arrumamos qualquer desculpa para que voltem com mais frequência para nos visitar.

 

Aqui em casa, o mais velho nos deu a chance de estudar na própria cidade, mas como já está trabalhando, tem sua agenda tomada de compromissos. Ao menos conseguimos garantir a presença dele por algumas horas da noite e nos fins de semana, quando não rola algum compromisso com amigos. O mais novo tomou outro rumo: pelas características de sua profissão, mora em outra casa, a mais de uma hora e meia de distância, e só aparece por aqui a cada 15 dias. Pai e mãe ficam muito felizes com a responsabilidade que ambos assumem e o sucesso que estão alcançando. Felicidade que se mistura à angústia de saber que nossos “corações” estão não apenas fora de nosso peito, como mais distantes.

 

A ouvir Obama, ratifico a ideia que pais são mesmo figuras estranhas. Estranhas, mas normais.

 

Que nossos filhos saibam entender nossas contradições!