Mundo Corporativo: fui demitido, e agora?

 

 

“Falar sobre demissão é um tabu; as pessoas tem muita vergonha e eu sempre falo: o que me salvou foi não ter vergonha”. Sem ter vergonha de perder o crachá e com a responsabilidade de quem precisaria iniciar-se em uma nova carreira profissional, Claudia Giudice deixou para traz o trabalho de jornalista e executiva de comunicação para se transformar em empreendedora no setor de pousadas. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, do programa Mundo Corporativo, da CBN, ela conta como reorganizou sua vida para enfrentar essa transição forçada de carreira.

 

Giudice entende que a melhor maneira para se conseguir um novo emprego é conversar, falar e compartilhar sua situação com outras pessoas, desde os parentes, amigos e até profissionais de outros setores. Já em relação a busca de um plano B, ela sugere que se comece a pensar não tema a partir da identificação do seu patrimônio pessoal: “o que você gosta de fazer? Você gosta de falar? Você gosta de ficar quieto, no seu canto? É concentrado ou disperso? É ativo e mão na massa ou você prefere delegar e dar ordens? Isso é o seu DNA”.

 

A experiência e Claudia Giudice está no livro ““A vida sem crachá – a dor de perder um emprego e a experiência de dar a volta por sinal com um plano B”.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN com a colaboração de Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves

Mundo Corporativo: você está pronto para mudar de carreira?

 

 

“Cuide da sua própria carreira como você cuida da sua própria vida; a carreira é uma das etapas da vida que no fundo é a mais longa; é onde você vai passar a maior parte do seu tempo; em tudo que a gente decide, desde a infância você planeja, você tem um sonho, você tem um objetivo; a carreira é mais um desses caminhos, só que ele começa cedo” A afirmação é do consultor Rubens Prata em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Prata é CEO da Stato, consultoria de recrutamento e desenvolvimento organizacional e transição de carreira.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas no site e na página da rádio CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN. Participam do programa Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves

Mundo Corporativo: coragem para experimentar depois dos 50 anos

 

 

“O mais importante é buscar autoconhecimento, fazer as reflexões do que eu gosto e no que eu sou bom para que essa experiência de testar outras possibilidades possa lhe trazer algo útil; se você não reflete, a experiência passa e você não faz nada com ela”. A sugestão é do consultor Rafael D’Andrea que tem se dedicado a cuidar de profissionais que, após os 50 anos, precisam estar prontos para enfrentar o processo de transição de carreira.

 

Na entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, D’Andrea foi explicou que é fundamental que se tenha coragem de experimentar: “o medo da mudança é talvez o principal fator que nos causa esse sofrimento com relação a mudança; é muito mais o medo que causa o sofrimento do que a própria mudança. É a angustia que nos dá esse sofrimento, que acaba nos impedindo de alcançar resultados melhores nessa transição”.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e tem a colaboração de Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: estratégias para uma transição sem crise

 

“A mudança é tudo aquilo que vai acontecer externamente na vida do indivíduo; e transição, aquilo que vai precisar acontecer de transformação dentro dele: valores, crenças, hábitos. E essa é a parte mais difícil para viver, tanto quando você tem de se transformar dentro da mesma empresa, como quando você vai de uma para outra empresa. As pessoas não resistem tanto a mudanças, resistem mais a transição”. É o que diz o consultor Rogério Chér, autor do livro “Todo novo começo surge de um antigo começo” (Editora Évora), em entrevista ao programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, na qual apresenta estratégias que podem ajudar o profissional a enfrentar processos de transformação.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, às 11 horas, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internatuas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados no Jornal da CBN.

Transições pós-eleitorais e civilidade política

 

Por Antonio Augusto Mayer dos Santos

 

Por transição, segundo o Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa, se entende a passagem de um estado de coisas ou de uma condição. No contexto administrativo, significa a garantia de que o prefeito eleito receberá do Poder Executivo os subsídios indispensáveis à elaboração e efetivação do seu programa de gestão.

 

Esta medida, a par de civilizada, é de inquestionável relevância no cenário jurídico-político na medida que não somente institui como disciplina uma relação formal e organizada de responsabilidade entre o governante e o seu sucessor, especialmente porque o primeiro assegurará ao outro, previamente à posse, o acesso às informações e situações oficiais sobre o ente público: estrutura de governo, orçamentos, previsão de receita e execução de programas.

 

Estas informações são importantíssimas na medida que o eleito, no primeiro ano de seu governo, executará um orçamento planejado e votado anteriormente. Por outras palavras: o orçamento do primeiro ano de cada novo governo é elaborado por aquele que está encerrando o mandato.

 

Diante deste descompasso, o qual, é bom lembrar, se repete a cada dois anos ora nos Estados ora nos Municípios, o relator da CCJ do Senado Federal, em voto que proferiu no Parecer nº 1.080 de uma Proposta de Emenda Constitucional que regulamenta as denominadas transições pós-eleitorais, anotou que “A continuidade administrativa constitui, efetivamente, um princípio fundamental na concepção moderna de Estado Democrático de Direito. O Estado deve sempre dirigir sua atuação no sentido de assegurar a manutenção dos direitos dos cidadãos, o que implica a prestação de serviços à sociedade, em caráter constante, sem interrupções”. Mais adiante, ao concluir sua manifestação acerca da proposta, acentuou que a mesma “privilegia acentuadamente a autonomia de cada ente federativo, ao encaminhar a regulamentação, por leis da União, dos Estados, Distrito Federal e Municípios, da forma como serão instituídas as equipes de transição, respeitando, dessa maneira, o equilíbrio do pacto federativo”.

