“Chove” no túnel Nove de Julho

 

A imagem é comum para quem usa o túnel Nove de Julho, mas assusta mesmo assim. A água jorra do teto de pedra como se estivesse chovendo lá dentro. E no dia que o ouvinte-internauta e colaborador Marcos Paulo Dias gravou o vídeo para publicar aqui no Blog não chovia há alguns dias na cidade.

Fomos buscar o esclarecimento com a prefeitura que enviou a seguinte resposta:

“O vazamento de água no túnel Nove de Julho é proveniente do lençol freático e não compromete a estrutura do túnel. É uma ocorrência normal, pois não é possível estancar 100% do lençol freático, e está presente nos túneis da Rodovia dos Imigrantes, por exemplo. Quando essa vazão passa a prejudicar o trânsito – não é o que acontece no túnel Nove de Julho – é colocada uma bandeja sob o teto do túnel para conduzir a água para fora do leito carroçável, para as canaletas das laterais”

A história dos vazamentos de Ipanema, a rua

 

Os vazamentos na rua Ipanema, Jardim Copacabana, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, foram motivo de reportagem no início do ano. Estão de volta agora em “carta” escrita pelo ouvinte-internauta Cláudio Fernandes. Ele pediu uma “notinha” no CBN SP, mas com tantos detalhes a serem descritos decidi publicar o texto por inteiro e montei um slideshow com as imagens que ajudam a entencer a história:

Vazamento na Rua Ipanema

Clique aqui e assista ao slideshow com a história dos vazamentos da rua Ipanema

 

“Mais uma vez retorno ao auxilio de vocês, dessa vez para denunciar a desorganização do Consórcio Drucker Toltec, empresa terceirizada a serviço da Sabesp.

O Jardim Copacabana, localizado em São Bernardo do Campo, sofre a mais de 10 anos com o rompimento crônico da rede de distribuição de água.

Para se ter uma idéia da situação desse local, existe um trecho na Rua Ipanema, local do mais recente rompimento, que se pode contar exatamente 12 remendos de asfalto num trecho de 15 metros de rua.

A maioria dos rompimentos ocorre por vezes em menos de um mês. Alguns não duram sequer quinze dias. Cada vez que ocorre um desses eventos, centenas de milhares de litros são perdidos rua abaixo. Não se trata, portanto apenas de um desleixo, descaso com o desperdício d’água que ela, a própria
Sabesp tenta diminuir através de campanhas educativas de conscientização. O que vem ocorrendo é mais que isso: é um crime ambiental, um crime contra economia popular, um desrespeito a todo cidadão de São Paulo.

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