Câmaras Municipais são governistas no ABC e capital

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) e seus colegas do ABC paulista não tem muito com o que se preocupar nesta semana em que os vereadores das oito cidades iniciam o trabalho legislativo. A base governista em todos os municípios é maioria e a oposição – mesmo na capital – não demonstra força, mobilização ou interesse em radicalizar.

Na capital, mesmo com a presença do Centrão – vereadores que não são a favor nem contra muito antes pelo contrário, desde que seus interesses sejam preservados -, a Câmara Municipal tem perfil amigável ao prefeito Gilberto Kassab (DEM). Durante o recesso ouviu-se um muxoxo de alguns vereadores que se sentiram preteridos na divisão de pores nas subprefeituras. Nada que deva causar estrago nas votações que realmente interessam ao prefeito.

Assim como os vereadores de São Paulo, iniciam as atividades em plenário, na terça-feira, os legisladores de Santo André, São Bernardo, Mauá e Ribeirão Pires. Na quarta, é a vez de São Bernardo e Rio Grande da Serra. Diadema retoma os trabalhos apenas na quinta-feira.

De dar inveja aos demais colegas, é a situação dos prefeitos Osvaldo Dias (PT), de Mauá, e Mário Reali (PT), em Diadema. Apenas quatro dos 17 vereadores fazem oposição a Dias. Enquanto, seis são contrários a administração de Reali que conta com 11 vereadores na base governista.

Com bases deste tamanho, os prefeitos podem dormir tranquilo. O mesmo não se pode dizer em relação aos moradores dessas cidades. Se ter o apoio da Câmara viabiliza a aprovação de todos os projetos do executivo, as faltas de fiscalização e debate distorcem a democracia. 

Assim que foi eleito, o prefeito Sebastião Almeida (PT) comemorou a vitória de 21 candidatos a vereador que fizeram parte da coligação dele, em Guarulhos, segundo maior cidade da região metropolitana. Porém, no primeiro teste em plenário, no início de janeiro, quando foi eleita a mesa diretora da Câmara Municipal a vitória foi da oposição. Alan Neto (PSC) conquistou 20 votos contra 14 de Eneida Lima (PT). Quando a Câmara reiniciar os trabalhos nesta terça-feira, Almeida espera que os “rebeldes” já estejam mais próximos de seu governo e passem a apoiar as propostas do Executivo. 

O primeiro apoio que ele busca é da própria vereadora petista Eneida Lima que foi, até aqui, uma espécie de “fogo amigo”. 

Participe da campanha Adote um Vereador.

Paulistanos impõem desafio à Câmara Municipal

 

Ouvintes-internautas que se integraram a rede do Adote um Vereador destacaram como desafio da Câmara Municipal de São Paulo, a partir dessa segunda-feira, quando se iniciam os trabalhos da nova legislatura, aumentar o índice de confiança dos paulistanos na instituição.

“Contamos com a participação efetiva de nossos vereadores no sentido de virar este jogo, é uma vergonha uma instituição como a Câmara dos Vereadores da maior cidade do país ficar em último lugar na confiança de seus moradores”. Escreveu Alecir Macedo que adotou o vereador Netinho de Paula (PC do B).

No blog que acompanha o trabalho do presidente da Câmara, Antônio Carlos Rodrigues (PL), seu autor Joildo Santos registrou os números da pesquisa do Ibope encomendada  pelo Movimento Nossa São Paulo: “Segundo o levantamento, apenas 32% dos entrevistados disseram confiar na Câmara. O resultado representa aumento de cinco pontos porcentuais em relação à pesquisa realizada em janeiro de 2008 (27%), mas foi insuficiente para tirar o Legislativo da última posição no ranking”.

A divulgação do trabalho na Câmara e a transparências nas ações do legislador, são formas de os vereadores reconquistarem a confiança do eleitor. Através do projeto Adote um Vereador é possível, por exemplo, distinguir aqueles que estão a altura do voto que receberam daqueles que dão razão a falta de credibilidade da casa.

Maurício Kano, que adotou o vereador Roberto Tripoli (PV) lançou-se na idéia há pouco tempo e fez um teste na internet sobre o impacto e a influência que pode ter a participação dele no projeto.