 

Passada a eleição, o eleitor desconhece estas circunstâncias. No entanto, a necessidade de uma regra disciplinando este assunto é inadiável. Primeiro, para despir o vencedor do pleito daquela condição de candidato e, com isto, inserí-lo na realidade de gestor eleito. Depois, para que o processo eleitoral não se sobreponha às questões da administração. Por fim, porque contribuinte não pode ficar à mercê de um quadro de instabilidades decorrentes de desacertos partidários. Para preservar a continuidade administrativa e serviços públicos, impedindo que mesquinharias, ressentimentos ou quireras paroquiais desviem tanto a finalidade quanto a rotina das instituições públicas.

 

A propósito destas situações, as mesmas tem se revelado comuns, especialmente após campanhas eleitorais acirradas seguidas de vitórias de adversários ferrenhos.

 

Não tem sido à toa que os veículos de comunicação referem episódios de sonegação de documentos, excessiva burocratização, sabotagens, danificação de arquivos e até furtos de equipamentos no período que antecede a passagem do poder. No entanto, é inadmissível que atos passionais ou motivados por vaidades capazes de gerar prejuízos ao erário não sejam objeto de tipificação no período entre o final de um exercício e início de outro. Trata-se, pois, da necessária adequação, nos demais planos federativos, daquilo que já consta disciplinado ao federal através da Lei nº 10.609/02.

 

Em síntese: esta regulamentação elevaria as transições pós-eleitorais a um patamar institucional impedindo a sonegação ou obstrução de informações e simultaneamente protegendo tanto a legalidade quanto a eficiência, ambos valores administrativos que devem ser preservados independentemente da orientação partidária que estiver no poder.

 

Antônio Augusto Mayer dos Santos é advogado especialista em direito eleitoral, professor e autor dos livros “Prefeitos de Porto Alegre – Cotidiano e Administração da Capital Gaúcha entre 1889 e 2012” (Editora Verbo Jurídico), “Vereança e Câmaras Municipais – questões legais e constitucionais” (Editora Verbo Jurídico) e “Reforma Política – inércia e controvérsias” (Editora Age). Às segundas, escreve no Blog do Mílton Jung.

Mundo Corporativo: Tem vida após os 60

 

A maior parte das empresas e executivos brasileiros ainda não planeja sua vida pós-carreira o que poderá gerar uma série de dificuldades profissionais e pessoais quando este momento chegar. Para o consultor Dorival Donadão, sócio-fundador da DN Consult, que atua na área de recursos humanos, a partir dos 30/35 anos é preciso desenvolver uma estratégia de atuação que leve em consideração a aposentadoria produtiva, a qual pode ser exercida dentro da mesma empresa ou com um reposicionamento na carreira. Na entrevista ao programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Donadão conta a história de executivos que voltaram a estudar após os 50 anos para investir em uma carreira musical ou se transformar em chef de cozinha. Há situações, também, em que a própria empresa planeja a carreira deste profissional visando aproveitar a experiência dele no papel de conselheiro, consultor ou coach. Ele alerta, porém, para o preconceito que ainda existe em relação a idade e a ideia da aposentadoria, apesar de estar mais do que evidente que há muita vida após os 60 anos.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, às 11 horas, com transmissão exclusiva no site da CBN (www.cbn.com.br) e participação dos ouvintes-internautas pelo Twitter @jornaldacbn e pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br. O programa é retransmitido aos sábados, no Jornal da CBN

Transições pós-eleitorais

 

Por Antônio Augusto Mayer dos Santos

O pleito presidencial e os estaduais estão definitivamente concluídos. Em 2009, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal aprovou o Relatório da Proposta de Emenda Constitucional nº 60, de autoria do Senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS) estabelecendo a formalização de transições pós-eleitorais.

Esta medida, a par de oportuna, é de inquestionável relevância ao instituir e disciplinar uma relação organizada de responsabilidade entre o governante e o seu sucessor, especialmente porque o primeiro assegurará ao outro, previamente à posse, o acesso aos dados, informações e situações oficiais sobre o ente público.

A PEC 60/2004 merece ser impulsionada e convertida em norma jurídica porquanto resguarda a continuidade administrativa e os serviços públicos, impedindo que mesquinharias eleitoreiras, ressentimentos ou quireras paroquiais desviem tanto a finalidade quanto a rotina das instituições. E isto é bastante comum, especialmente após campanhas acirradas e vitórias de adversários ferrenhos. Com freqüência, os veículos de comunicação referem episódios de sonegação de documentos, sabotagens, danificação de arquivos e até furtos de equipamentos no período que antecede a passagem do poder.

Trata-se da necessária adequação, nos demais planos federativos, do que consta disciplinado ao federal através da Lei nº 10.609/02.

Dita regulamentação elevará todas as transições pós-eleitorais a um patamar institucional, impedirá a sonegação ou obstrução de informações e o que é mais essencial deste conjunto: protegerá a moralidade e a eficiência públicas, valores administrativos que devem ser preservados independentemente da orientação partidária que estiver no poder. Além de eleitor, o cidadão é contribuinte, portanto merece respeito e tranqüilidade neste momento de troca de gestores públicos estaduais.

Antônio Augusto Mayer dos Santos é advogado especialista em direito eleitoral, professor e autor do livro “Reforma Política – inércia e controvérsias” (Editora Age). Às segundas, escreve no Blog do Mílton Jung.