Cemitério de aviões da Vasp

 

Restos da Vasp

Dez aviões se desmancham em uma área reservada do aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, e chamam a atenção da repórter Pétria Chaves todas as vezes que sobrevoa próximo do local com o helicóptero da CBN. As aeronaves são da Vasp e estão desativadas desde 2000, pelo menos. Existem mais quatro em Guarulhos e outras espalhadas pelo Brasil totalizando 27 aviões na mesma situação.

A jornalista Carolina Marcelino conversou com o advogado Alexandre Tajra, responsável pela massa falida da Vasp. Ele informou que um leilão foi realizado em junho do ano passado mas não houve interessados na compra. Em 2010, haverá mais uma tentativa e se a venda não for fechada é possível que todas estas aeronaves se transformem em sucata, disse o advogado.

Os equipamentos estão sendo depenados segundo descrevem ex-funcionário da empresa e a visão que se tem desses aviões não é nada animadora.

A Infraero está como depositária das aeronaves e a área em que estão “estacionadas” era da Vasp mas foi reintegrada à estatal responsável pelos aeroportos brasileiros. A dívida estimada da companhia aérea é de R$ 3,5 bilhões. A Vasp foi fundada em 1933 e parou de operar em 2005, quando já estava com sua imagem deteriorada – tanto quanto seus aviões.