“Desconectei-me da minha conta Google pra ter certeza de não influenciar os resultados e escrevi: “roberto tripoli” ou apenas “tripoli”, em dois diferentes testes (há também o deputado estadual, irmão do vereador; além da capital da Líbia). Em ambos, este meu blog no Stoa sobre Tripoli do projeto Adote um Vereador já aparece na 1a página … A página Wikia sobre o vereador Tripoli aparece somente quando se inclui “roberto” na busca. Neste caso, a ordem no Google é: (1) site pessoal dele, em 2 referências; (2) site “De Olho na Câmara”, (3) site da Câmara dos Vereadores, e em seguida (4) já aparecem duas referências ao meu blog no Stoa – Adote um Vereador – Roberto Tripoli. A referência seguinte (5) é uma notícia da Folha Online e então (6) já aparece a página Wikia sobre Tripoli”.

A presença do Adote um Vereador no Wikia obra da turma incentivada pelo Everton Zanella está sendo importante para a dimensão que a campanha ganhou na internet. Uma das primeiras ouvintes-internautas a encarar o desafio, Vera Helena que adotou Mara Gabrilli (PSDB), já foi convocado a participara desta rede social, também:

“Até que entrei na página principal e adorei. Pelo wikia, inclusive, descobri que mais 3 vereadores foram adotados: Gabriel Chalita (PSDB), Abou Anni (PV) e Roberto Tripoli (PV) Muito interessante o trabalho do Tom. Já o indiquei pra um bocado de gente. E quando me familiarizar com tudo isso, quero contribuir com minhas enxeridas informações sobre minha vereadora adotada: Mara Gabrilli.”

Adote na lista dos melhores da Campus Party

Foi na opinião de Thiago Dória e publicada no blog que ele mantém no IG. Tendo vindo de um especialista no tema, só me resta agradecer e reproduzir aqui parte do post no qual o jornalista elege os melhores e piores momentos da Campus Party 2009 que se encerrou no fim de semana, em São Paulo.

adotevereador

Apresentação do projeto Adote um vereador O jornalista Milton Jung (já entrevistado por este jornalista que vos escreve) apresentou, no espaço CBN, o projeto do qual é idealizador, o Adote um vereador.

A idéia é que a população fiscalize os políticos (vereadores) por meio de blogs e wikis. Pessoas escolhem um vereador, cadastram-se no site e se comprometem a fiscalizar as ações do vereador por todo o seu mandato (4 anos).

Não conhecia muito bem e achei o projeto bem relevante (já conta com uma boa participação). O projeto é bem focado, você não tem que fiscalizar todos os políticos, mas apenas um vereador.

Mais informações sobre o que aconteceu na Campus Party e as palestras dos jornalistas da CBN você acessa aqui .

Adote um Vereador ganha site em Ponta Grossa, no PR

Um site que pretende ajudar a comunicação entre os moradores e os vereadores da Câmara Municipal de Ponta Grossa, no Paraná, está em construção. O trabalho  é de Marcelo Alixandre que se inspirou na campanha Adote Um Vereador, lançada pelo CBN São Paulo.

Com um espaço nobre para notícias sobre o legislativo e o executivo municipais, entradas para blogs, colunas, comentários de eleitores, entre outros atrativos, Marcelo diz que a intenção é “promover a transparência nas transações do poder público e incentivar a ação cidadã junto à comunidade”.

Os vereadores vão ganhar um blog para que possam falar do trabalho que realizam.

A OAB de Ponta Grossa também será chamada a colaborar com o projeto. Segundo o criador do site, a Ordem já se comprometeu a ajudar no encaminhamento das reclamações dos eleitores para os 15 vereadores eleitos na cidade paranaense.

Em visita ao site que ainda está em construção encontrei o seguinte texto:

“O Adote um Vereador – adoteumvereador.org – tem o objetivo de prestar o serviço de utilidade pública. Estabelecida em dezembro de 2008 por um grupo de pessoas visando promover a transparência nas transações do poder público e incentivar a ação cidadã junto à comunidade.
Cabe ao vereador, satisfazer as necessidades coletivas de sua comunidade. Para realizá-las é indispensável a utilização de recursos financeiros que arrecadados na cobrança de impostos pagos por esta mesma comunidade, devem voltar em forma de benefícios coletivos. Portanto, o recurso administrado pelo poder público – vereadores, não pertence a ele, e sim ao povo.A função do vereador é administrar este agente monetário, representar a comunidade e seus interesses. Se o dinheiro administrado não pertence ao poder público, mas ao povo, cabe a ele o dever em informar seu destino. É de responsabilidade ainda do vereador, tornar pública sua atuação junto à comunidade.

