Relógio de rua terá câmera e informação do trânsito

A persistirem as ideais, São Paulo será a primeira cidade do mundo a implantar relógios de rua com câmeras de vídeo, monitoradas pela prefeitura, e com informações em tempo real do trânsito. Atualmente, a capital paulista tem 300 desses relógios que costumam registrar, também, a temperatura e qualidade do ar. De acordo com plano elaborado pela Emurb, estes equipamentos serão os primeiros que integram o mobiliário urbano a passarem por processo de licitação já dentro de novas regras que tem a Lei Cidade Limpa como referência.

Relógios de rua, placas indicativas de vias públicas e pontos de ônibus tendem a ser os únicos locais em que a publicidade externa será permitida. De acordo com a diretora da Emurb Regina Monteiro, idealizadora do Cidade Limpa, está sendo feito levantamento completo de todo mobiliário urbano disponível e necessário na capital.  Os abrigos de ônibus também sofrerão interferência, conforme proposta da urbanista e arquiteta.

Ouça a entrevista da diretora da Emurb Regina Monteiro

Cresce pressão contra Plano Diretor, mas prefeitura vai manter texto na Câmara

São  111 as entidades que pedem a retirada do Plano Diretor Estratégico da Câmara Municipal de São Paulo para que a prefeitura refaça o texto encaminhado ao legislativo no ano passado. De acordo com este grupo, o Executivo propõe mudanças que vão além do que é previsto em lei; deixou de apresentar planos de habitação, transportes e de circulação viária; e não debateu o assunto com a população.

A tese é defendida na Câmara por vereadores da oposição, dentre eles Arselino Tatto (PT)  entrevistado no CBN São Paulo, semana passada. Os governistas se esforçam para impedir que a medida se concretize sob a justificativa que caberá à Câmara realizar as correções necessárias e promover a discussão pública. Foi o que nos disse o líder do governo, vereador “adotado” José Police Neto (PSDB) (ouça as duas entrevistas neste blog).

A primeira entidade a assinar o texto que critica a atuação da prefeitura na elaboração do Plano Diretor é o Movimento Defenda São Paulo, seguido do Instituto Pólis, ambos com credibilidade na discussão pela intensa participação que tem no estudo e pesquisa sobre desenvolvimento urbano. Uma enorme quantidade de associações de bairros também apoia a iniciativa.

A verdade, porém, é que apesar deste esforço e do que pensam vereadores de oposição, a possibilidade de o governo municipal ter o texto do Plano Diretor de volta às suas mãos é mínima. A tendência é que os vereadores governistas mais bem articulados dentro da Câmara consigam manter o projeto por lá com o argumento de que os legisladores estão capacitados a fazer as mudanças propostas pelos apoiadores do abaixo-assinado.

Uma das opções, sugeridas pelo vereador José Police Neto, é que a Câmara se baseie nos planos de bairro para implantar as mexidas necessárias no Plano Diretor. A experiência dele é com a mobilização para realizar o plano do bairro de Perus, na zona norte da capital, que durou de seis a oito meses, e foi concluído há duas semanas.

Leia o texto completo do abaixo-assinado contra o Plano Diretor Estratégico.