Por Abigail Costa
Agora é quase fim de semana. Não tenho do que reclamar.
Trabalho concluído e…. mesa de um boteco. Situação com a qual, quem me conhece sabe, não sou muito chegada, mas estou de mudança. Gostando do que ontem nem ousaria em pensar.
Pois bem, aperitivos e cerveja. Cerveja? Mas não engorda? Entre um gole e outro, engulo o que tanto disse a respeito desta bebida.
Ao meu lado um colega de trabalho. Um cara de 20 e poucos anos, com cabeça de gente grande. Bom de papo, ótimo profissional e a quem, daqui a pouco, terei o prazer de chamar de amigo. Na minha frente meu camarada (é assim que ele me chama). Naná foi uma grande surpresa na minha vida que chegou quando eu tinha só 22 anos e aprendendo a conhecer o jornalismo. Fomos apresentados, trabalhamos juntos, viajamos e enquanto ele ficou na empresa, eu decidi por outra.
Vinte e poucos anos depois, trocamos juntos de empresa. Ele lá e eu do outro lado, acabamos nos reencontrando. Naná mais velho, como eu. Ele absolutamente terra, eu, a eterna Alice no País das Maravilhas.
Novas surpresas, novos descobrimentos. Ele, não mais assistente, agora um baita repórter cinematográfico. Eu, repórter desde de sempre.
Dentre os 20 e poucos profissionais da “firma”, ele é o meu preferido. Não pense você que é só porque ele acerta o foco. Ele é diferente. Diferente no jeito de ser, diferente na maneira de pensar. Diferente porque ele é amigo. Daqueles que entendem o universo femino, desde a TPM, até escolher a camiseta pisicodélica para o meu filho usar numa feira da escola.
Estamos quase para encerrar o expediente, e Naná me pergunta:
– Onde estão os seus textos?
– Dei um tempo….
– Eu procurei por eles….
Decidi retomá-los….
Assim, pra dizer que coisa boa é ter alguém pra chamar de meu. MEU AMIGO. Daqueles de amor declarado. Porque ele é terra, mas tem sentimento.
Abigail Costa é jornalista e volta a escrever às quintas-feiras no Blog do Mílton Jung