O Adote um Vereador implica em facilitar a comunicação entre as partes. A instituição visa exercer a obrigatoriedade de informar o destino de recursos e desempenho do cargo público que até então, não era de conhecimento do cidadão comum”.

Senival, do PT, é adotado

Com uma carta enviada ao gabinete do vereador reeleito Senival Moura, do PT, o ouvinte-internauta Luis Fernando anunciou que passará a “acompanhar a sua atuação como forma de fiscalizar o meu voto e também de milhares de eleitores”.

Ele explica que não votou em Senival mas na legenda do PT e participará da campanha Adote um Vereador porque “acredito que é extremamente importante comunicar através de diversos meios de comunicação o que Vossas Excelências fazem na Câmara”.

Durante debate do qual participei no fim do ano passado, a convite da revista Época com a presença de quatro dos vereadores mais bem votados na cidade, Senival em conversa informal brincou: “eu quero ser adotado”. Agora já foi. E que abra canal de conversa com os eleitores através do blog Vigiando Senival

Adote um Vereador e blogs serão destaque na palestra na Campus Party, hoje às sete da noite

“O rádio na era do blog” será o tema da minha palestra, no estande da CBN na Campus Party, hoje, às sete da noite. A intenção é mostrar como estas duas mídias se relacionam e fazem uma parceria de sucesso.

 

Um dos exemplos que pretendo discutir é da campanha Adote um Vereador lançada no CBN São Paulo que ganhou adesão de ouvintes-internautas que lançaram blogs para acompanhar as informações do “adotado”. Recentemente, por iniciativa do ouvinte-internauta Everton Zanella, a campanha ganhou espaço na rede social Wikia que reúne comunidades na internet. Zanella estará por lá, também, para explicar como funciona este trabalho.

 

O estande da CBN fica na área da feira, não há necessidade de ser inscrito na Campus Party, e, portanto, a entrada é gratuita.

 

Aproveito comentário de Breno Barros, de Brasília, para informar a todos: as palestras da CBN são transmitidas pela internet em tempo real e, gravadas, serão reproduzidas no programa CBN Madrugada, além de ficar à disposição na página da rádio.

Adote um Vereador ganha rede social e adesões, no Wikia

Adote no Wikia

Já tem vida própria a campanha Adote Um Vereador lançada no CBN São Paulo logo após a eleição municipal. Depois da adesão de alguns ouvintes-internautas que acompanham o trabalho do vereador “adotado”  através de blogs (veja a coluna dos favoritos), chegou a vez da campanha ganhar nova dimensão com a inclusão da proposta no Wikia, uma rede social colaborativa que permite a participação de comunidades na internet.

A idéia foi do ouvinte-internauta Everton Zanella Alvarenga, físico formado pela USP, que em pouco tempo conseguiu reunir informações importantes para quem tem interesse em acompanhar o trabalho da Câmara Municipal de São Paulo e outras cidades.

Quatro vereadores de São Paulo foram adotados depois da criação do Adote Um Vereador no Wikia: Abou Anni (PV), Gabriel Chalita (PMDB), Kamia (DEM) e Roberto Trípoli (PV). Oito cidades, além da capital, já estão na relação daquelas em que há interesse em adotar o vereador ou o deputado distrital, no caso do Distrito Federal.

Todos os interessados em participar do projeto podem colaborar com a rede social incluindo informações dos vereadores ou divulgando sites, blogs e serviços que possibilitem o melhor acompanhamento do legislativo. Os eleitores que já mantém blogs no Adote podem incluir novos dados no Wikia, compartilhando o conhecimento e dando uma dimensão ainda maior a ação cidadã.

Clique AQUI para ir à página do Adote um Vereador no Wikia.

Câmara oferece serviço de busca no site para projetos e leis, em São Paulo

Um banco de dados enorme e rico de informações está à disposição dos paulistanos no site da Câmara Municipal, a partir deste mês. No serviço é possível encontrar curiosidades históricas como a formação da casa em 1892, na época abrigando 16 vereadores.  Mas também tem os textos dos projetos de lei e documentos das comissões parlamentares de inquérito. A busca torna as informações da Câmara mais claras, o que vem sendo reclamado há algum tempo. Ainda não oferece as facilidades tratadas em nota aqui no blog, ontem, sobre a “Consulta Cidadã” do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, mas é um avanço.

Para acessar o serviço deve-se clicar no ítem “legislação”no Portal da Câmara e, em seguida, em “consulta avançada”. Há opção da “consulta simplificada” na qual se tem leis aprovadas desde 1996 e projetos desde 2001.

Para acompanhar a tramitação de projeto de lei o cidadão tem de acessar o ítem “processo legislativo”. A busca aqui é mais complicada pois é preciso ter o número do projeto para saber em que pé anda. Eu como não sabia quais os números dos projetos de lei que reduzem o período de recesso parlamentar na Câmara, não consegui a informação desejada.

A assessoria de comunicação da Câmara Municipal de São Paulo anuncia que, em breve, serão adotadas novos mecanismos para dar mais transparência aos trabalhos dos veredores.

Consulta Cidadã é exemplo para câmara de vereadores da sua cidade

Processos sobre órgãos e empresas do Estado, investigações das contas da prefeitura e mais um sem-número de dados estão à disposição do cidadão no Portal do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Basta se cadastrar para que você passe a receber no seu e-mail informações atualizadas sobre o tema de seu interesse.

O “Consulta Cidadão” é ferramenta que permite maior controle social sobre a ação do Estado, segundo disse o chefe de gabinete da presidência do TCE-SP, Marcos Renato Bottcher, em entrevista ao CBN São Paulo.

Logo que comecei a conversa  me lembrei de reclamação que foi ao ar no programa no início do ano quando analisamos o trabalho da Câmara Municipal de São Paulo. Na oportunidade, Sônia Barboza da ONG Voto Consciente disse que é muito difícil levantar informações sobre projetos e processos no legislativo paulistano, pois é necessário requerimento que precisa passar pela autorização do presidente da casa, atualmente o vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP).

Um programa como o desenvolvido pelo TCE poderia resolver este problema e tornar as decisões e ações dos vereadores paulistanos, assim como das demais casas legislativas no País, mais transparentes.

A propósito,  o ouvinte-internauta Esper Leon se cadastrou no “Consulta Cidadão” interessado em receber informações sobre contratos da prefeitura de São Paulo. Tentativa frustrada. A capital paulista tem Tribunal de Contas próprio que não oferece ao cidadão o mesmo direito que o seu “irmão mais velho”: o TCE-SP.

A nova ferramenta do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo passará a ser usada pelas entidades que integram a Rede A1M, projeto de combate à corrupção criado  pelo Instituto de Fiscalização e Controle (IFC) em parceria com a ONG Amigos Associados de Ribeirão Bonito (Amarribo). São mais de 88 organizações em todo o País que decidiram adotar um município e fiscalizar o gasto do dinheiro público.

A informação foi repassada a toda a rede após a notícia divulgada no CBN São Paulo.

Ex-vereador de olho no prefeito Kassab

Fora da Câmara, desde dezembro, José Rolim se esforça para ver dois dos projetos de lei dele serem sancionados pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) e executados pela prefeitura de São Paulo. Ex-vereador do PSDB, Rolim conseguiu aprovar na Câmara proposta para que os postos de combustível fixem o número do Disque-Denúncia, assim como já ocorre nos ônibus da capital. Em outro projeto, os bancos ficam obrigados a criar estacionamento para carro forte, “pois hoje todos param nas vias principais nos horários de pico: às 9 e meia, abastecendo os caixas; as quatro e meia da tarde, fazendo a coleta”- explicou Rolim.

O tucano que não se reelegeu é “gato escaldado”. Já havia aprovado lei que obriga a construção de calçadas com piso drenante em determinadas situações na cidade, e a viu engavetada pelo prefeito “para ajustes”.